
Esse blog é para as pessoas que acreditam e lutam pela melhoria da Educação Especial no Brasil.
domingo, 28 de outubro de 2012
sábado, 27 de outubro de 2012
IDEIAS IRRACIONAIS

Relação de ideias irracionais que
causam e mantém o distúrbio emocional
01-
É extremamente necessário para um adulto ser aprovado por todos em tudo o que
faça – ao invés de se concentrar em seu próprio auto-respeito, em ganhar
aprovação por propósito (objetivos) práticos em amar mais do que ser amado.
02-
Certos atos são terríveis ou pecaminosos e devem ser severamente punidos – ao
invés da idéia de que certos atos são inapropriados ou anti-sociais e que as
pessoas que os fazem estão agindo estúpida, ignorante ou neuroticamente, e
deveriam, portanto, ser ajudadas a mudar.
03-
É horrível quando as coisas não são do jeito que se gostaria que fossem – ao
invés da idéia de que isto é ruim e que seria muito bom se pudesse mudar ou
controlar as condições para que se tornassem mais satisfatórias. Se isto não é
possível, o melhor a fazer é aceitar temporariamente a existência de tal
situação.
04-
A miséria humana é extremamente causada e imposta aos indivíduos por pessoas ou
eventos exteriores – ao invés da idéia de que o distúrbio emocional é causado
pela visão que os sujeitos têm das condições.
05-
Se algo é ou pode ser perigoso ou amedrontador, deve-se ficar extremamente
perturbado por isso – ao invés da idéia de que o melhor que se tem a fazer é
enfrentar o evento, e então, reinterpretá-lo como não perigoso. Quando isso não
é possível, aceitar o inevitável.
06-
É mais fácil evitar do que enfrentar as dificuldades da vida e as próprias
responsabilidades – ao invés da idéia de que o chamado "caminho fácil" é invariavelmente o
mais árduo numa longa jornada.
07-
As pessoas sempre precisam de outras maiores ou mais fortes do que elas
próprias nas quais se apoiar – ao invés da idéia de que é melhor assumir os
riscos de pensar e agir independentemente.
08-
Deve-se ser absolutamente competente, inteligente e merecedor de todos os
possíveis respeitos – ao invés de que, mais importante do que precisar bem é
fazer simplesmente e aceitar a si próprio como uma criatura bastante imperfeita
com as limitações humanas gerais, além das próprias falhas específicas.
09-
Porque algo afetou fortemente a vida de alguém um dia, vai continuar a afetá-la
indefinidamente – ao invés da idéia de que as pessoas podem aprender muito
através de suas experiências passadas, mas não ficam eternamente ligadas a
elas, nem chegam a ser prejudicadas pelas mesmas.
10-
Deve-se ter um controle absoluto e perfeito sobre as coisas – ao invés da idéia
de que o mundo é cheio de probabilidades e alternativas a que é possível gozar
a vida apesar disso tudo.
11-
A felicidade humana pode ser adquirida através da inércia e inação – ao invés
da idéia de que os seres humanos tendem a ser mais felizes quando estão
vitalmente absorvidos em propósitos criativos, ou quando estão se dedicando às
pessoas ou projetos exteriores a si próprios.
12-
Não se tem praticamente nenhum controle sobre as próprias emoções e nada pode
ser feito com relação às sensações causadas por certas coisas – ao invés da
idéia de que temos um controle enorme sobre nossas emoções destrutivas, se
decidirmos trabalhar e mudar as hipóteses inadequadas e não científicas
responsáveis pelo seu aparecimento.
Texto extraído de: ELLIS, Albert - Reason and
Emotion in Psychoterapy. New York, Stuant, 1962.
* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
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Transtorno Mental
COMECEMOS HOJE...

Não diga que você pratica as lições do Evangelho, simplesmente por debater-lhe os problemas.
A palavra edificante é uma benção do Céu, mas, há sonâmbulos do verbo
notável, sem serem loucos. Falam de maneira brilhante, embora dormindo. E
todos podemos sofrer semelhante calamidade.
Em nosso testemunho de aplicação com Jesus, é preciso fazer algo.
Acorde, pois trabalhando.
Lembre-se de que o próximo espera por seu auxílio.
Mexa-se de algum modo, para ajudar.
Pinte, com o próprio esforço, a casa onde você mora, dando-lhe aspecto mais agradável.
Lave a louça da mesa que o serviu.
Limpe uma ferida que sangra.
Apare as unhas de um paralítico.
Guie um cego, na praça pública.
Garanta a higiene, onde você estiver.
Acomode o próprio corpo com atenção, de maneira a não incomodar o vizinho, no veículo de condução coletiva.
Carregue uma criança de colo para que essa ou aquela mãezinha fatigada descanse, por alguns minutos.
Costure para os necessitados.
Dê um café aos filhos do infortúnio.
Distribua, com alegria, as sobras da refeição.
Antes que apodreça, entregue a roupa supérflua ao companheiro andrajoso.
Reparta o pão com o menino infeliz que muitas vezes, lhe observa o conforto pela vidraça.
Plante uma árvore útil
Enderece uma gentileza aos amigos, procurando ocultar-se.
Estenda braços fraternos, ainda mesmo por um simples momento, aos que forem surpreendidos pela enfermidade, na rua.
Adquira um comprimido balsamizante para o irmão que acuse dor de cabeça.
Faça o favor de transportar espontaneamente os pequeninos fardos que pesam nas mãos alheias.
Confie um livro nobre à circulação, no ambiente doméstico.
Ofereça uma flor ao enfermo.
Preste, com bondade, a informação que lhe solicitam.
Dê algum dinheiro, em favor das boas obras, sem a preocupação de fiscalizar.
Comecemos agora.
Não creia que o barulho de fora consiga despertar-nos.
Ante a pressão externa, mais se esconde a tartaruga na carapaça.
Entretanto, o ruído de nossas próprias mãos no trabalho construtivo renova-nos a mente.
Hoje, você enriquece o serviço do Senhor, com alguma coisa.
Amanhã, porém, o serviço do Senhor será tesouro crescente, em seu caminho.
Pelo Espírito André Luiz.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro Mãos Marcadas. Lição nº 03. Página 21.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
CRIANÇAS COM PROBLEMAS MENTAIS PRATICAM MAIS BULLYING

O bullying, muito comum no ambiente de convívio
educacional ou de trabalho, é uma agressão física e verbal cometida de
forma intencional e repetida
Segundo estudo, crianças que possuem algum tipo de transtorno mental
são três vezes mais propensas a praticar bullying contra os colegas. A
pesquisa foi apresentada nesta segunda-feira, 22, na Conferência
Nacional da Academia Americana de Pediatria, em Nova Orleans.
O
bullying, muito comum no ambiente de convívio educacional ou de
trabalho, é uma agressão física e verbal cometida de forma intencional e
repetida. Com base nos estudos realizados com estudantes entre 6 e 17
anos, 20% dos entrevistados afirmaram ter sofrido bullying recentemente.
Apesar
de haver uma série de pesquisas sobre o comportamento e as
consequências sofridas por uma vítima dessa agressão, poucas análises
foram voltadas para o perfil psicológico dos agressores.
A partir
de uma revisão da Pesquisa Nacional de Saúde da Criança, feita há cinco
anos, os pesquisadores puderam constatar que os pais dos praticantes de
bullying atribuíram características comuns aos filhos, como depressão e
TDO (distúrbio de comportamento desafiador). Essas pessoas apresentaram
uma maior propensão à prática d bullying.
Segundo a autora do
estudo Frances Turcotte-Benedict, é necessária a realização de mais
pesquisas voltadas para os "valentões", pois fica comprovado que eles
também precisam de um apoio psicológico, tanto quanto as vítimas da
agressão.
FONTE: Redação O POVO Online
* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
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domingo, 21 de outubro de 2012
ENTREVISTA COM MILENE FERRAZZA JEFFIRS SOBRE BULLYING

Milene, na sua palestra no Innove, você comentou que um dos maiores erros cometidos pelas escolas é tentar resolver o problema do bullying isoladamente, chamando apenas os envolvidos diretamente no episódio para conversar. Você finalizou a frase dizendo que "o que acontece no grupo, deve ser resolvido no grupo". Como isso pode ser feito pelas escolas?
É possível motivar para mudanças quando existe a sensibilização do grupo e isso é possível quando existe a oportunidade para a aproximação, para se conhecer o outro. Quando existeaproximação, podemos entender o outro e é possível haver compaixão. A compaixão o sentimento capaz de motivar para transformações. É o que nos permite olhar o outro de forma diferente. As escolas e universidades brasileiras têm uma vantagem enorme de poder ter todos estes jovens juntos todos os dias - esta é uma oportunidade incrível para se promover o crescimento do grupo em si e de cada indivíduo. A prática do bullying é um comportamento que traz consequências muito negativas para todos os envolvidos - administradores, educadores, pedagogos, pais, alunos - por isso a solução também deve envolver todo mundo. As escolas precisam começar a encontrar um espaço para o diálogo aberto e franco entre seus alunos e administradores. Em seis horas, com as oficinas do meu programa, por exemplo, é possível transformar o ambiente escolar. Professores podem usar 15 min da hora de sua aula para permitir que seus alunos se conheçam melhor através de atividades simples e prazerosas que promovem a união da sala e a inclusão de todos.
Recentemente, uma criança me disse: "tia, os meninos estão fazendo 'bulei' em mim". Eu perguntei o que era fazer "bulei" e ela me respondeu, com bastante convicção: "tirar sarro, ué". Isso me fez pensar o quanto o conceito de bullying está banalizado e distorcido. Qualquer episódio de sarro ou até mesmo brincadeira já é considerado sinônimo de bullying. Qual é a definição real do conceito bullying e qual o perigo dessa banalização?
A prática do bullying é definida como ataques ou ações repetitivas e agressivas contra um indivíduo ou um grupo, que têm o objetivo de intimidar, amedrontar, humilhar o outro. Os comportamentos característicos desta prática são vários: colocar apelidos maldosos, tirar sarro, espalhar boatos e fofocas, extorquir, formação de gangues, excluir o outro, violência física, entre outros. Existe uma grande diferença entre brincar e tirar sarro. Brincar é saudável e necessário para a convivência entre todos nós seres humanos. Quando o brincar tem o objetivo de denegrir a imagem de alguém ou colocar a pessoa em uma situação em
que ela se sinta humilhada, o comportamento passa a ser inaceitável. A melhor forma de não se banalizar a prática do bullying é através da informação. Pais e filhos precisam entender o que é a prática do bullying e conversar a respeito das suas consequências. E ao mesmo tempo, pais precisam ensinar seus filhos a fazerem amigos, a fazerem o bem aos outros, a ajudarem os colegas, a terem atitudes positivas em relação aos grupos aos quais pertencem.
Como os pais e professores podem identificar sinais em crianças que estão sofrendo bullying? Quais as mudanças mais comuns no comportamento das vítimas de bullying?
Normalmente os sinais são muito claros: crianças que estão se sentindo intimidadas, excluídas, abusadas na escola se mostram apáticas, tristes, não querem sair de casa, choram, passam a se alimentar mais ou menos, se isolam, começam a ter um rendimento escolar baixo, ficam agressivas. Em muitos casos, o quadro evolui para a depressão e em casos extremos para o suicídio.
Na sua experiência de atuação no combate e prevenção ao bullying no Brasil e nos EUA, quais as principais diferenças que você encontrou entre os dois países?
A prática do bullying tem a mesma motivação no mundo inteiro. A prática do bullying não tem preferência por idade, raça, cor, religião, nacionalidade. Nos EUA fica muito claro que por causa da forma como o sistema educacional é organizado, os jovens têm uma dificuldade muito maior de se sentirem aceitos em seus grupos. Nas escolas americanas, existem inúmeros "grupinhos" ou "panelinhas" que já estão pré-concebidos mesmo antes do jovem entrar na escola. Para entrar em uma destas panelinhas é extremamente difícil. Muitos jovens nunca conseguem. O sentimento de desolação e frustração é enorme e devastador. Outro fator predominante aqui é que em muitas cidades americanas pequenas, os jovens são pouco expostos a diversidade de culturas. Na cidade onde eu moro, por exemplo, não existem negros. Esta falta de exposição aquilo que é diferente dificulta a aquisição de habilidades sociais necessárias para uma convivência pacífica. No Brasil existem as panelinhas e o jogo do poder também. Porém, sinto que, devido a nossa cultura mais aberta à diversidade, ao fato de sermos expostos a uma variedade de diferentes raças e cores em todos os cantos no nosso país, somos mais aptos a aceitar diferenças. Nós nascemos e aprendemos a dividir nosso espaço em meio aos mais diversos cenários humanos. Não, sei, talvez seja só mais um sonho ou uma esperança. Mas, acredito que no Brasil nossos jovens têm habilidades sociais natas para quebrarem barreiras e lidar com o diferente. Precisamos apenas oportunizar estes momentos, dar a chance aos nossos jovens de se sentirem ouvidos. Não podemos desistir nunca dos nossos sonhos. Não importa onde estejamos. Sempre é tempo de se fazer o bem!
FONTE: INSTITUTO INNOVE - Análise do Comportamento e Saúde
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ESTUDO COMPROVA QUE ESTABILIDADE FAMILIAR FAVORECE O INSTINTO MATERNO

O
instinto materno não é automático, incondicional e inflexível, como
muitos imaginam. Pesquisadores da Ufes (Universidade Federal do Espírito
Santo) mostraram quais fatores ambientais e sociais específicos modulam
o quanto as mães se dedicam a seus filhos.
"Quanto
maior a proximidade entre a mãe e a criança, mais a mãe vai cuidar
dela, independente da renda, religiosidade ou se a criança foi
planejada", disse à Folha Tiago Zortea, mestre em psicologia pela Ufes, um dos autores do estudo.
Até
então, as pesquisas sobre o cuidado materno haviam descoberto
independentemente diversos fatores influenciando o comportamento de
cuidar, como incidência de doenças, renda e relacionamentos familiares.
"Buscamos
construir um modelo que engloba todas essas variáveis de uma só vez,
com uma análise mais complexa", diz o pesquisador.
Dessa
forma, Zortea e colaboradores puderam comparar o peso de cada um dos
diferentes fatores na modulação adaptativa do investimento materno. O
estudo foi apresentado na 21ª Conferência Bienal de Etologia Humana em
Viena, na Áustria.
MODELANDO O CUIDAR
As
participantes do estudo foram 98 mães com crianças de 0 a 9 anos e
renda mensal variando de R$ 102,00 a R$ 21,8 mil vivendo na região
metropolitana de Vitória.
Elas
responderam uma bateria de questionários que buscava informações sobre
"os relacionamentos entre os membros da família, sobre a criança, sobre
as expectativas de futuro da mãe, suas condições de vida e também dados
sobre o cuidado que oferecem a seus filhos".
As perguntas sobre o cuidado materno continham perguntas sobre os cuidados diários, atenção com a higiene, disciplina e saúde.
"Esperávamos
que as características da mãe e fatores monetários, como renda e
classificação econômica, tivessem um peso maior no modelo. Mas o que
teve maior peso foram as variáveis de relacionamento: qualidade do
relacionamento familiar e proximidade entre mãe e criança", diz Zortea.
A
expectativa que as mães possuem sobre o futuro também influenciou a
intensidade do cuidado que elas devotam a seus filhos. "Quanto mais
'tumultuada' for a qualidade de vida da família, menos esperançosa a mãe
fica com relação ao futuro dela e ao futuro dos filhos, e essa
'desesperança' faz com que ela cuide menos de seus filhos."
O
mesmo ocorreu com o sexo da criança. "Para as mães participantes do
estudo, quando as crianças eram do sexo feminino, maiores eram as
expectativas das mães e mais frequente era o cuidado para com elas." As
mães parecem ter mais certeza de retorno do investimento materno ao
cuidar das meninas, já que a taxa de mortalidade de meninos de até um
ano é mais que o dobro do que a de meninas no Espírito Santo.
É
importante ressaltar que essa alteração no cuidado fornecido aos filhos
não é necessariamente consciente, isto é, a mãe não percebe
racionalmente que essas coisas acontecem, ela vai reagindo e enfrentando
as demandas locais de cada momento.
IMPLICAÇÕES
Tiago
ressalta que foi importante "a demonstração de que nenhum dos fatores
que influenciam o cuidado materno o determina sozinho. O peso de cada
fator muda de acordo com o conjunto específico de fatores que está sendo
considerado, ou seja, muda de acordo com a amostra de participantes".
"Desse
modo, o resultado que obtivemos para as mães da cidade de Vitória, por
exemplo, pode ser diferente para as mães ribeirinhas do Amazonas, dadas
as diferentes demandas do contexto onde estão."
Para
que haja cuidado, é necessário um conjunto de fatores que deem à mãe a
noção de previsibilidade e estabilidade em diversos aspectos para cuidar
da criança. Quando esse conjunto de fatores não está presente, ocorre o
que em geral vemos nos noticiários: maus-tratos, abandono de crianças
ou até mesmo infanticídio.
"Já
que o comportamento de cuidar está relacionado a esses fatores, é
possível trabalhar no sentido de prevenir esse tipo de acontecimento
investindo exatamente nas condições em que as mães estão inseridas."
É
importante ressaltar que qualquer ser humano submetido a condições
extremas de necessidade pode apresentar comportamentos violentos, de
risco e também de redução de cuidados com seus filhos.
"Não
se trata de uma classificação por raça, gênero ou condição social.
Estamos falando do funcionamento universal da mente humana gerando
comportamentos ajustados à condições locais, e nesse aspecto todos
estamos envolvidos."
Fonte: Folha
* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
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HORUS, CÃO SURDO, COMPREENDE COMANDOS EM LÍNGUA DE SINAIS

CÃO QUE FOI ABANDONADO POR SER SURDO, FOI ADOTADO POR UMA BOA ALMA QUE FEZ DELE UM CAMPEÃO NA LÍNGUA DOS SINAIS.
Os primeiros meses de vida de Horus foram em um antro de drogados e ele acabou sendo levado a um lugar onde definhou antes de ser adotado. Sob o cuidado amoroso de seu tutor, Rosie Gibbs, o cão inteligente tem se destacado em aprender a linguagem de sinais e agora sabe mais de 50 comandos.
Horus foi recolhido
pela caridade confiança do cão, na Escócia, quando ele tinha apenas
alguns meses de idade. Ele foi adotado logo depois, mas seus pais
adotivos o devolveram depois de um ano porque não podia controlá-lo
(devido ele ser surdo). Ele passou os próximos 18 meses trancado em
canis à espera de um novo lar. Felizmente, Rosie chegou e adotou Horus,
ela estava especificamente à procura de um cão surdo. Rosie é um
entusiasta da linguagem de sinais e queria mostrar que cães surdos podem
aprender essa linguagem.
Ela levou Horus para casa e em duas
semanas ele tinha aprendido 15 comandos. Ela diz: "Ninguém iria levá-lo
por causa de seu comportamento. Ele costumava ficar agressivo em torno
de cães e pessoas, mas uma vez que temos passado alguns comandos,
começou a se comunicar, ele acabou por ser um animal de estimação
brilhante."
Ela treina Horus com uma forma básica da língua de
sinais ensinada às crianças. Ao longo dos próximos 5 anos Horus
memorizou 56 comandos, conhece uma série de truques e ganhou inúmeros
prêmios como bom cidadão no Kennel Club. Rosie, explica: "Um cão surdo não
pode, obviamente, ouvir você, assim você não pode chamá-los de volta,
por isso eu tinha que treiná-lo com 'truques' a cada 20 segundos."
Ela disse que Horus não pode ouvir, mas seus outros sentidos são mais
fortes. Ela descreve: "Ele pode me dizer quem está no outro lado da
minha cerca do jardim por seu cheiro e a forma da sua sombra. Se eu
entrar em uma sala, ele percebe a mudança de luz e se vira para ver quem
é."
Rosie ajuda a apoiar outros donos de cães surdos e
incentiva os outros a não ignorá-los como animais de estimação em
potencial. "As pessoas pensam que cães surdos são diferentes e estúpidos e
não podem ser treinados, mas Horus é uma prova de que eles podem. Ele é
um membro da família."
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
DESABAFO DE UM ESQUIZOFRÊNICO...

Meu nome é Wilson, tenho 40 anos, sou casado há cinco anos e sou portador de esquizofrenia.
Nasci dia 04/11/1971 no Rio de Janeiro. Meu pai era funcionário público
federal do antigo DNER e minha mãe, doméstica. Morávamos no bairro de
Brás de Pina e por alguns desentendimentos dos meus pais com minha avó
paterna e minha tia, devido a conflitos religiosos, fomos morar em São
João de Meriti, na baixada fluminense. Isso aconteceu por volta de 1975,
quando eu estava com 3 anos de idade. Meu pai percebeu minha aptidão
com a leitura e ainda com 3 anos aprendi a ler minhas primeiras palavras
e com 4 anos já sabia ler e escrever, pois fui alfabetizado por uma
professora que dava aulas para crianças. Ela também percebeu a minha
aptidão com os números. Aos 6 anos meu pai viu a necessidade de me
matricular em uma escola. Após alguns testes de matemática, português e
outras matérias decidiram que eu estava apto para começar na segunda
série do 1º grau do Instituto de Educação Líbia Garcia.
Minha infância foi maravilhosa. Tive muitos amigos na escola e nas ruas
próximas da minha casa. As ruas não eram asfaltadas e eu aprendi a jogar
futebol de pés descalços, brincava de bolinhas de gude, queimado, pique
bandeira, polícia e ladrão, etc. Por incrível que pareça, o meu
primeiro beijo na boca foi dado pela minha vizinha Simone quando eu
tinha 7 anos. Os dois irmãos dela me imobilizaram e ela me beijou.
Na escola, apesar de eu ser o mais novo da classe, eu sempre era o
melhor aluno. Em 1983, na sétima série, por motivos financeiros, mudei
para a escola Independência, em Rocha Miranda. Nessa escola minha mãe
conseguiu uma bolsa. No 2° grau escolhi o curso de técnico em química e
fui para o Centro Educacional Fluminense, no centro de São João de
Meriti, onde estudei no horário noturno com um de meus amigos chamado
Silvio. Eu era muito tímido e romântico e o Silvio era um conquistador
de mulheres.
Em 1991, o meu amigo Silvio entrou para trabalhar em uma farmácia de
manipulação e acabou levando-me para trabalhar com ele como técnico
químico. Fiquei três meses, e lembro-me que nessa época eu arrumei a
minha primeira namorada, a Glorinha. Ela morava próximo à minha casa, só
que existia uma diferença de dez anos entre nós. Eu tinha 18 anos e ela
28. Eu a escolhi para namorar porque ela era diferente. A minha turma
de amigos tentava me influenciar para que eu tivesse minha primeira
relação sexual com ela, mas eu era um cara romântico e queria ter algo a
mais com a pessoa que eu amasse de verdade, e eu não a amava. Fiquei
quatro meses namorando e depois terminei.
Resolvi fazer um concurso para supervisor do IBGE e acabei passando. Foi
um contrato de seis meses e eu não fui efetivado, porque o presidente
Fernando Collor de Melo estava colocando funcionários públicos em
disponibilidade e não estava efetivando. O meu amigo Silvio entrou em
uma empresa multinacional e me indicou. Eu fiz uma prova e logo depois
passei na entrevista. Comecei a trabalhar em fevereiro de 1992 como
analista de laboratório, no controle de qualidade da empresa. Passei
para o turno da noite e fiquei trabalhando de 18 ás 6h. Doze horas de
trabalho todo dia e uma folga na semana.
Eu chegava a ganhar dez salários mínimos na época. Meu pai morava em
casa alugada e eu o ajudei a comprar a casa onde morávamos. Ampliamos a
casa e todo mundo esperava que eu, com o tempo, casasse, tivesse filhos,
crescesse na empresa. Só que aí veio o que ninguém esperava. Em março
de 1995 eu tive o meu primeiro surto, durante a jornada de trabalho. Na
hora da saída (6h da manhã) eu fui para casa a pé, andei 25 km, trajeto
que normalmente fazia com dois ônibus. Cheguei em casa e meus pais
notaram que eu estava diferente. Comecei a falar sozinho, coisas sem
sentido. Meus pais telefonaram para meus colegas de trabalho pedindo
ajuda. Chamaram uma ambulância e me internaram.
Na clínica recebi o diagnóstico esquizofrenia paranóide de cunho
místico. Tive muitas alucinações visuais e táteis. Fiquei internado dez
dias e quando saí tive que tomar Haldol e Fenergan todos os dias. Meus
pais e minhas irmãs sofreram muito e não sabiam como lidar com tudo que
estava acontecendo. Às vezes escutava minha mãe chorando e via meu pai
olhando para o céu com o olhar fixo como que pedindo ajuda divina.
Voltei a trabalhar um mês depois, mas, por causa das medicações, estava
lento e com baixa auto-estima. Consegui trabalhar sem cometer erros,
porém ainda sofria com as alucinações, distorções e tinha que fazer a
maior força para que ninguém notasse. Quando eu dormia, tinha pesadelos
horrendos, geralmente com monstros ou com seringas e agulhas me furando.
Todo mês eu ia à clínica para dar prosseguimento ao tratamento
ambulatorial com uma psiquiatra.
Um ano depois, em fevereiro de 1996, tive outro surto e voltei a ficar
internado. Dessa vez fiquei 13 dias (porque o plano de saúde não
permitiu que ficasse mais). Fiquei um mês afastado do trabalho, porém,
quando voltei, o INSS não permitiu que eu trabalhasse mais. Fiquei em
casa recebendo meu salário e fazia a perícia a cada três meses. A
empresa cortou meu plano de saúde, alegando que eu era um funcionário
que “pesava” e já não tinha utilidade.
Tive que pagar um plano de saúde com o salário que recebia para
continuar o tratamento. Em outubro de 1997 o INSS me deu alta. Eu fui
até a empresa para voltar a trabalhar e eles simplesmente me demitiram,
alegando que eu não estava apto para exercer o meu cargo. Como é que eu
poderia receber alta de uma doença que não tem cura (era o que eu
pensava)? Antes da doença eu pesava 72Kg, quando eu fui demitido estava
pesando 98Kg. Meu metabolismo não era mais o mesmo por causa dos
remédios. Eu estava sem emprego, gordo e sem perspectiva nenhuma de
viver!
Continuava com as alucinações e agora estava com problemas para dormir.
Comecei a tomar Rohypnol e só conseguia dormir 3 horas por dia. Resolvi
pagar carnês de autonomia para depois de dois anos conseguir o auxílio
doença, recebendo um salário mínimo. Só que uma pessoa me informou que
segundo uma lei assinada em 1995 eu teria direito a receber sobre a
média das horas que eu trabalhei na empresa multinacional. Como eu
trabalhava 12 horas por noite, eu teria direito a receber mais do que eu
imaginava. Paguei 2 anos os carnês de autonomia. Depois fui à empresa
que trabalhei e eles me deram um relatório com a média de todas as horas
trabalhada. Passei a receber quatro salários mínimos por mês do INSS.
Nessa época fazia tratamento ambulatorial em um posto em São João de
Meriti que fazia parte do SUS. Em 2004 entrei para uma Igreja Batista
séria e nesse mesmo mês fui a um médico que trocou os meus remédios.
Parei de tomar Haldol, Akineton e Rohypnol e comecei a tomar Melleril e
Rivotril. Aconteceu uma virada na minha vida. Passei a dormir mais de 8
horas toda noite e minhas alucinações diminuíram. Eu comecei a fazer
novos amigos, fui me socializando cada vez mais. Quanto mais amigos eu
fazia era como se a doença fosse “se diluindo”. Eu comecei a frequentar a
escola dominical, depois de 1 ano me tornei professor de uma classe.
Em 2005, durante um passeio em um sítio, eu conheci a Tânia, que também
era membro da igreja. Começamos a namorar sério, do jeito que eu sempre
quis, porém eu falei para ela sobre a minha doença no nosso primeiro
encontro. Falei para ela que só casaria se me aposentasse, pois o
auxílio doença não me dava segurança alguma. Fui aposentado em setembro
de 2005 (um mês depois que começamos a namorar) e nos casamos em 2006.
Ninguém notava mais que eu tinha esquizofrenia, fazia 10 anos que fui
internado pela última vez. Em 2008 eu comecei o curso de Teologia no
Seminário Batista do Sul do Brasil (único curso de Teologia reconhecido
pelo MEC), no bairro da Tijuca. Eu pesava agora 75Kg, comecei a reduzir o
remédio por minha conta, pois notei que os efeitos colaterais eram
aumento de peso e perda da libido. Por favor, não façam isso que eu fiz!
Diminuir o remédio sem orientação médica não é a solução.
Tive compaixão da minha avó, pois ela estava bastante velha e tinha um
impasse entre quem cuidaria dela: minha tia (com quem ela ficava) e os
meus pais, que não queriam ficar com ela devido à incompatibilidade de
religiões. Eu, que já estava diminuindo os remédios, assumi a
responsabilidade de ficar com ela, pois minha esposa é técnica de
enfermagem e eu achei que poderia ajudar. Deixei a faculdade para cuidar
dela. Depois de um mês de muito estresse, eu surtei e minha esposa
teve, pela primeira vez, a experiência de um surto psicótico. Eu não
fiquei violento fisicamente, mas agredia verbalmente. Ela se assustou e
foi para casa da mãe.
Eu ficava internado esporadicamente no PAM, um posto de saúde em São
João de Meriti que não tinha psiquiatra. A SAMU me levava da minha casa
para esse posto, lá eles me amarravam, davam injeções e no dia seguinte
me liberavam. Isso aconteceu umas quatro vezes no período de quatro
meses. Aí meu pai resolveu pagar um plano de saúde para que eu pudesse
ter um atendimento em uma clínica melhor.
Em outubro de 2008 eu telefonei para minha esposa e prometi que ia me
tratar de forma correta e pedi que ela me internasse. Ela e uma amiga me
levaram para uma clínica onde fiquei dez dias. Depois que saí da
internação fui morar com minha esposa próximo à casa da mãe dela. Tinha
consulta médica todo mês. Expliquei à minha psiquiatra que diminuira o
remédio porque ele me deixava gordo e sem libido. Ela falou que mudaria o
remédio até encontrar um que pudesse atender às minhas expectativas.
Primeiro ela tentou a Risperidona. Não deu certo! Aí ela receitou a
quetiapina 100mg e me ensinou como conseguir o remédio pela Secretaria
de Saúde do Estado. Esta dosagem de quetiapina era muito baixa, por isso
acabei saindo de casa e fiquei dois dias vagando pelas ruas do centro
do Rio. Distribuí R$800,00 para os mendigos! Nesse período minha família
ficou desesperada, acharam que eu estava desaparecido e tentaram me
encontrar de todas as maneiras. No terceiro dia, depois que saí de casa,
tive a idéia de entrar no rio Maracanã. Os bombeiros me resgataram.
Pedi a eles que me levassem para o Hospital Philippe Pinel. Depois fui
transferido para uma clínica privada, onde fiquei por 10 dias. Minha
médica aumentou a quetiapina para 600mg e acrescentou 2mg de Rivotril.
A partir daí minha vida ficou do jeito que eu sempre quis. Tomo meus
remédios e eles não causam os efeitos colaterais que os outros causavam.
Minha psiquiatra me aconselhou a fazer terapia uma vez por semana, ter
uma atividade intelectual (eu escolhi fazer um curso de inglês) e não
parar com os remédios.
Desde julho de 2010 que eu não tenho alucinações, estou com meu corpo em
forma e posso fazer tudo o que uma pessoa normal faz, sabendo dos meus
limites: eu observei que todas as vezes em que surtei o fator principal
foi o estresse. Estou feliz, centrado e vou todo mês ao Hospital
Philippe Pinel (que faz parte do SUS) para minha consulta. Todo mês pego
sete caixas de fumarato de quetiapina 100mg gratuitamente em um posto
de Duque de Caxias, na baixada fluminense.
Antes da doença eu era um rapaz tímido e medroso. Depois de passar por
toda essa experiência, eu me tornei mais forte, corajoso e maduro. A
cada inspiração e expiração nós aprendemos alguma coisa nova. A vida é
uma professora muito perspicaz. Tem uma citação do filósofo Friedrich
Nietzsche que resume a minha vida: “Aquilo que não me mata, me torna
mais forte”.
Saudações a todos!
Fonte: http://entendendoaesquizofrenia.com.br/
* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
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COMO PENSA UM PSICOPATA???
Cercada de mitos, a psicopatia é, no senso comum, geralmente associada àquele indivíduo que, incompreensivelmente (pelos menos para mim), mata por prazer, ou seja, àquele cujo sofrimento alheio lhe dá uma satisfação e uma alegria no mínimo misteriosas. Ao contrário do que se pensa, esta doença do foro mental nem sempre está associada à violência e pode ser tratada. O facto é que, devido ao cada vez maior número de notícias que chegam a nossas casas de indivíduos que, inexplicavelmente, são capazes de autênticos massacres a seres humanos, o termo “psicopata” é cada vez mais usado na sociedade. Um dos mistérios que mais me intriga (e certamente a alguns de vocês) é o que levará um psicopata a cometer actos tão horrendos… O que se passará na mente de um psicopata? Será que um psicopata tem uma mente igual à mente de um indivíduo dito normal? Então e se o cérebro for biologicamente idêntico, seremos nós (indivíduos “normais”) capazes de nos comportarmos como um psicopata? Efectivamente, poucos transtornos a nível mental são tão incompreendidos como a personalidade psicopática.
Hervey M. Cleckley, psiquiatra
americano, definiu pela primeira vez a psicopatia como “um conjunto de
comportamentos e traços de personalidade específicos”.
Os psicopatas são pessoas (se é que
podemos chamar-lhes assim) que, à partida são inofensivas e vistas como
indivíduos “normais” por quem os conhecem superficialmente. São pessoas
que, à primeira vista, causam boa impressão, revelando-se, no entanto,
desonestas e anormalmente egocêntricas. Com uma sensação de
omnipotência, os indivíduos com traços psicopáticos consideram que tudo
lhes é permitido, agindo somente por benefício próprio sem olhar aos
meios para alcançar os seus fins. O psicopata não sente culpa. Apesar de
muitas vezes ter a plena consciência da perversidade dos seus crimes ou
das suas intenções criminais, um psicopata raramente aprende com os
seus erros, não conseguindo refrear os seus impulsos, carecendo por isso
de superego.
Com uma auto-estima muito elevada,
considera-se um ser superior regido pelas suas próprias regras. Como
tal, torna-se incapaz de compreender que haja pessoas com opiniões
diferentes das suas, praticando actos criminosos sem sentir qualquer
tipo de culpa. Demonstrando uma frieza fora do normal, “o psicopata está
livre das alucinações e dos delírios que constituem os sintomas mais
espectaculares da esquizofrenia”. “A sua aparente normalidade, a sua
‘máscara de sanidade’, torna-o mais difícil de ser reconhecido e,
logicamente, mais perigoso.” Exprimindo-se com elegância, as suas
histórias, apesar de falsas, conseguem cativar e convencer, deixando-o
numa boa situação perante as pessoas. Isto porque o discurso de um
psicopata é geralmente servido de uma linguagem florida e figurativa,
desempenhando esta um papel importante no seu comportamento enganoso e
manipulador. Altamente seguro de tudo o que diz, o seu principal
objectivo passa a ser manipular e controlar os outros. “Mentir, enganar e
manipular são assim talentos naturais de um psicopata.”
“Um dos traços dos psicopatas é
adotarem geralmente comportamentos irresponsáveis sem razão aparente,
excepto pelo facto de se divertirem com o sofrimento alheio. Além disso,
desculpam-se dos seus descuidos culpando outras pessoas. Nos
relacionamentos amorosos são insensíveis e detestam compromisso.”
Para diagnosticar a psicopatia, os
especialistas servem-se de um teste desenvolvido pelo psicólogo Robert
D. Hare, o PCL-R (Psychopathy checklist-revised). “Este método inclui
uma entrevista padronizada com os pacientes e o levantamento do seu
histórico pessoal, inclusive dos antecedentes criminais. O PCL-R revela
três grandes grupos de características que geralmente aparecem
sobrepostas, mas podem ser analisadas separadamente: deficiências de
carácter (como sentimento de superioridade e megalomania[1]), ausência
de culpa ou empatia e comportamentos impulsivos ou criminosos (incluindo
promiscuidade sexual e prática de furtos).”
Estudos garantem que a maioria dos
psicopatas é homem, sendo o motivo para este desequilíbrio entre os
sexos ainda desconhecido. A frequência na população é aparentemente a
mesma, quer no Ocidente quer no Oriente. Um dos mitos associados à
psicopatia é o facto de julgarmos que os psicopatas são violentos,
quando, apesar de alguns estudos indicarem que, de facto, essas pessoas
recorrem à violência física e sexual, outros demonstram que a maioria
dos psicopatas não é violenta e que grande parte das pessoas violentas
não é psicopata.
Durante a minha pesquisa descobri
também a tendência de associarem todos os indivíduos psicopatas ao facto
de sofrerem de psicose[2]. “Ao contrário dos casos de pessoas com
transtornos psicóticos, em que é frequente a perda de contacto com a
realidade, os psicopatas são quase sempre muito racionais. Eles sabem
muito bem que as suas acções, imprudentes ou ilegais, são condenáveis
pela sociedade, desconsiderando, porém, tal facto com uma indiferença
assustadora. Além disso, os psicóticos raramente são psicopatas.”
Ao contrário do que se julga, a
psicopatia tem cura: hoje em dia é sabido que a maioria dos psicopatas
são recuperáveis podendo vir a ser bons cidadãos da sociedade. Embora os
psicopatas raramente se sintam motivados para procurar tratamento, uma
pesquisa feita pela psicóloga Jennifer Skeem sugere que essas pessoas
podem usar a psicoterapia como tratamento. “Mesmo que seja muito difícil
mudar comportamentos psicopatas, a terapia pode ajudar a pessoa a
respeitar regras sociais e prevenir actos criminosos.”
“A característica do psicopata é não
demonstrar remorso algum, nem vergonha, quando elabora uma situação que
ao resto dos mortais causaria espanto. Quando é demonstrado o seu
embuste, não se embaraça; simplesmente muda a sua história ou distorce
os fatos para que se encaixem de novo.”
“O ser humano está cada vez mais
isolado, mais sozinho, apesar de poder se comunicar quase
instantaneamente com qualquer parte do mundo. Caso aprenda a viver sem
necessitar dos outros, aprenderá a não se preocupar com os outros, um
traço básico na personalidade psicopática.”
[1] Megalomania é
um transtorno psicológico em que o doente tem ilusões de grandeza,
poder e superioridade. Também se caracteriza pela obsessão em realizar
feitos e actos grandiosos.
[2] Psicose é um
termo psiquiátrico genérico que se refere a um estado mental no qual
existe uma "perda de contacto com a realidade". Ao experienciar um
episódio psicótico, um indivíduo pode ter alucinações ou delírios, assim
como mudanças de personalidade e pensamento desorganizado.
Fontes: http://psicologia-ro.blogspot.com.br/
http://www.psicologiavirtual.com.br/psicologia/principal/conteudo.asp?id=4017
http://erickmagnus.multiply.com/journal/item/290/O_Psicopata
http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/o_que_e_um_psicopata__imprimir.html
http://psicob.blogspot.com/2009/04/como-pensa-um-psicopata.html
* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
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sábado, 6 de outubro de 2012
AMIZADE ENTRE CÃES AJUDA CADELA TETRAPLÉGICA A RECUPERAR OS MOVIMENTOS
A cadela Lindinha tem o que comemorar nesta quinta-feira (4), Dia
Mundial do Animal. As sessões de fisioterapia e a amizade com o cão
Happy fizeram com que ela melhorasse das sequelas causadas pela
Cinomose, doença causada por um vírus que ataca o sistema nervoso do
animal. Em dois meses, a vira-lata mostrou que a recuperação para os
problemas causados pela doença é possível. Quando iniciou o tratamento
em uma clínica de Ribeirão Preto (SP), Lindinha mexia apenas os olhos. A expectativa da veterinária responsável é que ela ainda possa ter uma vida normal.
"Quando a Lindinha chegou aqui, ela mexia apenas os olhos, não fazia
mais nada. O quadro dela e do Happy era de tetraplegia", disse a
veterinária Taíse Filipin, de 26 anos. O hoje companheiro nas sessõs de
fisioterapia é um capítulo a parte na vida da vira-lata. "O Happy nunca
gostou de nenhum outro cachorro, mas a afinidade com a Lindinha foi
instantanea. Atualmente, eles são inseparáveis, não consigo fazer a
fisioterapia de um sem o outro, os dois choram bastante", comentou
Taíse. A cadela morava no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
Happy foi abandonado em frente ao local de trabalho da veterinária
Bianca Shimizu. Com má formação na coluna e nas articulações, ele
conseguia mexer apenas a cabeça e o rabo. "Agora o Happy já senta,
melhorou muito", disse Bianca. Do improvavél, nasceu uma grande amizade.
Quis o destino que os vira-latas, que utilizam cadeiras de rodas para
se locomoverem, se tornassem amigos. O bravo Happy dá lugar a um cão
carinhoso e dócil quando está ao lado da amiga Lindinha.
A veterinária explicou o motivo para os cães terem dado tão certo. "O Happy é dominante e nunca gostou de nenhum outro cachorro. Já a Lindinha é submissa e muito carente. Ela nunca teve medo dele e, com isso, foi se aproximando. Sempre ficava ao lado do Happy, mesmo ele rosnando e latindo para ela. Assim, os dois foram se tornando amigos e agora são inseparáveis", concluiu.
Futuro
"O Happy está em um quadro estável, acho que ele não pode evoluir muito mais", explicou Taíse. "A Lindinha eu acho que pode voltar a andar e ter um vida próxima do normal. Ela evoluiu demais em pouco tempo", complementou. Os dois têm a disposição três clínicos, uma fisioterapeuta e uma acunpunturista.
"O Happy está em um quadro estável, acho que ele não pode evoluir muito mais", explicou Taíse. "A Lindinha eu acho que pode voltar a andar e ter um vida próxima do normal. Ela evoluiu demais em pouco tempo", complementou. Os dois têm a disposição três clínicos, uma fisioterapeuta e uma acunpunturista.
FONTE: G1
* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
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