
Esse blog é para as pessoas que acreditam e lutam pela melhoria da Educação Especial no Brasil.
Mostrando postagens com marcador Educação Regular e Especial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação Regular e Especial. Mostrar todas as postagens
sábado, 23 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
PRÍNCIPE HARRY COZINHA, DANÇA E ENSINA CRIANÇAS SURDAS EM LESOTO

Na quarta-feira 27/02/13, o terceiro e último dia de sua viagem pelo sul da África, o príncipe Harry de 28 anos fez uma parada no Centro Kananelo para Surdos, onde 70 crianças aguardavam a sua chegada. O Príncipe fez a alegria das crianças carentes surdas, que são atendidas na Kananelo Centre, localizada em Maseru, Lesoto.
Na estrada de terra nas proximidades do centro, dezenas de crianças de outras escolas chegaram para ver a passagem do príncipe, que já havia passado pelo local em 2004.
Simpático como sempre, o monarca dançou, cozinhou (usando um avental com estampa de ursinhos) e participou de uma aula improvisada de linguagem de sinais, ao lado dos alunos do centro .
O príncipe participou de uma dança tradicional com as crianças do centro, que ainda apresentaram uma peça de teatro em linguagem de sinais, para mostrar as habilidades aprendidas no centro.
Ainda no mesmo centro, Harry colocou em prática seus dotes culinários, ao preparar doces parecidos com rosquinhas, que depois foram oferecidos à imprensa.

A Kananelo Centre recebe ajuda da instituição de caridade Sentebale, que foi fundada por Harry e pelo Príncipe Seeiso, de Lesoto.
O filho mais novo do príncipe Charles visitará também uma escola para cegos e um projeto para habitação e água.
Em seguida, ele viajará para Joanesburgo, na África do Sul, para participar de um evento para arrecadação de fundos.
FONTE: http://f5.folha.uol.com.br/
O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR
MENINOS...

"Que nenhum menino seja coagido pelo pai a ter a primeira relação sexual da vida dele com uma prostituta (isso ainda acontece muito nos interiores do Brasil!)
Que nenhum menino seja exposto à pornografia precocemente para estimular sua “macheza” quando o que ele quer ver é só desenho animado infantil (isso acontece em todo lugar!)
Que ele possa aprender a dançar livremente, sem que lhe digam que isso é coisa de menina
Que ele possa chorar quando se sentir emocionado, e que não lhe digam que isso é coisa de menina
Que não lhe ensinem a ser cavalheiro, mas educado e solidário, com meninas e com os outros meninos também
Que ele aprenda a não se sentir inferior quando uma menina for melhor que ele em alguma habilidade específica – já que ele entende que homens e mulheres são igualmente capazes intelectualmente e não é vergonha nenhuma perder para uma menina em alguma coisa
Que ele aprenda a cozinhar, lavar prato, limpar o chão para quando tiver sua casa poder dividir as tarefas com sua mulher – e também ensinar isso aos seus filhos e filhasNa adolescência, que não lhe estimulem a ser agressivo na paquera, a puxar as meninas pelo braço ou cabelos nas boates, ou a falar obscenidades no ouvido de uma garota só porque ela está de minisaia
Que ele não tenha que transar com qualquer mulher que queira transar com ele, que se sinta livre para negar quando não estiver a fim – sem pressão dos amigos
Que ele possa sonhar com casar e ser pai, sem ser criticado por isso. E, quando adulto, que possa decidir com sua mulher quem é que vai ficar mais tempo em casa – sem a prerrogativa de que ele é obrigado a prover o sustento e ela é que tem que cuidar da cria
Que, ao longo do seu crescimento, se ele perceber que ama meninos e não meninas, que ele sinta confiança na mãe – e também no pai! – para falar com eles sobre isso e ser compreendido
Que todo menino seja educado para ser um cara legal, um ser humano livre e com profundo respeito pelos outros. E não um machão insensível! Acredito que se todos os meninos forem criados assim eles se tornarão homens mais felizes".
Silvia Amélia de Araújo
Marcadores:
Educação Regular e Especial,
Pensamentos e Reflexões,
Preconceito,
Psicologia
terça-feira, 12 de março de 2013
CENTRAL DE INTÉRPRETES PASSA POR ADEQUAÇÕES

De
acordo com o Censo 2010, o Ceará possui cerca de dois milhões de
pessoas com deficiência, 6,23% deste total declaram-se surdas. Em
Fortaleza, desde 2010, a Central Municipal de Intérpretes e Instrutores
da Libras (Cemil) tem a missão de promover acessibilidade na comunicação
entre surdos e ouvintes. O equipamento está paralisado e aguarda novas
instalações para voltar a funcionar até junho.
O
motivo para o recesso nas atividades seria a adequação da unidade
municipal às Centrais de Interpretação de Libras (CIL), do Governo
Federal. De acordo com o titular da Coordenadoria de Pessoas com
Deficiência (Copedef), Chauzer Fontele, kits unitários foram entregues,
em fevereiro, pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da
República, Maria do Rosário. O Estado recebeu três kit formados por
mobília, computadores, softwares e um automóvel, cada. Um dos kits
ficará na Capital, enquanto os outros foram direcionados para Sobral e
Região Norte. Todas as unidades têm o prazo de 120 dias para
adequarem-se à CIL, a partir da data de assinatura do termo.
As
inovações estão inclusas no programa nacional Viver Sem Limite – Plano
Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, um conjunto de ações de
políticas públicas que visa priorizar o acesso à educação, inclusão
social, atenção à saúde e acessibilidade para a comunidade deficiente.
“Estamos trabalhando para melhorar nosso atendimento. Vamos criar um
modelo bem melhor, porque a Cemil é de grande importância para a
inclusão de pessoas surdas nos órgãos municipais. Os familiares também
podem participar através dos cursos e, hoje, a sociedade tem uma real
necessidade de ter conhecimento em Libras”, considerou o coordenador.
Hoje, o mercado de intérprete está muito
favorável, pois os surdos estão mais abertos a reivindicar seus direitos
de ter um intérprete em órgãos públicos.
O novo projeto da Cemil representa um avanço sobre o atendimento
às expectativas dos deficientes auditivos. O que a Central irá adotar
será o sonho de toda comunidade surda que não pode pagar intérpretes
particulares para os acompanharem em instituições que são públicas.
Ressalta-se, ainda, a importância em investimentos como a aproximação da
Copa do Mundo em 2014 e a necessidade de se comunicar através da Língua
Internacional de Sinais, chamada Gestuno.
FORMAÇÃO
Também pensando na capacitação de novos intérpretes, o diretor Carlos Segundo, da Escola Estadual de Educação Profissional Joaquim Nogueira, adotou em sua instituição uma turma especial de 15 surdos e 15 ouvintes com o desafio de, em 2013, formar 15 técnicos intérpretes de Libras. Para ele, são poucas as oportunidades de inclusão educacional para surdos, e com esta turma, pode contribuir para a convivência dos surdos, além de credenciar os ouvintes a trabalharem como tradutores e intérpretes.
Também pensando na capacitação de novos intérpretes, o diretor Carlos Segundo, da Escola Estadual de Educação Profissional Joaquim Nogueira, adotou em sua instituição uma turma especial de 15 surdos e 15 ouvintes com o desafio de, em 2013, formar 15 técnicos intérpretes de Libras. Para ele, são poucas as oportunidades de inclusão educacional para surdos, e com esta turma, pode contribuir para a convivência dos surdos, além de credenciar os ouvintes a trabalharem como tradutores e intérpretes.
FONTE: http://www.oestadoce.com.br/
Marcadores:
Acessibilidade,
Deficiências,
Educação Regular e Especial,
Inclusão,
Legislação,
Psicologia,
Surdocegos,
Surdos
ONU PREMIA SOFTWARE BRASILEIRO QUE TRADUZ PORTUGUÊS PARA LIBRAS
São comuns os aplicativos na internet que fazem tradução entre
diferentes idiomas. A novidade é uma ferramenta digital que transforma
textos, imagens e arquivos de áudio em uma língua especial: sinais para
surdos. O programa foi desenvolvido por três alagoanos e acaba de
receber um importante prêmio internacional. O “Mãos que Falam” venceu o
World Summit Award Mobile (WSA-Mobile), uma competição bienal promovida
pelas Nações Unidas e parceiros. Representantes de 100 países
participaram da disputa que escolheu 40 finalistas em oito categorias.
Hugo, o avatar do aplicativo que usa as mãos para conversar com os
usuários, levou para casa o prêmio da categoria Inclusão.
O personagem funciona como interface para traduzir conteúdos digitais
em Libras, a Linguagem Brasileira de Sinais. “Esta é a primeira língua
que os surdos aprendem, só depois vem o português”, explica o Diretor
Executivo do projeto, Ronaldo Tenório, um dos três idealizadores do Mãos
que Falam.Segundo ele, ainda existe um percentual elevado de surdos que
não entende bem português e que, por diferentes motivos, abandonou a
escola sem uma alfabetização completa. O programa pretende facilitar a
compreensão.
O software reconhece as palavras de uma mensagem de texto, por
exemplo, e o personagem Hugo interpreta o significado em Libras. O
caminho inverso – a possibilidade de responder em libras que seriam
convertidas em texto – faz parte dos planos para uma segunda etapa do
projeto. Os cuidados agora estão em aperfeiçoar os códigos que funcionam
como cérebro do avatar: quanto mais for usado, mais precisas se tornam
as traduções.
O personagem Hugo traduz textos, videos e sons para a Linguagem Brasileira de Sinais
Hugo também ajuda na interpretação de imagens que tenham texto, como a
capa de um jornal. O usuário fotografa a página e a imagem é varrida
pelo programa em busca de caracteres. Um sistema de reconhecimento lê o
conteúdo, que é traduzido em gestos. Tenório diz que a mesma ferramenta
poderia ajudar na leitura de placas de informação.
“Queremos fazer com que o surdo entenda conteúdos e tenha acesso ao conhecimento”, afirma.
Acesso gratuito
Além disso, Tenório trabalha ao lado de Carlos Wanderlan, Tadeu Luz –
idealizadores do programa – e uma equipe de mais 20 pessoas para deixar
tudo pronto para o lançamento oficial dos aplicativos para celular. A
previsão é que o software possa ser baixado em smartphones com
diferentes sistemas operacionais no segundo semestre deste ano. Por
hora, a empresa comercializa licenças da versão web do programa, que
pode ser instalada em qualquer site para torná-lo acessível a quem
depende dos sinais.
Tenório explica que essas licenças são comercializadas, mas o usuário
final não paga pelo serviço. “Entendemos que o surdo não precisa pagar
para ter acesso a informação, e os aplicativos para celulares também
serão gratuitos”, antecipa.
A premiação internacional – que se seguiu a outras conquistas locais –
alavancou a empresa, e hoje o que era apenas uma ideia se transformou
na fonte de renda dos jovens empreendedores.
O destaque internacional deve render também novas parcerias. Por
hora, Hugo não entende outras línguas, mas pode aprendê-las no futuro. A
sutileza no conjunto de gestos usados em cada país dificulta o
trabalho, mas a empresa conta com consultores especiais: cinco surdos
participam da equipe de desenvolvimento, e associações de deficientes
auditivos de todo o país contribuem nos ajustes do personagem. Existem
diferenças nos sinais de uma região para outra, e a equipe de
desenvolvedores quer deixar o programa capaz de funcionar bem em todo o
país. “Podemos dizer que até mesmo na Libras existe um sotaque”.
Autora: Ivana Ebel
Revisão: Rafael Plaisant Roldão
Leia mais em www.dw.de/brasil
Revisão: Rafael Plaisant Roldão
Leia mais em www.dw.de/brasil
O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR
Marcadores:
Acessibilidade,
Deficiências,
Educação Regular e Especial,
Inclusão,
Legislação,
Psicologia,
Surdocegos,
Surdos
segunda-feira, 11 de março de 2013
DOWN, SOMOS SÓ PARTE DA IMENSA DIVERSIDADE DOS SERES HUMANOS

Protagonista do filme "Colegas", do diretor Marcelo Galvão, o ator Ariel Goldenberg, 32, se define como um "guerreiro". E ele é. Guerreiro down, diga-se. Down de síndrome de Down mesmo.
Abaixo, a entrevista de Goldenberg, em que ele revela o segredo de seu sucesso e dá dicas sobre como os pais de crianças com Down podem ajudar seus filhos.
A campanha "VemSeanPenn" já foi vista por 1,4 milhão de pessoas. Afinal, ele vem?
Agora, é com ele. Mas, mesmo que ele não venha, eu queria deixar claro que eu já devo muito ao Sean Penn pela forma digna com que representou a condição dos deficientes mentais em "Uma Lição de Amor", de 2001. No filme, ele interpretou um pai com deficiência mental que luta pelo direito de criar sua filha. Acho que o Sean Penn nesse filme fez o que nós tentamos fazer com o "Colegas". Mostrou para a sociedade que os downs são capazes de fazer qualquer coisa.
O que você fazia antes de se tornar ator?
Eu trabalhava no marketing de uma empresa gigante de tintas. Aproveitei para fazer uma captação de recursos para o filme "Colegas", quando ele ainda era só um projeto. Falei com meu chefe que eu seria o protagonista, que o argumento era muito bom. Eles deram R$ 500 mil [a produção toda ficou em R$ 5,5 milhões].
Você não teve medo de tomar um não na cara?
Eu sou um cara que luta, um guerreiro. Eu luto muito para conseguir o que quero. Sou persistente. Meu sonho é ser ator e cineasta. Toda a minha vida está voltada para esse foco de atuar e dirigir.
Como foi a sua infância?
Foi uma infância feliz e relativamente comum. Meus pais são separados desde não sei quando; fui criado com três irmãos. Minha mãe me colocou em uma escola normal, que foi a minha primeira escola. Depois, fui estudar em uma escola especializada em alunos com síndrome de down. Recomendo, às famílias que possam, que coloquem seus filhos com down em uma escola especializada, que sabe melhor como lidar com nossas características e necessidades.
Qual é o papel da sua mãe na sua vida?
Minha mãe me deu muita segurança.
Segurança do amor dela?
Olha, a questão mais importante aqui não é o amor. A questão mais importante é o apoio. É diferente. Amor eu tenho da minha esposa, a Rita. É claro que existe o amor de mãe, mas, agora, com o amor da minha esposa, eu não preciso mais do amor da minha mãe. O que eu preciso é do apoio dela. E isso eu tive, tenho e terei sempre. Por exemplo: agora mesmo, eu pedi a ela que me conseguisse algum contato no SBT, para que eu possa investir na minha carreira de ator. Eu quero entrar no casting de novelas do SBT, da Globo ou da Record. E ela conseguiu.
Como você avalia o seu desempenho no filme?
Eu dei a minha alma para que o Stallone expressasse a realidade de um down que luta para materializar os seus sonhos. Stallone sou eu. Tenho orgulho de dizer que fizemos o filme todo em um take só. Gravamos direto, não houve a necessidade de refazer cenas porque os atores se esqueceram do texto, ou porque não colocaram verdade nos personagens.
Você alguma vez se sentiu discriminado por ser down?
Uma vez. E foi, por coincidência, em um cinema. Eu e a Rita estamos acostumados a ir ao cinema toda sexta-feira. Sempre fomos tratados com respeito, mas, naquele dia, o gerente se recusou a aceitar que pagássemos meia-entrada, que é um direito assegurado aos downs. Ficou claro que ele não nos queria lá. Me subiu o sangue na hora.
Como você conheceu a Rita?
Entrei no site "Grandes Encontros", que é uma sala de bate-papo para pessoas com deficiência, e a encontrei. O que ela tem de mais? Nada. Apenas uma alma pura e os olhos azuis bonitos. Casamos nos rituais judaico, religião da minha família, e no católico, da família da Rita.
Você se sente um cara diferente das pessoas comuns?
Não. Eu me sinto igual a todo mundo. Nós downs perante a sociedade somos downs, mas, perante Deus, somos normais. É claro que eu sei que temos uma cópia a mais do cromossomo 21. Mas todo dia nasce um bebê down ou um bebê torto, ou loiro, ou moreno, ou mais inteligente, ou menos. Nós somos apenas parte da imensa diversidade dos seres humanos. Por isso, somos normais.
Muitas pessoas têm filhos com síndrome de down e não sabem lidar com essa situação. Que conselho você daria?
Tem que ter paciência com o filho. E se o filho fizer alguma coisa errada, tem que ser firme ao apontar o erro. Firmeza no bom sentido, falando de modo que ele entenda. Outra coisa importante é apoiar o filho. Se ele quiser arrumar uma namorada, ou se casar, tem de respeitar esse sentimento.
E um conselho para quem tem Down?
Eu digo que tem de lutar. Tem de lutar muito. Uma das minhas frases preferidas é "do luto nasce a luta".
Quais são os próximos passos?
Quero virar ator profissional, viver disso, estudar para me tornar diretor como o Marcelo [Galvão, diretor de "Colegas"].
E ter filhos, você e a Rita não planejam?
Não. Porque dá muito trabalho formar um filho com a síndrome. E há uma probabilidade muito grande de termos um filho com a síndrome. Eu não quero me arriscar.
FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO
O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
QUALIDADE DA EDUCAÇÃO NO BRASIL FICA EM PENÚLTIMO LUGAR NO RANKING MUNDIAL

O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que
comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de
professores, dentre outros fatores.
A pesquisa foi encomendada à
consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson,
empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a
vários países. Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do
Sul e de Hong Kong.
Os 40 países foram divididos em cinco grandes grupos de acordo com os
resultados. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na
lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina,
Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que
figura na última posição.
Os resultados foram compilados a partir
de notas de testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e
2010. Além disso, critérios como a quantidade de alunos que ingressam na
universidade também foram empregados.
Para Michael Barber,
consultor-chefe da Pearson, as nações que figuram no topo da lista
valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa
educação.
Ele diz que no passado muitos países temiam os rankings
internacionais de comparação e que alguns líderes se preocupavam mais
com o impacto negativo das pesquisas na mídia, deixando de lado a
oportunidade de introduzir novas políticas a partir dos resultados.
Dez
anos atrás, no entanto, quando pesquisas do tipo começaram a ser
divulgadas sistematicamente, esta cultura mudou, avalia Barber.
“A
Alemanha, por exemplo, se viu muito mais abaixo nos primeiros rankings
Pisa [sistema de avaliação europeu] do que esperava. O resultado foi um
profundo debate nacional sobre o sistema educacional, sérias análises
das falhas e aí políticas novas em resposta aos desafios que foram
identificados. Uma década depois, o progresso da Alemanha rumo ao topo
dos rankings é visível para todos”.
No ranking da EIU-Person, por
exemplo, os alemães figuram em 15º lugar. Em comparação, a Grã-Bretanha
fica em 6º, seguida da Holanda, Nova Zelândia, Suíça, Canadá, Irlanda,
Dinamarca, Austrália e Polônia.
Cultura e impactos econômicos
– Tidas como “super potências” da educação, a Finlândia e a Coreia do
Sul dominam o ranking, e na sequência figura uma lista de destaques
asiáticos, como Hong Kong, Japão e Cingapura.
Alemanha, Estados Unidso e França estão em grupo intermediário, e Brasil, México e Indonésia integram os mais baixos.
O
ranking é baseado em testes efetuados em áreas como matemática,
ciências e habilidades linguísticas a cada três ou quatro anos, e por
isso apresentam um cenário com um atraso estatístico frente à realidade
atual.
Mas o objetivo é fornecer uma visão multidimensional do
desempenho escolar nessas nações, e criar um banco de dados que a
Pearson chama de “Curva do Aprendizado”.
Ao analisar os sistemas
educacionais bem-sucedidos, o estudo concluiu que investimentos são
importantes, mas não tanto quanto manter uma verdadeira “cultura”
nacional de aprendizado, que valoriza professores, escolas e a educação
como um todo. Daí o alto desempenho das nações asiáticas no ranking.
Nesses
países o estudo tem um distinto grau de importância na sociedade e as
expectativas que os pais têm dos filhos são muito altas.
Comparando
a Finlândia e a Coreia do Sul, por exemplo, vê-se enormes diferenças
entre os dois países, mas um “valor moral” concedido à educação muito
parecido.
O relatório destaca ainda a importância de empregar
professores de alta qualidade, a necessidade de encontrar maneiras de
recrutá-los e o pagamento de bons salários.
Há ainda menções às
consequências econômicas diretas dos sistemas educacionais de alto e
baixo desempenho, sobretudo em uma economia globalizada baseada em
habilidades profissionais.
FONTE: BBC BRASIL
O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
Marcadores:
Educação Regular e Especial,
Pensamentos e Reflexões,
Psicologia
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
LANÇADO O LIVRO SOBRE HELDYEINE, SURDOCEGA CONGÊNITA

Quando tinha pouco mais de um ano de idade, tudo que Heldyeine sabia
fazer era chorar e se arrastar de costas no chão, o que lhe deixava com
falhas no couro cabeludo. Surdocega congênita por causa da rubéola
contraída pela mãe na gravidez, a criança parecia isolada.
Pouco a pouco, Heldy foi aprendendo a pegar objetos, andar,
alimentar-se, tomar banho, reconhecer pessoas e emoções, expressar
desejos e interagir com o mundo, tudo por meio do toque.
Hoje, aos 21, Heldyeine Soares se comunica por Libras (Língua Brasileira
de Sinais) tátil --os sinais são feitos nas mãos, que ficam em forma de
concha, para que ela os sinta e os interprete.
Seu mundo, feito de gestos que identificavam coisas e pessoas, foi sendo
traduzido para a Libras tátil, o que ampliou suas possibilidades de
interação e abstração.
A história da menina acaba de ser publicada no livro "Heldy Meu Nome --
Rompendo as barreiras da surdocegueira", escrito pela pedagoga Ana Maria
de Barros Silva, impressionada com o desempenho de Heldyeine.
"Essa é uma história de sucesso que não poderia ficar apagada.
Surdocegos congênitos como ela tendem a ficar isolados, não têm esse
desenvolvimento", diz a autora, que trabalha há 40 anos com a educação
de surdocegos.
Grande parte desse sucesso é mérito da professora aposentada Marly
Cavalcanti Soares, do Instituto dos Cegos de Fortaleza, que encarou o
desafio de ensinar a menina, apesar de ter poucos recursos e de seu
desconhecimento sobre a surdocegueira.
O livro só pôde ser escrito graças aos seus detalhados relatórios do
progresso de Heldy. Anotava cada conquista, tirava fotos e fazia vídeos,
batizados de "Renascer".
Os textos dão uma ideia de como o progresso foi alcançado e comemorado e
mostram como Heldy aprendia rápido e dava sinais de que queria mais.
Depois de aprender a andar, já recusava a ajuda da professora para subir
escadas, como se pedisse mais autonomia.
Ela logo conseguiu identificar as pessoas --reconhecia a professora
pelas blusas com botões e tinha um gesto para cada membro da família.

PARCERIA
Junto com Marly, a mãe e as irmãs de Heldy lutaram para que a menina se desenvolvesse dessa forma.
De origem simples, a família de Maracanaú (a 15 km de Fortaleza, CE)
levava quase duas horas para chegar ao Instituto dos Cegos de Fortaleza
de ônibus.
A mãe, Jane, abandonada pelo ex-marido, cuidava sozinha de Heldy e das
duas filhas mais velhas. Apesar das dificuldades, insistia na atenção
especial à caçula.
"A Heldy é quem ela é hoje graças a Deus, à minha mãe e à tia Marly, que
provou que, por amor, é possível tornar uma pessoa capaz como ela fez",
conta Heldijane Cidrao, 26, irmã de Heldy.
Heldijane cuida da irmã desde os cinco anos --era chamada pela
professora de "pequena grande mãe". Envolveu-se tanto que se casou com o
professor de Libras de Heldy, que é surdo, e se tornou intérprete de
surdos e surdocegos.
"Esse livro me emociona porque ler é como viver tudo de novo. Quando eu
tinha seis anos, a tia Marly me colocou no colo e me disse que, quando
eu tivesse sede, Heldy também teria e que eu deveria dar água a ela.
Quando estivesse com fome, deveria dar algo de comer a Heldy. Hoje tenho
uma filha de seis anos e me imagino fazendo tudo que fiz na idade
dela."
Agora, Heldy tem bastante autonomia --a família só não deixa que saia na
rua sozinha ou cozinhe. Frequenta o Instituto de Surdos de Fortaleza
para aprimorar seu conhecimento de Libras e faz bijuterias no tempo
livre.
Algumas das anotações da professora Marly que estão no livro são
dirigidas diretamente a Heldy. Seu sonho era que um dia a menina pudesse
ler sua própria história.
Os primeiros capítulos foram enviados à jovem em braile --ela lê, mas
não fluentemente --e o livro todo deve ser lançado nesse formato.
FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO
O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
domingo, 25 de novembro de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)











