domingo, 23 de setembro de 2012

BIXA MUDA PASSA NO EXAME DE SANIDADE E VAI CONCORRER À CANDIDATURA A VEREADOR EM JUAZEIRO



A Justiça Eleitoral decidiu: João dos Reis Filho, travesti com deficiência auditiva, poderá concorrer à vaga de vereador em Juazeiro do Norte como qualquer cidadão apto para a vida comum.

Dois fatores foram determinantes para o deferimento da candidatura de João dos Reis, que vai aparecer nas urnas de Juazeiro do Norte com o nome de "Bixa Muda". Um deles foi a comprovação de alfabetização em libras (linguagem brasileira de sinais) apresentada pela defesa. O outro foi o laudo psiquiátrico emitido pelo médico Pedro Jorge Malzoni, a pedido da própria Justiça.

Segundo o psiquiatra, "a deficiência do impugnado não lhe incapacita a desempenhar uma vida independente e que ele não é incapacitado para os atos da vida civil, tendo apenas limitações, podendo beneficiar-se de ajuda especializada de tradutor em libras para o esclarecimento de suas decisões cívicas às demais pessoas", diz o médico em seu parecer.

O juiz Djalma Sobreira Dantas Júnior, que manifestou sua decisão nesse domingo, 5, levou em consideração a lei 10.406/02 do novo Código Civil. Segundo a lei, são incapazes de exercer a vida civil apenas os menores de 16 anos e os enfermos ou deficientes mentais incapazes de discernimento de seus atos.

Para o coordenador da campanha de Bixa Muda, André Lacerda, o deferimento da candidatura representou “uma vitória importante não apenas para a candidata, mas também contra o preconceito”. Ele disse ainda que, se Bixa Muda for eleita, vai usar seu mandato para legislar em favor dos surdos e da “classe LGBT” (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros).

Bendita entre os colegas de partido?

Vencida a batalha pelo direito a concorrer a uma vaga na Câmara de Juazeiro do Norte, resta a Bixa Muda passar em outro exame: o das urnas. Se conseguir, e desejar de fato lutar pelas causas dos homossexuais, ela poderá ter como adversários colegas da própria legenda. A candidata se filiou ao Partido Republicano do Brasil (PRB),  que tem entre suas principais lideranças bispos e pastores da Igreja Universal do Reino de Deus, como o senador Marcelo Crivella (RJ) e, no Ceará, o deputado estadual Ronaldo Martins. 

Crivella é um dos principais opositores ao projeto de lei PL122/06, conhecido como a "lei anti-homofobia”, que tramita no Congresso Nacional. Ronaldo Martins já usou  a tribuna da Assembleia Legislativa para criticar o kit anti-homofobia (material que o ministério da Educação pretendia distribuir entre alunos de escolas públicas e acabou vetado pela presidente). Martins também criticou o Translendário, calendário produzido pelo artista Silvero Pereira que trazia fotos de transformistas reproduzindo imagens de obras clássicas, entre elas “A Santa Ceia”.

Perguntado se a candidata não encontraria resistência na própria sigla para defender os homossexuais, André Lacerda, que além de coordenador da campanha de Bixa Muda é presidente da Adacho (Associação de Defesa, Apoio e Cidadania dos Homossexuais),  disse que "pelo menos até agora a candidata foi muito bem recebida no partido” e que acredita que dentro do PRB exista espaço para posições diferentes.


FONTE: http://www.opovo.com.br

* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A INTEGRAÇÃO DO SURDO NA ESCOLA




POR: Mª ANGÉLICA FISCHER RUSCHEL





 
Nem todos são iguais. As diferenças existem e precisam ser respeitadas. Quando a causa é a surdez, a comunicação fica prejudicada, já que a audição e a fala são os canais por onde a sociedade passa as suas informações. E, a realidade mostra que a diferença causada pela surdez acaba levando a marginalização social.

Para a pedagoga Márcia Leite (1969:10), a sociedade é muito discriminadora, o que ocorre em muitos casos, é a criança ser discriminada pelos colegas, pela escola ou pela própria família, que não consegue aceitar a deficiência. Qualquer coisa que se desvie do padrão idealizado de normalidade da nossa sociedade, é discriminada. Então, esse conjunto de fatores pode resultar numa dificuldade de socialização, prejudicando o desenvolvimento da criança.

A psicóloga, Maria Cecília Rafael de Góes, (1996:20), refere em seu livro "Linguagem", surdez e educação, o relato de uma professora formada em Educação Especial, na área de deficiência Auditiva sobre o problema de atuação de alunos surdos em classes regulares. Referiu-se a uma diversidade de temas, tais como: a limitação de sua própria formação profissional, os obstáculos para a integração do surdo na sociedade, a falta de colaboração da família no processo escolar e as condições institucionais para o trabalho pedagógico (recursos materiais insuficientes, instabilidade na atribuição de classes, tempo reduzido de aulas, etc.).

Entende-se como integração, a possibilidade de que as pessoas com necessidades especiais devido a deficiência ou problemas em seu desenvolvimento viva e conviva com as demais pessoas de sua comunidade. Conforme Correia (1997:23), profissional ligado a educação, este viver e conviver em sua própria comunidade é um direito e uma questão de justiça. É justo que o portador receba uma educação adequada às suas necessidades específicas, uma vez que a educação é um direito constitucional de todos os cidadãos. O princípio de integração não nega o atendimento às necessidades educativas que o educando possa apresentar.

Para tornar uma política de integração é fundamental que se alarguem as oportunidades educacionais, enfatiza p professor em educação especial Vítor da Fonseca (1995:68): "...os programas e os currículos terão de ser necessariamente diferentes, adaptados às necessidades educacionais específicas das crianças deficientes. A filosofia e o fundamento científico terão de presidir a elaboração do desenho curricular, deverão respeitar os estilos e os biorritmos preferenciais de cada criança, isto é, deverão adotar uma filosofia centrada na semelhança diferenciada e não na semelhança indiferenciada que tem caracterizado os programas escolares vigentes."

A questão está no fato de que integrar não é só "alocar" (Góes, 1996:48) a criança na sala de ensino regular. A escola terá de adaptar-se a todas as crianças, ou melhor, a variedade humana. Como Instituição Social, não poderá reagir no sentido inverso, rejeitando ou segregando "aqueles que não aprendem como os outros". Não se pode continuar a defender que tem de ser a criança a adaptar-se às exigências escolares, mas sim, o contrário.

Na realidade, o professor é preparado para atuar como uma criança normal, "a ouvinte", pois todo o ambiente já está preparado para receber as crianças que ouvem e falam, todo o material terá sido escolhido para este tipo de população, que é a maioria.

No entanto, é urgente preparar todos os professores, sem exceção, para aceitarem as diferenças individuais de cada criança. Segundo Fonseca, deve-se prepará-los para abandonar os tradicionais "medos", equipando-os com recursos educacionais inovadores e com modelos pedagógicos experimentais. Seria imprescindível também o trabalho de uma equipe multidisciplinar como: psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo.

Para Harrison Godi e Moura (1997:362), a questão que nos atinge é: que tipo de concepção de surdez e de surdo estão permeando a opção pelo processo educacional destas crianças? Por que, que no Brasil, ocorrem tão poucas pesquisas nesta área? Qual deveria ser o papel da escola nestas questões levantadas? 

Correia (1997:09) refere que a escola deverá dar condições para estas crianças. Surgindo assim, uma "nova realidade", em que a criança com necessidades educativas especiais tem o direito de, sempre que possível, ser educada na classe regular. É a responsabilização da escola regular pela educação de todos os alunos, independente dos problemas de aprendizagem que cada um deles possa apresentar. Mas, esta responsabilidade exige de escola e do sistema, modificações no processo ensino/aprendizagem no sentido de se encontrar respostas para um dos direitos fundamentais da toda criança – o direito a uma educação igual e de qualidade que observe as suas necessidades. É ainda freqüente, hoje em dia, encontrarmos alunos com necessidades educativas especiais sem qualquer tipo de apoio.

Correia (1997:12) afirma que as mudanças necessárias exigirão tempo, pois, quando algum fato novo surge, muda o equilíbrio conquistado, principalmente no sistema educacional. Certamente virão as dificuldades e resistências. Porém, não podemos deixar de analisar e expor estas questões para uma profunda reflexão. Também não devemos deixar de lutar pelas idéias que achamos certas, apenas por ser difícil de serem conquistadas. Afinal, a vida vale a pena enquanto há ideais a serem conquistados.
"Devemos ser pacientes e esperar por métodos novos e por ocasiões para a pesquisa. Devemos estar prontos, também, para abandonar um caminho que tenhamos seguido durante certo tempo, se ele nos parecer estar caminhando para um fio incerto."
Sigmund Freud (1948)
Beyond The Pleasure Principlie
(Além do Princípio do Prazer)
(Extraído do livro "Audição em Crianças)

FONTE: http://www.fonoaudiologia.com/trabalhos/artigos/artigo-001.htm

* TEXTO CEDIDO GENTILMENTE PELA AUTORA. OBRIGADA!!!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

NADA É PERMANENTE...


QUEM NÃO CONSEGUE MUDAR A SI MESMO, NÃO MUDA COISA ALGUMA...


GRITO NÃO EDUCA...


LEI MARIA DA PENHA - 6 ANOS


AINDA BEM QUE EXISTE O PSICÓLOGO...


O JEITO PSICÓLOGO DE SER...



Psicólogo não Adoece, Somatiza
Psicólogo não Transa, Libera a Libido
Psicólogo não Estuda, Sublima
Psicólogo não dá Vexame, Surta

Psicólogo não Fofoca, Transfere
Psicólogo não tem Idéia, Tem Insight

Psicólogo não resolve Problemas, fecha Gestalts

Psicólogo não se Engana, tem Ato Falho

Psicólogo não muda de Interesse, Altera Figura Fundo

Psicólogo não Fala, Verbaliza

Psicólogo não Conversa, Pontua

Psicólogo não Responde, Devolve a Pergunta

Psicólogo não Desabafa, Tem Catarse

Psicólogo não pensa Nisso, Respira Nisso

Psicólogo não é Indiscreto, é Espontâneo

Psicólogo não é Gente, é um Estado de Espírito
...

MAIS DO QUE ENTENDER A MENTE, É COMPREENDER A ALMA


ORAÇÃO DO PSICÓLOGO


UMA PSICÓLOGA NADA CONVENCIONAL PARA COMEMORAR NOSSO DIA...


FELIZ DIA DO PSICÓLOGO!!!!


O QUE DIRIA FREUD SE TE CONHECESSE???


SÓ FREUD EXPLICA...


O SABER LEVA TEMPO PARA CRESCER...


AO LEVAR SEU FILHO À ESCOLA, NÃO ESQUEÇA...


TODA ESCOLHA TEM PERDAS...


SER PSICÓLOGO É A PROFISSÃO DO DESCOBRIR...


PENSO ONDE NÃO SOU...


CADA SEGUNDO É TEMPO PARA MUDAR...


NUNCA TENHA CERTEZA...


DIA 27 DE AGOSTO - DIA DO PSICÓLOGO


PSICOLOGIA: 50 ANOS DE PROFISSÃO!!!


QUERO, COMO PSICÓLOGA...

 
 
Quero, como psicólogo aprender a ouvir sem julgar,
ver sem me escandalizar, e sempre acreditar no bem.
Mesmo na contra-esperança, esperar.
E quando falar, ter consciência do peso da minha palavra,
do conselho, da minha sinalização.
Que as lágrimas que diante de mim rolarem,
pensamentos, declarações e esperanças testemunhadas,
sejam segredos que me acompanhem até o fim.

E que eu possa ao final ser agradecido pelo privilégio de
ter vivido para ajudar as pessoas a serem mais felizes.
O privilégio de tantas vezes ter sido único na vida de alguém que
não tinha com quem contar para dividir sua solidão,
sua angústia, seus desejos.
Alguém que sonhava ser mais feliz, e pôde comigo descobrir
que isso só começa quando a gente consegue
realmente se conhecer e se aceitar."

Walmir Monteiro