Mostrando postagens com marcador Legislação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Legislação. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de março de 2013

DIFERENTES CONCEPÇÕES SOBRE IGUALDADE DE DIREITOS


A DIFERENÇA QUE MUITOS AINDA NÃO COMPREENDERAM


A INCLUSÃO DO SURDO SINALIZANTE É UM DIREITO


CONVIVA COM A DIFERENÇA


ACEITANDO O DIREITO DE SER SURDO


PRÍNCIPE HARRY COZINHA, DANÇA E ENSINA CRIANÇAS SURDAS EM LESOTO


Na quarta-feira 27/02/13,
o terceiro e último dia de sua viagem pelo sul da África, o príncipe Harry de 28 anos fez uma parada no Centro Kananelo para Surdos, onde 70 crianças aguardavam a sua chegada. O Príncipe fez a alegria das crianças carentes surdas, que são atendidas na Kananelo Centre, localizada em Maseru, Lesoto.
Na estrada de terra nas proximidades do centro, dezenas de crianças de outras escolas chegaram para ver a passagem do príncipe, que já havia passado pelo local em 2004. 

Simpático como sempre, o monarca dançou, cozinhou (usando um avental com estampa de ursinhos) e participou de uma aula improvisada de linguagem de sinais, ao lado dos alunos do centro .

O príncipe participou de uma dança tradicional com as crianças do centro, que ainda apresentaram uma peça de teatro em linguagem de sinais, para mostrar as habilidades aprendidas no centro.

Ainda no mesmo centro, Harry colocou em prática seus dotes culinários, ao preparar doces parecidos com rosquinhas, que depois foram oferecidos à imprensa.



A Kananelo Centre recebe ajuda da instituição de caridade Sentebale, que foi fundada por Harry e pelo Príncipe Seeiso, de Lesoto.

O filho mais novo do príncipe Charles visitará também uma escola para cegos e um projeto para habitação e água.

Em seguida, ele viajará para Joanesburgo, na África do Sul, para participar de um evento para arrecadação de fundos.



FONTE: http://f5.folha.uol.com.br/


O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR

A CASA DOS ESQUECIDOS - HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS NO BRASIL ATUAL


  Por  

Passei um bom tempo procurando um título para poder falar do trabalho incrível da equipe de reportagem do Conexão Repórter (SBT) apresentada por Roberto Cabrini, no dia 24 de janeiro de 2013. No entanto, não podia achar título melhor do que o dado pela própria equipe: A casa dos esquecidos.

A reportagem me instigou a, mais uma vez, escrever sobre a nossa luta diária para o fechamento de locais como o hospital psiquiátrico mostrado na reportagem exibida pelo programa. Sabe-se que foi elaborado no dia 18 de maio de 1987, na I Conferência Nacional de Saúde Mental, um documento que propunha a reformulação do modelo assistencial em saúde mental, bem como a reorganização dos serviços de atendimento, destacando como melhor forma de tratamento o atendimento extra-hospitalar e as equipes multiprofissionais, com isso, iniciaram-se as discussões acerca dos direitos de cidadania, bem como de legislação, em relação ao doente mental (Saúde Mental, 2007).

Infelizmente, a forma tradicional, conhecida por muitos, de se “tratar” a loucura, é caracterizada principalmente pelo asilamento e exclusão. Segundo Basaglia (1985), quando um sujeito portador de transtorno mental é internado em uma dessas instituições psiquiátricas, perde seus direitos e é submetido ao poder da instituição, fica, portanto, à mercê dos delegados da sociedade, conhecidos como “médicos”, que o afastou e o excluiu.  Este modelo de tratamento serviu como uma forma de controle social do Estado ao se tratar de trabalhadores que perdeu a capacidade produtiva (Grunpeter, Costa, Mustafá, 2007). Surge daí a principal critica a esse modelo de assistência, cuja representação surge por meio ético, tanto no aspecto profissional quanto ao resgate dos direitos humanos aos sujeitos mentalmente doentes, muitos destes, resultado de sua própria sociedade.

Para Basaglia (1985) a psiquiatria foi uma técnica altamente repressiva, que o Estado sempre usou para oprimir os pobres e doentes, aqueles que não produziriam mais lucros para a sociedade, fortalecendo assim, a ideia de que essa questão sempre esteve fortemente vinculada à lógica do capitalismo, se o sujeito não produz, ele não “serve”, e o que deve fazer é exclui-lo da sociedade, o modo de exclusão pouco importa, desde que ele não interfira no progresso do Estado.

Baseando-se nas terríveis formas de tratamento as quais os mentalmente doentes (rótulo usado para camuflar a ideia de que só quem produzia podia ser considerado saudável) foi que surgiu a luta pelas mudanças no modelo de assistência, cujo objetivo principal era a substituição do modelo asilar por uma rede de serviços territoriais (Grunpeter, Costa, Mustafá, 2007).

Acerca de um ano o programa Conexão Repórter havia recebido denuncias de que o Hospital Psiquiátrico Vera Cruz, de Sorocaba-SP, estava tratando seus internos sobre condições precárias e desumanas. Partindo disso, o programa realizou um documentário que mostrou os bastidores desse local caracterizado por abandono e violência.

Durante duas semanas um produtor do Conexão Repórter, disfarçou-se de funcionário do hospital para mostrar a realidade dos pacientes que por lá foram esquecidos. Algum tempo depois, Roberto Cabrini (apresentador), também visitou o local e entrevistou alguns dos pacientes, presenciando imagens fortes e inacreditáveis.

Possivelmente não conseguirei transcrever tão bem as sensações que me ocorreram durante a exibição da reportagem, tamanhas eram elas. De inicio é revoltante, falo não somente como profissional da saúde, porque antes disso sou um ser humano. Não há descrição melhor para os sentimentos do que: Negativos. Em nenhum momento se sente aquela “coisa” mágica chamada esperança, de que algo ali se transforme. Não por pessimismo, mas pelas condições dadas aqueles esquecidos. Se hora a revolta batia no peito, por outro lado a tristeza transbordava aos olhos.

Constantemente o repórter fazia a seguinte pergunta para os funcionários do hospital: “É normal esse tipo de tratamento?” “Você acha isso normal?”. A reposta, acreditem, foi a mais inacreditável de todas: “Sim, é normal”. Daí me surgiu uma dúvida: pesquisei no dicionário o conceito de Normal, pois até onde eu sabia o que ali era retratado não tinha nada de normal. Então, eis que achei: “De acordo com a norma, com a regra; comum”. Cheguei à conclusão de que para eles o normal havia se confundido com o comodismo, uma vez que não encontrei uma explicação melhor para a situação, estão tão acomodados e preocupados com suas próprias vidas que aquela situação precária e desumana havia se tornado normal aos seus olhos. O que é contraditório, já que para a própria sociedade normalidade é tudo aquilo que segue dentro da razão, ou que está de acordo com as normas e princípios regidos por ela. Bom, sendo assim, o que de razão tem essa forma de tratamento? Nenhuma, julgo eu.

Roberto Cabrini também exaltou o tipo de tratamento: “Como é possível que o ser humano se recupere nessas condições?” Simples, eles não se recuperam. Ao contrário, estão cada vez mais doentes, fracos e esquecidos.  Os pacientes vivem em estado de medo em consequência das constantes agressões (pacientes contra pacientes, funcionários contra pacientes), falta saúde, falta motivação, morrem de frio (literalmente, pois estão sempre nus e não têm sequer cobertor para que os protejam), não se alimentam adequadamente (se há comidas são indigeríveis). A falta de higienização agride a quem vive lá e aos que visitam o local. Só existe um único momento em que parece que as coisas vão se resolver, quando o hospital recebe a noticia da visita da fiscalização, digo “parece” porque é só isso mesmo, é só uma maquiagem que sairá facilmente com água após alguns dias. De acordo com o Ministério da Saúde, existem no Brasil 59 hospitais psiquiátricos públicos funcionando seguindo o modelo antigo de tratamento manicomial, e mais 160 credenciados pelo SUS, são aproximadamente 32.735 leitos nos hospitais públicos. Apesar dos avanços legislativos no que diz respeito ao campo da saúde mental, a cultura de violência e da violação dos Direitos Humanos ainda é marca constante nos hospitais em funcionamento, um deles é o Hospital Psiquiátrico de Vera Cruz, alvo de muitas denúncias sobre maus-tratos e descaso.

É comum a fuga de pacientes”. O que se esperar de um local como este? Que os doentes aceitem ficar por lá? Sendo tratados como escravos (realizando tarefas perigosas e que não cabem a eles realizarem) e - com o perdão da palavra - como lixos? A fuga é consequência do tratamento que eles recebem, qualquer lugar seria melhor do que aquele em que vivem.

Confesso que assisti a reportagem duas vezes, e nas duas vezes a reação foi a mesma, diria até que na segunda vez fiquei ainda mais indignada com a situação daqueles pacientes. É, realmente, de cortar o coração.

Os funcionários que trabalham no hospital se recusavam a responder as perguntas feitas pelo repórter, mas mostravam o constrangimento e a decepção de se trabalhar num local como aquele. “Você traria seu pai para um lugar como este?” “Não, porque não é certo o tratamento que eles recebem”. Mas continuam mantendo-se calados diante de tamanha agressão aos direitos do próximo, continuam silenciando os fatos terríveis que acontecem dia após dia. Usam como “desculpa” que necessitam do trabalho e por isso não podem falar nada. É triste saber que os direitos de igualdade foram jogados para debaixo do tapete - ninguém viu, ninguém sabe -. Isso pesa mais ao saber que são pessoas que juraram cuidar do próximo e presar pela vida dos que mais precisavam. Juramentos em falso prejudicando mais de uma vida.

Como é possível um ser humano ser tratado dessa forma?” Foi a última pergunta que o produtor, que passou duas semanas no hospital, se fez ao final do seu trabalho. E espero que seja essa a pergunta que as pessoas que tenham assistido ou que tenham acesso a esse texto se façam e revejam seus conceitos de cuidado e direitos iguais. Porque eu não saberia dizer se existe um único culpado para toda essa realidade, o que posso realmente dizer é que somos nós quem, ainda, pode fazer algo para que essa realidade seja transformada e que o modelo de assistência elaborado pela I Conferência Nacional de Saúde Mental seja cada vez mais valorizado e torne-se uma pratica constante.



Referências:
BASAGLIA, Franco. A instituição negada. Rio de Janeiro: Graal, 1985.

Conexão Repórter: A casa dos esquecidos. Disponível em: http://www.sbt.com.br/conexaoreporter/ Acesso em 25 de Jan. de 2013.

Dicionário Online de Português:  http://www.dicio.com.br/normal/

GRUNPETER, P. V, COSTA, T, C, R, MUSTAFÁ, M. A. M. O Movimento Da Luta Antimanicomial No Brasil E Os Direitos Humanos Dos Portadores De Transtornos Mentais. Anais do II Seminário Nacional Movimentos Sociais, Participação e Democracia. 25 a 27 de abril de 2007, UFSC, Florianópolis, Brasil.

Reforma Psiquiátrica. Disponível em; http://oglobo.globo.com/politica/dez-anos-apos-reforma-psiquiatrica-brasil-ainda-tem-instituicoes-publicas-funcionando-no-modelo-de-antigos-manicomios-2760053#ixzz2J0GfJ16r . Acesso em 25 de Jan. de 2013.

SAÚDE MENTAL. 18 de Maio: Dias de Lutas. Disponível em: http://saudementales.wordpress.com/. Acesso em 25 de jan. 2013.
 
 
 
FONTE: http://ulbra-to.br/
 
 
 
O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR

terça-feira, 12 de março de 2013

CENTRAL DE INTÉRPRETES PASSA POR ADEQUAÇÕES



De acordo com o Censo 2010, o Ceará possui cerca de dois milhões de pessoas com deficiência, 6,23% deste total declaram-se surdas. Em Fortaleza, desde 2010, a Central Municipal de Intérpretes e Instrutores da Libras (Cemil) tem a missão de promover acessibilidade na comunicação entre surdos e ouvintes. O equipamento está paralisado e aguarda novas instalações para voltar a funcionar até junho.

O motivo para o recesso nas atividades seria a adequação da unidade municipal às Centrais de Interpretação de Libras (CIL), do Governo Federal. De acordo com o titular da Coordenadoria de Pessoas com Deficiência (Copedef), Chauzer Fontele, kits unitários foram entregues, em fevereiro, pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da República, Maria do Rosário. O Estado recebeu três kit formados por mobília, computadores, softwares e um automóvel, cada. Um dos kits ficará na Capital, enquanto os outros foram direcionados para Sobral e Região Norte. Todas as unidades têm o prazo de 120 dias para adequarem-se à CIL, a partir da data de assinatura do termo.

As inovações estão inclusas no programa nacional Viver Sem Limite – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, um conjunto de ações de políticas públicas que visa priorizar o acesso à educação, inclusão social, atenção à saúde e acessibilidade para a comunidade deficiente. “Estamos trabalhando para melhorar nosso atendimento. Vamos criar um modelo bem melhor, porque a Cemil é de grande importância para a inclusão de pessoas surdas nos órgãos municipais. Os familiares também podem participar através dos cursos e, hoje, a sociedade tem uma real necessidade de ter conhecimento em Libras”, considerou o coordenador.

Hoje, o mercado de intérprete está muito favorável, pois os surdos estão mais abertos a reivindicar seus direitos de ter um intérprete em órgãos públicos.

O novo projeto da Cemil representa um avanço sobre o atendimento às expectativas dos deficientes auditivos. O que a Central irá adotar será o sonho de toda comunidade surda que não pode pagar intérpretes particulares para os acompanharem em instituições que são públicas. Ressalta-se, ainda, a importância em investimentos como a aproximação da Copa do Mundo em 2014 e a necessidade de se comunicar através da Língua Internacional de Sinais, chamada Gestuno.

FORMAÇÃO
Também pensando na capacitação de novos intérpretes, o diretor Carlos Segundo, da Escola Estadual de Educação Profissional Joaquim Nogueira, adotou em sua instituição uma turma especial de 15 surdos e 15 ouvintes com o desafio de, em 2013, formar 15 técnicos intérpretes de Libras. Para ele, são poucas as oportunidades de inclusão educacional para surdos, e com esta turma, pode contribuir para a convivência dos surdos, além de credenciar os ouvintes a trabalharem como tradutores e intérpretes.



FONTE: http://www.oestadoce.com.br/


O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR

ONU PREMIA SOFTWARE BRASILEIRO QUE TRADUZ PORTUGUÊS PARA LIBRAS

 
São comuns os aplicativos na internet que fazem tradução entre diferentes idiomas. A novidade é uma ferramenta digital que transforma textos, imagens e arquivos de áudio em uma língua especial: sinais para surdos. O programa foi desenvolvido por três alagoanos e acaba de receber um importante prêmio internacional. O “Mãos que Falam” venceu o World Summit Award Mobile (WSA-Mobile), uma competição bienal promovida pelas Nações Unidas e parceiros. Representantes de 100 países participaram da disputa que escolheu 40 finalistas em oito categorias. Hugo, o avatar do aplicativo que usa as mãos para conversar com os usuários, levou para casa o prêmio da categoria Inclusão.

O personagem funciona como interface para traduzir conteúdos digitais em Libras, a Linguagem Brasileira de Sinais. “Esta é a primeira língua que os surdos aprendem, só depois vem o português”, explica o Diretor Executivo do projeto, Ronaldo Tenório, um dos três idealizadores do Mãos que Falam.Segundo ele, ainda existe um percentual elevado de surdos que não entende bem português e que, por diferentes motivos, abandonou a escola sem uma alfabetização completa. O programa pretende facilitar a compreensão.

O software reconhece as palavras de uma mensagem de texto, por exemplo, e o personagem Hugo interpreta o significado em Libras. O caminho inverso – a possibilidade de responder em libras que seriam convertidas em texto – faz parte dos planos para uma segunda etapa do projeto. Os cuidados agora estão em aperfeiçoar os códigos que funcionam como cérebro do avatar: quanto mais for usado, mais precisas se tornam as traduções.

O personagem Hugo traduz textos, videos e sons para a Linguagem Brasileira de Sinais
 
Hugo também ajuda na interpretação de imagens que tenham texto, como a capa de um jornal. O usuário fotografa a página e a imagem é varrida pelo programa em busca de caracteres. Um sistema de reconhecimento lê o conteúdo, que é traduzido em gestos. Tenório diz que a mesma ferramenta poderia ajudar na leitura de placas de informação.

Queremos fazer com que o surdo entenda conteúdos e tenha acesso ao conhecimento”, afirma.

Acesso gratuito
Além disso, Tenório trabalha ao lado de Carlos Wanderlan, Tadeu Luz – idealizadores do programa – e uma equipe de mais 20 pessoas para deixar tudo pronto para o lançamento oficial dos aplicativos para celular. A previsão é que o software possa ser baixado em smartphones com diferentes sistemas operacionais no segundo semestre deste ano. Por hora, a empresa comercializa licenças da versão web do programa, que pode ser instalada em qualquer site para torná-lo acessível a quem depende dos sinais.

Tenório explica que essas licenças são comercializadas, mas o usuário final não paga pelo serviço. “Entendemos que o surdo não precisa pagar para ter acesso a informação, e os aplicativos para celulares também serão gratuitos”, antecipa.

A premiação internacional – que se seguiu a outras conquistas locais – alavancou a empresa, e hoje o que era apenas uma ideia se transformou na fonte de renda dos jovens empreendedores.

O destaque internacional deve render também novas parcerias. Por hora, Hugo não entende outras línguas, mas pode aprendê-las no futuro. A sutileza no conjunto de gestos usados em cada país dificulta o trabalho, mas a empresa conta com consultores especiais: cinco surdos participam da equipe de desenvolvimento, e associações de deficientes auditivos de todo o país contribuem nos ajustes do personagem. Existem diferenças nos sinais de uma região para outra, e a equipe de desenvolvedores quer deixar o programa capaz de funcionar bem em todo o país. “Podemos dizer que até mesmo na Libras existe um sotaque”.

Autora: Ivana Ebel
Revisão: Rafael Plaisant Roldão
Leia mais em www.dw.de/brasil



O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR

ESCOLA É ACUSADA DE ENSINAR FÍSICA COM CONTEÚDO HOMOFÓBICO




MANIFESTO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE GENÉTICA SOBRE AS BASES GENÉTICAS DA ORIENTAÇÃO SEXUAL




FONTE: http://sbg.org.br

DANIELLE CARDOSO: PRIMEIRA ALUNA DA UECE COM PARALISIA CEREBRAL


Danielle Cardoso, 19, sofre de paralisia cerebral. Passou no vestibular para cursar bacharelado em Letras. É a primeira aluna da Universidade Estadual do Ceará (Uece) nessas condições. O POVO acompanhou Danielle e sua mãe Fátima num dia de aula até o campus da universidade, no Bairro de Fátima, e na volta para casa, no Mondubim. É visível a falta de acessibilidade para pessoas com deficiência. Não só na instituição, mas em todo o trajeto percorrido.

Nada facilita a locomoção de Danielle. Na primeira semana, ela, que usa cadeira de rodas, precisou ser levada nos braços por um antigo professor, Wilson Fraga, para conseguir chegar à sala de aula. Ele é diretor da Escola Estadual Presidente Vargas, onde Danielle cursou o ensino médio. “O que queremos é muito simples. Ela quer apenas exercer o direito de ir e vir”, afirma ele. A solução encontrada pela coordenação do curso foi transferir todas as disciplinas em que Danielle está matriculada para o térreo. Ainda assim, há problemas. A jovem precisa de uma mesa especial, no lugar das cadeiras de braço. Por enquanto, ela usa a mesa dos professores para colocar o notebook para acompanhar as aulas.

As dificuldades não fazem mãe e filha esmorecerem. Dona Fátima inclina seu corpo franzino para frente, ganhando impulso para empurrar a filha. Uma rampa, a única encontrada na parte externa da Uece, estava ocupada por uma motocicleta. Na rua, o jeito é disputar espaço com os carros. Nos quarteirões que separam a Uece e uma parada de ônibus na avenida 13 de Maio, não há calçadas acessíveis. Isso dificulta a chegada de Danielle até a faixa de pedestres. Para não perder a condução, ela atravessa a avenida em meio aos carros.

Por conta de um caminhão parado na avenida, os dois primeiros ônibus adaptados para cadeirantes não param. Somente na quinta condução é que Danielle consegue entrar. Ao desembarcar no Parque Presidente Vargas, próximo ao bairro Mondubim, as dificuldades continuam. A rua até a casa da jovem é de paralelepípedo. As pedras pontiagudas provocam solavancos na cadeira de rodas.

Todas as adversidades só aumentam a vontade da garota de seguir em frente. “Resolvi fazer Letras porque amo a língua portuguesa”, afirma ela. A diversão de Danielle é a Internet. Ela escreve textos, em sua maioria sobre suas experiências, e publica em blogs e na rede social Facebook.

Mãe, filha e irmão de um ano e meio sobrevivem com um salário mínimo, benefício que Danielle conseguiu por conta de sua condição, mas dispensam o sentimento de pena. “Ainda vão ouvir falar muito de minha filha”, diz dona Fátima.


ENTENDA A NOTÍCIA
Segundo a coordenadora do curso de Letras, Koema Escórcio, Danielle Cardoso é a primeira aluna da Uece com paralisia cerebral. Ela enfrentou o vestibular sem qualquer benefício por conta de sua condição. 



FONTE: http://www.opovo.com.br

segunda-feira, 11 de março de 2013

A IMPORTÂNCIA DA DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA

 
"O desconhecimento sobre a doação de medula óssea é enorme. Quando as pessoas são informadas de como é fácil ser doador voluntário ficam surpresas. Não imaginam que doar a medula óssea é simples e que possa ser feito em vida. Não sabem que ela se reconstitui e se regenera em pouco tempo.

Nesse campo, a falta de informação é sem dúvida, o maior obstáculo na luta contra a leucemia ou outra doenças do sangue! O ideal seria que todas as pessoas entre 18 e 55 anos fossem doadoras, pois a chance que os doentes têm de encontrar uma medula fora da família é muito pequena. Em geral, as pessoas só se sensibilizam quando vêem o desespero e o sofrimento de uma família que procura um doador para alguém muito próximo.

Por isso, uma das razões da nossa existência, a Liga da Medula Óssea, estamos aqui SIM pra divulgar e ajudar a esclarecer sobre como é fácil tornar-se um doador voluntário de medula óssea. E como é gratificante, receber emails, recados e prints, das pessoas querendo saber mais e mais sobre a doação e de pessoas que foram ao Hemocentro fazer a doação após ler, ser indicado ou nos achar na internet.

A dúvida mais freqüente das pessoas diz respeito à confusão entre medula óssea e medula espinhal e temem ficar paraplégicas caso doem uma parte de sua medula, entendemos que o processo pode intimidar, e funciona da seguinte maneira: “através do uso de seringa e agulha, são feitas punções no osso do quadril para aspirar o material que contém as células progenitoras do sangue. Nesse caso, o doador é anestesiado para que não sinta dor. Lembre-se, a punção é feita no osso do quadril.

Importante: a medula doada não faz falta nenhuma para o doador e não há prejuízo para sua saúde, já que se recompõe em poucos dias.

Um dia na sua vida, por uma vida inteira!!! Esse é o NOSSO lema! Junte-se a nós!
"

 
 
FONTE: Liga da Medula Óssea e Liga da Medula Udi

GARÇOM SE RECUSA A ATENDER CLIENTE PRECONCEITUOSO


Uma criança de apenas 5 anos de idade foi vítima de preconceito em uma steakhouse na cidade de Houston, no Texas. Enquanto almoçava ao lado da família, Milo, que é portador de síndrome de Down, foi alvo de comentários agressivos por parte de um homem que estava sentado na mesa ao lado. O crime, porém, não passou batido: Michael Garcia, garçom do restaurante, questionou a ofensa e se recusou a servir aquele cliente, segundo noticiou o jornal britânico Daily Mail.

O homem, que também estava acompanhado da família, primeiramente pediu para mudar de mesa e sentar longe do menino. Em seguida, disse: “Crianças especiais deveriam ser especiais em outro lugar”.

Ao ouvir o comentário, Michael, abismado, foi até o cliente tirar satisfação. “Como é que você pode falar uma coisa dessas? Como pode falar isso de um lindo anjo de apenas 5 anos?”, disse. Sabendo que poderia perder seu emprego, o garçom pediu desculpas, mas falou que não iria servir aquela mesa.

Milo e seus parentes, até o momento, não haviam notado nada. Eles só ficaram sabendo do acontecido quando um colega de trabalho de Michael os contou. Os pais do menino agradeceram e disseram que já se consideram clientes fiéis da casa. 


FONTE: http://revistacrescer.globo.com/


O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

domingo, 10 de março de 2013

PROGRAMA PRAIA ACESSÍVEL AGORA NO RIO DE JANEIRO


Onze anos de vida e apenas um mergulho no mar, conseguido a muito custo, há quatro anos. Essa era a realidade de Jorge Alves da Silva até domingo, quando ele participou pela primeira vez do projeto “Praia para todos”, da ONG Instituto Novo Ser, que possibilita pessoas com deficiência física a entrarem no mar. Em sua quinta edição, o programa inaugurou no domingo o segundo ponto fixo, desta vez na Praia de Copacabana, e já arrancou sorrisos do pré-adolescente.

De zero a dez, dou nota 20 para o projeto. Gosto muito de praia e quero vir outras vezes — disse Jorginho, que ficou com sequelas motoras devido a problemas sofridos na hora do parto.

Moradora de Irajá, Patrícia de Souza, mãe do menino, soube do projeto no ano passado, numa feira voltada para pessoas com deficiência. Ao ver o menino de novo no mar, lembrou de tempos difíceis:

Há quatro anos, trouxe Jorginho para ver um desfile da Walt Disney em Copacabana, e quando ele viu o mar ficou louco. Tentei levá-lo com a cadeira de rodas, mas não consegui, e ele foi se arrastando até a água. Foi horrível.

Lançado no verão de 2008/2009 de forma sazonal e itinerante, o “Praia para todos” conseguiu seu primeiro ponto fixo em 2010, perto do Posto 3 da Praia da Barra. Naquele mesmo ano, a novela “Viver a vida”, da TV Globo, deu-lhe visibilidade ao mostrar a protagonista usando a cadeira anfíbia, a vedete do projeto.

O ponto da Barra funciona aos sábados, das 9h às 14h, e oferece, além do banho de mar assistido, surfe adaptado, piscina infantil, vôlei de praia sentado e frescobol. O público varia entre 20 e 50 assistidos por dia, mais os seus familiares. No ano passado, o programa atendeu 4.500 pessoas direta e indiretamente.

Em Copacabana, as tendas ficam na altura da Rua Francisco Sá, perto do Posto 6, e há rampa concretada de acesso à areia. Entre as atividades oferecidas aos domingos, das 9h às 14h, estão banho de mar, piscina infantil, surfe adaptado, handbike e jet-ski. Os organizadores planejam acrescentar o vôlei de praia sentado e o frescobol ainda este ano. O trabalho é em parceria com o 3º G-Mar, que cede dez salva-vidas voluntários.


Organizadores do programa cobram apoio da prefeitura para dar infraestrutura a participantes

Além de expandirem o projeto “Praia para todos”, que permanece até 8 de junho, os organizadores cobram mais apoio da prefeitura. Um dos pedidos é a instalação de uma rampa de concreto no ponto da Barra.

Já pedimos várias vezes, mas, até agora, nada. Temos que improvisar para que as pessoas possam chegar. E isso acontece numa cidade que vai receber os Jogos Paralímpicos em três anos — reclama o biólogo Ricardo Gonzalez, idealizador do programa.

A nadadora Danielle Gilson, que participa do projeto desde o início, faz coro e enumera as dificuldades enfrentadas:

Você chega a um cinema, e o lugar reservado à pessoa em cadeira de rodas é o pior possível, na primeira fila. Quando vai ao teatro, tem que se conformar com o acompanhante em pé ao seu lado ou sentado longe. A cidade não está preparada.

A falta de uma melhor estrutura acaba aproximando não só as pessoas com deficiência como os seus parentes. Enquanto aguardam a hora de entrar no mar nas tendas montadas na areia, os participantes trocam experiências e agendam encontros pós-praia.

Isso vira um clube — resume Fábio Fernandes, um dos organizadores do projeto. — A convivência aqui é muito harmoniosa. Cada um espera a sua vez de entrar na água, e muitos saem depois juntos.

Quem está entrando para o “clube” é Alexandre Lopes, de 42 anos, que sofreu um acidente de moto há dois. Sem movimento nas pernas desde então, ele só voltou a entrar no mar no último sábado:

Foi uma sorte porque um amigo meu postou uma foto das atividades na sexta-feira. Quando abri, vi que começariam no dia seguinte e não pensei duas vezes.

Parceiro do projeto em Copacabana, o tenente-coronel Marcelo Pinheiro, comandante do 3º G-Mar, quer manter a estrutura montada ao longo do ano todo, oferecendo aos participantes outras atividades nas areias, como oficinas diversas.

Só assim a praia vai se tornar um espaço democrático de verdade — diz ele.



FONTE: O GLOBO


O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

AS INJUSTIÇAS SOFRIDAS POR QUEM TEM DEFICIÊNCIA AUDITIVA



Artigo do blog 'Crônicas da Surdez', que chama atenção às dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência auditiva.

"O deficiente auditivo quer comprar um carro. Aí descobre que a deficiência auditiva é a única deficiência que NÃO tem direito a desconto no IPI e ICMS e muito menos isenção de IPVA. Nem Freud explica! Até mesmo pessoas com deficiência que não podem dirigir veículo automotor têm direito a esses descontos.

O deficiente auditivo faz o seguro do carro. Caso se acidente, não tem como contatar nem polícia, nem bombeiros e muito menos o seguro – afinal, o único modo de contato é aquela inutilidade chamada ’0800 especial para deficientes auditivos e da fala’.

O deficiente auditivo abre conta num banco e paga as tarifas como qualquer cliente, mas não tem como se comunicar com o banco fora do horário de expediente, a não ser que cometa fraude pedindo para alguém fingir que é ele ao telefone.

O deficiente auditivo tem cartão de crédito, mas não tem como se comunicar com o mesmo – a não ser depois de fazer vários barracos e conseguir ser atendido por email, embora, obviamente, esse atendimento fique limitado a dias de semana e horário de expediente.

O deficiente auditivo decide cursar uma faculdade, mas não tem acessibilidade alguma. Ninguém nunca ouviu falar em sistema FM, hearing loop, legendas. E os professores ficam bravos se você pede para que eles falem de frente para poder ler seus lábios. Entretanto, se solicitar um intérprete de língua de sinais, será prontamente atendido. Quem entende isso?
O deficiente auditivo vai enfrentar fila numa repartição pública, aeroporto, banco ou loja, e quase sempre paga mico porque ou não tem aviso luminoso, ou tem mas criaturinhas não usam. Será que eles acham que deficientes auditivos são lenda urbana?
O deficiente auditivo vai pegar um avião, mas periga de perder o mesmo porque quando trocam o vôo de portão ou alteram o horário, avisam pelo alto falante.

Se o deficiente auditivo tiver a audácia de entrar numa fila especial para deficientes, vai ser constrangido e humilhado: sempre tem um infeliz que vem perguntar porque diabos você está ali, ou, pior, quando você explica que tem deficiência auditiva quase tem que mostrar as orelhas pro idiota ‘acreditar’ no fato.

Se o deficiente auditivo decide ir ao teatro, é quase certo que vá precisar criar os diálogos na sua própria cabeça. Acessibilidade? Bobagem, estão querendo demais.

Se o deficiente auditivo inventa de enfartar sozinho em casa, pobrecito. Vai chamar a ambulância como? Com a força do pensamento? Afinal, ambulâncias, bombeiros, SAMU, polícia e outros serviços de necessidade básica não atendem através de SMS de jeito nenhum!

O deficiente auditivo chega em casa e quer assistir ao noticiário local, mas as emissoras regionais acham que closed caption é coisa do diabo, já que até hoje nenhuma disponibilizou.
O deficiente auditivo vai ao cinema assistir a um filme nacional que teve patrocínio estatal (o qual ele possivelmente ajudou a pagar com os seus impostos), mas fica boiando porque os manés pouco se importam se ele precisa de legenda para entender o que é dito.

O deficiente auditivo faz um plano de saúde, mas é claro que o plano não tem atendimento via chat ou SMS. O único jeito de conseguir marcar consulta médica ou exames é pedindo para um parente/amigo/colega fazer isso por ele. Independência e autonomia? Só é direito de quem ouve!

O deficiente auditivo decide gastar uma grana fazendo cursinho preparatório para concursos. Aí descobre que as vídeo-aulas não têm legendas simplesmente porque ninguém achou que isso seria necessário.

O deficiente auditivo resolve pagar caro por um plano de TV a cabo. Aí, sem aviso prévio, sem eira nem beira, descobre que a TV a cabo decidiu dublar todos os seus seriados favoritos. O problema não é a dublagem, mas sim a falta de opção de legenda, oras!

O deficiente auditivo acha que é hora de comprar aparelhos auditivos novos e com tecnologia atual. Então, fica sabendo que a única ajuda que o governo oferece é um financiamento com juros reduzidos. Super justo, quando esse mesmo governo cobre de isenções e descontos outras próteses, outras deficiências e outras doenças. Fazer o que?

O deficiente auditivo quer marcar uma hora num consultório de otorrinolaringologistas ou fonoaudiólogos. Constata que o consultório não tem atendimento via chat (embora tenha, claro, um site lindo) e, ao chegar lá, fica na sala de espera aguardando e se depara com uma TV sem o closed caption ativado. Osso duro de roer…

O deficiente auditivo, azarado, fica preso no elevador. Começa a rezar pro anjo da guarda, afinal, hearing loop em elevador no Brasil é uma coisa tão improvável quanto ganhar na mega sena.

O deficiente auditivo cacifa (leia-se $$$$) uma palestra bem cara para se atualizar profissionalmente. Chegando lá, descobre que não há nenhum tipo de acessibilidade para ele. Tudo indica que os deficientes auditivos só trabalham em sub-empregos, certo? Afffffffffffff!

O deficiente auditivo vai viajar. Ao chegar no hotel, descobre que serviço de quarto, só pelo telefone, e despertador vibratório, eles nunca ouviram falar e nem sabiam que existia. Mesmo que o hotel se diga ‘acessível’.

O deficiente auditivo vai visitar um amigo. Ao chegar no prédio, constata que o interfone não tem vídeo e se vê naquela infeliz situação de ficar fazendo força na porta pra adivinhar quando o amigo a está abrindo…

O deficiente auditivo participa de uma reunião no trabalho. Na qual nenhum colega se dá ao trabalho de pensar em acessibilidade ou sequer falar de frente para ele.

O deficiente auditivo faz um esforço sobre-humano para ficar de aparelho auditivo em casa depois de um dia estafante e cheio de barulhos chatos no trabalho e na rua. A família pergunta, insistentemente “Você está de aparelho? Então como não ouviu o que eu disse?”.
O deficiente auditivo mora sozinho e vai dormir. O alarme do seu carro dispara. Os vizinhos sabem que ele está em casa, tocam na campainha, não obtém resposta. Aí arrombam a porta do seu apartamento. E quase matam o cara de susto!

O deficiente auditivo se matricula num curso de inglês. A prova escrita ele tira de letra, mas a prova oral envolve ouvir e entender o que uma gravação de CD diz. Não é fácil…
O deficiente auditivo deve comparecer a uma audiência no foro da comarca da sua cidade. Acessibilidade zero e ainda por cima juiz, promotor e advogados falam baixinho e sem articular os lábios decentemente.

O deficiente auditivo conhece alguém e a pessoa pede o número do seu celular. Quando ele avisa educadamente ‘por favor me envie torpedo pois não escuto no telefone’ quase sempre tem como resposta ‘como assim você não escuta ao telefone? que coisa mais estranha!’ junto com um par de olhos arregalados e uma expressão de pavor."


FONTE:  CRONICAS DA SURDEZ



O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

LANÇADO O LIVRO SOBRE HELDYEINE, SURDOCEGA CONGÊNITA


Quando tinha pouco mais de um ano de idade, tudo que Heldyeine sabia fazer era chorar e se arrastar de costas no chão, o que lhe deixava com falhas no couro cabeludo. Surdocega congênita por causa da rubéola contraída pela mãe na gravidez, a criança parecia isolada. 

Pouco a pouco, Heldy foi aprendendo a pegar objetos, andar, alimentar-se, tomar banho, reconhecer pessoas e emoções, expressar desejos e interagir com o mundo, tudo por meio do toque. 

Hoje, aos 21, Heldyeine Soares se comunica por Libras (Língua Brasileira de Sinais) tátil --os sinais são feitos nas mãos, que ficam em forma de concha, para que ela os sinta e os interprete. 

Seu mundo, feito de gestos que identificavam coisas e pessoas, foi sendo traduzido para a Libras tátil, o que ampliou suas possibilidades de interação e abstração. 

A história da menina acaba de ser publicada no livro "Heldy Meu Nome -- Rompendo as barreiras da surdocegueira", escrito pela pedagoga Ana Maria de Barros Silva, impressionada com o desempenho de Heldyeine. 

"Essa é uma história de sucesso que não poderia ficar apagada. Surdocegos congênitos como ela tendem a ficar isolados, não têm esse desenvolvimento", diz a autora, que trabalha há 40 anos com a educação de surdocegos. 

Grande parte desse sucesso é mérito da professora aposentada Marly Cavalcanti Soares, do Instituto dos Cegos de Fortaleza, que encarou o desafio de ensinar a menina, apesar de ter poucos recursos e de seu desconhecimento sobre a surdocegueira. 

O livro só pôde ser escrito graças aos seus detalhados relatórios do progresso de Heldy. Anotava cada conquista, tirava fotos e fazia vídeos, batizados de "Renascer". 

Os textos dão uma ideia de como o progresso foi alcançado e comemorado e mostram como Heldy aprendia rápido e dava sinais de que queria mais. Depois de aprender a andar, já recusava a ajuda da professora para subir escadas, como se pedisse mais autonomia. 

Ela logo conseguiu identificar as pessoas --reconhecia a professora pelas blusas com botões e tinha um gesto para cada membro da família. 



PARCERIA
Junto com Marly, a mãe e as irmãs de Heldy lutaram para que a menina se desenvolvesse dessa forma. 
De origem simples, a família de Maracanaú (a 15 km de Fortaleza, CE) levava quase duas horas para chegar ao Instituto dos Cegos de Fortaleza de ônibus. 

A mãe, Jane, abandonada pelo ex-marido, cuidava sozinha de Heldy e das duas filhas mais velhas. Apesar das dificuldades, insistia na atenção especial à caçula. 

"A Heldy é quem ela é hoje graças a Deus, à minha mãe e à tia Marly, que provou que, por amor, é possível tornar uma pessoa capaz como ela fez", conta Heldijane Cidrao, 26, irmã de Heldy. 

Heldijane cuida da irmã desde os cinco anos --era chamada pela professora de "pequena grande mãe". Envolveu-se tanto que se casou com o professor de Libras de Heldy, que é surdo, e se tornou intérprete de surdos e surdocegos. 

"Esse livro me emociona porque ler é como viver tudo de novo. Quando eu tinha seis anos, a tia Marly me colocou no colo e me disse que, quando eu tivesse sede, Heldy também teria e que eu deveria dar água a ela. Quando estivesse com fome, deveria dar algo de comer a Heldy. Hoje tenho uma filha de seis anos e me imagino fazendo tudo que fiz na idade dela." 

Agora, Heldy tem bastante autonomia --a família só não deixa que saia na rua sozinha ou cozinhe. Frequenta o Instituto de Surdos de Fortaleza para aprimorar seu conhecimento de Libras e faz bijuterias no tempo livre. 

Algumas das anotações da professora Marly que estão no livro são dirigidas diretamente a Heldy. Seu sonho era que um dia a menina pudesse ler sua própria história. 

Os primeiros capítulos foram enviados à jovem em braile --ela lê, mas não fluentemente --e o livro todo deve ser lançado nesse formato.



FONTE:  FOLHA DE SÃO PAULO


O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

EM NOTA CFP REPUDIA SILAS MALAFAIA

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) manifesta publicamente seu repúdio às declarações do líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, feitas no último domingo (3/2), durante um programa de entrevistas exibido pelo SBT. Em sua participação, o pastor evangélico agrediu a perspectiva dos Direitos Humanos a uma cultura de paz e de uma sociedade que contemple a diversidade e o respeito à livre orientação – objetos da atuação da Psicologia, que se pauta na defesa da subjetividade das identidades.


As declarações de Malafaia, que é graduado em Psicologia, afrontam a construção das lutas da categoria ao longo dos anos pela defesa da diversidade. É lamentável que exista um profissional que defenda uma posição de retrocesso que chega a ser quase inquisitório, colocando como vertentes do seu pensamento a exclusão e o preconceito na leitura dos Direitos Humanos.
Ao alegar que a homossexualidade é uma questão de comportamento, o pastor se mostra contrário às bandeiras levantadas pela Psicologia, especialmente no que tange a Resolução CFP nº 001/99, estabelece normas de conduta profissional para o psicólogo na abordagem da orientação sexual, visando garantir um posicionamento de acordo com os preceitos éticos da profissão e a fiel observância à promoção dos direitos humanos. Considera que a homossexualidade não constitui doença, desvio ou perversão, posto que diferentes modos de exercício da sexualidade fazem parte das possibilidades de existência humana.
O dispositivo busca contribuir para o desaparecimento das discriminações em torno de práticas homoeróticas e proíbe as psicólogas (os) de proporem qualquer tratamento ou ação a favor de uma ‘cura’, ou seja, práticas de patologização da homossexualidade. Infelizmente, nada disso soa em consonância com o discurso de Silas Malafaia.
A Resolução declara, ainda, que é um princípio da (o) psicóloga (o) o respeito à livre orientação sexual dos indivíduos e o apoio à elaboração de formas de enfrentamento no lidar com as realidades sociais de maneira integrada. É dever do profissional de Psicologia fornecer subsídios que levem à felicidade e o bem-estar das pessoas considerando sua orientação sexual.
Esse tipo de manifestação da homofobia na sociedade brasileira contribui para a violação dos direitos humanos de parcela significativa da população. Vale lembrar que esses tipos de casos resultaram, no ano de 2011, em 278 assassinatos motivados por orientação sexual, de acordo com o Disque Direitos Humanos (Disque 100).
Dessa forma, podemos entender que a construção sócio-histórica da figura do homossexual como anormal que precisa ser corrigido e, por vezes, exterminado para a manutenção dos valores e do bem estar social, ainda se faz presente em nossa sociedade. Entretanto, a violência destinada a sujeitos que têm suas sexualidades consideradas como ‘desviantes’ não se resume a agressões e assassinatos. De fato, tais manifestações só se tornam possíveis a partir de uma rede de discursos que os colocam como inferiores, vítimas de sua própria existência. Esses discursos e práticas são, então, ações de extermínios de subjetividades indesejadas.
Com base nessa realidade, é também uma tarefa da Psicologia contribuir para o enfrentamento da homofobia e suas repercussões sociais. A importância dessa ação é tanta, que em novembro de 2012 o CFP assinou um termo de cooperação com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) para tratar do tema por meio de Comitês de Enfrentamento à Homofobia e da Campanha Faça do Brasil um Território Livre da Homofobia.
A atitude desrespeitosa de Malafaia com homossexuais ressalta um tipo de comportamento preconceituoso que não se insere, em hipótese alguma, no tipo de sociedade que a Psicologia vem trabalhando para construir com outros atores sociais igualmente sensíveis e defensores dos Direitos Humanos. O Brasil só será um país democrático, de fato, se incorporar valores e práticas para uma cidadania plena, sem nenhum tipo de discriminação. Exatamente o oposto do que prega o referido pastor.
Fonte: CFP e http://ismaelpsicol.blogspot.com.br/ 



O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.