
Esse blog é para as pessoas que acreditam e lutam pela melhoria da Educação Especial no Brasil.
quarta-feira, 13 de março de 2013
PRÍNCIPE HARRY COZINHA, DANÇA E ENSINA CRIANÇAS SURDAS EM LESOTO

Na quarta-feira 27/02/13, o terceiro e último dia de sua viagem pelo sul da África, o príncipe Harry de 28 anos fez uma parada no Centro Kananelo para Surdos, onde 70 crianças aguardavam a sua chegada. O Príncipe fez a alegria das crianças carentes surdas, que são atendidas na Kananelo Centre, localizada em Maseru, Lesoto.
Na estrada de terra nas proximidades do centro, dezenas de crianças de outras escolas chegaram para ver a passagem do príncipe, que já havia passado pelo local em 2004.
Simpático como sempre, o monarca dançou, cozinhou (usando um avental com estampa de ursinhos) e participou de uma aula improvisada de linguagem de sinais, ao lado dos alunos do centro .
O príncipe participou de uma dança tradicional com as crianças do centro, que ainda apresentaram uma peça de teatro em linguagem de sinais, para mostrar as habilidades aprendidas no centro.
Ainda no mesmo centro, Harry colocou em prática seus dotes culinários, ao preparar doces parecidos com rosquinhas, que depois foram oferecidos à imprensa.

A Kananelo Centre recebe ajuda da instituição de caridade Sentebale, que foi fundada por Harry e pelo Príncipe Seeiso, de Lesoto.
O filho mais novo do príncipe Charles visitará também uma escola para cegos e um projeto para habitação e água.
Em seguida, ele viajará para Joanesburgo, na África do Sul, para participar de um evento para arrecadação de fundos.
FONTE: http://f5.folha.uol.com.br/
O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR
A CASA DOS ESQUECIDOS - HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS NO BRASIL ATUAL

Por Aislane Oliveira
Passei um bom tempo procurando um título
para poder falar do trabalho incrível da equipe de reportagem do
Conexão Repórter (SBT) apresentada por Roberto Cabrini, no dia 24 de
janeiro de 2013. No entanto, não podia achar título melhor do que o dado
pela própria equipe: A casa dos esquecidos.
A reportagem me instigou a, mais uma vez, escrever sobre a nossa luta
diária para o fechamento de locais como o hospital psiquiátrico mostrado
na reportagem exibida pelo programa. Sabe-se que foi elaborado no dia
18 de maio de 1987, na I Conferência Nacional de Saúde Mental, um
documento que propunha a reformulação do modelo assistencial em saúde
mental, bem como a reorganização dos serviços de atendimento, destacando
como melhor forma de tratamento o atendimento extra-hospitalar e as
equipes multiprofissionais, com isso, iniciaram-se as discussões acerca
dos direitos de cidadania, bem como de legislação, em relação ao doente
mental (Saúde Mental, 2007).
Infelizmente, a forma tradicional, conhecida por muitos, de se “tratar” a
loucura, é caracterizada principalmente pelo asilamento e exclusão. Segundo Basaglia (1985), quando um sujeito portador de transtorno mental
é internado em uma dessas instituições psiquiátricas, perde seus
direitos e é submetido ao poder da instituição, fica, portanto, à mercê
dos delegados da sociedade, conhecidos como “médicos”, que o afastou e o
excluiu. Este modelo de tratamento serviu como uma forma de controle
social do Estado ao se tratar de trabalhadores que perdeu a capacidade
produtiva (Grunpeter, Costa, Mustafá, 2007). Surge daí a principal
critica a esse modelo de assistência, cuja representação surge por meio
ético, tanto no aspecto profissional quanto ao resgate dos direitos
humanos aos sujeitos mentalmente doentes, muitos destes, resultado de
sua própria sociedade.
Para Basaglia
(1985) a psiquiatria foi uma técnica altamente repressiva, que o Estado
sempre usou para oprimir os pobres e doentes, aqueles que não
produziriam mais lucros para a sociedade, fortalecendo assim, a ideia de
que essa questão sempre esteve fortemente vinculada à lógica do
capitalismo, se o sujeito não produz, ele não “serve”, e o que deve
fazer é exclui-lo da sociedade, o modo de exclusão pouco importa, desde
que ele não interfira no progresso do Estado.
Baseando-se nas terríveis formas de tratamento as quais os mentalmente
doentes (rótulo usado para camuflar a ideia de que só quem produzia
podia ser considerado saudável) foi que surgiu a luta pelas mudanças no
modelo de assistência, cujo objetivo principal era a substituição do
modelo asilar por uma rede de serviços territoriais (Grunpeter, Costa,
Mustafá, 2007).
Acerca de um ano o
programa Conexão Repórter havia recebido denuncias de que o Hospital
Psiquiátrico Vera Cruz, de Sorocaba-SP, estava tratando seus internos
sobre condições precárias e desumanas. Partindo disso, o programa
realizou um documentário que mostrou os bastidores desse local
caracterizado por abandono e violência.
Durante duas semanas um produtor do Conexão Repórter, disfarçou-se de
funcionário do hospital para mostrar a realidade dos pacientes que por
lá foram esquecidos. Algum tempo depois, Roberto Cabrini (apresentador),
também visitou o local e entrevistou alguns dos pacientes, presenciando
imagens fortes e inacreditáveis.
Possivelmente não conseguirei transcrever tão bem as sensações que me
ocorreram durante a exibição da reportagem, tamanhas eram elas. De
inicio é revoltante, falo não somente como profissional da saúde, porque
antes disso sou um ser humano. Não há descrição melhor para os
sentimentos do que: Negativos. Em nenhum momento se sente aquela “coisa”
mágica chamada esperança, de que algo ali se transforme. Não por
pessimismo, mas pelas condições dadas aqueles esquecidos. Se hora a
revolta batia no peito, por outro lado a tristeza transbordava aos
olhos.
Constantemente o repórter
fazia a seguinte pergunta para os funcionários do hospital: “É normal
esse tipo de tratamento?” “Você acha isso normal?”. A reposta,
acreditem, foi a mais inacreditável de todas: “Sim, é normal”. Daí me
surgiu uma dúvida: pesquisei no dicionário o conceito de Normal, pois
até onde eu sabia o que ali era retratado não tinha nada de normal.
Então, eis que achei: “De acordo com a norma, com a regra; comum”.
Cheguei à conclusão de que para eles o normal havia se confundido com o
comodismo, uma vez que não encontrei uma explicação melhor para a
situação, estão tão acomodados e preocupados com suas próprias vidas que
aquela situação precária e desumana havia se tornado normal aos seus
olhos. O que é contraditório, já que para a própria sociedade
normalidade é tudo aquilo que segue dentro da razão, ou que está de
acordo com as normas e princípios regidos por ela. Bom, sendo assim, o
que de razão tem essa forma de tratamento? Nenhuma, julgo eu.
Roberto Cabrini também exaltou o tipo de tratamento: “Como é possível
que o ser humano se recupere nessas condições?” Simples, eles não se
recuperam. Ao contrário, estão cada vez mais doentes, fracos e
esquecidos. Os pacientes vivem em estado de medo em consequência das
constantes agressões (pacientes contra pacientes, funcionários contra
pacientes), falta saúde, falta motivação, morrem de frio (literalmente,
pois estão sempre nus e não têm sequer cobertor para que os protejam),
não se alimentam adequadamente (se há comidas são indigeríveis). A falta
de higienização agride a quem vive lá e aos que visitam o local. Só
existe um único momento em que parece que as coisas vão se resolver,
quando o hospital recebe a noticia da visita da fiscalização, digo
“parece” porque é só isso mesmo, é só uma maquiagem que sairá facilmente
com água após alguns dias. De acordo com o Ministério da Saúde, existem
no Brasil 59 hospitais psiquiátricos públicos funcionando seguindo o
modelo antigo de tratamento manicomial, e mais 160 credenciados pelo
SUS, são aproximadamente 32.735 leitos nos hospitais públicos. Apesar
dos avanços legislativos no que diz respeito ao campo da saúde mental, a
cultura de violência e da violação dos Direitos Humanos ainda é marca
constante nos hospitais em funcionamento, um deles é o Hospital
Psiquiátrico de Vera Cruz, alvo de muitas denúncias sobre maus-tratos e
descaso.
“É comum a fuga de
pacientes”. O que se esperar de um local como este? Que os doentes
aceitem ficar por lá? Sendo tratados como escravos (realizando tarefas
perigosas e que não cabem a eles realizarem) e - com o perdão da palavra
- como lixos? A fuga é consequência do tratamento que eles recebem,
qualquer lugar seria melhor do que aquele em que vivem.
Confesso que assisti a reportagem duas vezes, e nas duas vezes a reação
foi a mesma, diria até que na segunda vez fiquei ainda mais indignada
com a situação daqueles pacientes. É, realmente, de cortar o coração.
Os funcionários que trabalham no hospital se recusavam a responder as perguntas feitas pelo repórter, mas mostravam o constrangimento e a decepção de se trabalhar num local como aquele. “Você traria seu pai para um lugar como este?” “Não, porque não é certo o tratamento que eles recebem”. Mas continuam mantendo-se calados diante de tamanha agressão aos direitos do próximo, continuam silenciando os fatos terríveis que acontecem dia após dia. Usam como “desculpa” que necessitam do trabalho e por isso não podem falar nada. É triste saber que os direitos de igualdade foram jogados para debaixo do tapete - ninguém viu, ninguém sabe -. Isso pesa mais ao saber que são pessoas que juraram cuidar do próximo e presar pela vida dos que mais precisavam. Juramentos em falso prejudicando mais de uma vida.
“Como é
possível um ser humano ser tratado dessa forma?” Foi a última pergunta
que o produtor, que passou duas semanas no hospital, se fez ao final do
seu trabalho. E espero que seja essa a pergunta que as pessoas que
tenham assistido ou que tenham acesso a esse texto se façam e revejam
seus conceitos de cuidado e direitos iguais. Porque eu não saberia dizer
se existe um único culpado para toda essa realidade, o que posso
realmente dizer é que somos nós quem, ainda, pode fazer algo para que
essa realidade seja transformada e que o modelo de assistência elaborado
pela I Conferência Nacional de Saúde Mental seja cada vez mais
valorizado e torne-se uma pratica constante.
Referências:
BASAGLIA, Franco. A instituição negada. Rio de Janeiro: Graal, 1985.
Conexão Repórter: A casa dos esquecidos. Disponível em: http://www.sbt.com.br/conexaoreporter/ Acesso em 25 de Jan. de 2013.
Dicionário Online de Português: http://www.dicio.com.br/normal/
GRUNPETER, P. V, COSTA, T, C, R, MUSTAFÁ, M. A. M. O Movimento Da Luta
Antimanicomial No Brasil E Os Direitos Humanos Dos Portadores De
Transtornos Mentais. Anais do II Seminário Nacional Movimentos Sociais, Participação e Democracia. 25 a 27 de abril de 2007, UFSC, Florianópolis, Brasil.
Reforma Psiquiátrica. Disponível em; http://oglobo.globo.com/politica/dez-anos-apos-reforma-psiquiatrica-brasil-ainda-tem-instituicoes-publicas-funcionando-no-modelo-de-antigos-manicomios-2760053#ixzz2J0GfJ16r . Acesso em 25 de Jan. de 2013.
SAÚDE MENTAL. 18 de Maio: Dias de Lutas. Disponível em: http://saudementales.wordpress.com/. Acesso em 25 de jan. 2013.
FONTE: http://ulbra-to.br/
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MENINOS...

"Que nenhum menino seja coagido pelo pai a ter a primeira relação sexual da vida dele com uma prostituta (isso ainda acontece muito nos interiores do Brasil!)
Que nenhum menino seja exposto à pornografia precocemente para estimular sua “macheza” quando o que ele quer ver é só desenho animado infantil (isso acontece em todo lugar!)
Que ele possa aprender a dançar livremente, sem que lhe digam que isso é coisa de menina
Que ele possa chorar quando se sentir emocionado, e que não lhe digam que isso é coisa de menina
Que não lhe ensinem a ser cavalheiro, mas educado e solidário, com meninas e com os outros meninos também
Que ele aprenda a não se sentir inferior quando uma menina for melhor que ele em alguma habilidade específica – já que ele entende que homens e mulheres são igualmente capazes intelectualmente e não é vergonha nenhuma perder para uma menina em alguma coisa
Que ele aprenda a cozinhar, lavar prato, limpar o chão para quando tiver sua casa poder dividir as tarefas com sua mulher – e também ensinar isso aos seus filhos e filhasNa adolescência, que não lhe estimulem a ser agressivo na paquera, a puxar as meninas pelo braço ou cabelos nas boates, ou a falar obscenidades no ouvido de uma garota só porque ela está de minisaia
Que ele não tenha que transar com qualquer mulher que queira transar com ele, que se sinta livre para negar quando não estiver a fim – sem pressão dos amigos
Que ele possa sonhar com casar e ser pai, sem ser criticado por isso. E, quando adulto, que possa decidir com sua mulher quem é que vai ficar mais tempo em casa – sem a prerrogativa de que ele é obrigado a prover o sustento e ela é que tem que cuidar da cria
Que, ao longo do seu crescimento, se ele perceber que ama meninos e não meninas, que ele sinta confiança na mãe – e também no pai! – para falar com eles sobre isso e ser compreendido
Que todo menino seja educado para ser um cara legal, um ser humano livre e com profundo respeito pelos outros. E não um machão insensível! Acredito que se todos os meninos forem criados assim eles se tornarão homens mais felizes".
Silvia Amélia de Araújo
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terça-feira, 12 de março de 2013
CENTRAL DE INTÉRPRETES PASSA POR ADEQUAÇÕES

De
acordo com o Censo 2010, o Ceará possui cerca de dois milhões de
pessoas com deficiência, 6,23% deste total declaram-se surdas. Em
Fortaleza, desde 2010, a Central Municipal de Intérpretes e Instrutores
da Libras (Cemil) tem a missão de promover acessibilidade na comunicação
entre surdos e ouvintes. O equipamento está paralisado e aguarda novas
instalações para voltar a funcionar até junho.
O
motivo para o recesso nas atividades seria a adequação da unidade
municipal às Centrais de Interpretação de Libras (CIL), do Governo
Federal. De acordo com o titular da Coordenadoria de Pessoas com
Deficiência (Copedef), Chauzer Fontele, kits unitários foram entregues,
em fevereiro, pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da
República, Maria do Rosário. O Estado recebeu três kit formados por
mobília, computadores, softwares e um automóvel, cada. Um dos kits
ficará na Capital, enquanto os outros foram direcionados para Sobral e
Região Norte. Todas as unidades têm o prazo de 120 dias para
adequarem-se à CIL, a partir da data de assinatura do termo.
As
inovações estão inclusas no programa nacional Viver Sem Limite – Plano
Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, um conjunto de ações de
políticas públicas que visa priorizar o acesso à educação, inclusão
social, atenção à saúde e acessibilidade para a comunidade deficiente.
“Estamos trabalhando para melhorar nosso atendimento. Vamos criar um
modelo bem melhor, porque a Cemil é de grande importância para a
inclusão de pessoas surdas nos órgãos municipais. Os familiares também
podem participar através dos cursos e, hoje, a sociedade tem uma real
necessidade de ter conhecimento em Libras”, considerou o coordenador.
Hoje, o mercado de intérprete está muito
favorável, pois os surdos estão mais abertos a reivindicar seus direitos
de ter um intérprete em órgãos públicos.
O novo projeto da Cemil representa um avanço sobre o atendimento
às expectativas dos deficientes auditivos. O que a Central irá adotar
será o sonho de toda comunidade surda que não pode pagar intérpretes
particulares para os acompanharem em instituições que são públicas.
Ressalta-se, ainda, a importância em investimentos como a aproximação da
Copa do Mundo em 2014 e a necessidade de se comunicar através da Língua
Internacional de Sinais, chamada Gestuno.
FORMAÇÃO
Também pensando na capacitação de novos intérpretes, o diretor Carlos Segundo, da Escola Estadual de Educação Profissional Joaquim Nogueira, adotou em sua instituição uma turma especial de 15 surdos e 15 ouvintes com o desafio de, em 2013, formar 15 técnicos intérpretes de Libras. Para ele, são poucas as oportunidades de inclusão educacional para surdos, e com esta turma, pode contribuir para a convivência dos surdos, além de credenciar os ouvintes a trabalharem como tradutores e intérpretes.
Também pensando na capacitação de novos intérpretes, o diretor Carlos Segundo, da Escola Estadual de Educação Profissional Joaquim Nogueira, adotou em sua instituição uma turma especial de 15 surdos e 15 ouvintes com o desafio de, em 2013, formar 15 técnicos intérpretes de Libras. Para ele, são poucas as oportunidades de inclusão educacional para surdos, e com esta turma, pode contribuir para a convivência dos surdos, além de credenciar os ouvintes a trabalharem como tradutores e intérpretes.
FONTE: http://www.oestadoce.com.br/
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TRISTEZA SAUDÁVEL

APRESENTO-LHES ALGUMAS MANEIRAS DE EXPERIMENTAR A TRISTEZA DE UMA MANEIRA SAUDÁVEL E PERMITIR QUE ESTA EMOÇÃO SEJA VANTAJOSA NA SUA VIDA:
Permita-se estar/ficar triste. Negar tais sentimentos pode forçá-lo ao recalcamento, fazendo com que numa fase posterior a sua força se faça sentir provocando mais dano. Chore se você sentir essa necessidade. Provavelmente irá sentir alívio depois de chorar.
Se você se sentir triste, aceite estar triste durante algumas horas ou um dia. Use a sua tristeza para fazer uma introspeção, decida ficar sozinho, ouvir música melancólica, e observar os seus pensamentos e sentimentos. Planejar um determinado tempo para expressar a sua infelicidade temporária, pode ajudá-lo a sair desse estado.
Pense no contexto em que emergem esses sentimentos de tristeza. São relacionados a uma perda ou a um evento infeliz? Geralmente não é tão simples como descobrir a “causa ” da tristeza, mas talvez seja possível compreender os fatores envolvidos.
A tristeza pode ser resultado de uma mudança que você não esperava, ou pode sinalizar a necessidade de uma mudança na sua vida. A mudança geralmente é estressante, mas é necessário para o nosso crescimento.
E é muito importante saber que: "Estar temporariamente triste não é depressão. A depressão é diferente de tristeza."
Abraço,
Marina Sorrentino
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ONU PREMIA SOFTWARE BRASILEIRO QUE TRADUZ PORTUGUÊS PARA LIBRAS
São comuns os aplicativos na internet que fazem tradução entre
diferentes idiomas. A novidade é uma ferramenta digital que transforma
textos, imagens e arquivos de áudio em uma língua especial: sinais para
surdos. O programa foi desenvolvido por três alagoanos e acaba de
receber um importante prêmio internacional. O “Mãos que Falam” venceu o
World Summit Award Mobile (WSA-Mobile), uma competição bienal promovida
pelas Nações Unidas e parceiros. Representantes de 100 países
participaram da disputa que escolheu 40 finalistas em oito categorias.
Hugo, o avatar do aplicativo que usa as mãos para conversar com os
usuários, levou para casa o prêmio da categoria Inclusão.
O personagem funciona como interface para traduzir conteúdos digitais
em Libras, a Linguagem Brasileira de Sinais. “Esta é a primeira língua
que os surdos aprendem, só depois vem o português”, explica o Diretor
Executivo do projeto, Ronaldo Tenório, um dos três idealizadores do Mãos
que Falam.Segundo ele, ainda existe um percentual elevado de surdos que
não entende bem português e que, por diferentes motivos, abandonou a
escola sem uma alfabetização completa. O programa pretende facilitar a
compreensão.
O software reconhece as palavras de uma mensagem de texto, por
exemplo, e o personagem Hugo interpreta o significado em Libras. O
caminho inverso – a possibilidade de responder em libras que seriam
convertidas em texto – faz parte dos planos para uma segunda etapa do
projeto. Os cuidados agora estão em aperfeiçoar os códigos que funcionam
como cérebro do avatar: quanto mais for usado, mais precisas se tornam
as traduções.
O personagem Hugo traduz textos, videos e sons para a Linguagem Brasileira de Sinais
Hugo também ajuda na interpretação de imagens que tenham texto, como a
capa de um jornal. O usuário fotografa a página e a imagem é varrida
pelo programa em busca de caracteres. Um sistema de reconhecimento lê o
conteúdo, que é traduzido em gestos. Tenório diz que a mesma ferramenta
poderia ajudar na leitura de placas de informação.
“Queremos fazer com que o surdo entenda conteúdos e tenha acesso ao conhecimento”, afirma.
Acesso gratuito
Além disso, Tenório trabalha ao lado de Carlos Wanderlan, Tadeu Luz –
idealizadores do programa – e uma equipe de mais 20 pessoas para deixar
tudo pronto para o lançamento oficial dos aplicativos para celular. A
previsão é que o software possa ser baixado em smartphones com
diferentes sistemas operacionais no segundo semestre deste ano. Por
hora, a empresa comercializa licenças da versão web do programa, que
pode ser instalada em qualquer site para torná-lo acessível a quem
depende dos sinais.
Tenório explica que essas licenças são comercializadas, mas o usuário
final não paga pelo serviço. “Entendemos que o surdo não precisa pagar
para ter acesso a informação, e os aplicativos para celulares também
serão gratuitos”, antecipa.
A premiação internacional – que se seguiu a outras conquistas locais –
alavancou a empresa, e hoje o que era apenas uma ideia se transformou
na fonte de renda dos jovens empreendedores.
O destaque internacional deve render também novas parcerias. Por
hora, Hugo não entende outras línguas, mas pode aprendê-las no futuro. A
sutileza no conjunto de gestos usados em cada país dificulta o
trabalho, mas a empresa conta com consultores especiais: cinco surdos
participam da equipe de desenvolvimento, e associações de deficientes
auditivos de todo o país contribuem nos ajustes do personagem. Existem
diferenças nos sinais de uma região para outra, e a equipe de
desenvolvedores quer deixar o programa capaz de funcionar bem em todo o
país. “Podemos dizer que até mesmo na Libras existe um sotaque”.
Autora: Ivana Ebel
Revisão: Rafael Plaisant Roldão
Leia mais em www.dw.de/brasil
Revisão: Rafael Plaisant Roldão
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MANIFESTO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE GENÉTICA SOBRE AS BASES GENÉTICAS DA ORIENTAÇÃO SEXUAL
FONTE: http://sbg.org.br
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MENINA DE 4 ANOS ESCREVE PARA DEUS SOBRE A MORTE DE SUA CACHORRA

Abbey, nossa cadelinha de 14 anos morreu no mês passado. No dia seguinte a seu falecimento, minha filha de 4 anos, Meredith, chorava e comentava sobre a saudade que sentia de Abbey. Ela perguntou se poderia escrever uma carta para Deus para que, assim que Abbey chegasse ao céu, Deus a reconhecesse. Eu concordei, e ela ditou as seguintes palavras:
Querido Deus,
O Senhor poderia tomar conta da minha cadela? Ela morreu ontem e está ai no céu com o Senhor. Estou com muitas saudades dela. Fico feliz porque o Senhor deixou ela comigo mesmo que ela tenha ficado doente. Espero que o Senhor brinque com ela.Ela gosta de nadar e de jogar bola. Estou mandando uma foto dela para que assim que a veja, o Senhor saberá logo que é a minha cadela. Eu sinto muita saudade dela.
Meredith
Pusemos num envelope a carta com uma foto de Abbey com Meredith e a endereçamos: Deus - Endereço: Céu. Também pusemos nosso endereço como remetente. Então Meredith colou um monte de selos na frente do envelope, pois ela disse que precisaria de muitos selos para a carta chegar até o céu. Naquela tarde ela colocou a carta numa caixa do correio.
Recebi (provalvamente de alguém do serviços do correio) um pacote embalado num papel dourado em nossa casa, endereçado a Meredith numa caligrafia desconhecida. Dentro havia um livro escrito por Mr. Rogers, intitulado "Quando um animal de estimação morre". Colada na capa interna do livro estava a carta de Meredith. Na outra página, estava a foto das duas com o seguinte bilhete:
Querida Meredith,
A Abbey chegou bem ao céu. A foto ajudou muito e eu a reconheci imediatamente.
Abbey não está mais doente. O espírito dela está aqui comigo assim como está no seu coração. Ela adorou ter sido seu animal de estimação. Como não precisamos de nossos corpos no céu, não tenho bolso para guardar a sua foto. Assim, a estou devolvendo dentro do livro para você guardar como uma lembrança da Abbey. Obrigado por sua linda carta e agradeça a sua mãe por tê-la ajudado a escrevê-la e a enviá-la pra mim. Que mãe maravilhosa você tem!! Eu a escolhi especialmente pra você. Eu envio minhas bençãos todos os dias e lembro que amo muito vocês. A propósito, sou fácil de encontrar: estou em todos os lugares onde exista amor.
Com amor,
Deus
"Deixai vir a mim os pequeninos, pois deles é o Reino dos céus." (Jesus)
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DANIELLE CARDOSO: PRIMEIRA ALUNA DA UECE COM PARALISIA CEREBRAL

Danielle Cardoso, 19, sofre de paralisia cerebral. Passou no
vestibular para cursar bacharelado em Letras. É a primeira aluna da
Universidade Estadual do Ceará (Uece) nessas condições. O POVO
acompanhou Danielle e sua mãe Fátima num dia de aula até o campus da
universidade, no Bairro de Fátima, e na volta para casa, no Mondubim. É
visível a falta de acessibilidade para pessoas com deficiência. Não só
na instituição, mas em todo o trajeto percorrido.
Nada
facilita a locomoção de Danielle. Na primeira semana, ela, que usa
cadeira de rodas, precisou ser levada nos braços por um antigo
professor, Wilson Fraga, para conseguir chegar à sala de aula. Ele é
diretor da Escola Estadual Presidente Vargas, onde Danielle cursou o
ensino médio. “O que queremos é muito simples. Ela quer apenas exercer o
direito de ir e vir”, afirma ele. A solução encontrada pela coordenação
do curso foi transferir todas as disciplinas em que Danielle está
matriculada para o térreo. Ainda assim, há problemas. A jovem precisa de
uma mesa especial, no lugar das cadeiras de braço. Por enquanto, ela
usa a mesa dos professores para colocar o notebook para acompanhar as
aulas.
As dificuldades não fazem mãe e filha esmorecerem. Dona
Fátima inclina seu corpo franzino para frente, ganhando impulso para
empurrar a filha. Uma rampa, a única encontrada na parte externa da
Uece, estava ocupada por uma motocicleta. Na rua, o jeito é disputar
espaço com os carros. Nos quarteirões que separam a Uece e uma parada de
ônibus na avenida 13 de Maio, não há calçadas acessíveis. Isso
dificulta a chegada de Danielle até a faixa de pedestres. Para não
perder a condução, ela atravessa a avenida em meio aos carros.
Por
conta de um caminhão parado na avenida, os dois primeiros ônibus
adaptados para cadeirantes não param. Somente na quinta condução é que
Danielle consegue entrar. Ao desembarcar no Parque Presidente Vargas,
próximo ao bairro Mondubim, as dificuldades continuam. A rua até a casa
da jovem é de paralelepípedo. As pedras pontiagudas provocam solavancos
na cadeira de rodas.
Todas as adversidades só aumentam a
vontade da garota de seguir em frente. “Resolvi fazer Letras porque amo a
língua portuguesa”, afirma ela. A diversão de Danielle é a Internet.
Ela escreve textos, em sua maioria sobre suas experiências, e publica em
blogs e na rede social Facebook.
Mãe, filha e irmão de um
ano e meio sobrevivem com um salário mínimo, benefício que Danielle
conseguiu por conta de sua condição, mas dispensam o sentimento de pena.
“Ainda vão ouvir falar muito de minha filha”, diz dona Fátima.
ENTENDA A NOTÍCIA
Segundo
a coordenadora do curso de Letras, Koema Escórcio, Danielle Cardoso é a
primeira aluna da Uece com paralisia cerebral. Ela enfrentou o
vestibular sem qualquer benefício por conta de sua condição.
FONTE: http://www.opovo.com.br
DESPINDO-SE EMOCIONALMENTE...

Depois
da invenção do photoshop, até a mais insignificante das criaturas vira
uma deusa, basta uns retoquezinhos, aqui e ali. Nunca vi tanta mulher
nua.
Os sites da internet renovam semanalmente seu estoque de gatas vertiginosas.
O que não falta é candidata para tirar a roupa. Dá uma grana boa.
E o namorado apóia, o pai fica orgulhoso, a mãe acha um acontecimento, as amigas invejam, então pudor pra quê?
Não sei se os homens estão radiantes com esta multiplicação de peitos e bundas. Infelizes não devem estar, mas duvido que algo que se tornou tão banal ainda enfeitice os que têm mais de 14 anos.
Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade... Emocionalmente.
Nudez pode ter um significado diferente e muito mais intenso.
É assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história.
É erótico uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.
Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos.
Aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana.
Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em que sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.
Pouco tempo atrás, posar nua ainda era uma excentricidade das artistas, lembro que se esperava com ansiedade a revista que traria um ensaio de Dina Sfat, por exemplo - pra citar uma mulher que sempre teve mais o que mostrar além do próprio corpo.
Mas agora não há mais charme nem suspense, estamos na era das mulheres coisificadas, que posam nuas porque consideram um degrau na carreira. Até é. Na maioria das vezes, rumo à decadência. Escadas servem para descer também.
Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal, mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expor nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior.
Mas é o que devemos continuar fazendo.
Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro. Não conheço strip-tease mais sedutor.
Martha Medeiros
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segunda-feira, 11 de março de 2013
NUNCA ADIE OU DESISTA DE FAZER BOAS AÇÕES
“Nunca adie ou desista de fazer boas ações. Se você quiser adiar algo então adie as coisas negativas. Se você ficou chateado com alguém que lhe desrespeitou. E se você pensou em reagir com a mesma moeda, adie esse pensamento. Deixe isso para lá e pense: Eu cuidarei disso amanhã ou depois de amanhã. Veja que amanhã seu desgosto será reduzido à metade e depois de amanhã terá acabado. Quando postergamos reações negativas elas finalmente acabam um dia.”
Brahma Kumaris
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O CÉTICO E O LÚCIDO

No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês.
O primeiro pergunta ao outro:
- Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento.
- Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui.
- Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível.
- E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta.
- Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida.
- E, afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas, às vezes, quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando ou sente como ela afaga nosso mundo
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HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Nós estamos sentadas, almoçando, quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em “começar uma família”.
— Nós estamos fazendo uma pesquisa — ela diz, meio de brincadeira. — Você acha que eu deveria ter um bebê?
— Vai mudar a sua vida — eu digo, cuidadosamente, mantendo meu tom neutro.
— Eu sei — ela diz. — Nada de dormir até tarde n
os finais de semana, nada de férias espontâneas…
Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: “E se tivesse sido o MEU filho?”; que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar; que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote; que um grito urgente de “Mãe!” fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina; que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino, ao invés do feminino, no McDonald's, se tornará um enorme dilema; que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que jamais se sentirá a mesma sobre si mesma; que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho; que ela a daria num segundo para salvar sua cria — mas que também começará a desejar mais anos de vida, não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias, se tornarão medalhas de honra.
O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que, através da história, tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.
Eu espero que ela possa entender por que eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que me torno temporariamente insana quando discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro dos meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta.
Quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Quero que ela prove a alegria que, de tão real, chega a doer.
O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.
— Você jamais se arrependerá — digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto-lhe a mão e faço uma prece silenciosa por ela e por mim e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho esse que é o mais maravilhoso dos chamados; esse presente abençoado de Deus, que é ser mãe.
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E PARA ISSO SERVEM AS CICATRIZES...

Um
menino tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas do colégio não falavam
com ele nem sentavam ao seu lado, na realidade quando os colegas do
colégio o viam franziam a testa devido a cicatriz ser muito feia…
Então a
turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da
cicatriz não frequentasse mais o colégio, o professor levou o caso à
diretoria do colégio.
A diretoria
ouviu e chegou a seguinte conclusão: Que não poderia tirar o menino do
colégio e que conversaria com o menino pra que ele fosse o ultimo a
entrar em sala de aula e o primeiro a sair, desse forma nenhum aluno via
o rosto do menino, a não ser que olhassem pra trás.
O professor achou
magnifica a ideia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais
pra trás. Levado ao conhecimento do menino da decisão ele prontamente
aceitou a imposição do colégio, mas com uma condição: que ele
compareceria na frente de todos os colegas do colégio, para dizer o
porque daquela CICATRIZ.
A turma concordou e no dia seguinte o menino
entrou e dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar:
- Sabe
turma, eu entendo vocês. Essa cicatriz é muito feia, mas foi assim que
eu a adquiri:
- Minha mãe era muito pobre e pra ajudar na alimentação da
casa ela passava roupa pra fora… eu tinha por volta de 7 ou 8 anos de
idade… (A turma tava em silencio atenta a tudo…)
O menino continuou:
- Além de mim, tinha mais 3 irmãozinhos um de 4 anos, outro de 2 anos e
uma irmãzinha de apenas alguns dias de vida... (SILÊNCIO TOTAL NA SALA).
- Foi aí que não sei como a nossa casa que era simples e toda de madeira
começou a pegar fogo.
- Minha mãe correu até o quarto em que estávamos,
pegou meu irmão de 4 anos o de 2 anos e eu pelo braço e nos levou pra
fora, havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira pegavam fogo e
estavam muito quentes…
- Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de
fora e pediu que eu ficasse ali ate ela voltar, pois minha mãe tinha que
voltar a casa e pegar a minha irmãzinha que ainda ficara no quarto em
chamas...
- Só que quando minha mãe tentou entrar na casa em chamas as
pessoas que estavam ali não deixaram minha mãe pegar minha irmãzinha e
via minha mãe gritar: “minha filha esta la dentro”!
- Vi no rosto da minha
mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não
deixavam minha mãe buscar minha irmãzinha.
- Foi aí que decidi: Deixei
meus irmãos e disse-lhes que não saíssem de lá até eu voltar. Saí entre
as pessoas e sem que eles percebessem eu entrei na casa…
- Havia muita
fumaça, estava tudo muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha.
- Eu sabia o quarto em que ela estava.
- Quando cheguei ao quarto la estava
ela enrolada num lençol e chorava muito.
- Nesse momento vi alguma coisa
caindo e então me joguei sobre ela pra protegê-la e aquela coisa quente
tocou no meu rosto. (a turma estava quieta, atenta ao menino e
envergonhada)
Então o menino continuou:
- Vocês podem até achar essa
CICATRIZ feia, mas tem alguém la em casa que a acha linda e todos os
dias quando eu chego, ela minha irmãzinha a beija porque sabe que a
marca do AMOR.
Pra você que leu essa historia ate o fim, queria dizer que o mundo esta cheio de cicatrizes. Não falo da cicatriz visível, mas das cicatrizes que não se veem, estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou ações. Há mais de 2000 anos JESUS CRISTO adquiriu algumas cicatrizes nas mãos, pés, corpo e cabeça. Essas cicatrizes eram nossas, mas Ele nos protegeu e morreu em nosso lugar e ficou com todas aquelas cicatrizes. Essas também são marcas DE AMOR.
Pra você que leu essa historia ate o fim, queria dizer que o mundo esta cheio de cicatrizes. Não falo da cicatriz visível, mas das cicatrizes que não se veem, estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou ações. Há mais de 2000 anos JESUS CRISTO adquiriu algumas cicatrizes nas mãos, pés, corpo e cabeça. Essas cicatrizes eram nossas, mas Ele nos protegeu e morreu em nosso lugar e ficou com todas aquelas cicatrizes. Essas também são marcas DE AMOR.
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A IMPORTÂNCIA DA DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA

"O
desconhecimento sobre a doação de medula óssea é enorme. Quando as
pessoas são informadas de como é fácil ser doador voluntário ficam
surpresas. Não imaginam que doar a medula óssea é simples e que possa
ser feito em vida. Não sabem que ela se reconstitui e se regenera em
pouco tempo.
Nesse campo, a falta de informação é sem dúvida, o maior obstáculo na luta contra a leucemia ou outra doenças do sangue! O ideal seria que todas as pessoas entre 18 e 55 anos fossem doadoras, pois a chance que os doentes têm de encontrar uma medula fora da família é muito pequena. Em geral, as pessoas só se sensibilizam quando vêem o desespero e o sofrimento de uma família que procura um doador para alguém muito próximo.
Por isso, uma das razões da nossa existência, a Liga da Medula Óssea, estamos aqui SIM pra divulgar e ajudar a esclarecer sobre como é fácil tornar-se um doador voluntário de medula óssea. E como é gratificante, receber emails, recados e prints, das pessoas querendo saber mais e mais sobre a doação e de pessoas que foram ao Hemocentro fazer a doação após ler, ser indicado ou nos achar na internet.
A dúvida mais freqüente das pessoas diz respeito à confusão entre medula óssea e medula espinhal e temem ficar paraplégicas caso doem uma parte de sua medula, entendemos que o processo pode intimidar, e funciona da seguinte maneira: “através do uso de seringa e agulha, são feitas punções no osso do quadril para aspirar o material que contém as células progenitoras do sangue. Nesse caso, o doador é anestesiado para que não sinta dor. Lembre-se, a punção é feita no osso do quadril.
Importante: a medula doada não faz falta nenhuma para o doador e não há prejuízo para sua saúde, já que se recompõe em poucos dias.
Um dia na sua vida, por uma vida inteira!!! Esse é o NOSSO lema! Junte-se a nós!"
Nesse campo, a falta de informação é sem dúvida, o maior obstáculo na luta contra a leucemia ou outra doenças do sangue! O ideal seria que todas as pessoas entre 18 e 55 anos fossem doadoras, pois a chance que os doentes têm de encontrar uma medula fora da família é muito pequena. Em geral, as pessoas só se sensibilizam quando vêem o desespero e o sofrimento de uma família que procura um doador para alguém muito próximo.
Por isso, uma das razões da nossa existência, a Liga da Medula Óssea, estamos aqui SIM pra divulgar e ajudar a esclarecer sobre como é fácil tornar-se um doador voluntário de medula óssea. E como é gratificante, receber emails, recados e prints, das pessoas querendo saber mais e mais sobre a doação e de pessoas que foram ao Hemocentro fazer a doação após ler, ser indicado ou nos achar na internet.
A dúvida mais freqüente das pessoas diz respeito à confusão entre medula óssea e medula espinhal e temem ficar paraplégicas caso doem uma parte de sua medula, entendemos que o processo pode intimidar, e funciona da seguinte maneira: “através do uso de seringa e agulha, são feitas punções no osso do quadril para aspirar o material que contém as células progenitoras do sangue. Nesse caso, o doador é anestesiado para que não sinta dor. Lembre-se, a punção é feita no osso do quadril.
Importante: a medula doada não faz falta nenhuma para o doador e não há prejuízo para sua saúde, já que se recompõe em poucos dias.
Um dia na sua vida, por uma vida inteira!!! Esse é o NOSSO lema! Junte-se a nós!"
FONTE: Liga da Medula Óssea e Liga da Medula Udi
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SOLDADO SE RECUPERA COM AJUDA DA NAMORADA APÓS PERDER BRAÇOS E PERNAS
A fotografia de um casal dançando no casamento de amigos poderia ser apenas mais uma imagem de amor se não fosse a dramática e emocionante história por trás dela. Alguns meses antes do clique, o soldado Taylor Morris, 23, que dança abraçado à namorada Danielle Kelly, estava em uma cama de hospital com os as pernas e os braços amputados após uma explosão no Afeganistão, em maio desse ano.
O progresso impressionante de Morris, que quase morreu depois de pisar em um explosivo, é mostrado em imagens registradas recentemente pelo amigo e fotógrafo Tim Dodd. Esse avanço na recuperação só foi possível pois, desde o início, o soldado contou com o apoio total de sua família, dos amigos e da namorada Danielle Kelly, que esteve ao seu lado desde o primeiro minuto desse drama. "Tem sido muito difícil e ela está aqui o tempo todo”, diz Morris.
No site do amigo, fotos e vídeos mostram Danielle quase sempre perto do namorado. Em muitos momentos ela também aparece ajudando em sua reabilitação. Segundo a página da internet, ao receber uma Estrela de Bronze do Walter Reed National Military Medical Center, Taylor fez uma homenagem a Danielle dizendo: “Se eu tivesse as mãos, levaria essa estrela até Danielle.”
Apesar de ainda estar em processo de reabilitação e de todas as dificuldades, o casal planeja construir uma casa perto de um lago com o dinheiro arrecadado de doações. “Taylor e eu temos o sonho de ter uma casa próxima a água para praticar esportes aquáticos e com espaço para caminhadas", disse Kelly.
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DOWN, SOMOS SÓ PARTE DA IMENSA DIVERSIDADE DOS SERES HUMANOS

Protagonista do filme "Colegas", do diretor Marcelo Galvão, o ator Ariel Goldenberg, 32, se define como um "guerreiro". E ele é. Guerreiro down, diga-se. Down de síndrome de Down mesmo.
Abaixo, a entrevista de Goldenberg, em que ele revela o segredo de seu sucesso e dá dicas sobre como os pais de crianças com Down podem ajudar seus filhos.
A campanha "VemSeanPenn" já foi vista por 1,4 milhão de pessoas. Afinal, ele vem?
Agora, é com ele. Mas, mesmo que ele não venha, eu queria deixar claro que eu já devo muito ao Sean Penn pela forma digna com que representou a condição dos deficientes mentais em "Uma Lição de Amor", de 2001. No filme, ele interpretou um pai com deficiência mental que luta pelo direito de criar sua filha. Acho que o Sean Penn nesse filme fez o que nós tentamos fazer com o "Colegas". Mostrou para a sociedade que os downs são capazes de fazer qualquer coisa.
O que você fazia antes de se tornar ator?
Eu trabalhava no marketing de uma empresa gigante de tintas. Aproveitei para fazer uma captação de recursos para o filme "Colegas", quando ele ainda era só um projeto. Falei com meu chefe que eu seria o protagonista, que o argumento era muito bom. Eles deram R$ 500 mil [a produção toda ficou em R$ 5,5 milhões].
Você não teve medo de tomar um não na cara?
Eu sou um cara que luta, um guerreiro. Eu luto muito para conseguir o que quero. Sou persistente. Meu sonho é ser ator e cineasta. Toda a minha vida está voltada para esse foco de atuar e dirigir.
Como foi a sua infância?
Foi uma infância feliz e relativamente comum. Meus pais são separados desde não sei quando; fui criado com três irmãos. Minha mãe me colocou em uma escola normal, que foi a minha primeira escola. Depois, fui estudar em uma escola especializada em alunos com síndrome de down. Recomendo, às famílias que possam, que coloquem seus filhos com down em uma escola especializada, que sabe melhor como lidar com nossas características e necessidades.
Qual é o papel da sua mãe na sua vida?
Minha mãe me deu muita segurança.
Segurança do amor dela?
Olha, a questão mais importante aqui não é o amor. A questão mais importante é o apoio. É diferente. Amor eu tenho da minha esposa, a Rita. É claro que existe o amor de mãe, mas, agora, com o amor da minha esposa, eu não preciso mais do amor da minha mãe. O que eu preciso é do apoio dela. E isso eu tive, tenho e terei sempre. Por exemplo: agora mesmo, eu pedi a ela que me conseguisse algum contato no SBT, para que eu possa investir na minha carreira de ator. Eu quero entrar no casting de novelas do SBT, da Globo ou da Record. E ela conseguiu.
Como você avalia o seu desempenho no filme?
Eu dei a minha alma para que o Stallone expressasse a realidade de um down que luta para materializar os seus sonhos. Stallone sou eu. Tenho orgulho de dizer que fizemos o filme todo em um take só. Gravamos direto, não houve a necessidade de refazer cenas porque os atores se esqueceram do texto, ou porque não colocaram verdade nos personagens.
Você alguma vez se sentiu discriminado por ser down?
Uma vez. E foi, por coincidência, em um cinema. Eu e a Rita estamos acostumados a ir ao cinema toda sexta-feira. Sempre fomos tratados com respeito, mas, naquele dia, o gerente se recusou a aceitar que pagássemos meia-entrada, que é um direito assegurado aos downs. Ficou claro que ele não nos queria lá. Me subiu o sangue na hora.
Como você conheceu a Rita?
Entrei no site "Grandes Encontros", que é uma sala de bate-papo para pessoas com deficiência, e a encontrei. O que ela tem de mais? Nada. Apenas uma alma pura e os olhos azuis bonitos. Casamos nos rituais judaico, religião da minha família, e no católico, da família da Rita.
Você se sente um cara diferente das pessoas comuns?
Não. Eu me sinto igual a todo mundo. Nós downs perante a sociedade somos downs, mas, perante Deus, somos normais. É claro que eu sei que temos uma cópia a mais do cromossomo 21. Mas todo dia nasce um bebê down ou um bebê torto, ou loiro, ou moreno, ou mais inteligente, ou menos. Nós somos apenas parte da imensa diversidade dos seres humanos. Por isso, somos normais.
Muitas pessoas têm filhos com síndrome de down e não sabem lidar com essa situação. Que conselho você daria?
Tem que ter paciência com o filho. E se o filho fizer alguma coisa errada, tem que ser firme ao apontar o erro. Firmeza no bom sentido, falando de modo que ele entenda. Outra coisa importante é apoiar o filho. Se ele quiser arrumar uma namorada, ou se casar, tem de respeitar esse sentimento.
E um conselho para quem tem Down?
Eu digo que tem de lutar. Tem de lutar muito. Uma das minhas frases preferidas é "do luto nasce a luta".
Quais são os próximos passos?
Quero virar ator profissional, viver disso, estudar para me tornar diretor como o Marcelo [Galvão, diretor de "Colegas"].
E ter filhos, você e a Rita não planejam?
Não. Porque dá muito trabalho formar um filho com a síndrome. E há uma probabilidade muito grande de termos um filho com a síndrome. Eu não quero me arriscar.
FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO
O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
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