segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

COMO DAR LIMITES À CRIANÇA SURDA




DAR LIMITES É...
-Ensinar que os direitos são iguais para todos.
-Ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo.
-Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros.
-Dizer "sim" sempre que possível e "não" sempre que necessário.
-Só dizer "não" quando houver uma razão concreta.
-Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas.
-Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (con-viver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as única coisas que contam).
-Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que o chefe dê um parecer sobre sua promoção).
-Desenvolver a capacidade de adiar satisfação (se não conseguir emprego hoje, continuará a lutar sem desistir ou, caso não tenha desenvolvido esta habilidade, agirá de forma insensata ou desequilibrada, partindo, por exemplo, para a marginalidade, o alcoolismo ou a depressão).
-Evitar que seu filho cresça achando que todos no mundo têm de satisfazer seus mínimos desejos e, se tal não ocorrer (o que é mais provável), não conseguir lidar bem com a menor contrariedade, tornando-se, aí sim, frustrado, amargo ou, pior, desequilibrado emocionalmente.
-Saber discernir entre o que é uma necessidade e o que é apenas desejo.
-Compreender que direito à privacidade não significa falta de cuidado, descaso, falta de acompanhamento e supervisão às atividades e atitudes dos filhos, dentro e fora de casa.
-Ensinar que a cada direito corresponde um dever e, principalmente: Dar exemplo! Quem quer ter filhos que respeite a lei e os homens têm de viver seu dia-a-dia dentro desses mesmos princípios, ainda que a sociedade tenha poucos indivíduos que agem dessa forma.


DAR LIMITES NÃO É...
-Bater nos filhos para que eles se comportem.
-Quando se fala em limites, muitas pessoas pensam que significa aprovação para dar palmadinhas, bater ou até espancar.
-Fazer só o que vocês, pai ou mãe, querem ou estão com vontade fazer.
-Ser autoritário, dar ordens sem explicar o porquê, agir de acordo apenas com seu próprio interesse, da forma que lhe aprouver, mesmo que a cada dia sua vontade seja inteiramente oposta à do outro dia, por exemplo.
-Deixar de explicar o porquê das coisas, apenas impondo a "lei do mais forte".
-Gritar com as crianças para ser atendido.
-Deixar de atender às necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto, interesse) dos filhos, porque você hoje está cansado.
-Invadir a privacidade a que todo ser humano tem direito.
-Provocar traumas emocionais, humilhações e desrespeito à criança.
-Toda criança tem capacidade de compreender um "não" sem ficar com problemas, desde que, evidentemente, este "não" tenha razão de ser e não seja acompanhado de agressões físicas ou morais.
-O que provoca traumas e problemas emocionais é, em primeiro lugar, a falta de amor e carinho, seguida de injustiça, violência física.
-Bater nos filhos é uma forma comum de violência física, que, em geral, começa com a palmadinha leve no bumbum.

FONTE: Texto extraído livro Limites Sem Trauma (Construindo Cidadãos), de Tânia Zagury.

COMO OS PAIS DEVEM LIDAR COM OS SENTIMENTOS DOS SEUS FILHOS... ISSO VALE PARA FILHOS SURDOS TAMBÉM!




Orientações gerais:

Muitos pais apresentam dúvidas e ansiedades para lidar com o comportamento de seus filhos. No intuito de proteger a crianças acabam por impossibilitar que eles aprendam a enfrentar responsabilidades. Ter responsabilidade é necessário para o amadurecimento do ser humano. Os pais não podem querer evitar que o filho sinta tristeza, raiva, angústia, ansiedade, frustração e outras emoções que causem sofrimento. Estes sentimentos fazem parte da vida e tentar poupar seus filhos disso é estar prejudicando no enfrentamento de dificuldades no futuro.

O papel dos pais perante estes sentimentos da criança é colocar-se à disposição para ouvir, orientar, conversar e não querer resolver ou menosprezar estes sentimentos que o filho apresenta.

Outro aspecto importante que pode estar prejudicando a criança enquando esta vive em um ambiente extremamente crítico, pois uma situação em que poucos são os elogios e muitas são as críticas dificulta a crença em suas capacidades acarretando consequentemente um problema de auto-estima. Portanto é importante que os pais respeitem o ritmo da criança, não exigindo dela mais do que ela é capaz. As críticas devem ser construtivas, e não depreciativas, deve-se criticar o comportamento errado, e não a pessoa da criança, além disso, esta deve ser elogiada por suas realizações e não se deve fazer comparações entre filhos, pois cada um possui suas próprias capacidades.

A grande dificuldade da maioria dos pais é encontrar um meio termo para lidar com seus filhos, nem superproteger (evitando sofrimento) e nem serem duros demais. Devem, portanto, fornecer uma orientação adequada para que a criança consiga desde pequena, aprender estratégias que a possibilitem enfrentar os estressores da vida tanto presente como futura. Desse modo ela estará fortalecida para se tornar um adulto emocionalmente estruturado.

DICAS NO TRATAMENTO DE SURDOS E CEGOS




Dicas no trato com deficientes:


É normal os "não deficientes" ficarem confusos quando se deparam com alguém que é "diferente". O medo de dizer algo "errado" ou "incoveniente" pode até evitar um melhor conhecimento entre essas pessoas. Este mal estar pode ser evitado se as pessoas deficientes e não deficientes interagirem mais frequentemente, e forem o mais natural possível nesses encontros.


É bom lembrar que todo mundo comete erros de vez em quando, e tentar lidar com a situação com humor e delicadeza é a melhor opção. Aceite o fato de que a deficiência existe, ignorá-la, seria uma forma de fingir, e falsidade, não é bom em nenhum momento.


Se você perceber que a pessoa precisar de ajuda, ofereça-se, ela seguramente vai aceitar sua oferta e explicar exatamente o que você deve fazer para ser útil a ela. Não tenha vergonha de oferecer ajuda, e o deficiente não deve ter vergonha nem de pedir ajuda se precisar, e nem de aceitar.



Quando você encontrar um deficiente visual:


1. Identifique-se e faça-o perceber que você está falando com ele.
2. Para guiar um deficiente visual, espere que ele segure no seu braço; o deficiente visual irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando.
3. Para fazer o deficiente visual sentar, guie-o até a cadeira e coloque a mão dele no braço ou no encosto da cadeira, e deixe que a pessoa sente-se sozinha.
4. Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". Nem você nem o deficiente visual podem evitá-las, já que não existem outras para substitui-las.
5. Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia.
6. Quando for embora, avise sempre o deficiente visual, para que ele não passe por bobo e fique falando sozinho, afinal, ele não está vendo que você não está mais ali.







Dicas no tratamento com deficientes auditivos

1. Fale diretamente com a pessoa, e não de lado ou atrás dela.
2. Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha.
3. Quando falar com uma pessoa surda tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta ver o seu rosto.
4. Seja expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer.
5. Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual, se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.
6. Se for necessário, comunique-se com a pessoa surda através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante.
7. Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.

PAI NOSSO EM LIBRAS









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domingo, 19 de dezembro de 2010

COMO ENSINAR ECONOMIA PARA SEU FILHO/ALUNO SURDO




1 - Ensinar ao seu filho a distinguir as coisas que compramos porque “queremos” daquelas que “precisamos”.
2 - Desde cedo faça seu filho entender a importância de não desperdiçar e cuidar do dinheiro.
3 - Ensinar a criança a controlar o consumo por impulso, mostrando como elaborar uma lista de compras e obedecê-la no supermercado.
4 - Explicar aos filhos que tipo de trabalho realizam. Isso ajudará a criança a estabelecer relação entre ganho de dinheiro e os limites de seu uso.
5 - Mostrar as diferenças entre coisas “caras” e “baratas” em diferentes ambientes (padaria, farmácia, papelaria etc).
6 - Assumir as próprias deficiências com relação ao dinheiro. Use o bom senso e não dê lições de moral.
7 - Estimular a criança a participar do orçamento doméstico, incentivando-a a dar sugestões sobre modos de reduzir despesas.


8 - Dar mesada à criança. Isso irá ajudá-la a tomar decisões e fazer escolhas, mesmo que em pequena escala.
9 - Não se sentir desanimado se a criança gastar todo o dinheiro da mesada. Cometer erros é normal e vai ensiná-la a evitar erros maiores no futuro.
10 - Reforçar a idéia de que a responsabilidade social e a ética devem estar sempre presentes no ganho e no uso do dinheiro.






Fonte: Educação Financeira - 20 dicas para ajudar você a educar o seu filho, da educadora Cássia D’Aquino

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

OS DIREITOS DAS CRIANÇAS




PRINCÍPIO 1º
Toda criança será beneficiada por esses direitos, sem nenhuma discriminação por raça, cor, sexo, língua, religião, país de origem, classe social ou riqueza. Toda e qualquer criança do mundo deve ter seus direitos respeitados!



PRINCÍPIO 2º
Toda criança tem direito a proteção especial, e a todas as facilidades e oportunidades para se desenvolver plenamente, com liberdade e dignidade.



PRINCÍPIO 3º
Desde o dia em que nasce, toda criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, ou seja, ser cidadão de um país.



PRINCÍPIO 4º
As crianças têm direito à crescer com saúde. Para isso, as futuras mamães também têm direito a cuidados especiais, para que seus filhos possam nascer saudáveis.
Toda criança também têm direito a alimentação, habitação, recreação e assistência médica!



PRINCÍPIO 5º
Crianças com deficiência física ou mental devem receber educação e cuidados especiais! Porque elas merecem respeito como qualquer criança!



PRINCÍPIO 6º
Toda criança deve crescer em um ambiente de amor, segurança e compreensão. As crianças devem ser criadas sob o cuidado dos pais, e as pequenas jamais deverão separar-se da mãe, a menos que seja necessário.
O governo e a sociedade têm a obrigação de fornecer cuidados especiais para as crianças que não têm família nem dinheiro para viver decentemente.


PRINCÍPIO 7º
Toda criança tem direito de receber educação primária gratuita, e também de qualidade, para que possa ter oportunidades iguais para desenvolver suas habilidades.
E como brincar também é um jeito gostoso de aprender, as crianças também têm todo o direito de brincar e se divertir!

PRINCÍPIO 8º
Seja em uma emergência ou acidente, ou em qualquer outro caso, a criança deverá ser a primeira a receber proteção e socorro dos adultos.

PRINCÍPIO 9º
Nenhuma criança deverá sofrer por pouco caso dos responsáveis ou do governo, nem por crueldade e exploração. Nenhuma criança deverá trabalhar antes da idade mínima, nem será levada a fazer atividades que prejudiquem sua saúde, educação e desenvolvimento.

PRINCÍPIO 10º
A criança deverá ser protegida contra qualquer tipo de preconceito, seja de raça, religião ou posição social. Toda criança deverá crescer em um ambiente de compreensão, tolerância e amizade, de paz e de fraternidade universal.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A MAIS PURA VERDADE...

GALLAUDET UNIVERSITY



A Universidade Gallaudet (Gallaudet University em inglês) é a única universidade do mundo cujos programas são desenvolvidos para pessoas surdas. Está localizada em Washington, DC, a capital dos Estados Unidos da América. É uma instituição privada, que conta com o apoio direto do Congresso desse país. A primeira língua oficial de Gallaudet é a American Sign Language (ASL), a língua de sinais dos Estados Unidos (o inglês é a segunda). Nessa língua se comunicam entre si empregados, estudantes e professores, e se ditam a maioria dos cursos. Ainda que se conceda prioridade aos estudantes surdos, a universidade admite, também, um pequeno número de pessoas ouvintes a cada semestre. A estas se exige o domínio da ASL como requisito para permanecer na instituição.

O campus principal da universidade, localizado próximo ao centro administrativo da cidade, foi doado em 1856 por Amos Kendall, um político rico que queria fundar ali um internato para crianças surdas e cegas. A instituição, que foi inaugurada em 1857, foi chamada Columbia Institution for the Instruction of the Deaf and Dumb and Blind. Para dirigí-la foi escolhido Edward Miner Gallaudet, o filho mais novo de Thomas Hopkins Gallaudet, quem havia fundado e coordenado por muitos anos a primeira escola para surdos dos Estados Unidos.

Sete anos mais tarde, em 1864, o Congresso do país autorizou a escola a conferir títulos universitários. A matrícula de estudantes nesse programa era, então, de oito pessoas. Em 1954, outra decisão do Congresso mudou o nome da instituição para Gallaudet College, para honrar a memória do fundador da educação para surdos nesse país, Thomas Hopkins Gallaudet. Em 1986, foi reconhecido o processo acadêmico alcançado pela instituição ao declará-la Gallaudet University. A matrícula atual da universidade gira em torno de 2000 estudantes (dos quais cerca de 25% cursam programas de pós-graduação).

A Universidade Gallaudet oferece, hoje, educação para surdos em todos os níveis (desde a escola primária até o doutorado). Há cerca de 40 carreiras distintas, em praticamente todas as áres de conhecimento. Em alguns campos de investigação, tais como linguística e ensino das línguas dos sinais, esta universidade tem uma reconhecida liderança mundial.

A instituição que hoje conhecemos como Universidade Gallaudet esteve regida, desde sua origem, por pessoas ouvintes. Somente em 1988 tiveram os surdos oportunidade de ver eleito um deles à reitoria da instituição. Foi o resultado de uma vistosa série de protestos nas ruas de toda a comunidade universitária, conhecidos como Deaf President Now (Reitor surdo já!). Como resultado desse movimento foi eleita uma pessoa surda para o cargo de reitor (Dr. I. King Jordan), e se iniciou um processo de reforma administrativa para que ao menos 51% dos cargos de direção da universidade fossem ocupados por surdos.

Pouco depois do sucesso dos protestos, a Universidade Gallaudet organizou um congresso mundial sobre os surdos, chamado Deaf Away (o estilo surdo), que congregou milhares de pessoas surdas do mundo inteiro, e que simbolizava o início de uma consciência acerca da existência das línguas de sinais e da cultura surda, e do chamado destas à se organizarem para reclamar os direitos essenciais. No ano de 2002 foi celebrado ali mesmo o segundo Deaf Away, que reuniu mais de 10.000 participantes de 120 países distintos.

A Universidade Gallaudet é, para os surdos de todo o mundo, um símbolo na luta para que suas línguas e culturas sejam reconhecidas.

FONTE DA PESQUISA:
http://pt.wikipedia.org

MAIS UM PENSAMENTO DE EMMANUELLE LABORIT

domingo, 12 de dezembro de 2010

PESQUISA FEITA PELA COMUNIDADE SURDA

TECNOLOGIAS QUE SURDOS PREFEREM PARA A COMUNICAÇÃO IMEDIATA

90% - celular (torpedo) SMS

90% - celular (torpedo) SMS

70% - Internet (chat)

70% - Internet (chat)

10% - TDD - Telefone para Surdos

10% - TDD - Telefone para Surdos

DEPOIMENTO: QUANDO CRIANÇAS SURDAS SERÃO ACEITAS EM BRINQUEDOTECA SEM QUE OS PAIS PASSEM POR ATO DE DISCRIMINAÇÃO?


Ontem eu, Shirley Vilhalva e Karin Strobel passamos por um processo de discriminação no Hiperpermercado Angeloni, do bairro Beira-mar da cidade Florianópolis SC.

Eu e a Karin Strobel íamos deixar pela quarta vez (nas três primeiras vezes a atendente era jovem e de boa vontade, e aceitou o Rick sem problema) o pequeno ‘Rick’,  Richard Strobel, surdo, de 4 anos na brinquedoteca e a senhora atendente disse que ele só poderia ficar se tivesse uma pessoa que o acompanhasse por ser deficiente, pois é a regra da Angeloni.

Imagina... Foi um sentimento terrível.

Eu não chorei porque estava ali e tínhamos que fazer algo, mas registramos a queixa na ouvidoria do Angeloni.

Doeu, mesmo!

Explicamos que somos somente surdos, mas a senhora (mal humorada e de má-vontade, por sinal) responsável da brinquedoteca disse que todos os deficientes têm de ter acompanhamento, me mostrando a placa indicativa que apenas dizia que não era permitido acompanhante exceto em caso de pessoa com necessidades especiais.

Eu e Karin Strobel fomos falar com a chefia nessa altura muito nervosa, tentei me acalmar e conseguimos que fosse autorizado que ele ficasse.

Voltamos à brinquedoteca e a recepção foi mais desagradável ainda ao olhar ao rosto da atendente apavorada e a expressão dizia tudo, entendemos o recado da expressão fácil (Como se dizesse: “O que vou fazer com um surdo aqui?”) e resolvemos não deixar mais o Rick lá (o próprio Rick que normalmente sempre adora ficar nestes espaços, que era difícil fazê-lo sair.. nesta ocasião queria sair assustado sem entender porque a senhora atendente fez uma expressão fisionômica demonstrando que ele não e bem-vindo!).

Voltamos à Ouvidoria fizemos a queixa e sugerimos treinamento para os profissionais do Supermercado Angeloni - Beira Mar.


Shirley Vilhalva e Karin Strobel - em 28/01/2010

REPORTAGEM: FALAR COM AS MÃOS

Levar os surdos para a sala regular exige nova postura do professor, tato para lidar com o intérprete e, acredite, muitas explicações orais

Foto: Eduardo Lyra
A inclusão de crianças com deficiência auditiva sempre foi polêmica, mas recentemente ganhou um novo rumo em nosso país. De acordo com a política do governo federal, elas não devem mais ficar segregadas nas escolas especiais e precisam estudar desde cedo em unidades comuns, com um intérprete que traduza todas as aulas para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e o contraturno preenchido por atividades específicas para surdos. Problema resolvido? Nem de longe. Enquanto entidades do setor ainda denunciam a falta de estrutura para a implementação das regras, os docentes já começam a receber parte dessa nova clientela e estão criando formas próprias de trabalho - muitas com sucesso.

Não é uma tarefa fácil nem existe uma fórmula conceitualmente correta para lidar com a situação. Cada caso é um caso. A professora de Geografia Marilda Dutra, da EE Nossa Senhora da Conceição, em São José, na Grande Florianópolis, por exemplo, aprendeu uma lição curiosa logo nos primeiros dias de trabalho. Para ensinar quem não ouve, ela tem de falar mais. A maior mudança foi deixar o giz em segundo plano. Cada tipo de relevo, clima e vegetação precisava de fotografias, desenhos, gravuras e muitos exemplos verbais. Em vez de simples mapas, o mundo passou a ser representado em bolas de isopor para facilitar a compreensão dos meridianos.

Maria Inês Vieira, coordenadora do Programa de Acessibilidade da Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Derdic-PUC), explica o motivo da necessidade de rever o uso do quadro-negro. "Mesmo que o surdo já saiba ler e escrever em português, ele demorará mais para entender orientações por escrito", diz. A especialista ensina que o ouvinte entende a sequência de palavras escritas porque tem uma cultura prévia oral. Já quem não ouve está sendo apresentado ao português como um todo e não conhece a organização da língua. "Os conjuntos de palavras podem não fazer sentido na maneira como ele aprendeu a pensar. É como traduzir apenas as palavras de um texto em alemão ou chinês. Não é o suficiente para a compreensão do todo", diz.

Em Florianópolis, a professora de Matemática Silvana Maria Soster teve outra reação no início do ano passado, quando foi informada pela direção da EM Luiz Cândido da Luz que uma de suas classes da 2ª fase do ciclo 2 (equivalente ao 5º ano, mas já com um docente por disciplina) teria quatro alunos surdos. "Tomei um susto. Nunca tinha passado por isso e pensei: será que posso?", conta. Para Roseli Baumel, educadora livre-docente especializada em Educação Especial da Universidade de São Paulo (USP), esse tipo de dúvida é natural. "Temos de ser honestos e admitir que não estamos prontos", orienta a especialista.

Recursos diferenciados para a turma heterogênea 
Foto: Eduardo Marques
Passado o receio inicial, Silvana percebeu com o tempo que quase tudo precisava ser adaptado: a postura, a maneira de falar, a avaliação e, principalmente, os materiais. "Uma pessoa que cresceu sem escutar aprende por observação. Ela precisa ver, montar e perceber os conceitos de forma concreta", diz Roseli. Foi assim, com aulas visuais e exemplos palpáveis, que conseguiu lecionar. Usou material emborrachado, quadrados, cubos, jogos, dados e desenhos. Ensinou adição com objetos que se agrupavam. Para a multiplicação, dividiu os próprios alunos da sala em quadrados desenhados no chão: três turmas de quatro igual a 12, cinco grupos de cinco crianças resultavam em 25. As frações foram entendidas com círculos desenhados na mesa em formato de pizza: com dois pedaços do total de oito, se faz um quarto. Até a probabilidade ficou mais fácil com uma boneca de papel e várias roupas para combinar.

No entanto, mesmo com materiais diferenciados e maior número de explicações orais, um cuidado essencial deve ser tomado para garantir um trabalho de sucesso. O educador precisa se policiar para não fazer duas versões da aula - uma para os alunos que escutam e outra para os deficientes auditivos. Como explica Ronice Muller, coordenadora do primeiro curso de licenciatura Letras-Libras do país, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a base da inclusão é a integração total entre os alunos. "A escola deve se tornar bilíngue. Os colegas têm de aprender Libras, afinal, no futuro, eles vão falar com os surdos inclusos na sociedade", afirma.

Para isso, professores da língua de sinais devem dar aulas aos ouvintes e incentivar trabalhos em grupo. Foi o que aconteceu em Irará, cidade de 25 mil habitantes a 128 quilômetros de Salvador. A EM São Judas Tadeu começou a receber surdos em 2005. Além dos professores, as turmas em que os deficientes auditivos são matriculados recebem noções de libras. "As crianças aprendem rápido e, em vez de ficar com preconceito, logo ajudam os professores a entender o que os colegas surdos dizem", explica o diretor da unidade, Márcio Jambeiro.

Conversas animadas, mas sem sons nem gritos 
Foto: Fernando Vivas
Os cursos de libras para ouvintes começaram explorando os horários livres dos intérpretes. As aulas dos tradutores eram anunciadas nos corredores e na sala dos professores para os interessados. Havia opções em vários dias e em horários diferentes. Assim, os estudantes ouvintes que aprendiam o básico começavam a prestar atenção nos movimentos do intérprete em sala, ouvindo ao fundo a voz do professor e decorando as palavras.

No fim das aulas, era comum ver estudantes tirando dúvidas sobre as lições. "Hoje, as crianças que estudam em salas com surdos se comunicam bem com eles. Mesmo no intervalo, você anda pelos corredores e vê todos conversando em libras fluentemente."

A fase adiantada em que se encontra a inclusão na cidade baiana mostra que boas iniciativas podem prosperar mesmo fora das grandes capitais. Muito desse sucesso se deve a 20 anos de dedicação de uma professora. Nos anos 1980, Edma Oliveira dos Santos dava aula para o Ensino Fundamental em uma escola rural multisseriada, quando recebeu um aluno surdo. "Na época, a orientação era falar devagar e esperar que eles aprendessem a leitura labial. Percebi que não ia funcionar e comecei a sinalizar, eles sinalizaram de volta e assim foi", lembra.

Com o passar dos anos, ela aprendeu libras e começou a ser procurada por todos os pais de surdos de Irará. Quando o governo instituiu que os deficientes auditivos deveriam estudar em escolas regulares, ela se tornou intérprete de seus ex-alunos na EM São Judas Tadeu. "Tenho orgulho de dizer que eles estão entre os melhores em todas as turmas", afirma.

Mesmo com experiências pioneiras em desenvolvimento no Brasil, especialistas, autoridades e docentes reconhecem que ainda há dificuldades e falhas. Faltam experiência e, na maior parte do país, material adequado, salas de apoio e intérpretes. A maioria dos surdos só aprende Libras quando vai para escola e, até que se tornem fluentes no idioma, não entendem os intérpretes e podem perder o interesse. A recomendação de Edma a qualquer colega que receber um aluno surdo é que enfrente o desafio. "Para eles, a escola é ainda mais importante. Quando um deficiente auditivo aprende a escrever, vai ao médico sozinho e bota no papel: eu estou com dor de cabeça. O professor tem em mãos a grande chance de dar autonomia a uma pessoa."

FONTE: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/falar-maos-432193.shtml 

REPORTAGEM: CELULAR PARA SURDOS - CADÊ OS NOSSOS DIREITOS DE COMUNICAÇÃO?


Antigamente, os surdos queriam se comunicar por telefone, mas não podiam pois são surdos e como não escutam e às vezes não conseguem falar, comunicavam-se escrevendo cartas para seus amigos surdos. Usavam as cartas por que não havia tecnologia que permitia aos surdos a comunicação da mesma forma que os ouvintes, usando um telefone.  
Mesmo o inventor do telefone, Prof. Alexander Graham Bell, Professor de Escola de Surdos e sua mãe e esposa também surdas, além de inventar uma tecnologia só para pessoas ouvintes, fundou uma companhia telefônica BELL – BELL TELEPHONE COMPANY, e esquecendo os surdos que necessitam muito. Atualmente a BELL TELEPHONE COMPANY é uma das maiores empresas de telecomunicações do mercado, a poderosa AT&T. Imaginem se Bell tivesse criado uma empresa de tecnologia de comunicação para surdos!

Passados vários anos da invenção do telefone Robert Weitbrecht, surdo de nascença, inventor e pesquisador em tecnologias para surdos, desenvolveu uma maquina telegráfica e  inventou o TTY (teletypewryter), e,  utilizando este TTY em uma linha de telefonia publica conseguiu comunicar-se com seu o amigo, e, este novo aparelho, hoje é muito conhecido como TDD (Telecommunciations Device for the Deaf) ou TS (telefone para surdos).

Quando um surdo trouxe o TDD para o Brasil todos os seus amigos queriam compram este TDD. Mas não tinha empresa de importação, e os TDDs eram trazidos por amigos que iam aos Estados Unidos. A comunicação por TDD utiliza a linha telefônica analógica normal que temos em casa e com isto os surdos pagavam muito caro por esta comunicação. O tempo usado pela fala e por digitação são muito diferentes. Gasta-se muito mais tempo para digitar uma frase do que dizê-la por voz. A conseqüência disto é que os surdos sofriam muito para pagar as suas contas de telefone com altos valores.

Durante algum tempo, um empresário abriu uma loja que vendia telefones para surdos no Brasil. Este empresário levou o TDD para a TELESP - Telecomunicações de São Paulo, que hoje é a Telefônica. Os engenheiros e gerentes da TELESP riram muito pois não acreditavam que os surdos usariam o TDD.

O governo federal reconheceu que os surdos têm direito e exigiu a criação de Centrais de Atendimento para Surdos nas empresas telefônicas, para fazer a intermediação das ligações entre os surdos e os ouvintes. A primeira a colocar foi a TELERJ, hoje TELEMAR / OI. A função do CISO - Central de Intermediação Surdo Ouvinte ajuda aos surdos para comunicar com uma outra pessoa ouvinte que não tem TDD. Os surdos poderão ligar para marcar a consulta médica, comprar pizza, conversar com a família, etc..., Na época o treinamento das pessoas operadoras para fazer a intermediação e a interpretação da forma escrita do surdo para forma oral para o ouvinte e vice versa feita pelo Instituto Nacional de Surdos do Rio de Janeiro, inclusive com o aculturamento  para conhecer melhor a cultura e a linguagem dos surdos. Este serviço foi logo criado em outras operadoras telefônicas.

Depois o Governo Federal criou a Lei de Acessibilidade e lá existe artigo diz que é necessário aumentar a quantidade de TDD em diversos lugares, e também ter uma Central de Intermediação Telefônica. Mas estas determinações são a tecnologia velha e não colocaram nada sobre a nova tecnologia como computador, celular, e vídeo dentro da Lei de Acessibilidade, e as empresas só se preocupam em segui o que está escrito na Lei de Acessibilidade. O surdo precisa que tanto o Governo Federal como as empresas reconheçam a evolução tecnológica e coloquem na legislação as tecnologias que os surdos efetivamente utilizam. Isto já acontece em vários países da América, Europa e Ásia, são exemplos para serem seguidos.

Com a evolução da tecnologia, surgiram computadores, celulares, etc..., os surdos acompanharam nova tecnologia. Hoje 90% dos surdos estão utilizando celulares para a comunicação através de torpedo - SMS que é uma mensagem digitada pelo surdo e enviada para o celular de outro surdo. A comunicação é muito boa, funciona muito bem só que o problema é o custo. É caríssimo para o povo surdo pagar as tarifas de SMS, pois as tarifas para a falar e enviar mensagens são completamente diferentes. Os ouvintes têm mais vantagens quando utilizam mais minutos de conversação, e os surdos não tem vantagem alguma para utilizar maior quantidade de torpedos – SMS. O mais incrível é que o surdo é obrigado a comprar um plano celular de Voz, quando deveria ter uma oferta das empresas para um plano de dados e SMS.

O povo surdo não queria “falar” muito, queria usar este torpedo somente em caso de emergência para avisar a família, trabalho, e também amigos. E por vezes quando surdo precisasse marcar a consulta médica e mandar mensagem para amigos ouvintes também usaria esta tecnologia. Toda mensagem enviada é respondida e os custos para todos torna-se muito alto. É muito mais caro do que a comunicação por voz, mas é o que o surdo mais usa. Deveria haver uma atenção dos responsáveis no Brasil por acessibilidade e comunicações para uma tarifa especial para aplicar na comunicação usada pelos surdos.

Um outro problema é que nós, o povo surdo, necessitamos muito do Serviço Intermediação Surdo Ouvinte utilizando as novas tecnologias como internet, celular e vídeo, da mesma forma que existe hoje com o TDD. Só que ainda não existe legislação no Brasil para isto, e precisamos urgência criar um Serviço de Intermediação com mensagens de celulares. Somos 6 milhões usuários no povo surdo, que também são clientes das 10 operadoras de celulares, que nem preocupam com a acessibilidade dos surdos.

Só não entendo nada que o que Anatel e o Ministério das Comunicações estão fazendo, já que existe o FUST que é um fundo que é para melhorar a comunicação dos surdos mas ainda não melhorou nada mas já usou um pouco deste fundo para a instalação de TDD instituições, mas o que é o povo surdo utiliza, em grande maioria, são celulares e para isto é que precisamos do incentivo do Governo Federal.

Várias cartas de manifestação já foram enviadas para Órgãos Públicos como Anatel, Conade, Corde, Senadores, Deputados etc e ainda nem deu resultado positivo e nós surdos, 6 milhões usuários estamos esperando uma solução melhor para a comunicação dos surdos por meio de mensagens dos nossos celulares.

Lembrando aos deputados e senadores que fizeram a Constituição do Brasil no ano de 1988, que em seu artigo 5º, dispõe “TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI, SEM DISTINÇÃO DE QUALQUER NATUREZA...” e esperando que tenham conscientização para reconhecer a importância da comunicação para o Povo Surdo.



POR:  Prof. Neivaldo Augusto Zovico - Diretor Regional da Feneis – SP
Consultor de Acessibilidade de comunicação e visual para pessoas surdas e deficientes auditivos.

FONTE: http://www.feneis.org.br/page/noticias_detalhe.asp?categ=1&cod=736  




* texto igual ao original. sem a correção dos erros gramaticais.

REPORTAGEM: 0800 - SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CONSUMIDOR, SERÁ QUE OS SACs ATENDEM AOS SURDOS ?

Call Center para Surdos

O Surdo viu quando saiu uma promoção no jornal. Era uma super oferta com preço especial para uma geladeira e a loja ficava longe, mais ou menos 30 quilômetros da casa do Surdo.

O Surdo ficou muito motivado, enfrentou trânsito e engarrafamento, e foi até a loja, pois queria muito aproveitar a promoção da geladeira. Chegou lá, depois de algumas horas dirigindo no trânsito caótico e comprou a geladeira. Voltou para casa todo contente, aguardando sua nova geladeira que breve chegaria à sua casa.

Uma semana depois, o caminhão da loja levou a geladeira até a casa do Surdo. Muito contente, abriu a embalagem e instalou na cozinha. A esposa, também surda, estava muito ansiosa para usar a geladeira nova. Por razões não explicáveis a geladeira não funcionou.

Será que foi algum problema na produção? O que fazer?
Será que o Surdo terá que voltar até a loja, dirigir mais 30 quilômetros, enfrentar trânsito e congestionamento, para poder fazer a reclamação sobre a geladeira que não faz o que tem que fazer?
O vendedor mal conhece o surdo e pede para que ele ligue para o SAC. Surdo ligar para o SAC?

O surdo ficou muito frustrado, e mostrou que é surdo, usando a língua de sinais. Apontou o dedo no ouvido e na boca mostrando que é surdo e novamente o vendedor falou para que ele pedir para a família ou amigos ligarem.

O surdo respondeu novamente que morava com a esposa, também surda e não tinha parentes ou amigos por perto. Não tinha ninguém para ajudar.

Já imaginaram que no Brasil existem 6 milhões de surdos que estão sofrendo por falta de comunicação com os SACs?

Não é somente para ligar quando o produto estiver com defeito e sim por diversas outras coisas. Os consumidores surdos compram plano de saúde, marcam consulta médica, reservam passagens aéreas, reservam hotel, fazem seguro do carro e de vida, precisam de assistência técnica de eletrodomésticos, etc.

O TDD - Telecommunications Device for Deaf e ou TS – Telefone para Surdos foi trazido para o Brasil há mais de 15 anos. Nos Estados Unidos era muito popular. O governo dava um TS para cada família e como não haviam computadores e internet, era usado para a comunicação somente com amigos, não com empresas. E atualmente, no Brasil, o nosso governo e as empresas pensam que é uma novidade.

É lógico que estamos num país aonde todas as evoluções tecnológicas chegam rapidamente. E já existem muitas tecnologias de comunicação que os surdos usam que são os celulares com os torpedos (SMS) os celulares 3G com imagem, internet (web chat), vídeo conferência e até, eventualmente TDD/TS.

Atualmente são aproximadamente 90% dos surdos que usam os celulares com torpedos. E 70% dos surdos usam a internet. O TDD/TS é utilizado em lugares públicos, mas alguns deles estão com problemas de funcionamento.

Quando o Presidente Lula sancionou o novo Decreto 6.523/2008, que regulamenta a qualidade do SAC – para melhorar a comunicação dos consumidores - as empresas se preocuparam, mas fazem de qualquer jeito, somente para atender ao decreto. Instalam equipamentos inadequados e também não divulgam que têm atendimento aos surdos. Desta forma, como os consumidores surdos vão ser atendidos?

É aconselhável que as empresas procurem saber qual é melhor forma para atender aos 6 milhões de surdos. O que é necessário para um bom atendimento para que o surdo consiga exercer os seus direitos como consumidor?

Qual tecnologia que o surdo usa para comunicar-se e como fazer para receber esta comunicação em seu SAC? O surdo atualmente comunica-se somente por texto e quer muito comunicar-se por vídeo.

Qual o treinamento para os funcionários que fazem este atendimento? A forma de escrever do surdo segue a forma de comunicação da língua de sinais. O surdo é direto e objetivo, não gosta de ficar esperando, não entende gírias nem sentido figurado e não gosta de blá, blá blá. Quer um atendimento direto e objetivo.

O que estou vendo no Brasil é que os surdos usam muito celulares para a comunicação, pois dizem que é prático e mais fácil ir para todos os lugares com o seu celular e mandar torpedo a qualquer hora que quiser.

Sei que as empresas se preocupam muito, na hora de comprar seus equipamentos de telecomunicação e informática para atender aos surdos por causa dos custos altos gerados por estas novas tecnologias.

As novas tecnologias permitem que os SACs recebam os torpedos (SMS), recebam mensagens de chat por celular, por WAP e por Wi-Fi, também as mensagens de chat da internet. Agora com vídeo e celular 3G podemos nos relacionar com os SACs usando a língua que mais comunicamos: LIBRAS. Nos países desenvolvidos tudo isto é uma realidade. Por que no Brasil estamos tão atrasados nos SACs?

Acredito que existem 6 milhões surdos que são consumidores e não vão prejudicar as empresas com custos das tecnologias de atendimento pois os consumidores surdos compram igual aos outros e através das novas tecnologias de telecomunicação, poderão ter mais lucro com o aumento da satisfação do consumidor surdo e também da família e amigos dos surdos.

O importante é ter consciência de que existe o consumidor Surdo e não adianta somente cumprir a lei de qualquer jeito. Com isso a empresa mostra a sua preocupação com a qualidade no atendimento ao povo surdo ajudando na quebra das barreiras da comunicação entre surdos e ouvintes. É preciso mudar!


Fonte: Revista Reação em 28/01/2009

SÍMBOLO INTERNACIONAL DA SURDEZ



A medida padrão do símbolo é a largura de 10 cm e a altura que é proporção e a cor é mesmo igual ao simbolo do deficiente fisico. 

 
O símbolo internacional de surdez, disposto logo acima, pode ser colocado no vidro traseiro permitindo que o motorista de ambulância, policiais, resgate e outros possam identificar que o condutor é surdo e  respeitar. sua condição. Ao perceber, fazer sinalização visual com lanterna de faróis altos.

Pode-se colocar também no vidro dianteiro, para que os policiais ou oficiais possam saber que o condutor é surdo e assim comunicar-se melhor para evitar desentendimento.

Confira: LEI Nº 8.160, DE 8 DE JANEIRO DE 1991
Para mais informações: www.feneis.org.br

CHARGE: A ACESSIBILIDADE PARA OS SURDOS

OS URUBU-KA'APOR




Ka'apor é uma língua da família Tupi-Guarani. Não é falada por nenhum outro grupo conhecido, exceto como segunda língua por alguns Tembé e outros moradores da região do Gurupi etnicamente não considerados Ka'apor; dialetos da língua são minimamente desenvolvidos. Pequenas diferenças léxicas e livres variações podem ser notadas entre o povo Ka'apor originário das aldeias da bacia do Turiaçu e o da bacia do Gurupi. A língua não se aproxima das línguas Tupi-Guarani faladas pelos grupos mais próximos geograficamente, Tembé (Tenetehara) e Guajá: das duas, parece ser ligeiramente mais parecida, léxica e foneticamente, com o Guajá.

Historicamente, é provavel que a língua Ka'apor esteja mais intimamente relacionada à língua Waiãpi, que é falada a uma distância de 900 km, no outro lado do rio Amazonas. Ambas foram altamente influenciadas nos últimos 300 anos por outras línguas e, hoje, são mutuamente incompreensíveis. A língua Ka'apor parece ter sido mais influenciada gramaticalmente pela língua geral amazônica; a Waiãpi, pelas línguas Carib setentrionais. Uma grande diferença entre elas é a tonicidade: na língua Ka'apor, as palavras são normalmente oxítonas; na Waiãpi, paroxítonas.

Embora não existam regras de distinção entre falas masculinas e femininas, os Ka'apor são linguisticamente peculiares na Amazônia por terem uma linguagem padrão de sinais, usada para a comunicação com os surdos, que até a metade dos anos 80 compunham cerca de 2% da totalidade de sua população. A incidência de surdez deveu-se evidentemente à bouba neonatal e endêmica, que foi erradicada.

Cerca de 60% do povo Ka'apor é monolíngue; os outros 40% falam um português tosco ou regional. Uma porcentagem bem pequena (2%?) fala Tembé ou outra língua indígena, como a Guajá. Educação primária em português e na língua Ka'apor tem sido oferecida, de forma intermitente, nas escolas da FUNAI no Posto Canindé e na aldeia Zé Gurupi desde os anos 70. Até agora, contudo, nenhum índio Ka'apor terminou o segundo grau e muito menos a faculdade. Uma minoria de jovens Ka'apor matricula-se nessas escolas, havendo um índice elevado de analfabetismo.

LSKB
Língua de sinais brasileira utilizada pelos índios da tribo Urubu-Ka'apor, situada ao sul do estado do Maranhão e com alto índice de surdez. Difere das línguas de sinais dos índios americanos, pois esta é uma língua de sinais intratribal, enquanto aquelas são intertribais. Há um surdo para cada 75 não surdo. Muitos se tornaram surdos, após febre altíssima, perdendo, assim, a habilidade para a língua falada.

SOBRE A TRIBO....
Nome: Ka'apor
Nomes alternativos: Urubu-Ka'apor
Auto-denominação: Ka'apor
Classificação linguística: Tupi, Tupi-Guarani, Oyampi (VIII)
População: 800
Local: Maranhão, 10 aldeias espalhadas sobre 7168 km2. Há quatro aldeias grandes, Zê Gurupi, Ximbo Renda, Gurupi-una e Água Preta Sobre os Kaapor Os primeiros encontros de paz dos Kaapor com os brasileiros ocorreram em 1928 em Canindé no rio Gurupi.

Em 1928 era conhecido como Posto Indígena Pedro Dantas. Naquela época, o Posto se encontrava na ilha na frente do local atual de Canindé, do lado do Pará. Com a chegada de civilização os Ka'apor se retiraram para a selva até que a reserva presente foi demarcada. A população estava estável com cerca de quinhentas pessoas por muitos anos. Houve um censo feito pelo chefe do Posto Canindé em 1968 e a população foi enumerada em um pouco mais de quinhentas pessoas. Naquela época, o chefe do posto foi a quase todas as aldeias e fez um censo. Mais um censo foi feito pelo chefe do Posto Turiaçu no final dos anos 70. Mais uma vez, foram enumerados em pouco mais de quinhentas pessoas. Desde então a distribuição de medicamentos por vários grupos ajudou a combater a mortalidade infantil, e também ajudou os adultos a sobreviverem a epidemias de gripe forte.

Em 2002 os Kaapor foram enumerados em cerca de oitocentas pessoas. Uma característica interessante da língua Kaapor foi o desenvolvimento de uma língua de sinais entre eles. Existem vários surdos entre eles que são capazes de se comunicar com outros que não são surdos. Um surdo visitando uma aldeia distante tem capacidade de se comunicar com um membro de outra aldeia sem problema.

Uma outra característica interessante é sua elaborada cerimônia de nomeação, com muitos enfeites de pena. No dia de nomear o(s) filho(s), esperam o nascimento do sol, e enfrentando o sol nascente o padrinho escolhido dançará com uma criança em seus braços, tocando um apito feito do osso do pé do gavião-real. Diversas crianças podem ser nomeadas durante esta cerimônia. O padrinho e o pai da criança têm ornamentos feitos de penas tais como um capacete feito das penas da cauda do pássaro japu, uma peça nos lábios decorada com a pena da cauda da arara como base, brincos, pulseiras, e às vezes faixas no braço também. Esta cerimônia está precedida por uma noite de bebedeira onde consomem quantidades  grandes de cerveja feita de beiju (purê de mandioca tostada em bolinhos redondos) de banana ou de caju.  A língua Kaapor tem 14 consoantes e 6 vogais que são orais e podem ser nasais.



fonte:  http://pib.socioambiental.org




* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

sábado, 11 de dezembro de 2010

REPORTAGEM: PROGRAMA TRANSFORMA VOZ EM LINGUAGEM DE SINAIS


Programa transforma voz em linguagem de sinaisA IBM apresentou um novo programa de inteligência artificial capaz de transformar a voz do usuário em sinais para comunicação com deficientes auditivos. O programa foi desenvolvido por pesquisadores de diversas universidades inglesas, com o apoio da empresa.

LIBRAS
O avatar - um personagem animado digital - transforma o sons em Linguagem Britânica de Sinais. No Brasil é utilizada a Linguagem Brasileira de Sinais, ou LIBRAS.

O programa é chamado Sisi - "Say It Sign It", algo como diga-o, sinalize- o. Uma de suas partes mais importantes é o módulo de reconhecimento de voz, uma tecnologia na qual a IBM tem dedicado esforços há mais uma década. É esse módulo que permite a interpretação da voz de alguém falando em tom normal, como durante uma palestra, por exemplo.

AVATAR
De posse das palavras em formato digital, o programa as transforma nos sinais correspondentes, animando o personagem na tela, que assume os diversos gestos de forma bastante realista.

Segundo os pesquisadores, quando totalmente desenvolvido, o sistema permitirá a inicialização automática do avatar na forma de uma janela pop-up no canto da tela do computador ou da TV digital. Isso permitirá que os deficientes auditivos acompanhem virtualmente qualquer apresentação, seja em um treinamento à distância pela Internet, seja em palestras e aulas ao vivo


FONTE: http://www.inovacaotecnologica.com.br/

TESTE DA ORELHINHA



Um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento completo da criança é a audição. O bebê já escuta desde bem pequeno, antes mesmo de ser erguido pelo doutor em sua apresentação ao mundo. Isso acontece a partir do quinto mês de gestação, onde o bebê ouve os sons do corpo da mamãe e sua voz. 
É através da audição e da experiência que as crianças têm com os sons ainda na barriga da mãe que se inicia o desenvolvimento da linguagem. Qualquer perda na capacidade auditiva, mesmo que pequena, impede a criança de receber adequadamente as informações sonoras que são essenciais para a aquisição da linguagem. 
Bom, depois dessas informações fica mais fácil saber a importância do Teste da Orelhinha, ou Triagem Auditiva Neonatal, que é realizado já no segundo ou terceiro dia de vida do bebê. Ao contrário do nome parecido com o teste do pezinho, no Teste da Orelhinha não é preciso fazer um furinho na orelha do bebê (ainda bem). 
Esse exame consiste na colocação de um fone acoplado a um computador na orelha do bebê que emite sons de fraca intensidade e recolhe as respostas que a orelha interna do bebê produz. O exame logo ao nascer é imprescindível para todos os bebês, principalmente àqueles que nascem com algum tipo de problema auditivo. Estudos indicam que um bebê que tenha um diagnóstico e intervenção fonoaudiológica até os seis meses de idade pode desenvolver linguagem muito próxima a de uma criança ouvinte. 
O grande problema é que a maioria dos diagnósticos de perda auditiva em crianças acontece muito tardiamente, com três ou quatro anos, quando o prejuízo no desenvolvimento emocional, cognitivo, social e de linguagem da criança está seriamente comprometido. 
Fácil, rápido e sem dor – Recado para as mamães: o Teste da Orelhinha é realizado com o bebê dormindo, em sono natural, é indolor e não machuca, não precisa de picadas ou sangue do bebê, não tem contra-indicações e dura em torno de 10 minutos. Viu que fácil. 
Há os chamados bebês de risco para a surdez. São os casos em que já existe um histórico de surdez na família, intervenção em UTI por mais de 48 horas, infecção congênita (rubéola, sífilis, toxoplasmose, citomegalovirus e herpes), anormalidades craniofaciais (má formação de pavilhão auricular, fissura lábio palatina), fez uso de medicamentos ototóxicos, entre outros. Se o Teste da Orelhinha já e importante para uma criança sem problemas, imagine para essas crianças. 
Mas todos os bebês devem fazer o Teste. Em bebês normais, a surdez varia de 1 a 3 crianças em cada 1.000 nascimentos, já em bebês de UTI Neonatal, varia de 2 a 6 em cada 1.000 recém-nascidos. A avaliação Auditiva Neonatal limitada aos bebês de risco é capaz de identificar apenas 50% dos bebês com perda auditiva. 
A deficiência auditiva é a doença mais freqüente encontrada no período neonatal quando comparada a outras patologias. Só como exemplo, o Teste do Pezinho aponta uma criança em cada 10 mil nascimentos, muito menos que o da Orelhinha. 
Portanto, o Teste da Orelhinha é algo fundamental ao bebê, já que os problemas auditivos afetam a qualidade de vida da criança, interferindo no processo da fala, entre muitas outras coisas. É como uma bola de neve: a criança cresce e tem dificuldade em ouvir ou se expressar e, com isso, sente mais dificuldade em se socializar. Isolada por não ter fácil acesso ao grupo de amiguinhos, ela pode apresentar depressão. E por aí vai. 
Para que isso não aconteça, procure o pediatra, um médico otorrinolaringologista ou uma fonoaudióloga quando houver alguma suspeita de perda auditiva no seu filho. 
O teste é obrigatório por lei? - Apesar da sua eficácia, o Teste da Orelhinha, infelizmente, ainda não é feito em larga escala. No entanto, algumas cidades brasileiras incluíram o tema na pauta municipal obrigando a realização do teste. A cidade de Peruíbe/SP, por exemplo, estuda a obrigatoriedade da Orelhinha em recém nascidos nos centro hospitalares da rede pública e privada no município. 
Já em Presidente Prudente/SP, a lei municipal 6.418/05, que torna obrigatória a realização do teste em todas as crianças nascidas na cidade não está sendo totalmente cumprida. Lá, apenas os bebês que nascem prematuros ou que estão passando por tratamento com antibióticos realizam o teste. Portanto, é dever do munícipe cobrar o direito ao teste às autoridades locais. 
Em novembro de 2000, o então Ministro da Saúde José Serra aprovou uma portaria credenciando alguns serviços a fornecer o aparelho de ampliação sonora gratuitamente aos deficientes auditivos. O Sistema Único de Saúde reembolsa o custo do equipamento. 
No caso dos planos de saúde privado, alguns contemplam o teste, outros não. É importante que os pais chequem com as instituições privadas a garantia do teste no seu filho. 

Dicas

0 a 6 meses O bebê se assusta, chora ou acorda com sons intensos e repentinos. Reconhece a voz materna e procura a origem dos sons.
6 a 12 meses Localiza prontamente os sons de seu interesse e reage a sons suaves. O balbucio se intensifica e reconhece seu nome quando chamado.
12 a 30 meses Vai do início da primeira palavra (papai) até o uso de sentenças simples (dá bola). Lógico que ainda é cedo, mas nunca incentive o filho a falar errado só porque soa bonitinho. Se ela diz que o papai chegou de “calo”, corrija naturalmente dizendo que ele chegou de carro. O estímulo à pronúncia correta é fundamental no aprendizado. 
 


Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br

REPORTAGEM: COLEÇÃO TRAZ PERSONAGENS DE MAURÍCIO DE SOUSA ADAPTADOS PARA PORTADORES DE DEFICIÊNCIA VISUAL E AUDITIVA

capas de gibis em braile
Primeiros livros em braile trazem apresentação de personagens para crianças cegas ou com baixa visão
A Turma da Mônica acaba de ganhar mais um segmento de leitores. Com o lançamento de uma linha traduzida para o braile, os portadores de deficiência visual estão cada vez mais perto de acompanhar as histórias da turminha. A Editora Globo, em um movimento que visa aumentar a inclusão social, lançou "Oi, Eu Sou a Mônica" e "Oi, Eu Sou o Cebolinha", livros que usam linguagem poética para alcançar o universo de crianças cegas e de baixa visão (que enxergam até três vezes menos que o normal) que estiverem começando a ler. A dupla é o começo de uma série de pelo menos seis lançamentos em braile, que devem sair neste ano.
A adaptação dos livros teve acompanhamento de consultores portadores da deficiência e só foi possível graças à parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos. A instituição trabalha a inclusão social de jovens e adultos com deficiência visual há quase 60 anos e tem a maior gráfica braile do país. Dorina é fundadora, presidente emérita e engajada na causa há muito tempo, desde que perdeu a visão, aos 17 anos, devido a uma patologia ocular. Ainda jovem, decidiu não deixar os estudos de lado e iniciou uma luta para trazer a literatura braile para o Brasil. O esforço dura até os dias de hoje.

Mauricio de Sousa, criador da Turma, aproveitou a força de Dorina para criar a sua nova personagem, Dorinha, uma menina cega que entrou para a Turma no fim do ano passado e acabou estimulando o lançamento de um outro personagem portador de deficiência, Luca, que transita entre os quadrinhos em uma cadeira de rodas. Mauricio conta que há anos pensava nos personagens e ficou encantado com o universo das crianças cegas. "Estou aprendendo muita coisa, o modo que eles imaginam as cores, como descrevem seus sonhos, tem muita coisa bonita", conta o criador.

Para Dorina, o projeto com a Turma da Mônica é inclusivo porque as crianças cegas poderão conversar sobre o assunto com seus colegas. "A partir do momento em que percebem que o cego pode ler, as crianças passam a encará-lo de maneira diferente. Ele deixa de ser a pessoa que precisa de uma 'ajudinha' e passa a ser um colega igual", diz. "Nós não queremos privilégios, e sim poder usufruir de nossos direitos."

Além dos portadores de deficiência visual, a Turma da Mônica já contemplou também os portadores de deficiência auditiva. O filme Cine Gibi traduziu histórias para a língua de sinais, permitindo que crianças surdas fossem aos cinemas. Uma parte dos livros lançados será vendida ao governo, que costuma comprar quase tudo o que é publicado em braile devido ao alto custo da produção. Mas o restante já está sendo distribuído pelas livrarias e será um dos primeiros livros do gênero à venda de que se tem notícia.

FONTE DA PESQUISA:  Revista Época. escrito em 16/05/2005


Fotos: divulgação
NOVIDADE
Primeiros livros em braile trazem apresentação de personagens para crianças cegas ou com baixa visão



INCLUSÃO O CineGibi levou crianças surdas ao cinema graças à linguagem de sinais


GESTUNO




Origens do gestuno (pronuncia-se Guestuno)
 
O gestuno é a língua de sinais internacional que difundiu a Federação Mundial de Surdos em 1951. Em 1973 um comitê criou um sistema standard de sinais internacionais. Trataram de eleger os sinais que melhor se entendiam de várias línguas de sinais para criar uma língua fácil de aprender.


A comissão publicou um livro com uns 1500 sinais. Não tinha uma gramática concreta pelo que muitos dizem porque não é uma língua real.

O nome vem do italiano e significa: união das línguas de sinais. Alguns surdos utilizaram esta língua nos Jogos Mundiais para Surdos a Conferência de Surdos e o Festival de Washington DC mas seu uso é muito reduzido.

A necessidade de se comunicar é universal. Para as pessoas surdas a necessidade de comunicação vai unida aos sinais por isso existem tantas línguas de sinais no mundo como línguas orais cada uma delas tem um "acento" ou  dialeto. Cada língua de sinais é um reflexo do passado na cultura que se desenvolveu e os costumes de sua sociedade.

Na Federação Mundial do surdo há duas línguas oficiais: inglês e francês e todos os seus documentos e correspondência são escritos nestes idiomas. O gestuno se utiliza dentro da oficina e nas assembléias gerais ainda que não se saiba a ciência certa se todos conhecem esta língua. Dentro da oficina o uso do gestuno também está limitado. Os membros com um conhecimento amplo são capazes de expressar princípios muito concretos e idéias abstratas.

A idéia de criar uma língua de sinais unificada não teve o resultado que se  esperava. A Comissão passou o mesmo que aconteceu com o esperanto. Não houve muitas pessoas capazes de aprender esta nova língua. E com os dispositivos de tradução tão desenvolvidos que existe hoje em dia e o profissionalismo dos tradutores internacionais quem iria querer estudar uma língua inventada?




Fonte: http://www.alfabetosurdo.com

MEIOS DE COMUNICAÇÃO PARA O SURDOCEGO


INTÉRPRETES E LÍNGUA DE SINAIS - O meio mais comum.
Nascendo-se surdo, a língua materna é a de sinais. O acréscimo da perda visual restringe seu uso conhecido, visuo-espacial, para ser adaptada, tornando-se, cinestésica-espacial, ou seja, o surdocego visualiza mentalmente características de cada sinal através do movimento. Já o intérprete do surdocego que na maioria das vezes exerce também a função de guia, guia-intérprete, é um agente extremamente capacitado. É através dele que a pessoa surdocega alcança o mundo circundante. É imprescindível que o guia intérprete conheça os meios de comunicação comumente utilizados, para que possa comunicar-se eficazmente com o surdocego.

CCTV: Apoio de Leitura
O CCTV amplia a figura até sessenta vezes o seu tamanho. Com sua ajuda pode ler e escrever mesmo que a visão residual seja muito pobre.

BRAILLE:
A técnica braille consiste-se de pontos em relevo que combinados formam letras. Para escrevê-los usamos uma chapa, também chamada de reglete, e um punção. Usamos também uma brailler - máquina de escrever constituída de seis teclas. Uma característica importante da técnica braille, é que ela independe de materiais físicos como o reglete, o punção ou a brailler para ser comunicativa. Apenas devemos entender que a técnica braille constitui-se de "seis pontos não obrigatoriamente em relevo" para estabelecer uma comunicação ou seja, onde houver a possibilidade de trabalharmos "seis pontos" a técnica braille estará sendo usada e bem aceita.

TELLETHOUCH - Aparelho de Conversação
Este aparelho tem teclado de uma máquina braille e um teclado normal. O teclado braille assim como o teclado normal levantam na parte de trás do aparelho uma pequena chapa de metal, a cela braille, uma letra de cada vez. A Tellethouch constitui-se, apesar de sua idade de criação, um dos principais meios de interação do surdocego com outras pessoas. Ao interlocutor do surdocego basta saber ler. Sabendo ler precionará as teclas normais da tellethouch como se estivesse redigindo um texto escrito qualquer.

TABLITAS DE COMUNICAÇÃO
Fabricadas em plástico sólido, representam em relevo as letras e os números ordinários, assim como, caracteres do sistema braille. As letras e os números estão superpostos aos caracteres braille. O dedo da pessoa surdocega é levado de uma letra/número a outra(o) ou de um caracter à outro, estabelecendo desta forma a comunicação.

DIÁLOGOS - Fala Escrita
O diálogo inclui uma máquina braille/aparelho de escrita, uma máquina de escrever eletrônica, um gravador e uma conexão telefônica. A pessoa surdocega escreve na máquina braille. O texto é impresso no papel da máquina de escrever para a pessoa vidente ler e vice-versa. As conversas podem ser estocadas na memória do aparelho se assim for desajado. A pessoa que receber a conexão de telefone precisa do diálogos, um teletexto, uma impressora equipada com modem de um computador.

ALFABETO DACTICOLÓGICO
Cada uma das letras do alfabeto corresponde a uma determinada posição dos dedos da mão. Trata-se do alfabeto manual utilizado pelas pessoas surdas. Apenas que neste caso está adaptada à versão tátil.

LETRAS DE FORMA
Encontra aqui um método verdadeiramente simples. A única condição necessária para que funcione é que nosso interlocutor conheça as letras maiúsculas do alfabeto: As letras são feitas na palma da mão, ou em qualquer outra parte do corpo do surdocego, uma sobre a outra. O próprio dedo indicador do interloctor, ou o dedo do surdocego é usado como caneta.

TADOMA
Quando falamos em tadoma, estamos nos referindo ao método de vibração do ensino da fala. A criança que está sendo ensinada no tadoma tem que colocar uma e inicialmente às duas mãos na face da pessoa que está falando. Com bastante treino e prática a possibilidade de se comunicar através deste método tende a ser grande.

Assista ao vídeo para entender melhor...
http://www.youtube.com/watch?v=7u3Rpwqjwss


SISTEMA PICTOGRÁFICO
Os símbolos de comunicação pictóricos - Picture Communication Symbols (PCS) fazem parte de um Sistema de Comunicação Aumentativa (CAA) que se refere ao recurso, estratégias e técnicas que complementam modos de comunicação existentes ou substituem as habilidades de comunicação existentes. Em síntese, o sistema pictográfico consiste-se de símbolos, figuras, etc, que significam ações, objetos, atividades que entre outras características podem servir como símbolos comunicativos, tanto receptivamente quanto expressivamente.

artigo na íntegra:
http://www.agapasm.com.br/artigo003.asp

Entre também nesse site e você irá ler um depoimento maravilhoso de uma pessoa surdocega onde você irá mudar o seu pensamento: