terça-feira, 28 de agosto de 2012

NADA É PERMANENTE...


QUEM NÃO CONSEGUE MUDAR A SI MESMO, NÃO MUDA COISA ALGUMA...


GRITO NÃO EDUCA...


LEI MARIA DA PENHA - 6 ANOS


AINDA BEM QUE EXISTE O PSICÓLOGO...


O JEITO PSICÓLOGO DE SER...



Psicólogo não Adoece, Somatiza
Psicólogo não Transa, Libera a Libido
Psicólogo não Estuda, Sublima
Psicólogo não dá Vexame, Surta

Psicólogo não Fofoca, Transfere
Psicólogo não tem Idéia, Tem Insight

Psicólogo não resolve Problemas, fecha Gestalts

Psicólogo não se Engana, tem Ato Falho

Psicólogo não muda de Interesse, Altera Figura Fundo

Psicólogo não Fala, Verbaliza

Psicólogo não Conversa, Pontua

Psicólogo não Responde, Devolve a Pergunta

Psicólogo não Desabafa, Tem Catarse

Psicólogo não pensa Nisso, Respira Nisso

Psicólogo não é Indiscreto, é Espontâneo

Psicólogo não é Gente, é um Estado de Espírito
...

MAIS DO QUE ENTENDER A MENTE, É COMPREENDER A ALMA


ORAÇÃO DO PSICÓLOGO


UMA PSICÓLOGA NADA CONVENCIONAL PARA COMEMORAR NOSSO DIA...


FELIZ DIA DO PSICÓLOGO!!!!


O QUE DIRIA FREUD SE TE CONHECESSE???


SÓ FREUD EXPLICA...


O SABER LEVA TEMPO PARA CRESCER...


AO LEVAR SEU FILHO À ESCOLA, NÃO ESQUEÇA...


TODA ESCOLHA TEM PERDAS...


SER PSICÓLOGO É A PROFISSÃO DO DESCOBRIR...


PENSO ONDE NÃO SOU...


CADA SEGUNDO É TEMPO PARA MUDAR...


NUNCA TENHA CERTEZA...


DIA 27 DE AGOSTO - DIA DO PSICÓLOGO


PSICOLOGIA: 50 ANOS DE PROFISSÃO!!!


QUERO, COMO PSICÓLOGA...

 
 
Quero, como psicólogo aprender a ouvir sem julgar,
ver sem me escandalizar, e sempre acreditar no bem.
Mesmo na contra-esperança, esperar.
E quando falar, ter consciência do peso da minha palavra,
do conselho, da minha sinalização.
Que as lágrimas que diante de mim rolarem,
pensamentos, declarações e esperanças testemunhadas,
sejam segredos que me acompanhem até o fim.

E que eu possa ao final ser agradecido pelo privilégio de
ter vivido para ajudar as pessoas a serem mais felizes.
O privilégio de tantas vezes ter sido único na vida de alguém que
não tinha com quem contar para dividir sua solidão,
sua angústia, seus desejos.
Alguém que sonhava ser mais feliz, e pôde comigo descobrir
que isso só começa quando a gente consegue
realmente se conhecer e se aceitar."

Walmir Monteiro

domingo, 29 de julho de 2012

APROVADA PROPOSTA QUE REVÊ NECESSIDADE DE PERÍCIA PARA APOSENTADOS POR INVALIDEZ

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou proposta que libera aposentados por invalidez com mais de 60 anos de idade da realização periódica do exame pericial que comprove a permanência da deficiência ou doença que levou à aposentadoria. A proposta, do senador Paulo Paim (PT-RS), altera a Lei 8.213/91, que prevê a realização da perícia até o fim da vida do beneficiário. 

Para o relator do Projeto de Lei 7153/10, deputado Dr. Paulo César (PR-RJ), a proposição vai favorecer pessoas já sexagenárias com deficiência, que atualmente têm que se submeter periodicamente a desgastantes exames periciais. “A proposta é justa, porque beneficiará pessoas com quadros clínicos graves – pois são considerados inválidos pela Previdência Social – e com idade avançada”, afirma Paulo César. 

Ainda segundo o relator, a evolução tecnológica na área médica pode fazer com que idosos deixem de ser considerados deficientes por terem se recuperado completamente de um problema antes considerado irreversível. Ele defende que ainda assim o benefício seja mantido. 

Não seria adequado compelir o beneficiário com mais de 60 anos a retomar uma atividade remunerada para poder sustentar-se. Mesmo que um idoso alcance a cura de seu mal, permanecerá fazendo jus ao benefício que recebia”, defende o deputado. 

O projeto excetua da regra as perícias com as seguintes finalidades: verificação da necessidade de assistência permanente de outra pessoa, situação em que será concedido acréscimo de 25% sobre o valor do benefício; verificação da recuperação da capacidade de trabalho, mediante solicitação do beneficiário; subsídio a autoridade judiciária na concessão de curatela. 

A comissão rejeitou o Projeto de Lei 7826/10, do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que estava apensado ao PL 7153. A proposta rejeitada dispensa da perícia médica as pessoas com deficiência classificada como permanente, bem como o aposentado por invalidez e o pensionista inválido cuja causa para a concessão do benefício seja invalidez por deficiência permanente, independentemente de sua idade. O deputado Dr. Paulo César entendeu que o PL 7153 é mais justo. 

Tramitação
As propostas tramitam em caráter conclusivo e ainda serão analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.



Fonte: Agência Câmara de Notícias



* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

sábado, 28 de julho de 2012

SEXUALIDADE E DEFICIÊNCIA

 
Desde os primórdios dos tempos o assunto sexo e/ou sexualidade é tratado como um tabu, com ares do profano, do proibido e em algumas culturas a virgindade feminina foi e ainda é tratada como moeda de troca para angariar vantagens para os pais ou responsáveis. 

Também se deve levar em consideração que as mulheres apropriadas para tal “negociação” não poderiam ou podem ter nenhum tipo de deformidade/deficiência ou doença crônica, pois são desvalorizadas e/ou nem entram no “mercado livre” para casarem-se. 

Diante desta sociedade histórica não podemos esquecer que as pessoas com deficiência eram mortas ao nascer ou abandonadas à própria sorte por ser um peso morto para a sua família, ou em algumas culturas menos civilizadas as mães também tinham o mesmo sortilégio dos seus rebentos com deficiência, porque eram imputadas a elas esta condição de uma mulher impregnada de maus espíritos que geravam filhos com defeitos. 

Isto olhando todo um contexto histórico da raça humana em seus momentos de transição cultural ao qual passamos, vivemos no ocidente uma cultura aberta até certo limite, desde que não fira a moralidade social e não afronte o que é tolerável ao moldes sociais em que vivemos. 

A mulher moderna ocidental vive uma fase que é livre para trabalhar, ganhar seu sustento, liberdade sexual e de escolher seu parceiro e companheiro, sem retaliações ou críticas sociais, mas olhando um pouco mais profundamente tem um outro recorte minúsculo ao qual a sociedade não tem feito nenhuma conjecturação para trazer a tona uma discussão séria e aberta para entendimentos e garantias de direitos. 

O recorte do público que fazemos referência é a pessoa com deficiência, se para a sociedade existe certa dificuldade, uma crise em seu âmago no que diz respeito sobre sexualidade, imagine então falar, pensar sobre isso para estas pessoas que já vivem marginalizadas, excluídas por falta de acesso a qualquer tipo de informação, lazer, trabalho, transporte e ao seu principal direito, a sua cidadania e livre-arbítrio. 

Com a ratificação em 2008 da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência da ONU e grupos dentro do governo discutindo e fomentando tímidas literaturas sobre este tema da sexualidade, observamos que estamos de volta no final da década de 70 quando pessoas com deficiência reuniam-se para discutir sobre vários eixos que nortearam políticas públicas e uma vasta legislação para o nosso movimento social, nos garantindo direitos sociais, econômicos e políticos incontestáveis para um trabalho inclusivo sério, com reflexos atuais. 

Estamos no início de algo grandioso e que finalmente teremos todos os eixos de nossas vidas discutidos em uniformidade para uma qualidade de vida plena e também temos que ter em mente que a sexualidade é um direito de todos, independente de raça, cor, sexo, credo religioso, basta ser pessoa. 

Hoje é um tema que está elencado em um instrumento jurídico internacional, com status de Direitos Humanos, ou seja, não pode e não deve ser levada mais de forma inconseqüente, mesmo porque temos várias pessoas com deficiência namorando, casando, tendo seus filhos, constituindo família, não temos mais como fechar os olhos perante tal situação e fingirmos que isto não acontece em nosso meio social. 

A sexualidade desta pessoa é um direito de caráter humanista, mas necessita do apoio e entendimento da família para que este obtenha um desempenho social saudável, e um desprendimento natural para suas realizações psicosociais e emocionais. 

Por incrível que pareça, mas ainda vivemos uma super proteção da família em relação a esta pessoa, por falta de conhecimento, discussão aberta sobre sexualidade e sexo dentro dos lares e no convívio social, porque é mais fácil esconder, reprimir do que entender, libertar, incentivar esta vivência plena. 

Sonegando, reprimindo o desconhecido por medo, excesso de cuidados ou talvez inconscientemente uma atitude menos agressiva ou torpe de trazer a “morte” da perpetuação desta espécie que não estão nos moldes da perfeição que a sociedade exige. 

A cultura do belo e do perfeito estão cada vez mais impregnados na mídia, na sociedade, pois se não estão enquadrados nestes quesitos devem ser retirados para não trazerem constrangimentos com uma sociedade fora dos padrões. 

Existem pesquisas em vários países que a deficiência tem uma ligação profunda com a pobreza, devido à desnutrição causada pela fome ou por guerrilhas internas, sendo assim mais dificultoso o trabalho de expansão destes direitos a estas pessoas. 

O direito a sexualidade e a sua reprodução são de todos, como também a pessoa com deficiência, porque se esta tem sua capacidade legal e cognitiva preservado ela também tem libido sexual, podendo assim namorar, casar, ter seus filhos ou simplesmente viver sua sexualidade com quem escolher, desde que tenha seu livre-arbítrio pleno e seguro. 

Com o exercício da sua sexualidade, a pessoa com deficiência, também deve ter consciência de responsabilidades que automaticamente vem junto, pois temos um jargão muito usado em nosso meio, cada direito adquirido, dois deveres exercidos, um de respeitar o limite do direito do outro e dois de exercer até o limite do nosso. 

Cabe a família a inclusão e o exercício dos direitos e deveres de seus filhos com deficiência, trazendo toda a informação necessária para uma vida saudável e plena e ao Estado a execução de Políticas Públicas para que este obtenha o melhor desempenho social possível. 

Enquanto temos de um lado a super proteção de algumas famílias, por outro lado temos a omissão de outras, que não se importam com esta pessoa, por ter sofrido a “morte” deste filho ao nascimento, morte esta dos sonhos do “filho-perfeito”, ocasionando assim problemas sociais sérios, tais como, abandono destes dentro dos lares ou ainda em melhores situações em orfanatos, maus-tratos, prostituição, abusos sexuais, enfim situações complexas trazendo as mazelas humanas à tona. 

Existem sim em nosso meio, pessoas com deficiência, conscientes dos seus encantos que usam desses mecanismos para a prostituição consentida pela família, como forma de sustento para seus lares, parece que estamos falando de um mundo surreal, mas que está em embaixo dos nossos olhos e insistimos em não enxergar. 

Outra situação que também temos notícias é o tráfico destas pessoas para fora de nossas fronteiras para serem usadas como prostitutas ou escravas sexuais para fetichistas ou sabe-se lá o que a mente humana permite. 

O sexo sempre foi e será usado de forma ponderada ou não, não independe da pessoa ter deficiência ou não, porque a sexualidade ou o sexo está dentro de nós, dentro do nosso cérebro, é um estado de espírito, porque se fosse somente orgânico, não precisaríamos de psicólogos ou psiquiatras para trabalhar nossas angústias, traumas, seria um mecanismo automático, teríamos ou não prazer. 

Para obtermos o melhor de nós em nossa sexualidade existe um conjunto de situações, um corpo e mente saudável, um ambiente legal ou não, depende dos fetiches e vontades de cada um, confiança mútua, vontade de explorar um ao outro, acreditar em si mesmo, e estar bem consigo próprio em primeiro lugar… a descoberta, a vontade, a respiração, o respeito pelo outro, a pele, a química, o toque, o olhar, o cheiro, o ambiente, o universo, o momento, e dane-se o mundo… 

A pessoa com deficiência, antes de acreditar que alguém possa se apaixonar por ela, precisa do carinho da mãe no útero, a inclusão e aceitação no lar, amar a si primeiro, ter auto-estima, conhecer os seus limites para saber escolher com quem irá se relacionar… haverá vezes que o relacionamento não dará certo, como em qualquer situação em que esteja envolvido os sentimentos, mas é vivendo que crescemos, que amadurecemos, que aprendemos amar e ser amados, em que seremos plenamente humanos. 

O sexo e a sexualidade da pessoa com deficiência deve ser orientada de forma igual, sem medo de estarmos incentivando algo profano, embora deve ser encarado como algo salutar, melhor orientar em todos os sentidos do que pecarmos pela omissão e depois conviver com situações penosas de doenças e angústias emocionais destas pessoas. 

Temos que ter consciência que estas pessoas estão mais propensas a adquirir AIDS, DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), não é porque tem uma deficiência que está envolta em uma aura de santidade, é assexuada, ou não tem vários (as) parceiros (as), engana-se quem pensa desta forma, porque atualmente estas pessoas estão namorando mais, saindo mais para passear e trabalhar, interagindo mais com o mundo, principalmente com a advinda da internet dentro dos nossos lares, com mudanças de comportamentos bem interessantes e merecedores de estudos. 

Neste século temos em nossas rodas de discussão um tema muito polêmico e que até o presente momento quase não tínhamos informações sobre tal assunto, os devotees. 

As pessoas vão perguntar, afinal o que são mesmo esses devotees? 

Homens e mulheres que, independente de sua opção sexual, idade, credo, raça, origem, nível intelectual, nível social econômico ou condição física, sente-se atraídos por pessoas com deficiências. Tendo essa atração, em muitos casos, um forte cunho sexual. Revista REAÇÃO julho/agosto 2010, página 71. 

Este tema está insurgindo novamente nas rodas, mas atualmente com mais seriedade, sem a conotação de que a pessoa com deficiência é vítima dos devotees ou que eles sodomizam essas pobres criaturas para ter proveito em suas “taras”. 

Com o amadurecimento das pessoas hoje temos uma mente mais aberta para toda esta polêmica, levando sempre em consideração que nós, pessoas com deficiência, temos o direito a nossa sexualidade, direito a nossa reprodução, em constituir nossa família ou não, em relacionarmos com quem bem entendermos, porque antes da deficiência, somos pessoas, então partimos da premissa que temos direito humanos. 

Ficando aí algumas idéias para que possamos fazer reflexões sérias neste contexto e tema, sobre a diversidade humana. 

* Márcia Gori é bacharel em Direito-UNORP, sócia da Assessoria de Direitos Humanos São Thomas de Aquino, ex-presidente do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência – CEAPcD/SP, atualmente é Conselheira Estadual do CEAPcD/SP, Presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de São José do Rio Preto/SP, funcionária pública da Secretaria Municipal da Assistência Social e membro do CAD – Clube Amigos dos Deficientes de São José do Rio Preto/SP. Apresentadora do programa “Diversidade Atual” no canal 30 – RPTV, miss tattoo 2010 e colaboradora do Núcleo de Inclusão Social da UNORP, palestrante sobre Sexualidade, Deficiência e Inclusão Social da Pessoa com Deficiência, além de fazer parte do casting de modelo fotográfico da agência Kica de Castro Fotografias. 


Fonte: Artigo da Marcia Gori para a Agenda 2011 em Fortaleza/Ceará


* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

COMO TRATAR UM DEFICIENTE SEM COMETER GAFES

 
Errado: Evitar falar com os deficientes sobre coisas que uma pessoa normal pode fazer e eles não.
 Certo: Conversar normalmente com os deficientes, falando sobre todos os assuntos, pois é bom para eles saberem mesmo das coisas que não podem ouvir, ver ou participar por causa da limitação de movimentos. 

Errado: Elogiar ou depreciar uma pessoa deficiente, somente por ela ser limitada.

Certo: Tratar o deficiente como alguém com limitações específicas da deficiência, porém com as mesmas qualidades e defeitos de qualquer ser humano.

Errado: Superproteger o deficiente, fazendo coisas por ele.

Certo: Permitir que o deficiente desenvolva ao máximo suas potencialidades, ajudando-o apenas quando for realmente necessário.

Errado: Chamar o deficiente pelo apelido relativo à sua deficiência (ex.: surdinho, surdo, mudo, cego, maneta etc.), pois ele pode se ofender, e com razão, né gente?

Certo: Chamar a pessoa deficiente pelo nome, como se faz com qualquer outra pessoa.

Errado: Dirigir-se à pessoa cega como se ela fosse surda, fazendo esforço para que ela ouça melhor. O cego não é surdo.

Certo: Conversar com o cego em tom de voz normal.

Errado: Referir-se à deficiência da pessoa como uma desgraça, como algo que mereça piedade e vá ser compensado no céu.

Certo: Falar da deficiência como um problema, entre outros, que apenas limita a vida em certos aspectos específicos.

Errado: Demonstrar pena da pessoa deficiente.

Certo: Tratar pessoa deficiente como alguém capaz de participar da vida em todos os sentidos.

Errado: Usar adjetivos como “maravilhoso”, “fantástico” etc., cada vez que se vê uma pessoa deficiente fazendo algo que aparentemente não conseguiria (por exemplo, ver o cego discar o telefone ou ver as horas, ver um surdo falar e/ou compreender o que lhe falam).

Certo: Conscientizar-se de que a pessoa deficiente desenvolve estratégias diárias e superando normalmente os obstáculos, e não mostrar espanto diante de um fato que é comum para o deficiente.

Errado: Referir-se às habilidades de um deficiente como “sexto sentido” (no caso do cego e surdo, por exemplo) ou como uma “compensação da natureza”.

Certo: Encarar como decorrência normal da deficiência o desenvolvimento de habilidades que possam parecer extraordinárias para uma pessoa comum.

Errado: Evitar usar as palavras ver, ouvir, andar, etc., diante de pessoas que sejam cegas, surdas ou privadas de movimentos.

Certo: Conversar normalmente com os deficientes, para que eles não se sintam diferenciados por perceptível constrangimento no falar do interlocutor.

Errado: Deixar de oferecer ajuda a uma pessoa deficiente em qualquer situação (por exemplo, cego atravessando a rua, pessoa de muleta subindo no ônibus etc.), mesmo que às vezes o deficiente responda mal, interpretando isto como gesto de piedade. A maioria dos deficientes necessita de ajuda em diversas situações.

Certo: Ajudar o deficiente sempre que for realmente necessário, sem generalizar quaisquer experiências desagradáveis, atribuindo-as somente a pessoas deficientes, pois podem acontecer também com as pessoas normais.

Errado: Supervalorizar o deficiente, achando que ele pode resolver qualquer problema sozinho (por exemplo, o cego alcançar qualquer porta apenas contando os passos, sem que alguém indique a direção).

Certo: Conscientizar-se de que as limitações de um deficiente são reais, e muitas vezes ele precisa de auxílio.

Errado: Recusar a ajuda oferecida por uma pessoa deficiente, em qualquer situação ou tarefa, por acreditar que não seja capaz de realizá-la.

Certo: Confiar na pessoa deficiente, acreditando que ela só lhe oferecerá ajuda se estiver segura de poder fazer aquilo a que se propõe. O deficiente conhece melhor do que ninguém suas limitações e capacidades.

Errado: Ao falar, principalmente com o cego, dirigir-se ao acompanhante do deficiente, e não ao deficiente, como se ele fosse incapaz de pensar, dizer e agir por si.

Certo: Dirigir-se sempre ao próprio deficiente, quando o assunto referir-se a ele, mesmo que esteja acompanhado.

Errado: Agarrar a pessoa cega pelo braço para guiá-la, pois ela perde a orientação.

Certo: Deixar que o cego segure no braço ou apoie a mão no ombro de quem o guia.

Errado: Agarrar pelo braço pessoas com muletas, ou segurar abruptamente uma cadeira de rodas, ao ver o deficiente diante uma possível dificuldade.

Certo: Ao ver o deficiente diante de um possível obstáculo, perguntar se ele precisa de ajuda, e qual a maneira correta de ajudá-lo. Agarrar um aparelho ortopédico ou uma cadeira de rodas, repentinamente, é uma atitude agressiva, como agarrar qualquer parte do corpo de uma pessoa comum sem aviso.

Errado: Segurar o deficiente, na tentativa de ajudá-lo, quando já houver uma pessoa orientando-o, principalmente no caso do cego.

Certo: Quando houver necessidade ajuda ou orientação, apenas uma pessoa deve tocar o deficiente.
 
 
 
FONTE: http://deficientesimincapaznunca.blogspot.com.br 

 
* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.