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quarta-feira, 13 de março de 2013

A CASA DOS ESQUECIDOS - HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS NO BRASIL ATUAL


  Por  

Passei um bom tempo procurando um título para poder falar do trabalho incrível da equipe de reportagem do Conexão Repórter (SBT) apresentada por Roberto Cabrini, no dia 24 de janeiro de 2013. No entanto, não podia achar título melhor do que o dado pela própria equipe: A casa dos esquecidos.

A reportagem me instigou a, mais uma vez, escrever sobre a nossa luta diária para o fechamento de locais como o hospital psiquiátrico mostrado na reportagem exibida pelo programa. Sabe-se que foi elaborado no dia 18 de maio de 1987, na I Conferência Nacional de Saúde Mental, um documento que propunha a reformulação do modelo assistencial em saúde mental, bem como a reorganização dos serviços de atendimento, destacando como melhor forma de tratamento o atendimento extra-hospitalar e as equipes multiprofissionais, com isso, iniciaram-se as discussões acerca dos direitos de cidadania, bem como de legislação, em relação ao doente mental (Saúde Mental, 2007).

Infelizmente, a forma tradicional, conhecida por muitos, de se “tratar” a loucura, é caracterizada principalmente pelo asilamento e exclusão. Segundo Basaglia (1985), quando um sujeito portador de transtorno mental é internado em uma dessas instituições psiquiátricas, perde seus direitos e é submetido ao poder da instituição, fica, portanto, à mercê dos delegados da sociedade, conhecidos como “médicos”, que o afastou e o excluiu.  Este modelo de tratamento serviu como uma forma de controle social do Estado ao se tratar de trabalhadores que perdeu a capacidade produtiva (Grunpeter, Costa, Mustafá, 2007). Surge daí a principal critica a esse modelo de assistência, cuja representação surge por meio ético, tanto no aspecto profissional quanto ao resgate dos direitos humanos aos sujeitos mentalmente doentes, muitos destes, resultado de sua própria sociedade.

Para Basaglia (1985) a psiquiatria foi uma técnica altamente repressiva, que o Estado sempre usou para oprimir os pobres e doentes, aqueles que não produziriam mais lucros para a sociedade, fortalecendo assim, a ideia de que essa questão sempre esteve fortemente vinculada à lógica do capitalismo, se o sujeito não produz, ele não “serve”, e o que deve fazer é exclui-lo da sociedade, o modo de exclusão pouco importa, desde que ele não interfira no progresso do Estado.

Baseando-se nas terríveis formas de tratamento as quais os mentalmente doentes (rótulo usado para camuflar a ideia de que só quem produzia podia ser considerado saudável) foi que surgiu a luta pelas mudanças no modelo de assistência, cujo objetivo principal era a substituição do modelo asilar por uma rede de serviços territoriais (Grunpeter, Costa, Mustafá, 2007).

Acerca de um ano o programa Conexão Repórter havia recebido denuncias de que o Hospital Psiquiátrico Vera Cruz, de Sorocaba-SP, estava tratando seus internos sobre condições precárias e desumanas. Partindo disso, o programa realizou um documentário que mostrou os bastidores desse local caracterizado por abandono e violência.

Durante duas semanas um produtor do Conexão Repórter, disfarçou-se de funcionário do hospital para mostrar a realidade dos pacientes que por lá foram esquecidos. Algum tempo depois, Roberto Cabrini (apresentador), também visitou o local e entrevistou alguns dos pacientes, presenciando imagens fortes e inacreditáveis.

Possivelmente não conseguirei transcrever tão bem as sensações que me ocorreram durante a exibição da reportagem, tamanhas eram elas. De inicio é revoltante, falo não somente como profissional da saúde, porque antes disso sou um ser humano. Não há descrição melhor para os sentimentos do que: Negativos. Em nenhum momento se sente aquela “coisa” mágica chamada esperança, de que algo ali se transforme. Não por pessimismo, mas pelas condições dadas aqueles esquecidos. Se hora a revolta batia no peito, por outro lado a tristeza transbordava aos olhos.

Constantemente o repórter fazia a seguinte pergunta para os funcionários do hospital: “É normal esse tipo de tratamento?” “Você acha isso normal?”. A reposta, acreditem, foi a mais inacreditável de todas: “Sim, é normal”. Daí me surgiu uma dúvida: pesquisei no dicionário o conceito de Normal, pois até onde eu sabia o que ali era retratado não tinha nada de normal. Então, eis que achei: “De acordo com a norma, com a regra; comum”. Cheguei à conclusão de que para eles o normal havia se confundido com o comodismo, uma vez que não encontrei uma explicação melhor para a situação, estão tão acomodados e preocupados com suas próprias vidas que aquela situação precária e desumana havia se tornado normal aos seus olhos. O que é contraditório, já que para a própria sociedade normalidade é tudo aquilo que segue dentro da razão, ou que está de acordo com as normas e princípios regidos por ela. Bom, sendo assim, o que de razão tem essa forma de tratamento? Nenhuma, julgo eu.

Roberto Cabrini também exaltou o tipo de tratamento: “Como é possível que o ser humano se recupere nessas condições?” Simples, eles não se recuperam. Ao contrário, estão cada vez mais doentes, fracos e esquecidos.  Os pacientes vivem em estado de medo em consequência das constantes agressões (pacientes contra pacientes, funcionários contra pacientes), falta saúde, falta motivação, morrem de frio (literalmente, pois estão sempre nus e não têm sequer cobertor para que os protejam), não se alimentam adequadamente (se há comidas são indigeríveis). A falta de higienização agride a quem vive lá e aos que visitam o local. Só existe um único momento em que parece que as coisas vão se resolver, quando o hospital recebe a noticia da visita da fiscalização, digo “parece” porque é só isso mesmo, é só uma maquiagem que sairá facilmente com água após alguns dias. De acordo com o Ministério da Saúde, existem no Brasil 59 hospitais psiquiátricos públicos funcionando seguindo o modelo antigo de tratamento manicomial, e mais 160 credenciados pelo SUS, são aproximadamente 32.735 leitos nos hospitais públicos. Apesar dos avanços legislativos no que diz respeito ao campo da saúde mental, a cultura de violência e da violação dos Direitos Humanos ainda é marca constante nos hospitais em funcionamento, um deles é o Hospital Psiquiátrico de Vera Cruz, alvo de muitas denúncias sobre maus-tratos e descaso.

É comum a fuga de pacientes”. O que se esperar de um local como este? Que os doentes aceitem ficar por lá? Sendo tratados como escravos (realizando tarefas perigosas e que não cabem a eles realizarem) e - com o perdão da palavra - como lixos? A fuga é consequência do tratamento que eles recebem, qualquer lugar seria melhor do que aquele em que vivem.

Confesso que assisti a reportagem duas vezes, e nas duas vezes a reação foi a mesma, diria até que na segunda vez fiquei ainda mais indignada com a situação daqueles pacientes. É, realmente, de cortar o coração.

Os funcionários que trabalham no hospital se recusavam a responder as perguntas feitas pelo repórter, mas mostravam o constrangimento e a decepção de se trabalhar num local como aquele. “Você traria seu pai para um lugar como este?” “Não, porque não é certo o tratamento que eles recebem”. Mas continuam mantendo-se calados diante de tamanha agressão aos direitos do próximo, continuam silenciando os fatos terríveis que acontecem dia após dia. Usam como “desculpa” que necessitam do trabalho e por isso não podem falar nada. É triste saber que os direitos de igualdade foram jogados para debaixo do tapete - ninguém viu, ninguém sabe -. Isso pesa mais ao saber que são pessoas que juraram cuidar do próximo e presar pela vida dos que mais precisavam. Juramentos em falso prejudicando mais de uma vida.

Como é possível um ser humano ser tratado dessa forma?” Foi a última pergunta que o produtor, que passou duas semanas no hospital, se fez ao final do seu trabalho. E espero que seja essa a pergunta que as pessoas que tenham assistido ou que tenham acesso a esse texto se façam e revejam seus conceitos de cuidado e direitos iguais. Porque eu não saberia dizer se existe um único culpado para toda essa realidade, o que posso realmente dizer é que somos nós quem, ainda, pode fazer algo para que essa realidade seja transformada e que o modelo de assistência elaborado pela I Conferência Nacional de Saúde Mental seja cada vez mais valorizado e torne-se uma pratica constante.



Referências:
BASAGLIA, Franco. A instituição negada. Rio de Janeiro: Graal, 1985.

Conexão Repórter: A casa dos esquecidos. Disponível em: http://www.sbt.com.br/conexaoreporter/ Acesso em 25 de Jan. de 2013.

Dicionário Online de Português:  http://www.dicio.com.br/normal/

GRUNPETER, P. V, COSTA, T, C, R, MUSTAFÁ, M. A. M. O Movimento Da Luta Antimanicomial No Brasil E Os Direitos Humanos Dos Portadores De Transtornos Mentais. Anais do II Seminário Nacional Movimentos Sociais, Participação e Democracia. 25 a 27 de abril de 2007, UFSC, Florianópolis, Brasil.

Reforma Psiquiátrica. Disponível em; http://oglobo.globo.com/politica/dez-anos-apos-reforma-psiquiatrica-brasil-ainda-tem-instituicoes-publicas-funcionando-no-modelo-de-antigos-manicomios-2760053#ixzz2J0GfJ16r . Acesso em 25 de Jan. de 2013.

SAÚDE MENTAL. 18 de Maio: Dias de Lutas. Disponível em: http://saudementales.wordpress.com/. Acesso em 25 de jan. 2013.
 
 
 
FONTE: http://ulbra-to.br/
 
 
 
O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR

segunda-feira, 11 de março de 2013

MENS SANA OFERECERÁ REABILITAÇÃO AUDITIVA E INTELECTUAL


Mens Sana inaugura 1º andar e oferecerá reabilitação auditiva e intelectual e A Fundação Terra está em festa.

Para o Padre Airton Freire, Presidente da entidade, é mais um sonho que se concretiza.

No dia 01/02/13 (11h), foi inaugurado o pavimento superior do Centro de Reabilitação Mens Sana, em Arcoverde. O andar será dedicado ao atendimento das reabilitações Auditiva e Intelectual. 

A programação iniciou com Missa em Ação de Graças às 10h, na Sede da Fundação Terra (Rua do Lixo) e depois, todos seguiram para a solenidade de inauguração, às 11h, no Mens Sana (bairro São Miguel).

Com a inauguração desta nova estrutura, o Mens Sana estará ofertando ao usuários do SUS o mais moderno centro especializado em reabilitação de Pernambuco. Situado no portal do Sertão, o Mens Sana ofertará assistência integral ambulatorial nas especialidades reabilitação fisica, intelectual, auditiva e visual.
Histórico - No último dia 23/01/12, o Mens Sana completou um ano de início dos atendimentos ao público e foi inaugurado em 08/09/2011. A unidade de reabilitação atende pacientes de Arcoverde e mais 13 municípios, região que compreende a IV GERES (Gerência Regional de Saúde).

Diariamente o Mens Sana atende em torno de 180 pacientes/dia, em Reabilitação Física e Intelectual.

A Coordenadora Técnica do Mens Sana, Liege Nogueira informa que em um ano de funcionamento, o centro de reabilitação realizou 36 mil procedimentos, 21 mil consultas e atendeu cerca de mil pacientes. “Devido ao trabalho do Mens Sana, estes pacientes não precisam mais se deslocar para Recife para fazer os seus tratamentos em reabilitação. Aqui o índice de cura é maior porque os pacientes não faltam ao tratamento e assim os resultados são mais efetivos”, afirma Graça Barros, Coordenadora Administrativa do Mens Sana.

O piso superior abrigará a administração do Mens Sana, a Reabilitação Intelectual e a Reabilitação Auditiva. No térreo ficará com a reabilitação física e visual, isso quando obtivermos credenciados no CER IV”, acrescenta Graça Barros. CER é a nova sigla para referenciar os Centros Especializados em Reabilitações. O Mens Sana localiza-se na Rua Roberto Mindelo, s/n, bairro São Miguel, Arcoverde.
Fone: 87- 3321-1180/1182




FONTE: FUNDAÇÃO TERRA

domingo, 29 de julho de 2012

APROVADA PROPOSTA QUE REVÊ NECESSIDADE DE PERÍCIA PARA APOSENTADOS POR INVALIDEZ

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou proposta que libera aposentados por invalidez com mais de 60 anos de idade da realização periódica do exame pericial que comprove a permanência da deficiência ou doença que levou à aposentadoria. A proposta, do senador Paulo Paim (PT-RS), altera a Lei 8.213/91, que prevê a realização da perícia até o fim da vida do beneficiário. 

Para o relator do Projeto de Lei 7153/10, deputado Dr. Paulo César (PR-RJ), a proposição vai favorecer pessoas já sexagenárias com deficiência, que atualmente têm que se submeter periodicamente a desgastantes exames periciais. “A proposta é justa, porque beneficiará pessoas com quadros clínicos graves – pois são considerados inválidos pela Previdência Social – e com idade avançada”, afirma Paulo César. 

Ainda segundo o relator, a evolução tecnológica na área médica pode fazer com que idosos deixem de ser considerados deficientes por terem se recuperado completamente de um problema antes considerado irreversível. Ele defende que ainda assim o benefício seja mantido. 

Não seria adequado compelir o beneficiário com mais de 60 anos a retomar uma atividade remunerada para poder sustentar-se. Mesmo que um idoso alcance a cura de seu mal, permanecerá fazendo jus ao benefício que recebia”, defende o deputado. 

O projeto excetua da regra as perícias com as seguintes finalidades: verificação da necessidade de assistência permanente de outra pessoa, situação em que será concedido acréscimo de 25% sobre o valor do benefício; verificação da recuperação da capacidade de trabalho, mediante solicitação do beneficiário; subsídio a autoridade judiciária na concessão de curatela. 

A comissão rejeitou o Projeto de Lei 7826/10, do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que estava apensado ao PL 7153. A proposta rejeitada dispensa da perícia médica as pessoas com deficiência classificada como permanente, bem como o aposentado por invalidez e o pensionista inválido cuja causa para a concessão do benefício seja invalidez por deficiência permanente, independentemente de sua idade. O deputado Dr. Paulo César entendeu que o PL 7153 é mais justo. 

Tramitação
As propostas tramitam em caráter conclusivo e ainda serão analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.



Fonte: Agência Câmara de Notícias



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sábado, 14 de abril de 2012

EXAMES DE OLHOS CONTRA ALZHEIMER



Novo exame permite diagnóstico prematuro e promete revolucionar o combate à doença.
   
Cientistas descobriram que a proteína beta-amilóide, principal constituinte da placa senil que se cria no cérebro dos doentes, também pode ser detectada nos olhos dos pacientes com Alzheimer. Essa proteína produz uma forma não usual de catarata, que surge em uma área diferente das cataratas comuns. A nova técnica de avaliação requer o uso de sofisticado laser ótico e de técnicas optoquímicas.

Se aprovada pelas autoridades reguladoras, a medicina terá talvez sua maior arma para detectar o Alzheimer com antecedência e usar de todos os recursos disponíveis para combater o mal ainda em seus primeiros estágios. Quando o Alzheimer é diagnosticado cedo, o que não costuma acontecer, há tratamentos que prometem retardar a progressão da doença. Ganhar tempo, portanto, é fundamental.

Por enquanto, ainda é muito pouco o que pode ser feito em benefício dos doentes. Essa nova técnica trará benefícios importantes para médicos e pacientes. Até lá, a medicina ortomolecular, com seus processos de desintoxicação celular e de controle dos radicais livres, é de valor inestimável como tratamento. Com a vantagem de não apresentar os possíveis e perigosos efeitos colaterais dos remédios alopáticos.


FONTE: http://www.drrondo.com

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

ALZHEIMER É A NOVA DIABETES 3?

Baixos níveis de insulina – hormônio que transporta o açúcar para dentro das células – no cérebro podem levar ao desenvolvimento do mal.

Pessoas com diabetes tipo 2 com resistência à insulina estão mais propensas a desenvolver placas no cérebro que estão associadas à doença de Alzheimer. Um estudo observou 135 idosos que foram monitorados por dez a 15 anos. Depois de sua morte, foram feitas autópsias de seus cérebros. Os resultados apontaram que 16% desenvolveram Alzheimer antes de morrer, tendo sido encontradas placas em seus cérebros, mas se observou também que os indivíduos que tinham hiperglicemia quando vivos apresentavam essas placas. Placas foram encontradas em 72% das pessoas com resistência à insulina e em 62% daqueles que não apresentavam resistência ao hormônio, segundo os pesquisadores.

A questão que se levanta é: possivelmente, a resistência à insulina acelera o desenvolvimento de placas patológicas.

Essa não é a primeira pesquisa que liga o Alzheimer ao diabetes tipo 2. Tanto é assim que já tentam classificá-lo como diabetes tipo 3, depois que pesquisadores concluíram que o nosso pâncreas não é o único órgão que produz insulina. Nosso cérebro produz o hormônio, necessário à sobrevivência das células cerebrais. Porém, o interessante é que enquanto baixos níveis de insulina são associados à boa saúde, o contrário disso parece ser verdadeiro quando se fala de cérebro. Uma queda na produção de insulina no cérebro contribui para a degeneração das células cerebrais, e os estudos mostram que pessoas com baixos níveis de insulina e de receptores de insulina no cérebro requentemente têm mal de Alzheimer. Pesquisa realizada em 2004 também revela que pessoas com diabetes têm 65% mais possibilidades de ter a doença de Alzheimer.


FONTE: http://www.drrondo.com/



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terça-feira, 30 de agosto de 2011

SECRETÁRIO NACIONAL DE PROMOÇÃO DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISITA O CEARÁ


Abaixo as fotos da visita ao CREAECE:





O Secretário Nacional  de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Presidência da República, Antonio José Ferreira, veio ao Ceará participar do lançamento da Caravana dos Direitos Humanos. Nos dias 18 e 19 em Fortaleza visitou na quarta-feira (17/08) algumas das principais entidades de atenção ao segmento, no Ceará.



 

A programação começou às 8 horas com uma apresentação do programa Ceará Acessível, no gabinete da primeira dama, Maria Célia Habib Moura Ferreira Gomes, e na sede da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para os Idosos e as Pessoas com Deficiência (Copid), na Praça Luiza Távora. Em seguida, acompanhado por representantes da Coordenadoria e do gabinete, o Secretário seguiu para as entidades.





A Caravana Direitos Humanos pelo Brasil objetiva o diálogo com os movimentos sociais organizados. Com esse intuito, a SNPD esteve no Centro de Referência em Educação e Atendimento Especializado do Ceará (CREAECE),  na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae de Fortaleza), Associação dos Cegos do Estado do Ceará (ACEC), Associação Desportiva dos Deficientes do Estado do Ceará e o Instituto Filippo Smaldone.




Conhecer o trabalho das entidades é fundamental no sentido de compartilhar as ações, visando promover esforços conjuntos, pois o governo só tem êxito em suas ações se estiver alinhado com as bases sociais”, afirma o secretário.




Na oportunidade, a coordenadora especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Pessoa Idosa do Ceará, Izabel Pontes, apresentou o Programa Ceará Acessível e a sede da Coordenadoria, localizada na Praça Luiza Távora, que dispõe de estrutura e equipamentos totalmente acessíveis.




Fonte: Governo do Ceará
Fotos: Marcio Machado e Lília Campos

sexta-feira, 1 de julho de 2011

PRESBIACUSIA



A presbiacusia é, portanto, o envelhecimento natural do ouvido humano simplesmente como somatória de alterações degenerativas de todo o aparelho auditivo. Um problema que atinge diretamente as freqüências altas (os sons agudos), o que afeta, de modo significativo, a compreensão da fala.

A surdez pode se tornar extremamente incapacitante e evoluir para graus mais avançados, ajudando a isolar do ambiente o doente que já possui outras limitações físicas.

“Assim como há o envelhecimento da visão e a pessoa passa a ver menos, com a idade ela também passa a ouvir menos. E como é natural usarmos óculos para poder amplificar as imagens, também deveríamos usar os aparelhos de amplificação sonora (AAS), também chamados de próteses auditivas, ou equipamentos auxiliares para a audição sem nenhum preconceito, como forma de minimizar os efeitos negativos da deficiência auditiva que tanto aflige as pessoas”, afirma Dr. Luis Carlos Alves de Sousa, coordenador da Campanha Nacional da Audição.

Segundo o especialista, uma importante barreira social precisa ser derrubada definitivamente, para melhorar a qualidade de vida do deficiente auditivo. “Há um preconceito muito grande em relação ao uso dos aparelhos de audição e falta informação sobre os avanços tecnológicos da área. As pessoas têm que estar conscientes de que o uso do aparelho não diminui ninguém. A audição é muito importante nas nossas relações, não só familiares, mas sociais e até laborativas. A perda da audição muda o perfil psicológico do indivíduo” adverte o otorrinolaringologista.

De todas as privações sensoriais que afetam o idoso, a incapacidade de comunicar-se com os outros devido à perda auditiva pode ser uma das mais frustrantes, produzindo um impacto profundo e devastador em sua qualidade de vida.

“Idosos portadores de presbiacusia experimentam uma diminuição da sensibilidade auditiva e uma redução na inteligibilidade da fala, o que vem a comprometer seriamente o seu processo de comunicação verbal. A perda auditiva em altas freqüências (agudos) torna a percepção das consoantes muito difícil, especialmente quando a comunicação ocorre em ambientes ruidosos. Freqüentemente, respostas inadequadas de indivíduos idosos presbiacúsicos geram uma imagem de senilidade, a qual pode não condizer com a realidade. A queixa típica destes indivíduos é a de ouvirem, mas não entenderem o que lhes é dito”, explica Dr. Luis Carlos.

Segundo o especialista, é muito comum aos familiares descreverem o idoso portador de deficiência auditiva como confuso, desorientado, distraído, não comunicativo, não colaborador, zangado, velho e, injustamente, senil.

Podemos resumir as implicações da deficiência auditiva no idoso, destacando:

Redução na percepção da fala em várias situações e ambientes acústicos. Piora em ambientes ruidosos. Muitas vezes está associado um zumbido o que piora o problema. O idoso muitas vezes ouve o que a pessoa está falando, mas não entende. Alterações psicológicas: depressão, embaraço, frustração, raiva e medo, causados por incapacidade pessoal de comunicar-se com os outros. Isolamento social: A interação com família, amigos e comunidade fica seriamente afetada. Incapacidade auditiva: igrejas, teatro, cinema, rádio e TV. Intolerância (irritação) a sons de moderada à alta intensidade (principalmente os agudos). Se a pessoa fala baixo o idoso não ouve se ela grita o incomoda. Problemas de alerta e defesa: incapacidade para ouvir pessoas e veículos aproximando-se, panelas fervendo, alarmes, telefone, campainha da porta, anúncios de emergências em rádio e TV.


FONTE: www.aomestrecomcarinho.com.br

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SURDEZ NA TERCEIRA IDADE

 
  
O envelhecimento populacional é um dos maiores desafios da saúde pública contemporânea. Trabalhos recentes demonstram que a deficiência auditiva acomete de alguma forma cerca de 70% dos idosos (pelo menos 10 milhões de pessoas em nosso país), tratando-se de questão de saúde pública com necessidades específicas quanto à reabilitação auditiva.

A perda de audição é a segunda inabilidade física mais comum nos EUA, logo atrás da dor lombar. Aproximadamente 10% da população dos EUA têm algum grau de perda de audição, incluindo um terço dos americanos acima de 65 anos de idade.

“A surdez no idoso constitui-se em um dos mais importantes fatores de desagregação social. De todas as privações sensoriais, a perda auditiva é a que produz efeito mais devastador no processo de comunicação do idoso, sem contar que muitas vezes a deficiência auditiva pode ser acompanhada de um zumbido que compromete ainda mais o bem estar daquele indivíduo”, explica Dr. Sady Selaimen da Costa, presidente da Academia Brasileira de Otologia.

Com a idade avançada, a pessoa começa a apresentar um processo natural de envelhecimento de seus órgãos, incluindo o ouvido, o nervo auditivo e as vias auditivas no sistema nervoso central. A deficiência auditiva começa, via de regra, a ficar comprometedora após os 65 anos de idade. A perda auditiva decorrente deste quadro é conhecida como presbiacusia. "Em alguns indivíduos, agentes agravantes como a exposição a ruídos, diabetes, uso de medicação tóxica para os ouvidos e a herança genética, a diminuição da acuidade auditiva na terceira idade torna-se extremamente comprometedora no que se refere a sua qualidade de vida", alerta o médico.



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