
Esse blog é para as pessoas que acreditam e lutam pela melhoria da Educação Especial no Brasil.
segunda-feira, 11 de março de 2013
MENS SANA OFERECERÁ REABILITAÇÃO AUDITIVA E INTELECTUAL

Mens Sana inaugura 1º andar e oferecerá reabilitação auditiva e intelectual e A Fundação Terra está em festa.
Para o Padre Airton Freire, Presidente da entidade, é mais um sonho que se concretiza.
No dia 01/02/13 (11h), foi inaugurado o pavimento superior do Centro de Reabilitação Mens Sana, em Arcoverde. O andar será dedicado ao atendimento das reabilitações Auditiva e Intelectual.
Para o Padre Airton Freire, Presidente da entidade, é mais um sonho que se concretiza.
No dia 01/02/13 (11h), foi inaugurado o pavimento superior do Centro de Reabilitação Mens Sana, em Arcoverde. O andar será dedicado ao atendimento das reabilitações Auditiva e Intelectual.
A programação iniciou com Missa em Ação de Graças às 10h, na Sede da Fundação Terra (Rua do Lixo) e depois, todos seguiram para a solenidade de inauguração, às 11h, no Mens Sana (bairro São Miguel).
Com a inauguração desta nova estrutura, o Mens Sana estará ofertando ao usuários do SUS o mais moderno centro especializado em reabilitação de Pernambuco. Situado no portal do Sertão, o Mens Sana ofertará assistência integral ambulatorial nas especialidades reabilitação fisica, intelectual, auditiva e visual.
Histórico - No último dia 23/01/12, o Mens Sana completou um ano de início dos atendimentos ao público e foi inaugurado em 08/09/2011. A unidade de reabilitação atende pacientes de Arcoverde e mais 13 municípios, região que compreende a IV GERES (Gerência Regional de Saúde).
Diariamente o Mens Sana atende em torno de 180 pacientes/dia, em Reabilitação Física e Intelectual.
A Coordenadora Técnica do Mens Sana, Liege Nogueira informa que em um ano de funcionamento, o centro de reabilitação realizou 36 mil procedimentos, 21 mil consultas e atendeu cerca de mil pacientes. “Devido ao trabalho do Mens Sana, estes pacientes não precisam mais se deslocar para Recife para fazer os seus tratamentos em reabilitação. Aqui o índice de cura é maior porque os pacientes não faltam ao tratamento e assim os resultados são mais efetivos”, afirma Graça Barros, Coordenadora Administrativa do Mens Sana.
“O piso superior abrigará a administração do Mens Sana, a Reabilitação Intelectual e a Reabilitação Auditiva. No térreo ficará com a reabilitação física e visual, isso quando obtivermos credenciados no CER IV”, acrescenta Graça Barros. CER é a nova sigla para referenciar os Centros Especializados em Reabilitações. O Mens Sana localiza-se na Rua Roberto Mindelo, s/n, bairro São Miguel, Arcoverde.
Fone: 87- 3321-1180/1182
FONTE: FUNDAÇÃO TERRA
JULGAMENTO

Um
médico entrou no hospital com pressa depois de ser chamado a uma
cirurgia de emergência. Ele respondeu ao chamado, o mais rápido
possível, mudou de roupas e foi diretamente para o bloco cirúrgico. Ele
encontrou o pai do menino indo e vindo na sala de espera do médico.
Depois de vê-lo, o pai gritou:
"Por que você tomou todo esse tempo para vir, não sabia que a vida de meu filho está em perigo... você não tem senso de responsabilidade??"
O médico sorriu e disse: "Desculpe, eu não estava no hospital e eu vim o mais rápido que pude depois de receber a chamada... E agora, eu gostaria que você se acalma-se para que eu possa fazer o meu trabalho"
"Me acalmar? E se fosse seu filho quem estivesse nesta sala agora, você estaria calmo? Se o seu filho fosse agora o que estivesse morrendo?" Disse o pai irritado
O médico sorriu novamente e respondeu:. "Eu vou dizer o que disse Jó na Bíblia "Do pó viemos e ao pó voltaremos, bendito seja o nome de Deus". "Os médicos não podem prolongar a vida. Vou interceder por seu filho, vamos fazer todo o possível pela graça de Deus "
"Dar conselhos quando não estamos em situação é tão fácil", murmurou o pai.
A cirurgia levou algumas horas, depois que o médico saiu feliz, "Graças a Deus! Seu filho está salvo!"
E sem esperar por uma resposta do pai, com muita pressa olha para o relógio e foge. Ao mesmo tempo que vai, ele disse: "Se você tiver alguma dúvida, pergunte a enfermeira!"
"Por que é tão arrogante? Não podia esperar mais alguns minutos para eu pedir mais informações sobre o estado do meu filho"
E a enfermeira, cheia de lágrimas pelo seu rosto:
"O filho do Dr. morreu ontem em um acidente de estrada, o médico estava no cemitério quando você chamou para realizar a cirurgia do SEU FILHO. E agora que ele salvou a vida de seu filho, ele correu para terminar o sepultamento de seu filho."
Não julgue as pessoas, você não sabe qual é a realidade delas...
Nunca julgue ninguém, porque você nunca sabe nada sobre a vida dessa pessoa e o que está acontecendo na vida dela.
"Por que você tomou todo esse tempo para vir, não sabia que a vida de meu filho está em perigo... você não tem senso de responsabilidade??"
O médico sorriu e disse: "Desculpe, eu não estava no hospital e eu vim o mais rápido que pude depois de receber a chamada... E agora, eu gostaria que você se acalma-se para que eu possa fazer o meu trabalho"
"Me acalmar? E se fosse seu filho quem estivesse nesta sala agora, você estaria calmo? Se o seu filho fosse agora o que estivesse morrendo?" Disse o pai irritado
O médico sorriu novamente e respondeu:. "Eu vou dizer o que disse Jó na Bíblia "Do pó viemos e ao pó voltaremos, bendito seja o nome de Deus". "Os médicos não podem prolongar a vida. Vou interceder por seu filho, vamos fazer todo o possível pela graça de Deus "
"Dar conselhos quando não estamos em situação é tão fácil", murmurou o pai.
A cirurgia levou algumas horas, depois que o médico saiu feliz, "Graças a Deus! Seu filho está salvo!"
E sem esperar por uma resposta do pai, com muita pressa olha para o relógio e foge. Ao mesmo tempo que vai, ele disse: "Se você tiver alguma dúvida, pergunte a enfermeira!"
"Por que é tão arrogante? Não podia esperar mais alguns minutos para eu pedir mais informações sobre o estado do meu filho"
E a enfermeira, cheia de lágrimas pelo seu rosto:
"O filho do Dr. morreu ontem em um acidente de estrada, o médico estava no cemitério quando você chamou para realizar a cirurgia do SEU FILHO. E agora que ele salvou a vida de seu filho, ele correu para terminar o sepultamento de seu filho."
Não julgue as pessoas, você não sabe qual é a realidade delas...
Nunca julgue ninguém, porque você nunca sabe nada sobre a vida dessa pessoa e o que está acontecendo na vida dela.
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QUALIDADE DA EDUCAÇÃO NO BRASIL FICA EM PENÚLTIMO LUGAR NO RANKING MUNDIAL

O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que
comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de
professores, dentre outros fatores.
A pesquisa foi encomendada à
consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson,
empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a
vários países. Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do
Sul e de Hong Kong.
Os 40 países foram divididos em cinco grandes grupos de acordo com os
resultados. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na
lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina,
Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que
figura na última posição.
Os resultados foram compilados a partir
de notas de testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e
2010. Além disso, critérios como a quantidade de alunos que ingressam na
universidade também foram empregados.
Para Michael Barber,
consultor-chefe da Pearson, as nações que figuram no topo da lista
valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa
educação.
Ele diz que no passado muitos países temiam os rankings
internacionais de comparação e que alguns líderes se preocupavam mais
com o impacto negativo das pesquisas na mídia, deixando de lado a
oportunidade de introduzir novas políticas a partir dos resultados.
Dez
anos atrás, no entanto, quando pesquisas do tipo começaram a ser
divulgadas sistematicamente, esta cultura mudou, avalia Barber.
“A
Alemanha, por exemplo, se viu muito mais abaixo nos primeiros rankings
Pisa [sistema de avaliação europeu] do que esperava. O resultado foi um
profundo debate nacional sobre o sistema educacional, sérias análises
das falhas e aí políticas novas em resposta aos desafios que foram
identificados. Uma década depois, o progresso da Alemanha rumo ao topo
dos rankings é visível para todos”.
No ranking da EIU-Person, por
exemplo, os alemães figuram em 15º lugar. Em comparação, a Grã-Bretanha
fica em 6º, seguida da Holanda, Nova Zelândia, Suíça, Canadá, Irlanda,
Dinamarca, Austrália e Polônia.
Cultura e impactos econômicos
– Tidas como “super potências” da educação, a Finlândia e a Coreia do
Sul dominam o ranking, e na sequência figura uma lista de destaques
asiáticos, como Hong Kong, Japão e Cingapura.
Alemanha, Estados Unidso e França estão em grupo intermediário, e Brasil, México e Indonésia integram os mais baixos.
O
ranking é baseado em testes efetuados em áreas como matemática,
ciências e habilidades linguísticas a cada três ou quatro anos, e por
isso apresentam um cenário com um atraso estatístico frente à realidade
atual.
Mas o objetivo é fornecer uma visão multidimensional do
desempenho escolar nessas nações, e criar um banco de dados que a
Pearson chama de “Curva do Aprendizado”.
Ao analisar os sistemas
educacionais bem-sucedidos, o estudo concluiu que investimentos são
importantes, mas não tanto quanto manter uma verdadeira “cultura”
nacional de aprendizado, que valoriza professores, escolas e a educação
como um todo. Daí o alto desempenho das nações asiáticas no ranking.
Nesses
países o estudo tem um distinto grau de importância na sociedade e as
expectativas que os pais têm dos filhos são muito altas.
Comparando
a Finlândia e a Coreia do Sul, por exemplo, vê-se enormes diferenças
entre os dois países, mas um “valor moral” concedido à educação muito
parecido.
O relatório destaca ainda a importância de empregar
professores de alta qualidade, a necessidade de encontrar maneiras de
recrutá-los e o pagamento de bons salários.
Há ainda menções às
consequências econômicas diretas dos sistemas educacionais de alto e
baixo desempenho, sobretudo em uma economia globalizada baseada em
habilidades profissionais.
FONTE: BBC BRASIL
O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
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ARREPENDIMENTO
Muita gente já ouviu a frase "Eu não me arrependo do que fiz. Eu me arrependo do que eu não fiz".
Mas, uma ótima reflexão que li sobre arrependimento mostra que não se arrepender é um DESPERDÍCIO...
Arrependimento na teoria é definido como mudança de mentalidade (o que é diferente de remorso). O que na prática significa que quem é capaz de se arrepender na verdade é capaz de rever os passos, fazer uma auto-análise e evoluir, revendo seu comportamento e a visão sobre as coisas.
Quem não consegue se arrepender prefere "fingir demência" em relação aos seus erros e fazer de conta que nenhuma experiência negativa existiu, em vez de aprender com elas. Um DESPERDÍCIO.
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domingo, 10 de março de 2013
O QUE SOMOS SÓ DEPENDE DE NÓS

"O que somos hoje e o que seremos amanhã depende de nossos pensamentos.
Se procedo mal, sofro as consequência; se procedo bem, eu mesmo me purifico."
Se procedo mal, sofro as consequência; se procedo bem, eu mesmo me purifico."
Sakyamuni - Budda
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UM CASAMENTO INUSITADO...

1.
A moça desta foto se chama Katie Kirkpatrick, e tem 21 anos. Ao lado
dela está seu noivo Nick de 23 anos. A foto foi tirada pouco antes da
cerimônia de casamento dos dois, realizada em 11 de janeiro de 2005, nos
EUA. Katie tem câncer em estado terminal e passa horas por dia
recebendo medicação. Na foto Nick aguarda o término de mais uma de suas
sessões.
2. Apesar de sentir muita dor, de vários órgãos esteram apresentando falências e de ter que recorrer à morfina, Katie levou adiante o casamento e fez questão de cuidar de todos os detalhes. O vestido teve que ser ajustado várias vezes, pois Katie perde peso todos os dias devido ao câncer.
3. Um acessório inusitado na festa foi o tubo de oxigênio usado por Katie. Ele acompanhou a noiva em toda a cerimônia e na festa também. O outro casal da foto são os pais de Nick, emocionados com o casamento do filho com a mulher que ele foi namorado desde a adolescência.
4. Katie, sentada em uma cadeira de rodas e com o tubo de oxigênio, escutando o marido e os amigos cantando para ela.
5. No meio da festa, Katie pára para descansar um pouco. A dor a impede de ficar em pé por muito tempo.
6. Katie morreu 5 dias depois do casamento. Ver uma mulher tão debilitada vestida de noiva e com um sorriso nos lábios nos faz pensar: A felicidade sempre está ao alcance, dure enquanto dure, por isso devemos deixar de complicar nossas vidas…
2. Apesar de sentir muita dor, de vários órgãos esteram apresentando falências e de ter que recorrer à morfina, Katie levou adiante o casamento e fez questão de cuidar de todos os detalhes. O vestido teve que ser ajustado várias vezes, pois Katie perde peso todos os dias devido ao câncer.
3. Um acessório inusitado na festa foi o tubo de oxigênio usado por Katie. Ele acompanhou a noiva em toda a cerimônia e na festa também. O outro casal da foto são os pais de Nick, emocionados com o casamento do filho com a mulher que ele foi namorado desde a adolescência.
4. Katie, sentada em uma cadeira de rodas e com o tubo de oxigênio, escutando o marido e os amigos cantando para ela.
5. No meio da festa, Katie pára para descansar um pouco. A dor a impede de ficar em pé por muito tempo.
6. Katie morreu 5 dias depois do casamento. Ver uma mulher tão debilitada vestida de noiva e com um sorriso nos lábios nos faz pensar: A felicidade sempre está ao alcance, dure enquanto dure, por isso devemos deixar de complicar nossas vidas…
A vida é curta, por isso:
Trabalhe como se fosse seu primeiro dia, perdoe rapidamente, beije demoradamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente e nunca deixe de sorrir, por mais estranho que seja o motivo. A vida pode não ser a festa que esperamos, mas enquanto estamos aqui, devemos sorrir e agradecer…
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PROGRAMA PRAIA ACESSÍVEL AGORA NO RIO DE JANEIRO

Onze anos de vida e apenas um mergulho no mar, conseguido a
muito custo, há quatro anos. Essa era a realidade de Jorge Alves da
Silva até domingo, quando ele participou pela primeira vez do projeto
“Praia para todos”, da ONG Instituto Novo Ser, que possibilita pessoas
com deficiência física a entrarem no mar. Em sua quinta edição, o
programa inaugurou no domingo o segundo ponto fixo, desta vez na Praia
de Copacabana, e já arrancou sorrisos do pré-adolescente.
— De
zero a dez, dou nota 20 para o projeto. Gosto muito de praia e quero vir
outras vezes — disse Jorginho, que ficou com sequelas motoras devido a
problemas sofridos na hora do parto.
Moradora de Irajá, Patrícia
de Souza, mãe do menino, soube do projeto no ano passado, numa feira
voltada para pessoas com deficiência. Ao ver o menino de novo no mar,
lembrou de tempos difíceis:
— Há quatro anos, trouxe Jorginho para
ver um desfile da Walt Disney em Copacabana, e quando ele viu o mar
ficou louco. Tentei levá-lo com a cadeira de rodas, mas não consegui, e
ele foi se arrastando até a água. Foi horrível.
Lançado no verão
de 2008/2009 de forma sazonal e itinerante, o “Praia para todos”
conseguiu seu primeiro ponto fixo em 2010, perto do Posto 3 da Praia da
Barra. Naquele mesmo ano, a novela “Viver a vida”, da TV Globo, deu-lhe
visibilidade ao mostrar a protagonista usando a cadeira anfíbia, a
vedete do projeto.
O ponto da Barra funciona aos sábados, das 9h
às 14h, e oferece, além do banho de mar assistido, surfe adaptado,
piscina infantil, vôlei de praia sentado e frescobol. O público varia
entre 20 e 50 assistidos por dia, mais os seus familiares. No ano
passado, o programa atendeu 4.500 pessoas direta e indiretamente.
Em
Copacabana, as tendas ficam na altura da Rua Francisco Sá, perto do
Posto 6, e há rampa concretada de acesso à areia. Entre as atividades
oferecidas aos domingos, das 9h às 14h, estão banho de mar, piscina
infantil, surfe adaptado, handbike e jet-ski. Os organizadores planejam
acrescentar o vôlei de praia sentado e o frescobol ainda este ano. O
trabalho é em parceria com o 3º G-Mar, que cede dez salva-vidas
voluntários.
Organizadores do programa cobram apoio da prefeitura para dar infraestrutura a participantes
Além
de expandirem o projeto “Praia para todos”, que permanece até 8 de
junho, os organizadores cobram mais apoio da prefeitura. Um dos pedidos é
a instalação de uma rampa de concreto no ponto da Barra.
— Já
pedimos várias vezes, mas, até agora, nada. Temos que improvisar para
que as pessoas possam chegar. E isso acontece numa cidade que vai
receber os Jogos Paralímpicos em três anos — reclama o biólogo Ricardo
Gonzalez, idealizador do programa.
A nadadora Danielle Gilson, que participa do projeto desde o início, faz coro e enumera as dificuldades enfrentadas:
—
Você chega a um cinema, e o lugar reservado à pessoa em cadeira de
rodas é o pior possível, na primeira fila. Quando vai ao teatro, tem que
se conformar com o acompanhante em pé ao seu lado ou sentado longe. A
cidade não está preparada.
A falta de uma melhor estrutura acaba
aproximando não só as pessoas com deficiência como os seus parentes.
Enquanto aguardam a hora de entrar no mar nas tendas montadas na areia,
os participantes trocam experiências e agendam encontros pós-praia.
—
Isso vira um clube — resume Fábio Fernandes, um dos organizadores do
projeto. — A convivência aqui é muito harmoniosa. Cada um espera a sua
vez de entrar na água, e muitos saem depois juntos.
Quem está
entrando para o “clube” é Alexandre Lopes, de 42 anos, que sofreu um
acidente de moto há dois. Sem movimento nas pernas desde então, ele só
voltou a entrar no mar no último sábado:
— Foi uma sorte porque um
amigo meu postou uma foto das atividades na sexta-feira. Quando abri,
vi que começariam no dia seguinte e não pensei duas vezes.
Parceiro
do projeto em Copacabana, o tenente-coronel Marcelo Pinheiro,
comandante do 3º G-Mar, quer manter a estrutura montada ao longo do ano
todo, oferecendo aos participantes outras atividades nas areias, como
oficinas diversas.
— Só assim a praia vai se tornar um espaço democrático de verdade — diz ele.
FONTE: O GLOBO
O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
FONTE: O GLOBO
O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
AS INJUSTIÇAS SOFRIDAS POR QUEM TEM DEFICIÊNCIA AUDITIVA
Artigo do blog 'Crônicas da Surdez', que chama atenção às dificuldades
enfrentadas pelas pessoas com deficiência auditiva.
"O deficiente auditivo quer comprar um carro. Aí descobre que a deficiência auditiva é a única deficiência que NÃO tem direito a desconto no IPI e ICMS e muito menos isenção de IPVA. Nem Freud explica! Até mesmo pessoas com deficiência que não podem dirigir veículo automotor têm direito a esses descontos.
O deficiente auditivo faz o seguro do carro. Caso se acidente, não tem como contatar nem polícia, nem bombeiros e muito menos o seguro – afinal, o único modo de contato é aquela inutilidade chamada ’0800 especial para deficientes auditivos e da fala’.
O deficiente auditivo abre conta num banco e paga as tarifas como qualquer cliente, mas não tem como se comunicar com o banco fora do horário de expediente, a não ser que cometa fraude pedindo para alguém fingir que é ele ao telefone.
O deficiente auditivo tem cartão de crédito, mas não tem como se comunicar com o mesmo – a não ser depois de fazer vários barracos e conseguir ser atendido por email, embora, obviamente, esse atendimento fique limitado a dias de semana e horário de expediente.
O deficiente auditivo decide cursar uma faculdade, mas não tem acessibilidade alguma. Ninguém nunca ouviu falar em sistema FM, hearing loop, legendas. E os professores ficam bravos se você pede para que eles falem de frente para poder ler seus lábios. Entretanto, se solicitar um intérprete de língua de sinais, será prontamente atendido. Quem entende isso?
O deficiente auditivo vai enfrentar fila numa repartição pública, aeroporto, banco ou loja, e quase sempre paga mico porque ou não tem aviso luminoso, ou tem mas criaturinhas não usam. Será que eles acham que deficientes auditivos são lenda urbana?
O deficiente auditivo vai pegar um avião, mas periga de perder o mesmo porque quando trocam o vôo de portão ou alteram o horário, avisam pelo alto falante.
Se o deficiente auditivo tiver a audácia de entrar numa fila especial para deficientes, vai ser constrangido e humilhado: sempre tem um infeliz que vem perguntar porque diabos você está ali, ou, pior, quando você explica que tem deficiência auditiva quase tem que mostrar as orelhas pro idiota ‘acreditar’ no fato.
Se o deficiente auditivo decide ir ao teatro, é quase certo que vá precisar criar os diálogos na sua própria cabeça. Acessibilidade? Bobagem, estão querendo demais.
Se o deficiente auditivo inventa de enfartar sozinho em casa, pobrecito. Vai chamar a ambulância como? Com a força do pensamento? Afinal, ambulâncias, bombeiros, SAMU, polícia e outros serviços de necessidade básica não atendem através de SMS de jeito nenhum!
O deficiente auditivo chega em casa e quer assistir ao noticiário local, mas as emissoras regionais acham que closed caption é coisa do diabo, já que até hoje nenhuma disponibilizou.
O deficiente auditivo vai ao cinema assistir a um filme nacional que teve patrocínio estatal (o qual ele possivelmente ajudou a pagar com os seus impostos), mas fica boiando porque os manés pouco se importam se ele precisa de legenda para entender o que é dito.
O deficiente auditivo faz um plano de saúde, mas é claro que o plano não tem atendimento via chat ou SMS. O único jeito de conseguir marcar consulta médica ou exames é pedindo para um parente/amigo/colega fazer isso por ele. Independência e autonomia? Só é direito de quem ouve!
O deficiente auditivo decide gastar uma grana fazendo cursinho preparatório para concursos. Aí descobre que as vídeo-aulas não têm legendas simplesmente porque ninguém achou que isso seria necessário.
O deficiente auditivo resolve pagar caro por um plano de TV a cabo. Aí, sem aviso prévio, sem eira nem beira, descobre que a TV a cabo decidiu dublar todos os seus seriados favoritos. O problema não é a dublagem, mas sim a falta de opção de legenda, oras!
O deficiente auditivo acha que é hora de comprar aparelhos auditivos novos e com tecnologia atual. Então, fica sabendo que a única ajuda que o governo oferece é um financiamento com juros reduzidos. Super justo, quando esse mesmo governo cobre de isenções e descontos outras próteses, outras deficiências e outras doenças. Fazer o que?
O deficiente auditivo quer marcar uma hora num consultório de otorrinolaringologistas ou fonoaudiólogos. Constata que o consultório não tem atendimento via chat (embora tenha, claro, um site lindo) e, ao chegar lá, fica na sala de espera aguardando e se depara com uma TV sem o closed caption ativado. Osso duro de roer…
O deficiente auditivo, azarado, fica preso no elevador. Começa a rezar pro anjo da guarda, afinal, hearing loop em elevador no Brasil é uma coisa tão improvável quanto ganhar na mega sena.
O deficiente auditivo cacifa (leia-se $$$$) uma palestra bem cara para se atualizar profissionalmente. Chegando lá, descobre que não há nenhum tipo de acessibilidade para ele. Tudo indica que os deficientes auditivos só trabalham em sub-empregos, certo? Afffffffffffff!
O deficiente auditivo vai viajar. Ao chegar no hotel, descobre que serviço de quarto, só pelo telefone, e despertador vibratório, eles nunca ouviram falar e nem sabiam que existia. Mesmo que o hotel se diga ‘acessível’.
O deficiente auditivo vai visitar um amigo. Ao chegar no prédio, constata que o interfone não tem vídeo e se vê naquela infeliz situação de ficar fazendo força na porta pra adivinhar quando o amigo a está abrindo…
O deficiente auditivo participa de uma reunião no trabalho. Na qual nenhum colega se dá ao trabalho de pensar em acessibilidade ou sequer falar de frente para ele.
O deficiente auditivo faz um esforço sobre-humano para ficar de aparelho auditivo em casa depois de um dia estafante e cheio de barulhos chatos no trabalho e na rua. A família pergunta, insistentemente “Você está de aparelho? Então como não ouviu o que eu disse?”.
O deficiente auditivo mora sozinho e vai dormir. O alarme do seu carro dispara. Os vizinhos sabem que ele está em casa, tocam na campainha, não obtém resposta. Aí arrombam a porta do seu apartamento. E quase matam o cara de susto!
O deficiente auditivo se matricula num curso de inglês. A prova escrita ele tira de letra, mas a prova oral envolve ouvir e entender o que uma gravação de CD diz. Não é fácil…
O deficiente auditivo deve comparecer a uma audiência no foro da comarca da sua cidade. Acessibilidade zero e ainda por cima juiz, promotor e advogados falam baixinho e sem articular os lábios decentemente.
O deficiente auditivo conhece alguém e a pessoa pede o número do seu celular. Quando ele avisa educadamente ‘por favor me envie torpedo pois não escuto no telefone’ quase sempre tem como resposta ‘como assim você não escuta ao telefone? que coisa mais estranha!’ junto com um par de olhos arregalados e uma expressão de pavor."
"O deficiente auditivo quer comprar um carro. Aí descobre que a deficiência auditiva é a única deficiência que NÃO tem direito a desconto no IPI e ICMS e muito menos isenção de IPVA. Nem Freud explica! Até mesmo pessoas com deficiência que não podem dirigir veículo automotor têm direito a esses descontos.
O deficiente auditivo faz o seguro do carro. Caso se acidente, não tem como contatar nem polícia, nem bombeiros e muito menos o seguro – afinal, o único modo de contato é aquela inutilidade chamada ’0800 especial para deficientes auditivos e da fala’.
O deficiente auditivo abre conta num banco e paga as tarifas como qualquer cliente, mas não tem como se comunicar com o banco fora do horário de expediente, a não ser que cometa fraude pedindo para alguém fingir que é ele ao telefone.
O deficiente auditivo tem cartão de crédito, mas não tem como se comunicar com o mesmo – a não ser depois de fazer vários barracos e conseguir ser atendido por email, embora, obviamente, esse atendimento fique limitado a dias de semana e horário de expediente.
O deficiente auditivo decide cursar uma faculdade, mas não tem acessibilidade alguma. Ninguém nunca ouviu falar em sistema FM, hearing loop, legendas. E os professores ficam bravos se você pede para que eles falem de frente para poder ler seus lábios. Entretanto, se solicitar um intérprete de língua de sinais, será prontamente atendido. Quem entende isso?
O deficiente auditivo vai enfrentar fila numa repartição pública, aeroporto, banco ou loja, e quase sempre paga mico porque ou não tem aviso luminoso, ou tem mas criaturinhas não usam. Será que eles acham que deficientes auditivos são lenda urbana?
O deficiente auditivo vai pegar um avião, mas periga de perder o mesmo porque quando trocam o vôo de portão ou alteram o horário, avisam pelo alto falante.
Se o deficiente auditivo tiver a audácia de entrar numa fila especial para deficientes, vai ser constrangido e humilhado: sempre tem um infeliz que vem perguntar porque diabos você está ali, ou, pior, quando você explica que tem deficiência auditiva quase tem que mostrar as orelhas pro idiota ‘acreditar’ no fato.
Se o deficiente auditivo decide ir ao teatro, é quase certo que vá precisar criar os diálogos na sua própria cabeça. Acessibilidade? Bobagem, estão querendo demais.
Se o deficiente auditivo inventa de enfartar sozinho em casa, pobrecito. Vai chamar a ambulância como? Com a força do pensamento? Afinal, ambulâncias, bombeiros, SAMU, polícia e outros serviços de necessidade básica não atendem através de SMS de jeito nenhum!
O deficiente auditivo chega em casa e quer assistir ao noticiário local, mas as emissoras regionais acham que closed caption é coisa do diabo, já que até hoje nenhuma disponibilizou.
O deficiente auditivo vai ao cinema assistir a um filme nacional que teve patrocínio estatal (o qual ele possivelmente ajudou a pagar com os seus impostos), mas fica boiando porque os manés pouco se importam se ele precisa de legenda para entender o que é dito.
O deficiente auditivo faz um plano de saúde, mas é claro que o plano não tem atendimento via chat ou SMS. O único jeito de conseguir marcar consulta médica ou exames é pedindo para um parente/amigo/colega fazer isso por ele. Independência e autonomia? Só é direito de quem ouve!
O deficiente auditivo decide gastar uma grana fazendo cursinho preparatório para concursos. Aí descobre que as vídeo-aulas não têm legendas simplesmente porque ninguém achou que isso seria necessário.
O deficiente auditivo resolve pagar caro por um plano de TV a cabo. Aí, sem aviso prévio, sem eira nem beira, descobre que a TV a cabo decidiu dublar todos os seus seriados favoritos. O problema não é a dublagem, mas sim a falta de opção de legenda, oras!
O deficiente auditivo acha que é hora de comprar aparelhos auditivos novos e com tecnologia atual. Então, fica sabendo que a única ajuda que o governo oferece é um financiamento com juros reduzidos. Super justo, quando esse mesmo governo cobre de isenções e descontos outras próteses, outras deficiências e outras doenças. Fazer o que?
O deficiente auditivo quer marcar uma hora num consultório de otorrinolaringologistas ou fonoaudiólogos. Constata que o consultório não tem atendimento via chat (embora tenha, claro, um site lindo) e, ao chegar lá, fica na sala de espera aguardando e se depara com uma TV sem o closed caption ativado. Osso duro de roer…
O deficiente auditivo, azarado, fica preso no elevador. Começa a rezar pro anjo da guarda, afinal, hearing loop em elevador no Brasil é uma coisa tão improvável quanto ganhar na mega sena.
O deficiente auditivo cacifa (leia-se $$$$) uma palestra bem cara para se atualizar profissionalmente. Chegando lá, descobre que não há nenhum tipo de acessibilidade para ele. Tudo indica que os deficientes auditivos só trabalham em sub-empregos, certo? Afffffffffffff!
O deficiente auditivo vai viajar. Ao chegar no hotel, descobre que serviço de quarto, só pelo telefone, e despertador vibratório, eles nunca ouviram falar e nem sabiam que existia. Mesmo que o hotel se diga ‘acessível’.
O deficiente auditivo vai visitar um amigo. Ao chegar no prédio, constata que o interfone não tem vídeo e se vê naquela infeliz situação de ficar fazendo força na porta pra adivinhar quando o amigo a está abrindo…
O deficiente auditivo participa de uma reunião no trabalho. Na qual nenhum colega se dá ao trabalho de pensar em acessibilidade ou sequer falar de frente para ele.
O deficiente auditivo faz um esforço sobre-humano para ficar de aparelho auditivo em casa depois de um dia estafante e cheio de barulhos chatos no trabalho e na rua. A família pergunta, insistentemente “Você está de aparelho? Então como não ouviu o que eu disse?”.
O deficiente auditivo mora sozinho e vai dormir. O alarme do seu carro dispara. Os vizinhos sabem que ele está em casa, tocam na campainha, não obtém resposta. Aí arrombam a porta do seu apartamento. E quase matam o cara de susto!
O deficiente auditivo se matricula num curso de inglês. A prova escrita ele tira de letra, mas a prova oral envolve ouvir e entender o que uma gravação de CD diz. Não é fácil…
O deficiente auditivo deve comparecer a uma audiência no foro da comarca da sua cidade. Acessibilidade zero e ainda por cima juiz, promotor e advogados falam baixinho e sem articular os lábios decentemente.
O deficiente auditivo conhece alguém e a pessoa pede o número do seu celular. Quando ele avisa educadamente ‘por favor me envie torpedo pois não escuto no telefone’ quase sempre tem como resposta ‘como assim você não escuta ao telefone? que coisa mais estranha!’ junto com um par de olhos arregalados e uma expressão de pavor."
FONTE: CRONICAS DA SURDEZ
O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
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LANÇADO O LIVRO SOBRE HELDYEINE, SURDOCEGA CONGÊNITA

Quando tinha pouco mais de um ano de idade, tudo que Heldyeine sabia
fazer era chorar e se arrastar de costas no chão, o que lhe deixava com
falhas no couro cabeludo. Surdocega congênita por causa da rubéola
contraída pela mãe na gravidez, a criança parecia isolada.
Pouco a pouco, Heldy foi aprendendo a pegar objetos, andar,
alimentar-se, tomar banho, reconhecer pessoas e emoções, expressar
desejos e interagir com o mundo, tudo por meio do toque.
Hoje, aos 21, Heldyeine Soares se comunica por Libras (Língua Brasileira
de Sinais) tátil --os sinais são feitos nas mãos, que ficam em forma de
concha, para que ela os sinta e os interprete.
Seu mundo, feito de gestos que identificavam coisas e pessoas, foi sendo
traduzido para a Libras tátil, o que ampliou suas possibilidades de
interação e abstração.
A história da menina acaba de ser publicada no livro "Heldy Meu Nome --
Rompendo as barreiras da surdocegueira", escrito pela pedagoga Ana Maria
de Barros Silva, impressionada com o desempenho de Heldyeine.
"Essa é uma história de sucesso que não poderia ficar apagada.
Surdocegos congênitos como ela tendem a ficar isolados, não têm esse
desenvolvimento", diz a autora, que trabalha há 40 anos com a educação
de surdocegos.
Grande parte desse sucesso é mérito da professora aposentada Marly
Cavalcanti Soares, do Instituto dos Cegos de Fortaleza, que encarou o
desafio de ensinar a menina, apesar de ter poucos recursos e de seu
desconhecimento sobre a surdocegueira.
O livro só pôde ser escrito graças aos seus detalhados relatórios do
progresso de Heldy. Anotava cada conquista, tirava fotos e fazia vídeos,
batizados de "Renascer".
Os textos dão uma ideia de como o progresso foi alcançado e comemorado e
mostram como Heldy aprendia rápido e dava sinais de que queria mais.
Depois de aprender a andar, já recusava a ajuda da professora para subir
escadas, como se pedisse mais autonomia.
Ela logo conseguiu identificar as pessoas --reconhecia a professora
pelas blusas com botões e tinha um gesto para cada membro da família.

PARCERIA
Junto com Marly, a mãe e as irmãs de Heldy lutaram para que a menina se desenvolvesse dessa forma.
De origem simples, a família de Maracanaú (a 15 km de Fortaleza, CE)
levava quase duas horas para chegar ao Instituto dos Cegos de Fortaleza
de ônibus.
A mãe, Jane, abandonada pelo ex-marido, cuidava sozinha de Heldy e das
duas filhas mais velhas. Apesar das dificuldades, insistia na atenção
especial à caçula.
"A Heldy é quem ela é hoje graças a Deus, à minha mãe e à tia Marly, que
provou que, por amor, é possível tornar uma pessoa capaz como ela fez",
conta Heldijane Cidrao, 26, irmã de Heldy.
Heldijane cuida da irmã desde os cinco anos --era chamada pela
professora de "pequena grande mãe". Envolveu-se tanto que se casou com o
professor de Libras de Heldy, que é surdo, e se tornou intérprete de
surdos e surdocegos.
"Esse livro me emociona porque ler é como viver tudo de novo. Quando eu
tinha seis anos, a tia Marly me colocou no colo e me disse que, quando
eu tivesse sede, Heldy também teria e que eu deveria dar água a ela.
Quando estivesse com fome, deveria dar algo de comer a Heldy. Hoje tenho
uma filha de seis anos e me imagino fazendo tudo que fiz na idade
dela."
Agora, Heldy tem bastante autonomia --a família só não deixa que saia na
rua sozinha ou cozinhe. Frequenta o Instituto de Surdos de Fortaleza
para aprimorar seu conhecimento de Libras e faz bijuterias no tempo
livre.
Algumas das anotações da professora Marly que estão no livro são
dirigidas diretamente a Heldy. Seu sonho era que um dia a menina pudesse
ler sua própria história.
Os primeiros capítulos foram enviados à jovem em braile --ela lê, mas
não fluentemente --e o livro todo deve ser lançado nesse formato.
FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO
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O MACHISMO NOSSO DE CADA DIA...

Ela tentou explicar para ele na loja que os sapatos foram feitos para garotas. Sam respondeu que não se importava e que “ninjas podem usar sapatos rosa também”.
Sam foi para a escola e recebeu diversos elogios sobre os seus sapatos novos. Nenhuma criança disse algo de negativo sobre eles.
No entanto, minha mãe recebeu cerca de 20 comentários sobre a foto de vários membros da família dizendo o quão "errado" é isso e como "coisas como essa irão afetá-lo socialmente". Minha tia-avó foi ainda mais eloquente dizendo que "essa merda vai transformá-lo em um gay."
Minha mãe apagou a foto da internet e disse ao Sam que ele pode vestir o que ele quiser para ir à escola, que essa é uma decisão só dele. Se ele quiser usar sapatos cor de rosa, ele pode usar sapatos cor de rosa.
Sam, então, explicou-lhe que ele não gostava dos sapatos por eles serem cor de rosa, mas porque eles foram "feitos de zebras" e zebra é o seu animal favorito.
O que dizer de uma sociedade quando um grupo de adultos deveria ter aulas sobre humanidade com uma turma de crianças?"
Depoimento publicado originalmente em: LGBT Føroyar
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EM NOTA CFP REPUDIA SILAS MALAFAIA

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) manifesta publicamente seu
repúdio às declarações do líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em
Cristo, Silas Malafaia, feitas no último domingo (3/2), durante um
programa de entrevistas exibido pelo SBT. Em sua participação, o pastor
evangélico agrediu a perspectiva dos Direitos Humanos a uma cultura de
paz e de uma sociedade que contemple a diversidade e o respeito à livre
orientação – objetos da atuação da Psicologia, que se pauta na defesa da
subjetividade das identidades.
As declarações de Malafaia, que é graduado em Psicologia, afrontam a
construção das lutas da categoria ao longo dos anos pela defesa da
diversidade. É lamentável que exista um profissional que defenda uma
posição de retrocesso que chega a ser quase inquisitório, colocando como
vertentes do seu pensamento a exclusão e o preconceito na leitura dos
Direitos Humanos.
Ao alegar que a homossexualidade é uma questão de comportamento, o
pastor se mostra contrário às bandeiras levantadas pela Psicologia,
especialmente no que tange a Resolução CFP nº 001/99, estabelece
normas de conduta profissional para o psicólogo na abordagem da
orientação sexual, visando garantir um posicionamento de acordo com os
preceitos éticos da profissão e a fiel observância à promoção dos
direitos humanos. Considera que a homossexualidade não constitui
doença, desvio ou perversão, posto que diferentes modos de exercício da
sexualidade fazem parte das possibilidades de existência humana.
O dispositivo busca contribuir para o desaparecimento das discriminações
em torno de práticas homoeróticas e proíbe as psicólogas (os) de
proporem qualquer tratamento ou ação a favor de uma ‘cura’, ou seja,
práticas de patologização da homossexualidade. Infelizmente, nada disso
soa em consonância com o discurso de Silas Malafaia.
A Resolução declara, ainda, que é um princípio da (o) psicóloga (o) o
respeito à livre orientação sexual dos indivíduos e o apoio à elaboração
de formas de enfrentamento no lidar com as realidades sociais de
maneira integrada. É dever do profissional de Psicologia fornecer
subsídios que levem à felicidade e o bem-estar das pessoas considerando
sua orientação sexual.
Esse tipo de manifestação da homofobia na sociedade brasileira contribui
para a violação dos direitos humanos de parcela significativa da
população. Vale lembrar que esses tipos de casos resultaram, no ano de
2011, em 278 assassinatos motivados por orientação sexual, de acordo com
o Disque Direitos Humanos (Disque 100).
Dessa forma, podemos entender que a construção sócio-histórica da figura
do homossexual como anormal que precisa ser corrigido e, por vezes,
exterminado para a manutenção dos valores e do bem estar social, ainda
se faz presente em nossa sociedade. Entretanto, a violência destinada a
sujeitos que têm suas sexualidades consideradas como ‘desviantes’ não se
resume a agressões e assassinatos. De fato, tais manifestações só se
tornam possíveis a partir de uma rede de discursos que os colocam como
inferiores, vítimas de sua própria existência. Esses discursos e
práticas são, então, ações de extermínios de subjetividades indesejadas.
Com base nessa realidade, é também uma tarefa da Psicologia contribuir
para o enfrentamento da homofobia e suas repercussões sociais. A
importância dessa ação é tanta, que em novembro de 2012 o CFP assinou um
termo de cooperação com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência
da República (SDH/PR) para tratar do tema por meio de Comitês de
Enfrentamento à Homofobia e da Campanha Faça do Brasil um Território
Livre da Homofobia.
A atitude desrespeitosa de Malafaia com homossexuais ressalta um tipo de
comportamento preconceituoso que não se insere, em hipótese alguma, no
tipo de sociedade que a Psicologia vem trabalhando para construir com
outros atores sociais igualmente sensíveis e defensores dos Direitos
Humanos. O Brasil só será um país democrático, de fato, se incorporar
valores e práticas para uma cidadania plena, sem nenhum tipo de
discriminação. Exatamente o oposto do que prega o referido pastor.
Fonte: CFP e http:// ismaelpsicol.blogspot.com.b r/
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
EXAME DE SANGUE DETECTARÁ AUTISMO ANTES DE SURGIREM OS SINTOMAS

Cientistas da Western University, no Canadá e da University of Arkansas,
nos EUA, descobriram a presença de um marcador sanguíneo único que pode
levar a um exame de sangue para identificar e potencialmente tratar o autismo, antes do aparecimento dos sintomas.
A descoberta favorece ainda a compreensão da possível ligação entre as bactérias presentes no estômago e o desenvolvimento de autismo.
A equipe, liderada por Derrick MacFabe e Richard Frye, encontrou evidências de um metabolismo energético anormal em um grande subgrupo de crianças autistas, que foi coerente com descobertas biológicas anteriores feitas por MacFabe e sua equipe durante a última década, o que prova que essas anormalidades metabólicas podem surgir, não só de fatores genéticos, mas a partir de compostos produzidos por certos tipos de espécies bacterianas encontradas frequentemente no intestino de pessoas com autismo.
Evidências recentes sugerem que anormalidades biológicas em muitas pessoas com transtornos do espectro autista (ASD) não estão restritas ao cérebro, mas podem envolver outros sistemas do corpo, incluindo os sistemas imune, de geração de energia, de desintoxicação e o digestivo. Estas alterações podem aparecer devido a alteração da função das mitocôndrias, produtores de energia das células.
"Perturbações do espectro do autismo afetam até uma em 88 pessoas. E o número parece estar aumentando. Muitos têm problemas digestivos e metabólicos, mas como esses problemas se relacionavam com o comportamento autista não estava claro", afirma MacFabe.
Estudando 213 crianças, os pesquisadores descobriram que 17% das crianças com autismo tinham um padrão único de marcadores sanguíneos do metabolismo da gordura, chamado acil-carnitina, bem como outras provas de funcionamento anormal da energia celular, como redução na glutationa.
"Este estudo sugere que o autismo em alguns pacientes pode surgir a partir de alterações na função mitocondrial e no metabolismo da gordura após a exposição ambiental ao ácido propiônico produzido por bactérias no intestino", explica MacFabe.
A pesquisa foi publicada na revista Translational Psychiatry.
A descoberta favorece ainda a compreensão da possível ligação entre as bactérias presentes no estômago e o desenvolvimento de autismo.
A equipe, liderada por Derrick MacFabe e Richard Frye, encontrou evidências de um metabolismo energético anormal em um grande subgrupo de crianças autistas, que foi coerente com descobertas biológicas anteriores feitas por MacFabe e sua equipe durante a última década, o que prova que essas anormalidades metabólicas podem surgir, não só de fatores genéticos, mas a partir de compostos produzidos por certos tipos de espécies bacterianas encontradas frequentemente no intestino de pessoas com autismo.
Evidências recentes sugerem que anormalidades biológicas em muitas pessoas com transtornos do espectro autista (ASD) não estão restritas ao cérebro, mas podem envolver outros sistemas do corpo, incluindo os sistemas imune, de geração de energia, de desintoxicação e o digestivo. Estas alterações podem aparecer devido a alteração da função das mitocôndrias, produtores de energia das células.
"Perturbações do espectro do autismo afetam até uma em 88 pessoas. E o número parece estar aumentando. Muitos têm problemas digestivos e metabólicos, mas como esses problemas se relacionavam com o comportamento autista não estava claro", afirma MacFabe.
Estudando 213 crianças, os pesquisadores descobriram que 17% das crianças com autismo tinham um padrão único de marcadores sanguíneos do metabolismo da gordura, chamado acil-carnitina, bem como outras provas de funcionamento anormal da energia celular, como redução na glutationa.
"Este estudo sugere que o autismo em alguns pacientes pode surgir a partir de alterações na função mitocondrial e no metabolismo da gordura após a exposição ambiental ao ácido propiônico produzido por bactérias no intestino", explica MacFabe.
A pesquisa foi publicada na revista Translational Psychiatry.
FONTE: http://www.isaude.net
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
CAE APROVA ISENÇÃO DE IPI PARA DEFICIENTES AUDITIVOS COMPRAREM SEU CARRO

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (4)
projeto que estende às pessoas com deficiência auditiva a isenção do
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de carros para
utilização no transporte autônomo de passageiros. A isenção já beneficia
pessoas com deficiência física, visual ou mental, além de autistas.
O autor do projeto (PLS 14/08), senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), argumenta que a exclusão dos deficientes auditivos do benefício fiscal é discriminatória e que constitui dever do poder público amparar as pessoas que enfrentam dificuldades em competir, em igualdade de condições, com os demais cidadãos na vida econômica e social.
O relator, senador Gerson Camata (PMDB-ES), observou que aceitar a exclusão dos deficientes auditivos da isenção fiscal significaria concordar que o sentido da audição não tem nenhuma importância para o desenvolvimento da pessoa e sua integração na vida econômica e social.
Aprovado terminativamente pela CAE, o projeto deve seguir diretamente para a análise da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para sua votação no Plenário do Senado.
O autor do projeto (PLS 14/08), senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), argumenta que a exclusão dos deficientes auditivos do benefício fiscal é discriminatória e que constitui dever do poder público amparar as pessoas que enfrentam dificuldades em competir, em igualdade de condições, com os demais cidadãos na vida econômica e social.
O relator, senador Gerson Camata (PMDB-ES), observou que aceitar a exclusão dos deficientes auditivos da isenção fiscal significaria concordar que o sentido da audição não tem nenhuma importância para o desenvolvimento da pessoa e sua integração na vida econômica e social.
Aprovado terminativamente pela CAE, o projeto deve seguir diretamente para a análise da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para sua votação no Plenário do Senado.
fonte: http://jornal.jurid.com.br
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