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segunda-feira, 11 de março de 2013

GARÇOM SE RECUSA A ATENDER CLIENTE PRECONCEITUOSO


Uma criança de apenas 5 anos de idade foi vítima de preconceito em uma steakhouse na cidade de Houston, no Texas. Enquanto almoçava ao lado da família, Milo, que é portador de síndrome de Down, foi alvo de comentários agressivos por parte de um homem que estava sentado na mesa ao lado. O crime, porém, não passou batido: Michael Garcia, garçom do restaurante, questionou a ofensa e se recusou a servir aquele cliente, segundo noticiou o jornal britânico Daily Mail.

O homem, que também estava acompanhado da família, primeiramente pediu para mudar de mesa e sentar longe do menino. Em seguida, disse: “Crianças especiais deveriam ser especiais em outro lugar”.

Ao ouvir o comentário, Michael, abismado, foi até o cliente tirar satisfação. “Como é que você pode falar uma coisa dessas? Como pode falar isso de um lindo anjo de apenas 5 anos?”, disse. Sabendo que poderia perder seu emprego, o garçom pediu desculpas, mas falou que não iria servir aquela mesa.

Milo e seus parentes, até o momento, não haviam notado nada. Eles só ficaram sabendo do acontecido quando um colega de trabalho de Michael os contou. Os pais do menino agradeceram e disseram que já se consideram clientes fiéis da casa. 


FONTE: http://revistacrescer.globo.com/


O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

CAMPANHA CONTRA VIOLÊNCIA E ABUSO SEXUAL


MENS SANA OFERECERÁ REABILITAÇÃO AUDITIVA E INTELECTUAL


Mens Sana inaugura 1º andar e oferecerá reabilitação auditiva e intelectual e A Fundação Terra está em festa.

Para o Padre Airton Freire, Presidente da entidade, é mais um sonho que se concretiza.

No dia 01/02/13 (11h), foi inaugurado o pavimento superior do Centro de Reabilitação Mens Sana, em Arcoverde. O andar será dedicado ao atendimento das reabilitações Auditiva e Intelectual. 

A programação iniciou com Missa em Ação de Graças às 10h, na Sede da Fundação Terra (Rua do Lixo) e depois, todos seguiram para a solenidade de inauguração, às 11h, no Mens Sana (bairro São Miguel).

Com a inauguração desta nova estrutura, o Mens Sana estará ofertando ao usuários do SUS o mais moderno centro especializado em reabilitação de Pernambuco. Situado no portal do Sertão, o Mens Sana ofertará assistência integral ambulatorial nas especialidades reabilitação fisica, intelectual, auditiva e visual.
Histórico - No último dia 23/01/12, o Mens Sana completou um ano de início dos atendimentos ao público e foi inaugurado em 08/09/2011. A unidade de reabilitação atende pacientes de Arcoverde e mais 13 municípios, região que compreende a IV GERES (Gerência Regional de Saúde).

Diariamente o Mens Sana atende em torno de 180 pacientes/dia, em Reabilitação Física e Intelectual.

A Coordenadora Técnica do Mens Sana, Liege Nogueira informa que em um ano de funcionamento, o centro de reabilitação realizou 36 mil procedimentos, 21 mil consultas e atendeu cerca de mil pacientes. “Devido ao trabalho do Mens Sana, estes pacientes não precisam mais se deslocar para Recife para fazer os seus tratamentos em reabilitação. Aqui o índice de cura é maior porque os pacientes não faltam ao tratamento e assim os resultados são mais efetivos”, afirma Graça Barros, Coordenadora Administrativa do Mens Sana.

O piso superior abrigará a administração do Mens Sana, a Reabilitação Intelectual e a Reabilitação Auditiva. No térreo ficará com a reabilitação física e visual, isso quando obtivermos credenciados no CER IV”, acrescenta Graça Barros. CER é a nova sigla para referenciar os Centros Especializados em Reabilitações. O Mens Sana localiza-se na Rua Roberto Mindelo, s/n, bairro São Miguel, Arcoverde.
Fone: 87- 3321-1180/1182




FONTE: FUNDAÇÃO TERRA

domingo, 10 de março de 2013

UM CASAMENTO INUSITADO...



1. A moça desta foto se chama Katie Kirkpatrick, e tem 21 anos. Ao lado dela está seu noivo Nick de 23 anos. A foto foi tirada pouco antes da cerimônia de casamento dos dois, realizada em 11 de janeiro de 2005, nos EUA. Katie tem câncer em estado terminal e passa horas por dia recebendo medicação. Na foto Nick aguarda o término de mais uma de suas sessões.

2. Apesar de sentir muita dor, de vários órgãos esteram apresentando falências e de ter que recorrer à morfina, Katie levou adiante o casamento e fez questão de cuidar de todos os detalhes. O vestido teve que ser ajustado várias vezes, pois Katie perde peso todos os dias devido ao câncer.

3. Um acessório inusitado na festa foi o tubo de oxigênio usado por Katie. Ele acompanhou a noiva em toda a cerimônia e na festa também. O outro casal da foto são os pais de Nick, emocionados com o casamento do filho com a mulher que ele foi namorado desde a adolescência.

4. Katie, sentada em uma cadeira de rodas e com o tubo de oxigênio, escutando o marido e os amigos cantando para ela.

5. No meio da festa, Katie pára para descansar um pouco. A dor a impede de ficar em pé por muito tempo.

6. Katie morreu 5 dias depois do casamento. Ver uma mulher tão debilitada vestida de noiva e com um sorriso nos lábios nos faz pensar: A felicidade sempre está ao alcance, dure enquanto dure, por isso devemos deixar de complicar nossas vidas…


A vida é curta, por isso:
Trabalhe como se fosse seu primeiro dia, perdoe rapidamente, beije demoradamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente e nunca deixe de sorrir, por mais estranho que seja o motivo. A vida pode não ser a festa que esperamos, mas enquanto estamos aqui, devemos sorrir e agradecer…
 

PROGRAMA PRAIA ACESSÍVEL AGORA NO RIO DE JANEIRO


Onze anos de vida e apenas um mergulho no mar, conseguido a muito custo, há quatro anos. Essa era a realidade de Jorge Alves da Silva até domingo, quando ele participou pela primeira vez do projeto “Praia para todos”, da ONG Instituto Novo Ser, que possibilita pessoas com deficiência física a entrarem no mar. Em sua quinta edição, o programa inaugurou no domingo o segundo ponto fixo, desta vez na Praia de Copacabana, e já arrancou sorrisos do pré-adolescente.

De zero a dez, dou nota 20 para o projeto. Gosto muito de praia e quero vir outras vezes — disse Jorginho, que ficou com sequelas motoras devido a problemas sofridos na hora do parto.

Moradora de Irajá, Patrícia de Souza, mãe do menino, soube do projeto no ano passado, numa feira voltada para pessoas com deficiência. Ao ver o menino de novo no mar, lembrou de tempos difíceis:

Há quatro anos, trouxe Jorginho para ver um desfile da Walt Disney em Copacabana, e quando ele viu o mar ficou louco. Tentei levá-lo com a cadeira de rodas, mas não consegui, e ele foi se arrastando até a água. Foi horrível.

Lançado no verão de 2008/2009 de forma sazonal e itinerante, o “Praia para todos” conseguiu seu primeiro ponto fixo em 2010, perto do Posto 3 da Praia da Barra. Naquele mesmo ano, a novela “Viver a vida”, da TV Globo, deu-lhe visibilidade ao mostrar a protagonista usando a cadeira anfíbia, a vedete do projeto.

O ponto da Barra funciona aos sábados, das 9h às 14h, e oferece, além do banho de mar assistido, surfe adaptado, piscina infantil, vôlei de praia sentado e frescobol. O público varia entre 20 e 50 assistidos por dia, mais os seus familiares. No ano passado, o programa atendeu 4.500 pessoas direta e indiretamente.

Em Copacabana, as tendas ficam na altura da Rua Francisco Sá, perto do Posto 6, e há rampa concretada de acesso à areia. Entre as atividades oferecidas aos domingos, das 9h às 14h, estão banho de mar, piscina infantil, surfe adaptado, handbike e jet-ski. Os organizadores planejam acrescentar o vôlei de praia sentado e o frescobol ainda este ano. O trabalho é em parceria com o 3º G-Mar, que cede dez salva-vidas voluntários.


Organizadores do programa cobram apoio da prefeitura para dar infraestrutura a participantes

Além de expandirem o projeto “Praia para todos”, que permanece até 8 de junho, os organizadores cobram mais apoio da prefeitura. Um dos pedidos é a instalação de uma rampa de concreto no ponto da Barra.

Já pedimos várias vezes, mas, até agora, nada. Temos que improvisar para que as pessoas possam chegar. E isso acontece numa cidade que vai receber os Jogos Paralímpicos em três anos — reclama o biólogo Ricardo Gonzalez, idealizador do programa.

A nadadora Danielle Gilson, que participa do projeto desde o início, faz coro e enumera as dificuldades enfrentadas:

Você chega a um cinema, e o lugar reservado à pessoa em cadeira de rodas é o pior possível, na primeira fila. Quando vai ao teatro, tem que se conformar com o acompanhante em pé ao seu lado ou sentado longe. A cidade não está preparada.

A falta de uma melhor estrutura acaba aproximando não só as pessoas com deficiência como os seus parentes. Enquanto aguardam a hora de entrar no mar nas tendas montadas na areia, os participantes trocam experiências e agendam encontros pós-praia.

Isso vira um clube — resume Fábio Fernandes, um dos organizadores do projeto. — A convivência aqui é muito harmoniosa. Cada um espera a sua vez de entrar na água, e muitos saem depois juntos.

Quem está entrando para o “clube” é Alexandre Lopes, de 42 anos, que sofreu um acidente de moto há dois. Sem movimento nas pernas desde então, ele só voltou a entrar no mar no último sábado:

Foi uma sorte porque um amigo meu postou uma foto das atividades na sexta-feira. Quando abri, vi que começariam no dia seguinte e não pensei duas vezes.

Parceiro do projeto em Copacabana, o tenente-coronel Marcelo Pinheiro, comandante do 3º G-Mar, quer manter a estrutura montada ao longo do ano todo, oferecendo aos participantes outras atividades nas areias, como oficinas diversas.

Só assim a praia vai se tornar um espaço democrático de verdade — diz ele.



FONTE: O GLOBO


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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

LANÇADO O LIVRO SOBRE HELDYEINE, SURDOCEGA CONGÊNITA


Quando tinha pouco mais de um ano de idade, tudo que Heldyeine sabia fazer era chorar e se arrastar de costas no chão, o que lhe deixava com falhas no couro cabeludo. Surdocega congênita por causa da rubéola contraída pela mãe na gravidez, a criança parecia isolada. 

Pouco a pouco, Heldy foi aprendendo a pegar objetos, andar, alimentar-se, tomar banho, reconhecer pessoas e emoções, expressar desejos e interagir com o mundo, tudo por meio do toque. 

Hoje, aos 21, Heldyeine Soares se comunica por Libras (Língua Brasileira de Sinais) tátil --os sinais são feitos nas mãos, que ficam em forma de concha, para que ela os sinta e os interprete. 

Seu mundo, feito de gestos que identificavam coisas e pessoas, foi sendo traduzido para a Libras tátil, o que ampliou suas possibilidades de interação e abstração. 

A história da menina acaba de ser publicada no livro "Heldy Meu Nome -- Rompendo as barreiras da surdocegueira", escrito pela pedagoga Ana Maria de Barros Silva, impressionada com o desempenho de Heldyeine. 

"Essa é uma história de sucesso que não poderia ficar apagada. Surdocegos congênitos como ela tendem a ficar isolados, não têm esse desenvolvimento", diz a autora, que trabalha há 40 anos com a educação de surdocegos. 

Grande parte desse sucesso é mérito da professora aposentada Marly Cavalcanti Soares, do Instituto dos Cegos de Fortaleza, que encarou o desafio de ensinar a menina, apesar de ter poucos recursos e de seu desconhecimento sobre a surdocegueira. 

O livro só pôde ser escrito graças aos seus detalhados relatórios do progresso de Heldy. Anotava cada conquista, tirava fotos e fazia vídeos, batizados de "Renascer". 

Os textos dão uma ideia de como o progresso foi alcançado e comemorado e mostram como Heldy aprendia rápido e dava sinais de que queria mais. Depois de aprender a andar, já recusava a ajuda da professora para subir escadas, como se pedisse mais autonomia. 

Ela logo conseguiu identificar as pessoas --reconhecia a professora pelas blusas com botões e tinha um gesto para cada membro da família. 



PARCERIA
Junto com Marly, a mãe e as irmãs de Heldy lutaram para que a menina se desenvolvesse dessa forma. 
De origem simples, a família de Maracanaú (a 15 km de Fortaleza, CE) levava quase duas horas para chegar ao Instituto dos Cegos de Fortaleza de ônibus. 

A mãe, Jane, abandonada pelo ex-marido, cuidava sozinha de Heldy e das duas filhas mais velhas. Apesar das dificuldades, insistia na atenção especial à caçula. 

"A Heldy é quem ela é hoje graças a Deus, à minha mãe e à tia Marly, que provou que, por amor, é possível tornar uma pessoa capaz como ela fez", conta Heldijane Cidrao, 26, irmã de Heldy. 

Heldijane cuida da irmã desde os cinco anos --era chamada pela professora de "pequena grande mãe". Envolveu-se tanto que se casou com o professor de Libras de Heldy, que é surdo, e se tornou intérprete de surdos e surdocegos. 

"Esse livro me emociona porque ler é como viver tudo de novo. Quando eu tinha seis anos, a tia Marly me colocou no colo e me disse que, quando eu tivesse sede, Heldy também teria e que eu deveria dar água a ela. Quando estivesse com fome, deveria dar algo de comer a Heldy. Hoje tenho uma filha de seis anos e me imagino fazendo tudo que fiz na idade dela." 

Agora, Heldy tem bastante autonomia --a família só não deixa que saia na rua sozinha ou cozinhe. Frequenta o Instituto de Surdos de Fortaleza para aprimorar seu conhecimento de Libras e faz bijuterias no tempo livre. 

Algumas das anotações da professora Marly que estão no livro são dirigidas diretamente a Heldy. Seu sonho era que um dia a menina pudesse ler sua própria história. 

Os primeiros capítulos foram enviados à jovem em braile --ela lê, mas não fluentemente --e o livro todo deve ser lançado nesse formato.



FONTE:  FOLHA DE SÃO PAULO


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EM NOTA CFP REPUDIA SILAS MALAFAIA

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) manifesta publicamente seu repúdio às declarações do líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, feitas no último domingo (3/2), durante um programa de entrevistas exibido pelo SBT. Em sua participação, o pastor evangélico agrediu a perspectiva dos Direitos Humanos a uma cultura de paz e de uma sociedade que contemple a diversidade e o respeito à livre orientação – objetos da atuação da Psicologia, que se pauta na defesa da subjetividade das identidades.


As declarações de Malafaia, que é graduado em Psicologia, afrontam a construção das lutas da categoria ao longo dos anos pela defesa da diversidade. É lamentável que exista um profissional que defenda uma posição de retrocesso que chega a ser quase inquisitório, colocando como vertentes do seu pensamento a exclusão e o preconceito na leitura dos Direitos Humanos.
Ao alegar que a homossexualidade é uma questão de comportamento, o pastor se mostra contrário às bandeiras levantadas pela Psicologia, especialmente no que tange a Resolução CFP nº 001/99, estabelece normas de conduta profissional para o psicólogo na abordagem da orientação sexual, visando garantir um posicionamento de acordo com os preceitos éticos da profissão e a fiel observância à promoção dos direitos humanos. Considera que a homossexualidade não constitui doença, desvio ou perversão, posto que diferentes modos de exercício da sexualidade fazem parte das possibilidades de existência humana.
O dispositivo busca contribuir para o desaparecimento das discriminações em torno de práticas homoeróticas e proíbe as psicólogas (os) de proporem qualquer tratamento ou ação a favor de uma ‘cura’, ou seja, práticas de patologização da homossexualidade. Infelizmente, nada disso soa em consonância com o discurso de Silas Malafaia.
A Resolução declara, ainda, que é um princípio da (o) psicóloga (o) o respeito à livre orientação sexual dos indivíduos e o apoio à elaboração de formas de enfrentamento no lidar com as realidades sociais de maneira integrada. É dever do profissional de Psicologia fornecer subsídios que levem à felicidade e o bem-estar das pessoas considerando sua orientação sexual.
Esse tipo de manifestação da homofobia na sociedade brasileira contribui para a violação dos direitos humanos de parcela significativa da população. Vale lembrar que esses tipos de casos resultaram, no ano de 2011, em 278 assassinatos motivados por orientação sexual, de acordo com o Disque Direitos Humanos (Disque 100).
Dessa forma, podemos entender que a construção sócio-histórica da figura do homossexual como anormal que precisa ser corrigido e, por vezes, exterminado para a manutenção dos valores e do bem estar social, ainda se faz presente em nossa sociedade. Entretanto, a violência destinada a sujeitos que têm suas sexualidades consideradas como ‘desviantes’ não se resume a agressões e assassinatos. De fato, tais manifestações só se tornam possíveis a partir de uma rede de discursos que os colocam como inferiores, vítimas de sua própria existência. Esses discursos e práticas são, então, ações de extermínios de subjetividades indesejadas.
Com base nessa realidade, é também uma tarefa da Psicologia contribuir para o enfrentamento da homofobia e suas repercussões sociais. A importância dessa ação é tanta, que em novembro de 2012 o CFP assinou um termo de cooperação com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) para tratar do tema por meio de Comitês de Enfrentamento à Homofobia e da Campanha Faça do Brasil um Território Livre da Homofobia.
A atitude desrespeitosa de Malafaia com homossexuais ressalta um tipo de comportamento preconceituoso que não se insere, em hipótese alguma, no tipo de sociedade que a Psicologia vem trabalhando para construir com outros atores sociais igualmente sensíveis e defensores dos Direitos Humanos. O Brasil só será um país democrático, de fato, se incorporar valores e práticas para uma cidadania plena, sem nenhum tipo de discriminação. Exatamente o oposto do que prega o referido pastor.
Fonte: CFP e http://ismaelpsicol.blogspot.com.br/ 



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domingo, 25 de novembro de 2012

DIA INTERNACIONAL DA LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA À MULHER


SURDOS COBRAM CRIAÇÃO DE ESCOLA PÚBLICA BILÍNGUE


Deputados distritais de diversos partidos assumiram, na manhã desta quarta-feira (26), o compromisso de aprovar até o final do ano a criação de uma escola pública integral bilíngue que tenha a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como o primeiro idioma e, ao mesmo tempo, ensine o português escrito.

A garantia  manifestada durante sessão solene, no plenário da Câmara Legislativa, requerida pelo deputado Robério Negreiros (PMDB), para comemorar o Dia Nacional do Surdo. "Mais de 5 milhões de pessoas surdas ou com problemas auditivos vivem em silêncio no nosso País. São cidadãos que cumprem os seus deveres, mas são tratados com preconceito pelos que pregam a normalidade física", afirmou o parlamentar na abertura do evento, defendendo a inclusão da Libras como matéria obrigatória nas escolas.

O Projeto de Lei nº 725/2012, de autoria do deputado Wellington Luís (PPL), que institui a escola bilíngüe será apreciado no próximo dia 2 de outubro pela Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC), para que prossiga em tramitação até chegar ao plenário.

"A comunidade surda de Brasília merece o nosso respeito e o nosso compromisso", declarou o deputado Washington Mesquita (PSD), presidente da CESC, presente à solenidade. Ele disse ainda que irá reivindicar a contratação de intérpretes especializados em Libras, para acompanhar os trabalhos da Câmara Legislativa.

Essencial – Vários deputados se revezaram na tribuna para defender o PL nº 725/2012. Prof. Israel Batista (PEN) lembrou que a matéria apresenta alguns "problemas jurídicos, mas nada que não possa ser resolvido pela força da comunidade e pela necessidade da escola bilíngüe, que é fundamental". Também defenderam a proposição, os deputados Olair Francisco (PT do B); Rôney Nemer (PMDB), e Wasny de Roure (PT).

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF), que participou do evento, disse que a implantação da escola é essencial. "Não é o Estado que vai dizer o que a comunidade surda quer. Temos de assegurar a igualdade de oportunidades e respeitar a Libras, uma língua nacional tal como é o português", afirmou.

A professora Heloísa Salles, de Departamento de Letras, da  UnB, disse que há muitos motivos para valorizar a proposta: "A educação bilíngüe é necessária para que alcancemos nossos ideais de democracia e desenvolvimento humano, de afirmação da paz e da fraternidade".

Para o vice-presidente da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos (Apada), Wanberson Pricima, que discursou com auxílio de intérprete, é necessário que haja meios para que os surdos possam desenvolver suas habilidades: "Vamos colocar em pauta a nossa integração nas escolas e em todos os locais públicos".


Marco Túlio Alencar – Coordenadoria de Comunicação Social 
FONTE: Câmara Legislativa do DF 





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BULIMIA E ANOREXIA


TRANSTORNOS MENTAIS SÃO A TERCEIRA CAUSA DO AFASTAMENTO DO TRABALHO


USO INDISCRIMINADO DE MEDICAMENTOS PARA CRIANÇAS TDAH


A TRAJETÓRIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL


A SÍNDROME DO GÊNIO - ASPERGER


A GAGUEIRA É UMA CONDIÇÃO NEUROLÓGICA


sábado, 3 de novembro de 2012

QUANDO TRATAR NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA




Não se sabe ao certo quando, exatamente, a criança deixa de lado a chupeta e adota a televisão, no sentido cultural da televisão. Não, não estamos falando da criança que vê televisão e chupa chupeta ao mesmo tempo. Essa não nos preocupa tanto agora. Falamos da criança que encontrou na televisão, por meio da imagem e do som, a sedução estética, a provocação e estimulação sensitiva, os temas de relevância atual, tais como a violência, o amor, a sexualidade, a amizade, a traição, o desejo, a ganância, o sucesso. 

E antes que pudéssemos ver a criança passar placidamente para a pré-adolescência e adolescência, vemos hoje surgir um ser infantóide ou adolescentóide que se torna um consumidor crescentemente voraz dos objetos e das coisas, os quais, apresentados como a última novidade e requisito para a felicidade, aliciam o desejo do consumo. 

Cerca de 5 milhões de crianças demonstram problemas mentais, segundo informa a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). São dados levantados através de uma pesquisa para estimar a prevalência de sintomas dos transtornos mentais mais comuns na infância e na adolescência (de 6 a 17 anos) e as formas de atendimento mais utilizadas. 

Para essa pesquisa foram entrevistadas 2002 pessoas, em 142 municípios de todas as regiões do Brasil em 2008. Aproximadamente 12,6% das mães entrevistadas relataram ter  um filho com sintomas de transtorno mental importante ao ponto de necessitar tratamento, significando que 5 milhões de crianças 6 e 17 anos apresentam sintomas de transtornos mentais importantes. 

Pela pesquisa, entre essas crianças com problemas mentais, 28.9% não conseguiu tratamento, 46,7% obtiveram tratamento no SUS e 24,4% conseguiu tratamento através de convênio ou particular. Para a  Dra. Tatiana Moya, especialista em psiquiatria da infância e adolescência, a pesquisa reforça o que os profissionais vivenciam na prática: “Não temos onde atender, encaminhar e dar assistência. É um cenário triste, pois a falta de tratamento traz conseqüências sérias. Crianças que não conseguem tratamento se desenvolvem mal e se tornam adultos vulneráveis, com dificuldades de manter sua autonomia, estabilidade econômica e cuidados com os filhos, que também ficam mais vulneráveis”. 

Segundo o presidente da ABP, Dr. João Alberto Carvalho, que incentivou a pesquisa, “a criança não toca só nosso coração, mas principalmente nosso compromisso ético. Para ele "Pesquisar a saúde mental da criança é pensar prevenção, educação, informação e combate ao estigma”.

SINTOMAS DE PROBLEMAS EMOCIONAIS MAIS FREQÛENTES*   -   %
Hiperatividade/Desatenção
8.7
Tristeza/desânimo/choro
4.2
Ansiedade com separação da figura de apego
5.9
Dificuldades com leitura, escrita e contas
7.8
Medos específicos (insetos, trovão, etc)
6.4
Ansiedade em situações sociais
4.2
Ansiedade com coisas rotineiras (provas, o futuro, etc)
3.7
Comportamentos desafiadores, opositivos/irritabilidade
6.7
Dificuldades de compreensão/atraso escolar
6.4
Problemas com o uso de álcool e/ou drogas
2.8
Mentiras/brigas/furtos/desrespeito
3.4
* - Dados da pesquisa da ABP coordenada pela Dra. Tatiana Moya

Mais de 3 milhões (8,7%) têm sinais de hiperatividade ou desatenção; 7,8% possuem dificuldades com leitura, escrita e contas (sintomas que correspondem ao transtorno de aprendizagem), 6,7% têm sintomas de irritabilidade e comportamentos desafiadores e 6,4% apresentam dificuldade de compreensão e atraso em relação a outras crianças da mesma idade.

Sinais importantes de depressão também aparecem em aproximadamente 4,2% das crianças e adolescentes. Na área dos transtornos ansiosos, 5,9% têm ansiedade importante com a separação da figura de apego, 4,2% em situações de exposição social e 3,9% em atividades rotineiras como deveres da escola, o futuro e a saúde dos pais.

Mais de 1 milhão das crianças e adolescentes (2,8%) apresentam problemas significativos com álcool e outras drogas. Esta população parece ter enfrentado uma dificuldade ainda maior para conseguir tratamento. Na área de problemas de conduta, como mentir, brigar, furtar e desrespeitar, 3,4% das crianças apresentam problemas.

Quando se Deve Buscar Tratamento Psiquiátrico em Crianças e Adolescentes
É grande a dúvida na população e, às vezes, mesmo entre médicos de outras especialidades, sobre a necessidade de se recomendar ou procurar um tratamento psiquiátrico. Muitas vezes são os familiares, cônjuges ou amigos os primeiros a suspeitar que a criança ou adolescente precisa de cuidados psiquiátricos. Os professores também devem engrossar a fileira dos observadores dessas crianças e adolescentes, contribuindo para detecção precoce dos eventuais problemas que podem surgir durante o desenvolvimento.
Entre os elementos a serem observados incluem-se os comportamentos, as condições ambientais e existenciais adversas, os problemas nas relações sociais e no trabalho (ou escola), as alterações do sono, da alimentação, o abuso de álcool ou drogas, a expressão exagerada das emoções, as dificuldades em lidar com questões cotidianas, alterações da atenção e da adaptação, etc. Enfim, está em jogo a futura maneira de ser dessa pessoa, principalmente quando se mostra morbidamente diferente dos demais. 

É muito importante reconhecer que pessoas de diferentes idades apresentam sintomas e comportamentos diferentes e perceber precocemente a desadaptação de crianças, adolescentes e adultos poderá contribuir na identificação de problemas psiquiátricos no momento em que o tratamento seria mais eficaz.

Quais são os sintomas de possível problema em crianças de pouca idade?
Na idade pré-escolar algumas patologias podem ser bem identificadas, como os quadros depressivos, os quais tem uma prevalência significativa e os quadros ansiosos como a ansiedade de separação. 

Os Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade são mais facilmente diagnosticados em etapa posterior de desenvolvimento, mas já podem estar presentes nessas crianças mais novas desde os 2 anos de idade. Quadros graves, como autismo e deficiência mental, também podem ser facilmente identificados nessa criança mais nova, em torno dos primeiros 30 meses. 

Os sintomas mais comuns de um possível problema emocional, de comportamento ou de desenvolvimento em uma criança de pouca idade que necessita de uma avaliação psiquiátrica podem incluir qualquer dos itens abaixo. É sempre bom salientar que essas alterações terão valor quando consideradas em conjunto com outras e não isoladamente. Vejamos algumas:

1. Redução significativa no rendimento escolar
Neste caso pode estar em jogo alterações do interesse e da atenção. Problemas domésticos que causam preocupação excessiva na criança e dificuldades na adaptação ao ambiente escolar também podem interferir. 

A partir dos 7 anos os problemas emocionais das crianças podem ser detectados principalmente em função do rendimento escolar e dos transtornos de aprendizado. A Deficiência Mental deve ser pensada quando se acompanha de uma série de outros sintomas

2. Redução significativa no interesse e esforço escolar
A Depressão Infantil proporciona desinteresse geral na criança. Ambiente escolar conflitante também pode ocasionar aversão à escola com prejuízo do interesse, assim como a falta de empatia com professores, principalmente se a criança foi colocada em situação vexatória diante dos colegas. 

As crianças portadoras de Déficit de Atenção sem Hiperatividade, mais comum nas meninas (nos meninos freqüentemente tem hiperatividade), pode ocasionar uma profunda desarmonia entre essa criança, professores e colegas, capaz de produzir a falta de interesse.

3. Abandono de certas atividades antes desejadas
Abandonar por desinteresse as atividades que antes davam prazer é outro sinal de Depressão Infantil, quando há desinteresse geral pelas atividades, bem como a perda de prazer com as coisas antes agradáveis.

4. - Distanciamento de amigos ou familiares
O retraimento social pode significar muitas coisas, desde a Depressão Infantil, Fobia Social, insegurança, até mesmo sentimentos de vergonha quando os pais brigam muito, quando um deles bebe, quando estão para se separar... 

As crianças vítimas de abuso sexual ou de violência causada por babás, podem manifestar muitos sintomas, tais como o distanciamento de amigos ou familiares, abandono de certas atividades, perturbações do sono com insônia inicial (causada geralmente por medo), inquietação, mudança de comportamento em relação ao agressor, irritabilidade...

5. Perturbação do sono
Os exemplos de alterações do sono incluem o terror noturno, pesadelos, insônia e/ou hipersonia, sonambulismo, enurese (xixi na cama) noturna, etc. Essas alterações têm valor quando consideradas em conjunto com outras alterações de qualquer um dos demais itens apontados aqui.

6. Hiperatividade, inquietação e/ou agressividade
Qualquer dessas alterações pode representar um indício de depressão ou ansiedade infantil, as quais, geralmente, são bem diferentes dos adultos. Tanto isso é verdade que boa parte dos casos diagnosticados Déficit de Atenção com Hiperatividade respondem muito bem e são tratados com antidepressivos.
O quadro mais grave que se manifesta com agressividade infantil é o Transtorno de Conduta. Todo esforço deve ser empenhado para excluir esse diagnóstico, principalmente porque não tem cura.

7. Reações emocionais mais violentas
Aqui, como em outros itens, pode tratar-se de sinais de Depressão Infantil, porém, a irritabilidade é comum em crianças portadoras de disritmia cerebral, muito embora os neurologistas insistam em dizer que não. Também podemos pensar em Transtorno de Conduta, como no item acima. 

8. Rebeldia, birra e implicância, atitudes de oposição
Existe um quadro denominado Transtorno de Oposição na Infância ou Desafiador Opositivo, onde a criança confronta qualquer tipo de autoridade, seja doméstica, social ou na escola.

9. Recusa a participar de compromissos familiares antes aceitos
Aqui vale o mesmo do item 4, ou seja, pode significar desde a depressão infantil, fobia social, insegurança, até sentimentos de vergonha quando os pais brigam muito, quando um deles bebe, quando estão para separar-se ...

10. Preocupação e/ou ansiedade excessivas
São indícios de depressão infantil, quando então, crianças anteriormente bem adaptadas socialmente, passam a apresentar preocupações e questionamentos de adultos, tais como a morte, o que fariam sem seus pais, preocupações com economia doméstica, etc. Também causam preocupação e/ou ansiedade excessivas os fatos citados no item 4.

Quais são os sintomas de um problema potencial em um adolescente?
A entrada na adolescência traz mudanças significativas na pessoa, tanto do ponto de vista físico quanto emocional. Em termos de pensamento, na adolescência passa a valer o pensamento abstrato, nascendo daí a possibilidade do jovem estabelecer suas hipóteses, teorias, opiniões e pontos de vista. Essas hipóteses permitem ao adolescente escolher possibilidades. Surge então suas crises de liberdade e de responsabilidade e, concomitante, é possível surgirem nessa idade quadros delirantes e alucinatórios, depressões e tentativas de suicídio, bem como comportamentos delinqüenciais e outras patologias emocionais. 

Vejamos os sintomas mais comuns e sugestivos de um possível problema emocional em uma criança de mais idade ou adolescente

Entretanto, cada adolescente pode experimentá-los de uma forma diferente. Os sintomas podem incluir:

1. Redução significativa no rendimento escolar
A Depressão do Adolescente proporciona, tal como na criança e nos adultos, importante desinteresse geral. Ao invés da importância do ambiente e a falta de empatia com professores, como ocorre na infância, para o adolescente pesa muito os conflitos íntimos, os sentimentos de inferioridade, a baixa auto-estima, ou seja, os sintomas clássicos da depressão.

Outro fator que pode comprometer o rendimento escolar na adolescência, infelizmente, são os surtos psicóticos, comuns nessa faixa etária. Nesse caso muitos outros sintomas farão parte do quadro e não apenas o baixo rendimento escolar (veja Psicose na Adolescência, na seção Infância e Adolescência).

2. Abandono de certas atividades, amigos ou familiares
Essa é uma mudança brusca no comportamento do adolescente que merece toda atenção. Tanto os quadros psicóticos quanto o uso de drogas podem resultar em afastamento das atividades habituais, dos amigos e familiares. Quando o problema é o uso de drogas, não há isolamento social, há sim, mudanças na conduta, no grupo de amigos... 

Na Depressão, embora possa haver desinteresse suficiente para que o jovem abandone algumas atividades, e isolamento social, a família percebe o importante componente de tristeza, o que nem sempre (raramente) acompanha as mudanças de comportamento nas psicoses.

3. Alterações do sono
Na Depressão pode haver insônia (o adolescente fica até altas horas ouvindo músicas no quarto, por exemplo), pode haver hipersonia (dorme demais como uma fuga), pesadelos, terror noturno, etc. 

Nos casos de Psicose o sono desaparece completamente, e surgem outros sintomas, assim como desleixo pessoal, apatia, estranheza. Nos episódios de euforia, típicos do Transtorno Afetivo Bipolar, não há sono de jeito nenhum, e aparecem outros sintomas, como por exemplo comprar demais, falar muito, agitação...

4. Alterações do Apetite
Nas adolescentes meninas a Anorexia tem sido o quadro mais freqüente de falta de apetite . Podem surgir crises de voracidade com comportamento bulímico ou não.

Os portadores dos Transtornos Alimentares, normalmente adolescentes, apresentam uma obsessão pela forma física e distorcem a auto-imagem, a tal ponto que se sentem gordos mesmo estando com peso bem abaixo do normal. O resultado é a progressiva deterioração física e mental, começando com sintomas leves como queda dos cabelos, aftas, atraso menstrual, etc, até complicações cardiovasculares, renais e endócrinas graves que podem levar a morte

5. Agressões frequentes, rebeldia, atitudes de oposição ou reações violentas
A agressividade na adolescência é um problema complexo. Terá maior valor quando surgir na vida do jovem de um momento em diante, ou seja, ser uma novidade em seu comportamento e não um traço característico de sua personalidade. 

Pode resultar de modismo ou como comportamento desejável no meio social do adolescente. Pode, não obstante, refletir um conflito emocional íntimo e/ou um quadro depressivo, felizmente de fácil tratamento, ou ainda, um sinal de abuso de drogas, infelizmente de difícil tratamento e, finalmente, pode representa um Transtorno de Conduta, sem tratamento.

6. Provocar dano a si mesmo
Isso pode acontecer nos Transtornos do Controle dos Impulsos, como na Tricotilomania, na Auto-Escoriação da pele, nas atitudes de Bulimia. Trata-se dos Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo. 

Transtornos de Personalidade, notadamente histérico e borderline, ambas com início na infância e adolescência, proporcionam comportamento teatral de auto agressividade e ferimentos auto-provocados com propósitos de manipular o entorno.

7. Pensamentos de morte e/ou suicidas
Pensar na morte não é mesma coisa que pensar em suicídio. Pessoas deprimidas podem pensar que preferiam estar mortas, mas não pensam em se matar. O suicida, por sua vez, pensa em matar-se. 

A Depressão é a principal patologia relacionada à idéia de morte ou pensamento suicida. Não obstante, as psicoses também podem levar ao suicídio.

8. Comportamentos destrutivos (vandalismo, incendiarismo, delitos, etc.)
Normalmente esse quadro é típico das sociopatias (ou psicopatias) mas, no adolescente recebe o nome de Transtorno de Conduta.

9. Comportamento sexualizado excessivo
A expressiva maioria dos casos de atividade sexual precoce, notadamente nas meninas, é estimulado pelas próprias mães. Estas, talvez devido a alguma fantasia íntima, acabam por fazer suas filhas (crianças ainda) parecerem atrizes de novela e apresentadoras de tv, ou outras personagens da mídia cuja (hiper) atuação sexual parece ter notoriedade nacional. Como resultado disso, temos visto aumentar a incidência de Puberdade Precoce e de precocidade da idade de iniciação sexual. 

Fora, então, esses casos de conotação cultural, o Transtorno de Conduta é a condição mórbida mais associada ao comportamento hipersexualizado, em seguida vem o Transtorno Afetivo Bipolar do adolescente, na fase de euforia, também relacionado ao aumento da libido. À par disso, alguns casos de Retardo Mental são hipersexualizados.

10. Mentiras, fugas, embuste
Essas atitudes costumam aparecer no Transtorno de Conduta.




FONTE: Ballone GJ, Quando tratar em Psiquiatria da Infância e Adolescência, in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2005


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