Mostrando postagens com marcador Inclusão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inclusão. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de março de 2013

UM CASAMENTO INUSITADO...



1. A moça desta foto se chama Katie Kirkpatrick, e tem 21 anos. Ao lado dela está seu noivo Nick de 23 anos. A foto foi tirada pouco antes da cerimônia de casamento dos dois, realizada em 11 de janeiro de 2005, nos EUA. Katie tem câncer em estado terminal e passa horas por dia recebendo medicação. Na foto Nick aguarda o término de mais uma de suas sessões.

2. Apesar de sentir muita dor, de vários órgãos esteram apresentando falências e de ter que recorrer à morfina, Katie levou adiante o casamento e fez questão de cuidar de todos os detalhes. O vestido teve que ser ajustado várias vezes, pois Katie perde peso todos os dias devido ao câncer.

3. Um acessório inusitado na festa foi o tubo de oxigênio usado por Katie. Ele acompanhou a noiva em toda a cerimônia e na festa também. O outro casal da foto são os pais de Nick, emocionados com o casamento do filho com a mulher que ele foi namorado desde a adolescência.

4. Katie, sentada em uma cadeira de rodas e com o tubo de oxigênio, escutando o marido e os amigos cantando para ela.

5. No meio da festa, Katie pára para descansar um pouco. A dor a impede de ficar em pé por muito tempo.

6. Katie morreu 5 dias depois do casamento. Ver uma mulher tão debilitada vestida de noiva e com um sorriso nos lábios nos faz pensar: A felicidade sempre está ao alcance, dure enquanto dure, por isso devemos deixar de complicar nossas vidas…


A vida é curta, por isso:
Trabalhe como se fosse seu primeiro dia, perdoe rapidamente, beije demoradamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente e nunca deixe de sorrir, por mais estranho que seja o motivo. A vida pode não ser a festa que esperamos, mas enquanto estamos aqui, devemos sorrir e agradecer…
 

PROGRAMA PRAIA ACESSÍVEL AGORA NO RIO DE JANEIRO


Onze anos de vida e apenas um mergulho no mar, conseguido a muito custo, há quatro anos. Essa era a realidade de Jorge Alves da Silva até domingo, quando ele participou pela primeira vez do projeto “Praia para todos”, da ONG Instituto Novo Ser, que possibilita pessoas com deficiência física a entrarem no mar. Em sua quinta edição, o programa inaugurou no domingo o segundo ponto fixo, desta vez na Praia de Copacabana, e já arrancou sorrisos do pré-adolescente.

De zero a dez, dou nota 20 para o projeto. Gosto muito de praia e quero vir outras vezes — disse Jorginho, que ficou com sequelas motoras devido a problemas sofridos na hora do parto.

Moradora de Irajá, Patrícia de Souza, mãe do menino, soube do projeto no ano passado, numa feira voltada para pessoas com deficiência. Ao ver o menino de novo no mar, lembrou de tempos difíceis:

Há quatro anos, trouxe Jorginho para ver um desfile da Walt Disney em Copacabana, e quando ele viu o mar ficou louco. Tentei levá-lo com a cadeira de rodas, mas não consegui, e ele foi se arrastando até a água. Foi horrível.

Lançado no verão de 2008/2009 de forma sazonal e itinerante, o “Praia para todos” conseguiu seu primeiro ponto fixo em 2010, perto do Posto 3 da Praia da Barra. Naquele mesmo ano, a novela “Viver a vida”, da TV Globo, deu-lhe visibilidade ao mostrar a protagonista usando a cadeira anfíbia, a vedete do projeto.

O ponto da Barra funciona aos sábados, das 9h às 14h, e oferece, além do banho de mar assistido, surfe adaptado, piscina infantil, vôlei de praia sentado e frescobol. O público varia entre 20 e 50 assistidos por dia, mais os seus familiares. No ano passado, o programa atendeu 4.500 pessoas direta e indiretamente.

Em Copacabana, as tendas ficam na altura da Rua Francisco Sá, perto do Posto 6, e há rampa concretada de acesso à areia. Entre as atividades oferecidas aos domingos, das 9h às 14h, estão banho de mar, piscina infantil, surfe adaptado, handbike e jet-ski. Os organizadores planejam acrescentar o vôlei de praia sentado e o frescobol ainda este ano. O trabalho é em parceria com o 3º G-Mar, que cede dez salva-vidas voluntários.


Organizadores do programa cobram apoio da prefeitura para dar infraestrutura a participantes

Além de expandirem o projeto “Praia para todos”, que permanece até 8 de junho, os organizadores cobram mais apoio da prefeitura. Um dos pedidos é a instalação de uma rampa de concreto no ponto da Barra.

Já pedimos várias vezes, mas, até agora, nada. Temos que improvisar para que as pessoas possam chegar. E isso acontece numa cidade que vai receber os Jogos Paralímpicos em três anos — reclama o biólogo Ricardo Gonzalez, idealizador do programa.

A nadadora Danielle Gilson, que participa do projeto desde o início, faz coro e enumera as dificuldades enfrentadas:

Você chega a um cinema, e o lugar reservado à pessoa em cadeira de rodas é o pior possível, na primeira fila. Quando vai ao teatro, tem que se conformar com o acompanhante em pé ao seu lado ou sentado longe. A cidade não está preparada.

A falta de uma melhor estrutura acaba aproximando não só as pessoas com deficiência como os seus parentes. Enquanto aguardam a hora de entrar no mar nas tendas montadas na areia, os participantes trocam experiências e agendam encontros pós-praia.

Isso vira um clube — resume Fábio Fernandes, um dos organizadores do projeto. — A convivência aqui é muito harmoniosa. Cada um espera a sua vez de entrar na água, e muitos saem depois juntos.

Quem está entrando para o “clube” é Alexandre Lopes, de 42 anos, que sofreu um acidente de moto há dois. Sem movimento nas pernas desde então, ele só voltou a entrar no mar no último sábado:

Foi uma sorte porque um amigo meu postou uma foto das atividades na sexta-feira. Quando abri, vi que começariam no dia seguinte e não pensei duas vezes.

Parceiro do projeto em Copacabana, o tenente-coronel Marcelo Pinheiro, comandante do 3º G-Mar, quer manter a estrutura montada ao longo do ano todo, oferecendo aos participantes outras atividades nas areias, como oficinas diversas.

Só assim a praia vai se tornar um espaço democrático de verdade — diz ele.



FONTE: O GLOBO


O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

AS INJUSTIÇAS SOFRIDAS POR QUEM TEM DEFICIÊNCIA AUDITIVA



Artigo do blog 'Crônicas da Surdez', que chama atenção às dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência auditiva.

"O deficiente auditivo quer comprar um carro. Aí descobre que a deficiência auditiva é a única deficiência que NÃO tem direito a desconto no IPI e ICMS e muito menos isenção de IPVA. Nem Freud explica! Até mesmo pessoas com deficiência que não podem dirigir veículo automotor têm direito a esses descontos.

O deficiente auditivo faz o seguro do carro. Caso se acidente, não tem como contatar nem polícia, nem bombeiros e muito menos o seguro – afinal, o único modo de contato é aquela inutilidade chamada ’0800 especial para deficientes auditivos e da fala’.

O deficiente auditivo abre conta num banco e paga as tarifas como qualquer cliente, mas não tem como se comunicar com o banco fora do horário de expediente, a não ser que cometa fraude pedindo para alguém fingir que é ele ao telefone.

O deficiente auditivo tem cartão de crédito, mas não tem como se comunicar com o mesmo – a não ser depois de fazer vários barracos e conseguir ser atendido por email, embora, obviamente, esse atendimento fique limitado a dias de semana e horário de expediente.

O deficiente auditivo decide cursar uma faculdade, mas não tem acessibilidade alguma. Ninguém nunca ouviu falar em sistema FM, hearing loop, legendas. E os professores ficam bravos se você pede para que eles falem de frente para poder ler seus lábios. Entretanto, se solicitar um intérprete de língua de sinais, será prontamente atendido. Quem entende isso?
O deficiente auditivo vai enfrentar fila numa repartição pública, aeroporto, banco ou loja, e quase sempre paga mico porque ou não tem aviso luminoso, ou tem mas criaturinhas não usam. Será que eles acham que deficientes auditivos são lenda urbana?
O deficiente auditivo vai pegar um avião, mas periga de perder o mesmo porque quando trocam o vôo de portão ou alteram o horário, avisam pelo alto falante.

Se o deficiente auditivo tiver a audácia de entrar numa fila especial para deficientes, vai ser constrangido e humilhado: sempre tem um infeliz que vem perguntar porque diabos você está ali, ou, pior, quando você explica que tem deficiência auditiva quase tem que mostrar as orelhas pro idiota ‘acreditar’ no fato.

Se o deficiente auditivo decide ir ao teatro, é quase certo que vá precisar criar os diálogos na sua própria cabeça. Acessibilidade? Bobagem, estão querendo demais.

Se o deficiente auditivo inventa de enfartar sozinho em casa, pobrecito. Vai chamar a ambulância como? Com a força do pensamento? Afinal, ambulâncias, bombeiros, SAMU, polícia e outros serviços de necessidade básica não atendem através de SMS de jeito nenhum!

O deficiente auditivo chega em casa e quer assistir ao noticiário local, mas as emissoras regionais acham que closed caption é coisa do diabo, já que até hoje nenhuma disponibilizou.
O deficiente auditivo vai ao cinema assistir a um filme nacional que teve patrocínio estatal (o qual ele possivelmente ajudou a pagar com os seus impostos), mas fica boiando porque os manés pouco se importam se ele precisa de legenda para entender o que é dito.

O deficiente auditivo faz um plano de saúde, mas é claro que o plano não tem atendimento via chat ou SMS. O único jeito de conseguir marcar consulta médica ou exames é pedindo para um parente/amigo/colega fazer isso por ele. Independência e autonomia? Só é direito de quem ouve!

O deficiente auditivo decide gastar uma grana fazendo cursinho preparatório para concursos. Aí descobre que as vídeo-aulas não têm legendas simplesmente porque ninguém achou que isso seria necessário.

O deficiente auditivo resolve pagar caro por um plano de TV a cabo. Aí, sem aviso prévio, sem eira nem beira, descobre que a TV a cabo decidiu dublar todos os seus seriados favoritos. O problema não é a dublagem, mas sim a falta de opção de legenda, oras!

O deficiente auditivo acha que é hora de comprar aparelhos auditivos novos e com tecnologia atual. Então, fica sabendo que a única ajuda que o governo oferece é um financiamento com juros reduzidos. Super justo, quando esse mesmo governo cobre de isenções e descontos outras próteses, outras deficiências e outras doenças. Fazer o que?

O deficiente auditivo quer marcar uma hora num consultório de otorrinolaringologistas ou fonoaudiólogos. Constata que o consultório não tem atendimento via chat (embora tenha, claro, um site lindo) e, ao chegar lá, fica na sala de espera aguardando e se depara com uma TV sem o closed caption ativado. Osso duro de roer…

O deficiente auditivo, azarado, fica preso no elevador. Começa a rezar pro anjo da guarda, afinal, hearing loop em elevador no Brasil é uma coisa tão improvável quanto ganhar na mega sena.

O deficiente auditivo cacifa (leia-se $$$$) uma palestra bem cara para se atualizar profissionalmente. Chegando lá, descobre que não há nenhum tipo de acessibilidade para ele. Tudo indica que os deficientes auditivos só trabalham em sub-empregos, certo? Afffffffffffff!

O deficiente auditivo vai viajar. Ao chegar no hotel, descobre que serviço de quarto, só pelo telefone, e despertador vibratório, eles nunca ouviram falar e nem sabiam que existia. Mesmo que o hotel se diga ‘acessível’.

O deficiente auditivo vai visitar um amigo. Ao chegar no prédio, constata que o interfone não tem vídeo e se vê naquela infeliz situação de ficar fazendo força na porta pra adivinhar quando o amigo a está abrindo…

O deficiente auditivo participa de uma reunião no trabalho. Na qual nenhum colega se dá ao trabalho de pensar em acessibilidade ou sequer falar de frente para ele.

O deficiente auditivo faz um esforço sobre-humano para ficar de aparelho auditivo em casa depois de um dia estafante e cheio de barulhos chatos no trabalho e na rua. A família pergunta, insistentemente “Você está de aparelho? Então como não ouviu o que eu disse?”.
O deficiente auditivo mora sozinho e vai dormir. O alarme do seu carro dispara. Os vizinhos sabem que ele está em casa, tocam na campainha, não obtém resposta. Aí arrombam a porta do seu apartamento. E quase matam o cara de susto!

O deficiente auditivo se matricula num curso de inglês. A prova escrita ele tira de letra, mas a prova oral envolve ouvir e entender o que uma gravação de CD diz. Não é fácil…
O deficiente auditivo deve comparecer a uma audiência no foro da comarca da sua cidade. Acessibilidade zero e ainda por cima juiz, promotor e advogados falam baixinho e sem articular os lábios decentemente.

O deficiente auditivo conhece alguém e a pessoa pede o número do seu celular. Quando ele avisa educadamente ‘por favor me envie torpedo pois não escuto no telefone’ quase sempre tem como resposta ‘como assim você não escuta ao telefone? que coisa mais estranha!’ junto com um par de olhos arregalados e uma expressão de pavor."


FONTE:  CRONICAS DA SURDEZ



O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

LANÇADO O LIVRO SOBRE HELDYEINE, SURDOCEGA CONGÊNITA


Quando tinha pouco mais de um ano de idade, tudo que Heldyeine sabia fazer era chorar e se arrastar de costas no chão, o que lhe deixava com falhas no couro cabeludo. Surdocega congênita por causa da rubéola contraída pela mãe na gravidez, a criança parecia isolada. 

Pouco a pouco, Heldy foi aprendendo a pegar objetos, andar, alimentar-se, tomar banho, reconhecer pessoas e emoções, expressar desejos e interagir com o mundo, tudo por meio do toque. 

Hoje, aos 21, Heldyeine Soares se comunica por Libras (Língua Brasileira de Sinais) tátil --os sinais são feitos nas mãos, que ficam em forma de concha, para que ela os sinta e os interprete. 

Seu mundo, feito de gestos que identificavam coisas e pessoas, foi sendo traduzido para a Libras tátil, o que ampliou suas possibilidades de interação e abstração. 

A história da menina acaba de ser publicada no livro "Heldy Meu Nome -- Rompendo as barreiras da surdocegueira", escrito pela pedagoga Ana Maria de Barros Silva, impressionada com o desempenho de Heldyeine. 

"Essa é uma história de sucesso que não poderia ficar apagada. Surdocegos congênitos como ela tendem a ficar isolados, não têm esse desenvolvimento", diz a autora, que trabalha há 40 anos com a educação de surdocegos. 

Grande parte desse sucesso é mérito da professora aposentada Marly Cavalcanti Soares, do Instituto dos Cegos de Fortaleza, que encarou o desafio de ensinar a menina, apesar de ter poucos recursos e de seu desconhecimento sobre a surdocegueira. 

O livro só pôde ser escrito graças aos seus detalhados relatórios do progresso de Heldy. Anotava cada conquista, tirava fotos e fazia vídeos, batizados de "Renascer". 

Os textos dão uma ideia de como o progresso foi alcançado e comemorado e mostram como Heldy aprendia rápido e dava sinais de que queria mais. Depois de aprender a andar, já recusava a ajuda da professora para subir escadas, como se pedisse mais autonomia. 

Ela logo conseguiu identificar as pessoas --reconhecia a professora pelas blusas com botões e tinha um gesto para cada membro da família. 



PARCERIA
Junto com Marly, a mãe e as irmãs de Heldy lutaram para que a menina se desenvolvesse dessa forma. 
De origem simples, a família de Maracanaú (a 15 km de Fortaleza, CE) levava quase duas horas para chegar ao Instituto dos Cegos de Fortaleza de ônibus. 

A mãe, Jane, abandonada pelo ex-marido, cuidava sozinha de Heldy e das duas filhas mais velhas. Apesar das dificuldades, insistia na atenção especial à caçula. 

"A Heldy é quem ela é hoje graças a Deus, à minha mãe e à tia Marly, que provou que, por amor, é possível tornar uma pessoa capaz como ela fez", conta Heldijane Cidrao, 26, irmã de Heldy. 

Heldijane cuida da irmã desde os cinco anos --era chamada pela professora de "pequena grande mãe". Envolveu-se tanto que se casou com o professor de Libras de Heldy, que é surdo, e se tornou intérprete de surdos e surdocegos. 

"Esse livro me emociona porque ler é como viver tudo de novo. Quando eu tinha seis anos, a tia Marly me colocou no colo e me disse que, quando eu tivesse sede, Heldy também teria e que eu deveria dar água a ela. Quando estivesse com fome, deveria dar algo de comer a Heldy. Hoje tenho uma filha de seis anos e me imagino fazendo tudo que fiz na idade dela." 

Agora, Heldy tem bastante autonomia --a família só não deixa que saia na rua sozinha ou cozinhe. Frequenta o Instituto de Surdos de Fortaleza para aprimorar seu conhecimento de Libras e faz bijuterias no tempo livre. 

Algumas das anotações da professora Marly que estão no livro são dirigidas diretamente a Heldy. Seu sonho era que um dia a menina pudesse ler sua própria história. 

Os primeiros capítulos foram enviados à jovem em braile --ela lê, mas não fluentemente --e o livro todo deve ser lançado nesse formato.



FONTE:  FOLHA DE SÃO PAULO


O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

EM NOTA CFP REPUDIA SILAS MALAFAIA

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) manifesta publicamente seu repúdio às declarações do líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, feitas no último domingo (3/2), durante um programa de entrevistas exibido pelo SBT. Em sua participação, o pastor evangélico agrediu a perspectiva dos Direitos Humanos a uma cultura de paz e de uma sociedade que contemple a diversidade e o respeito à livre orientação – objetos da atuação da Psicologia, que se pauta na defesa da subjetividade das identidades.


As declarações de Malafaia, que é graduado em Psicologia, afrontam a construção das lutas da categoria ao longo dos anos pela defesa da diversidade. É lamentável que exista um profissional que defenda uma posição de retrocesso que chega a ser quase inquisitório, colocando como vertentes do seu pensamento a exclusão e o preconceito na leitura dos Direitos Humanos.
Ao alegar que a homossexualidade é uma questão de comportamento, o pastor se mostra contrário às bandeiras levantadas pela Psicologia, especialmente no que tange a Resolução CFP nº 001/99, estabelece normas de conduta profissional para o psicólogo na abordagem da orientação sexual, visando garantir um posicionamento de acordo com os preceitos éticos da profissão e a fiel observância à promoção dos direitos humanos. Considera que a homossexualidade não constitui doença, desvio ou perversão, posto que diferentes modos de exercício da sexualidade fazem parte das possibilidades de existência humana.
O dispositivo busca contribuir para o desaparecimento das discriminações em torno de práticas homoeróticas e proíbe as psicólogas (os) de proporem qualquer tratamento ou ação a favor de uma ‘cura’, ou seja, práticas de patologização da homossexualidade. Infelizmente, nada disso soa em consonância com o discurso de Silas Malafaia.
A Resolução declara, ainda, que é um princípio da (o) psicóloga (o) o respeito à livre orientação sexual dos indivíduos e o apoio à elaboração de formas de enfrentamento no lidar com as realidades sociais de maneira integrada. É dever do profissional de Psicologia fornecer subsídios que levem à felicidade e o bem-estar das pessoas considerando sua orientação sexual.
Esse tipo de manifestação da homofobia na sociedade brasileira contribui para a violação dos direitos humanos de parcela significativa da população. Vale lembrar que esses tipos de casos resultaram, no ano de 2011, em 278 assassinatos motivados por orientação sexual, de acordo com o Disque Direitos Humanos (Disque 100).
Dessa forma, podemos entender que a construção sócio-histórica da figura do homossexual como anormal que precisa ser corrigido e, por vezes, exterminado para a manutenção dos valores e do bem estar social, ainda se faz presente em nossa sociedade. Entretanto, a violência destinada a sujeitos que têm suas sexualidades consideradas como ‘desviantes’ não se resume a agressões e assassinatos. De fato, tais manifestações só se tornam possíveis a partir de uma rede de discursos que os colocam como inferiores, vítimas de sua própria existência. Esses discursos e práticas são, então, ações de extermínios de subjetividades indesejadas.
Com base nessa realidade, é também uma tarefa da Psicologia contribuir para o enfrentamento da homofobia e suas repercussões sociais. A importância dessa ação é tanta, que em novembro de 2012 o CFP assinou um termo de cooperação com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) para tratar do tema por meio de Comitês de Enfrentamento à Homofobia e da Campanha Faça do Brasil um Território Livre da Homofobia.
A atitude desrespeitosa de Malafaia com homossexuais ressalta um tipo de comportamento preconceituoso que não se insere, em hipótese alguma, no tipo de sociedade que a Psicologia vem trabalhando para construir com outros atores sociais igualmente sensíveis e defensores dos Direitos Humanos. O Brasil só será um país democrático, de fato, se incorporar valores e práticas para uma cidadania plena, sem nenhum tipo de discriminação. Exatamente o oposto do que prega o referido pastor.
Fonte: CFP e http://ismaelpsicol.blogspot.com.br/ 



O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

EXAME DE SANGUE DETECTARÁ AUTISMO ANTES DE SURGIREM OS SINTOMAS

 
Cientistas da Western University, no Canadá e da University of Arkansas, nos EUA, descobriram a presença de um marcador sanguíneo único que pode levar a um exame de sangue para identificar e potencialmente tratar o autismo, antes do aparecimento dos sintomas.

A descoberta favorece ainda a compreensão da possível ligação entre as bactérias presentes no estômago e o desenvolvimento de autismo.

A equipe, liderada por Derrick MacFabe e Richard Frye, encontrou evidências de um metabolismo energético anormal em um grande subgrupo de crianças autistas, que foi coerente com descobertas biológicas anteriores feitas por MacFabe e sua equipe durante a última década, o que prova que essas anormalidades metabólicas podem surgir, não só de fatores genéticos, mas a partir de compostos produzidos por certos tipos de espécies bacterianas encontradas frequentemente no intestino de pessoas com autismo.

Evidências recentes sugerem que anormalidades biológicas em muitas pessoas com transtornos do espectro autista (ASD) não estão restritas ao cérebro, mas podem envolver outros sistemas do corpo, incluindo os sistemas imune, de geração de energia, de desintoxicação e o digestivo. Estas alterações podem aparecer devido a alteração da função das mitocôndrias, produtores de energia das células.

"Perturbações do espectro do autismo afetam até uma em 88 pessoas. E o número parece estar aumentando. Muitos têm problemas digestivos e metabólicos, mas como esses problemas se relacionavam com o comportamento autista não estava claro"
, afirma MacFabe.

Estudando 213 crianças, os pesquisadores descobriram que 17% das crianças com autismo tinham um padrão único de marcadores sanguíneos do metabolismo da gordura, chamado acil-carnitina, bem como outras provas de funcionamento anormal da energia celular, como redução na glutationa.

"Este estudo sugere que o autismo em alguns pacientes pode surgir a partir de alterações na função mitocondrial e no metabolismo da gordura após a exposição ambiental ao ácido propiônico produzido por bactérias no intestino", explica MacFabe.

A pesquisa foi publicada na revista Translational Psychiatry.


FONTE: http://www.isaude.net



O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

CAE APROVA ISENÇÃO DE IPI PARA DEFICIENTES AUDITIVOS COMPRAREM SEU CARRO


A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (4) projeto que estende às pessoas com deficiência auditiva a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de carros para utilização no transporte autônomo de passageiros. A isenção já beneficia pessoas com deficiência física, visual ou mental, além de autistas.

O autor do projeto (PLS 14/08), senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), argumenta que a exclusão dos deficientes auditivos do benefício fiscal é discriminatória e que constitui dever do poder público amparar as pessoas que enfrentam dificuldades em competir, em igualdade de condições, com os demais cidadãos na vida econômica e social.

O relator, senador Gerson Camata (PMDB-ES), observou que aceitar a exclusão dos deficientes auditivos da isenção fiscal significaria concordar que o sentido da audição não tem nenhuma importância para o desenvolvimento da pessoa e sua integração na vida econômica e social.

Aprovado terminativamente pela CAE, o projeto deve seguir diretamente para a análise da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para sua votação no Plenário do Senado.





fonte: http://jornal.jurid.com.br



O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

sábado, 22 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL E FELIZ ANO NOVO EM SIGN WRITING - POR VALERIE SUTTON

it's a gift from my dear friend Valerie Sutton
(um presentinho enviado por minha amiga querida Valerie Sutton)

domingo, 25 de novembro de 2012

NÃO DESISTAM DO APRENDIZADO


SURDOS COBRAM CRIAÇÃO DE ESCOLA PÚBLICA BILÍNGUE


Deputados distritais de diversos partidos assumiram, na manhã desta quarta-feira (26), o compromisso de aprovar até o final do ano a criação de uma escola pública integral bilíngue que tenha a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como o primeiro idioma e, ao mesmo tempo, ensine o português escrito.

A garantia  manifestada durante sessão solene, no plenário da Câmara Legislativa, requerida pelo deputado Robério Negreiros (PMDB), para comemorar o Dia Nacional do Surdo. "Mais de 5 milhões de pessoas surdas ou com problemas auditivos vivem em silêncio no nosso País. São cidadãos que cumprem os seus deveres, mas são tratados com preconceito pelos que pregam a normalidade física", afirmou o parlamentar na abertura do evento, defendendo a inclusão da Libras como matéria obrigatória nas escolas.

O Projeto de Lei nº 725/2012, de autoria do deputado Wellington Luís (PPL), que institui a escola bilíngüe será apreciado no próximo dia 2 de outubro pela Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC), para que prossiga em tramitação até chegar ao plenário.

"A comunidade surda de Brasília merece o nosso respeito e o nosso compromisso", declarou o deputado Washington Mesquita (PSD), presidente da CESC, presente à solenidade. Ele disse ainda que irá reivindicar a contratação de intérpretes especializados em Libras, para acompanhar os trabalhos da Câmara Legislativa.

Essencial – Vários deputados se revezaram na tribuna para defender o PL nº 725/2012. Prof. Israel Batista (PEN) lembrou que a matéria apresenta alguns "problemas jurídicos, mas nada que não possa ser resolvido pela força da comunidade e pela necessidade da escola bilíngüe, que é fundamental". Também defenderam a proposição, os deputados Olair Francisco (PT do B); Rôney Nemer (PMDB), e Wasny de Roure (PT).

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF), que participou do evento, disse que a implantação da escola é essencial. "Não é o Estado que vai dizer o que a comunidade surda quer. Temos de assegurar a igualdade de oportunidades e respeitar a Libras, uma língua nacional tal como é o português", afirmou.

A professora Heloísa Salles, de Departamento de Letras, da  UnB, disse que há muitos motivos para valorizar a proposta: "A educação bilíngüe é necessária para que alcancemos nossos ideais de democracia e desenvolvimento humano, de afirmação da paz e da fraternidade".

Para o vice-presidente da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos (Apada), Wanberson Pricima, que discursou com auxílio de intérprete, é necessário que haja meios para que os surdos possam desenvolver suas habilidades: "Vamos colocar em pauta a nossa integração nas escolas e em todos os locais públicos".


Marco Túlio Alencar – Coordenadoria de Comunicação Social 
FONTE: Câmara Legislativa do DF 





O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

TRANSTORNOS MENTAIS SÃO A TERCEIRA CAUSA DO AFASTAMENTO DO TRABALHO


A TRAJETÓRIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL


A SÍNDROME DO GÊNIO - ASPERGER


A GAGUEIRA É UMA CONDIÇÃO NEUROLÓGICA


terça-feira, 6 de novembro de 2012

CAMPANHA PELO AUMENTO DO TAMANHO DA JANELA EM LIBRAS

as imagens falam por si só...


A AVALIAÇÃO


PROJETO AMPLIA PRAZO DE DURAÇÃO DE ESTÁGIO PARA DEFICIENTES

Márcio Marinho

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4443/12, do deputado Márcio Marinho (PRB-BA), que dobra de 2 para 4 anos o prazo do estágio para aluno com deficiência.

A Lei do Estágio (11.788/08) estabelece que o estágio em uma mesma empresa para pessoa com deficiência não pode exceder dois anos.

Segundo Marinho, não há vantagem em limitar a dois anos o período em uma mesma empresa. “A necessidade de troca do local do estágio pode interferir negativamente em trajetória de formação bem sucedida.”

Tramitação
A proposta, que foi apensada ao PL 4579/09, será analisada conclusivamente pelas comissões de Educação e Cultura; Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

  • PL-4579/2009
  • PL-4443/2012