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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

AS INJUSTIÇAS SOFRIDAS POR QUEM TEM DEFICIÊNCIA AUDITIVA



Artigo do blog 'Crônicas da Surdez', que chama atenção às dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência auditiva.

"O deficiente auditivo quer comprar um carro. Aí descobre que a deficiência auditiva é a única deficiência que NÃO tem direito a desconto no IPI e ICMS e muito menos isenção de IPVA. Nem Freud explica! Até mesmo pessoas com deficiência que não podem dirigir veículo automotor têm direito a esses descontos.

O deficiente auditivo faz o seguro do carro. Caso se acidente, não tem como contatar nem polícia, nem bombeiros e muito menos o seguro – afinal, o único modo de contato é aquela inutilidade chamada ’0800 especial para deficientes auditivos e da fala’.

O deficiente auditivo abre conta num banco e paga as tarifas como qualquer cliente, mas não tem como se comunicar com o banco fora do horário de expediente, a não ser que cometa fraude pedindo para alguém fingir que é ele ao telefone.

O deficiente auditivo tem cartão de crédito, mas não tem como se comunicar com o mesmo – a não ser depois de fazer vários barracos e conseguir ser atendido por email, embora, obviamente, esse atendimento fique limitado a dias de semana e horário de expediente.

O deficiente auditivo decide cursar uma faculdade, mas não tem acessibilidade alguma. Ninguém nunca ouviu falar em sistema FM, hearing loop, legendas. E os professores ficam bravos se você pede para que eles falem de frente para poder ler seus lábios. Entretanto, se solicitar um intérprete de língua de sinais, será prontamente atendido. Quem entende isso?
O deficiente auditivo vai enfrentar fila numa repartição pública, aeroporto, banco ou loja, e quase sempre paga mico porque ou não tem aviso luminoso, ou tem mas criaturinhas não usam. Será que eles acham que deficientes auditivos são lenda urbana?
O deficiente auditivo vai pegar um avião, mas periga de perder o mesmo porque quando trocam o vôo de portão ou alteram o horário, avisam pelo alto falante.

Se o deficiente auditivo tiver a audácia de entrar numa fila especial para deficientes, vai ser constrangido e humilhado: sempre tem um infeliz que vem perguntar porque diabos você está ali, ou, pior, quando você explica que tem deficiência auditiva quase tem que mostrar as orelhas pro idiota ‘acreditar’ no fato.

Se o deficiente auditivo decide ir ao teatro, é quase certo que vá precisar criar os diálogos na sua própria cabeça. Acessibilidade? Bobagem, estão querendo demais.

Se o deficiente auditivo inventa de enfartar sozinho em casa, pobrecito. Vai chamar a ambulância como? Com a força do pensamento? Afinal, ambulâncias, bombeiros, SAMU, polícia e outros serviços de necessidade básica não atendem através de SMS de jeito nenhum!

O deficiente auditivo chega em casa e quer assistir ao noticiário local, mas as emissoras regionais acham que closed caption é coisa do diabo, já que até hoje nenhuma disponibilizou.
O deficiente auditivo vai ao cinema assistir a um filme nacional que teve patrocínio estatal (o qual ele possivelmente ajudou a pagar com os seus impostos), mas fica boiando porque os manés pouco se importam se ele precisa de legenda para entender o que é dito.

O deficiente auditivo faz um plano de saúde, mas é claro que o plano não tem atendimento via chat ou SMS. O único jeito de conseguir marcar consulta médica ou exames é pedindo para um parente/amigo/colega fazer isso por ele. Independência e autonomia? Só é direito de quem ouve!

O deficiente auditivo decide gastar uma grana fazendo cursinho preparatório para concursos. Aí descobre que as vídeo-aulas não têm legendas simplesmente porque ninguém achou que isso seria necessário.

O deficiente auditivo resolve pagar caro por um plano de TV a cabo. Aí, sem aviso prévio, sem eira nem beira, descobre que a TV a cabo decidiu dublar todos os seus seriados favoritos. O problema não é a dublagem, mas sim a falta de opção de legenda, oras!

O deficiente auditivo acha que é hora de comprar aparelhos auditivos novos e com tecnologia atual. Então, fica sabendo que a única ajuda que o governo oferece é um financiamento com juros reduzidos. Super justo, quando esse mesmo governo cobre de isenções e descontos outras próteses, outras deficiências e outras doenças. Fazer o que?

O deficiente auditivo quer marcar uma hora num consultório de otorrinolaringologistas ou fonoaudiólogos. Constata que o consultório não tem atendimento via chat (embora tenha, claro, um site lindo) e, ao chegar lá, fica na sala de espera aguardando e se depara com uma TV sem o closed caption ativado. Osso duro de roer…

O deficiente auditivo, azarado, fica preso no elevador. Começa a rezar pro anjo da guarda, afinal, hearing loop em elevador no Brasil é uma coisa tão improvável quanto ganhar na mega sena.

O deficiente auditivo cacifa (leia-se $$$$) uma palestra bem cara para se atualizar profissionalmente. Chegando lá, descobre que não há nenhum tipo de acessibilidade para ele. Tudo indica que os deficientes auditivos só trabalham em sub-empregos, certo? Afffffffffffff!

O deficiente auditivo vai viajar. Ao chegar no hotel, descobre que serviço de quarto, só pelo telefone, e despertador vibratório, eles nunca ouviram falar e nem sabiam que existia. Mesmo que o hotel se diga ‘acessível’.

O deficiente auditivo vai visitar um amigo. Ao chegar no prédio, constata que o interfone não tem vídeo e se vê naquela infeliz situação de ficar fazendo força na porta pra adivinhar quando o amigo a está abrindo…

O deficiente auditivo participa de uma reunião no trabalho. Na qual nenhum colega se dá ao trabalho de pensar em acessibilidade ou sequer falar de frente para ele.

O deficiente auditivo faz um esforço sobre-humano para ficar de aparelho auditivo em casa depois de um dia estafante e cheio de barulhos chatos no trabalho e na rua. A família pergunta, insistentemente “Você está de aparelho? Então como não ouviu o que eu disse?”.
O deficiente auditivo mora sozinho e vai dormir. O alarme do seu carro dispara. Os vizinhos sabem que ele está em casa, tocam na campainha, não obtém resposta. Aí arrombam a porta do seu apartamento. E quase matam o cara de susto!

O deficiente auditivo se matricula num curso de inglês. A prova escrita ele tira de letra, mas a prova oral envolve ouvir e entender o que uma gravação de CD diz. Não é fácil…
O deficiente auditivo deve comparecer a uma audiência no foro da comarca da sua cidade. Acessibilidade zero e ainda por cima juiz, promotor e advogados falam baixinho e sem articular os lábios decentemente.

O deficiente auditivo conhece alguém e a pessoa pede o número do seu celular. Quando ele avisa educadamente ‘por favor me envie torpedo pois não escuto no telefone’ quase sempre tem como resposta ‘como assim você não escuta ao telefone? que coisa mais estranha!’ junto com um par de olhos arregalados e uma expressão de pavor."


FONTE:  CRONICAS DA SURDEZ



O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

EXAME DE SANGUE DETECTARÁ AUTISMO ANTES DE SURGIREM OS SINTOMAS

 
Cientistas da Western University, no Canadá e da University of Arkansas, nos EUA, descobriram a presença de um marcador sanguíneo único que pode levar a um exame de sangue para identificar e potencialmente tratar o autismo, antes do aparecimento dos sintomas.

A descoberta favorece ainda a compreensão da possível ligação entre as bactérias presentes no estômago e o desenvolvimento de autismo.

A equipe, liderada por Derrick MacFabe e Richard Frye, encontrou evidências de um metabolismo energético anormal em um grande subgrupo de crianças autistas, que foi coerente com descobertas biológicas anteriores feitas por MacFabe e sua equipe durante a última década, o que prova que essas anormalidades metabólicas podem surgir, não só de fatores genéticos, mas a partir de compostos produzidos por certos tipos de espécies bacterianas encontradas frequentemente no intestino de pessoas com autismo.

Evidências recentes sugerem que anormalidades biológicas em muitas pessoas com transtornos do espectro autista (ASD) não estão restritas ao cérebro, mas podem envolver outros sistemas do corpo, incluindo os sistemas imune, de geração de energia, de desintoxicação e o digestivo. Estas alterações podem aparecer devido a alteração da função das mitocôndrias, produtores de energia das células.

"Perturbações do espectro do autismo afetam até uma em 88 pessoas. E o número parece estar aumentando. Muitos têm problemas digestivos e metabólicos, mas como esses problemas se relacionavam com o comportamento autista não estava claro"
, afirma MacFabe.

Estudando 213 crianças, os pesquisadores descobriram que 17% das crianças com autismo tinham um padrão único de marcadores sanguíneos do metabolismo da gordura, chamado acil-carnitina, bem como outras provas de funcionamento anormal da energia celular, como redução na glutationa.

"Este estudo sugere que o autismo em alguns pacientes pode surgir a partir de alterações na função mitocondrial e no metabolismo da gordura após a exposição ambiental ao ácido propiônico produzido por bactérias no intestino", explica MacFabe.

A pesquisa foi publicada na revista Translational Psychiatry.


FONTE: http://www.isaude.net



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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

CAE APROVA ISENÇÃO DE IPI PARA DEFICIENTES AUDITIVOS COMPRAREM SEU CARRO


A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (4) projeto que estende às pessoas com deficiência auditiva a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de carros para utilização no transporte autônomo de passageiros. A isenção já beneficia pessoas com deficiência física, visual ou mental, além de autistas.

O autor do projeto (PLS 14/08), senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), argumenta que a exclusão dos deficientes auditivos do benefício fiscal é discriminatória e que constitui dever do poder público amparar as pessoas que enfrentam dificuldades em competir, em igualdade de condições, com os demais cidadãos na vida econômica e social.

O relator, senador Gerson Camata (PMDB-ES), observou que aceitar a exclusão dos deficientes auditivos da isenção fiscal significaria concordar que o sentido da audição não tem nenhuma importância para o desenvolvimento da pessoa e sua integração na vida econômica e social.

Aprovado terminativamente pela CAE, o projeto deve seguir diretamente para a análise da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para sua votação no Plenário do Senado.





fonte: http://jornal.jurid.com.br



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sábado, 22 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL E FELIZ ANO NOVO EM SIGN WRITING - POR VALERIE SUTTON

it's a gift from my dear friend Valerie Sutton
(um presentinho enviado por minha amiga querida Valerie Sutton)

domingo, 25 de novembro de 2012

NÃO DESISTAM DO APRENDIZADO


SURDOS COBRAM CRIAÇÃO DE ESCOLA PÚBLICA BILÍNGUE


Deputados distritais de diversos partidos assumiram, na manhã desta quarta-feira (26), o compromisso de aprovar até o final do ano a criação de uma escola pública integral bilíngue que tenha a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como o primeiro idioma e, ao mesmo tempo, ensine o português escrito.

A garantia  manifestada durante sessão solene, no plenário da Câmara Legislativa, requerida pelo deputado Robério Negreiros (PMDB), para comemorar o Dia Nacional do Surdo. "Mais de 5 milhões de pessoas surdas ou com problemas auditivos vivem em silêncio no nosso País. São cidadãos que cumprem os seus deveres, mas são tratados com preconceito pelos que pregam a normalidade física", afirmou o parlamentar na abertura do evento, defendendo a inclusão da Libras como matéria obrigatória nas escolas.

O Projeto de Lei nº 725/2012, de autoria do deputado Wellington Luís (PPL), que institui a escola bilíngüe será apreciado no próximo dia 2 de outubro pela Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC), para que prossiga em tramitação até chegar ao plenário.

"A comunidade surda de Brasília merece o nosso respeito e o nosso compromisso", declarou o deputado Washington Mesquita (PSD), presidente da CESC, presente à solenidade. Ele disse ainda que irá reivindicar a contratação de intérpretes especializados em Libras, para acompanhar os trabalhos da Câmara Legislativa.

Essencial – Vários deputados se revezaram na tribuna para defender o PL nº 725/2012. Prof. Israel Batista (PEN) lembrou que a matéria apresenta alguns "problemas jurídicos, mas nada que não possa ser resolvido pela força da comunidade e pela necessidade da escola bilíngüe, que é fundamental". Também defenderam a proposição, os deputados Olair Francisco (PT do B); Rôney Nemer (PMDB), e Wasny de Roure (PT).

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF), que participou do evento, disse que a implantação da escola é essencial. "Não é o Estado que vai dizer o que a comunidade surda quer. Temos de assegurar a igualdade de oportunidades e respeitar a Libras, uma língua nacional tal como é o português", afirmou.

A professora Heloísa Salles, de Departamento de Letras, da  UnB, disse que há muitos motivos para valorizar a proposta: "A educação bilíngüe é necessária para que alcancemos nossos ideais de democracia e desenvolvimento humano, de afirmação da paz e da fraternidade".

Para o vice-presidente da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos (Apada), Wanberson Pricima, que discursou com auxílio de intérprete, é necessário que haja meios para que os surdos possam desenvolver suas habilidades: "Vamos colocar em pauta a nossa integração nas escolas e em todos os locais públicos".


Marco Túlio Alencar – Coordenadoria de Comunicação Social 
FONTE: Câmara Legislativa do DF 





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TRANSTORNOS MENTAIS SÃO A TERCEIRA CAUSA DO AFASTAMENTO DO TRABALHO


USO INDISCRIMINADO DE MEDICAMENTOS PARA CRIANÇAS TDAH


A TRAJETÓRIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL


A SÍNDROME DO GÊNIO - ASPERGER


A GAGUEIRA É UMA CONDIÇÃO NEUROLÓGICA


terça-feira, 6 de novembro de 2012

CAMPANHA PELO AUMENTO DO TAMANHO DA JANELA EM LIBRAS

as imagens falam por si só...


A AVALIAÇÃO


PROJETO AMPLIA PRAZO DE DURAÇÃO DE ESTÁGIO PARA DEFICIENTES

Márcio Marinho

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4443/12, do deputado Márcio Marinho (PRB-BA), que dobra de 2 para 4 anos o prazo do estágio para aluno com deficiência.

A Lei do Estágio (11.788/08) estabelece que o estágio em uma mesma empresa para pessoa com deficiência não pode exceder dois anos.

Segundo Marinho, não há vantagem em limitar a dois anos o período em uma mesma empresa. “A necessidade de troca do local do estágio pode interferir negativamente em trajetória de formação bem sucedida.”

Tramitação
A proposta, que foi apensada ao PL 4579/09, será analisada conclusivamente pelas comissões de Educação e Cultura; Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

  • PL-4579/2009
  • PL-4443/2012