terça-feira, 28 de dezembro de 2010

REPORTAGEM: CÃO SURDO APRENDE A LÍNGUA DE SINAIS E GANHA PRÊMIO DE OBEDIÊNCIA


 


Vicky Tate, uma britânica de 65 anos que vive em Essex, na Inglaterra, criou sua própria linguagem de sinais para se comunicar com Zippy, seu cachorro de estimação. O curioso é que, apesar de ser totalmente surdo, o animal acaba de ganhar o mais importante prêmio de obediência concedido pela Kennel Club, uma reconhecida entidade de defesa dos animais.

“Foi a primeira vez que a Kennel Club concedeu o prêmio a um cachorro com problemas de audição e todos ficaram surpresos quando ele venceu”, afirmou Vicky ao jornal Daily Mail. A britânica passou a criar Zippy quando ele tinha 7 semanas (hoje, ele tem dois anos) e logo descobriu que havia algo de errado com ele. “Ele não respondia quando o chamavam”, contou. Um teste num hospital veterinário confirmou a surdez.

Além dos movimentos de mãos e pernas para se comunicar com o animal, a senhora Vicky colocou em Zippy um colar vibratório especial, que ela pode acionar para atrair a atenção e dar algum tipo de instrução ao cão. “Também falo com ele o tempo todo, porque apesar de não poder ouvir, ele pode entender minhas expressões faciais”, diz a mulher. “Antigamente, era comum sacrificar animais que fossem surdos, mas eles podem ter uma vida satisfatória. Zippy é meu grande amigo”, completa.

“O prêmio dado a Zippy mostra que um bom treinamento está acessível a todos os cachorros”, afirma Heidi Lawrence, educadora do Kennel Club.


Fonte: Planeta Bicho

REPORTAGEM: MAIS DE 61% DOS DEFICIENTES NO CEARÁ NÃO TRABALHAM

 

Sexo masculino concentra a maioria dos trabalhos formais. Para cada mulher, existem dois homens empregados. 

Ainda há muito o que fazer para que as pessoas com deficiência tenham espaço efetivo no mercado de trabalho. No Ceará, 61,34% das 1,2 milhões de pessoas com deficiência com dez anos ou mais de idade não estão inseridas nesse mercado. Principalmente as mulheres, que respondem por cerca de 65,34% dessa condição. Foi o que revelou a pesquisa “As pessoas com deficiência e o mercado de trabalho no Ceará: um olhar multifocal”, desenvolvida pelo governo do Estado com o objetivo de respaldar políticas públicas para o deficiente, vendo o que pode ser melhorado e no que se deve intervir.

A pesquisa foi lançada pela primeira-dama do Estado, Maria Célia Ferreira Gomes, ontem, durante o I Encontro do Fórum dos Conselhos Estaduais dos Direitos da Pessoa com Deficiência, com o tema “Participação e Controle Social das Políticas Públicas”, que termina hoje. De acordo com a Secretária do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), Fátima Catunda, são três os motivos principais dessa realidade. O fato de a lei que estabelece uma cota de pessoas com deficiência nas empresas não estar sendo cumprida é um deles.

O segundo é a discriminação ainda existente não só de empresários, como da família, da escola, do mercado e até mesmo do próprio deficiente. Por fim, o medo de perder o Benefício da Prestação Continuada (BPC) — direito constitucional que consiste no pagamento de um salário mínimo mensal a pessoas com 65 anos de idade ou mais e a deficientes com incapacidade para a vida independente e para o trabalho — para arriscar um emprego e ser demitido mais à frente.

“Mas já há uma articulação do governo do Estado com o Ministério do Desenvolvimento Social para que o benefício, em caso de emprego do deficiente, continue sendo recebido por essa pessoa até que ela se adeque a essa nova realidade de trabalho”, explica Catunda. Outra proposta do Estado é para que o BPC volte a ser recebido pelo deficiente, caso ele fique desempregado, até surgir outra oportunidade.


PERFIS

Ainda sobre a pesquisa, das pessoas ocupadas com alguma deficiência, a maioria compreende os grupos etários entre 30 e 59 anos. Entre os ocupados, os homens possuem uma participação superior à das mulheres. Representam 63,57% das ocupações. Já na situação de não-ocupados, as pessoas em tal condição têm uma maior inserção em faixas etárias mais maduras, ou seja, com idade a partir dos 40 anos, o que demonstra, conforme o levantamento, a seletividade e a competitividade do mundo do trabalho, com uma alta taxa de rotatividade dos empregos gerados e a dificuldade de colocação das pessoas com maior idade.

Os setores que mais absorvem homens e mulheres são a indústria de transformação e os serviços, seguidos do comércio e do terceiro setor. Um fato comum a ambos os sexos é que a maioria ganha entre um e três salários mínimos. São os deficientes auditivos aqueles que recebem a maior remuneração. No outro extremo, que recebem menos, estão os com deficiência mental.


FALTAM CONSELHOS DE DIREITOS

Mesmo representando todos os conselhos estaduais dos Direitos da Pessoa com Deficiência do País na entidade nacional, o Ceará apresenta uma contradição preocupante: apenas 11 dos 184 municípios cearenses contam com conselhos municipais. A informação é do presidente do conselho do Ceará, Alexandre Mapurunga. O conselho municipal é o local, avaliou ele, onde a pessoa com deficiência tem a oportunidade de construir políticas públicas em prol da própria causa.

Por isso, disse Mapurunga, é de fundamental importância a realização do I Encontro do Fórum dos Conselhos Estaduais dos Direitos da Pessoa com Deficiência no Estado. “A gente entende que, no fórum, vamos estimular a criação de mais conselhos e discutir com maior propriedade políticas públicas para esse público”, afirmou, na solenidade de abertura do evento. Ainda é proposta do fórum celebrar o primeiro ano da ratificação da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Para Mapurunga, a falta de acessibilidade ainda é um dos maiores entraves para os deficientes e muito se tem avançado na educação inclusiva. “Hoje, devemos celebrar também o fato de a legislação brasileira permitir que a pessoa com deficiência deixe de ser objeto de direito e passe a sujeito de direito”. Luiz Eduardo dos Santos, procurador de Justiça do Estado, sugeriu que a Secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Social (STDS) se comunicasse com os promotores do Interior do Estado na tentativa de estimular a criação de novos conselhos.


ESTADO TERÁ UM CENTRO DE PROFISSIONALIZAÇÃO

O Ceará vai ganhar um Centro de Profissionalização para a Pessoa com Deficiência. O anúncio foi feito também ontem pela primeira-dama do Estado, Maria Célia Habib Moura Ferreira Gomes. De acordo com ela, o processo licitatório para a unidade deve ocorrer entre o fim de julho e o início de agosto. Para a construção, conforme a primeira-dama, o governo vai contar com o apoio de uma emenda parlamentar do deputado federal Ariosto Holanda (PSB). A manutenção deve ser garantida pelo Estado.

“A idéia é a gente sentar com as empresas e o Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT) e ver quais são as ofertas e as demandas. A partir desse diagnóstico, é que a gente vai poder definir em que áreas o centro vai se concentrar. Pela tendência que já identificamos, deve focar em hotelaria, telemarketing, entre outras”,  adiantou Célia Ferreira Gomes. O centro deve ser instalado em Fortaleza, mas há grandes pretensões também para municípios no Interior do Estado.


CENTROS ESPECIALIZADOS

Na oportunidade, a primeira-dama anunciou a construção de mais três unidades em prol das pessoas com deficiência. O Centro de Diagnóstico e Prevenção na região do Cariri, com a finalidade de detectar o mais cedo possível a deficiência ou mesmo tentar evitá-la. Na região Norte, numa articulação com a Prefeitura de Sobral, a proposta é o Centro de Reabilitação Física.

Já para o Sertão Central, Quixadá ou Quixeramobim deve receber o Centro da Pessoa com Deficiência Auditiva. “O Centro de Profissionalização vai para Fortaleza porque a Capital concentra boa parte dos trabalhadores com deficiência”, afirmou Célia.

Segundo a primeira-dama do Estado, já existem projetos para os centros no Interior do Estado, restando apenas fazer alguns ajustes. “Até o fim da atual gestão, nosso desejo é entregar todos eles ou pelo menos a unidade de Fortaleza”.

Célia Ferreira Gomes informou ainda que todos os órgãos da administração pública estadual devem passar por reformas em suas estruturas no intuito de adequá-los às pessoas com deficiência. “As obras, inclusive, já começaram. Já tiramos do Departamento de Edificações e Rodovias (DER) a questão e a colocamos num outro escritório para acelerar o processo”.


NÚMEROS

Há 17,34% de pessoas com deficiência no Ceará

O Ceará é o terceiro estado do Nordeste com maior número de pessoas com deficiência

Os deficientes no Estado se concentram nas seguintes regiões: Região Metropolitana de Fortaleza, Centro-Sul, Sobral, Ibiapaba e litoral oeste

50,79% são deficientes visuais; 16,77%, auditivos; e 21,84% motores

A maioria é de mulheres

O Artigo 93 da Lei de Cotas (Lei nº 8.213/91) determina que as empresas que têm de 100 a 200 funcionários devem reservar 2% de suas vagas para pessoas com deficiência; de 201 a 500, 3%; entre 501 e mil empregados, 4%; com 1.001 ou mais, devem manter 5%



Fontes: Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social e http://diariodonordeste.globo.com

REPORTAGEM: COMO ENSINAR BEBÊS SURDOS


 

O maior desafio para quem trabalha com crianças surdas é acreditar nos bebês como diferentes e não como deficientes. É assim que pensa a fonoaudióloga escolar Sandra Refina Leite, que trabalha na Escola para Crianças Surdas (ECS) Rio Branco, em São Paulo. Para Sandra, a melhor maneira de potencializar a produtividade e o desenvolvimento dos bebês é ensinar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) desde os primeiros dias de vida.

“Desde o momento em que os pais descobrem a surdez do bebê é importante procurar um especialista para que, além da própria criança poder aprender a língua dos sinais, eles também possam aprendê-la. É fundamental que a criança desenvolva habilidades visuais para se sentir incluída socialmente e quanto mais cedo ela iniciar o processo de educação, melhor”, diz. “Todos os nossos esforços são para que a criança aprenda da maneira mais natural possível”

A especialista afirma que os pais não costumam aceitar a surdez do bebê em um primeiro momento. “Nossa sociedade não está preparada para a diferença, e isso se reflete também no comportamento dos pais dos bebês, que demoram um pouco a se acostumar. Ainda assim, o resultado vale muito a pena”, afirma Sandra. A fonoaudióloga diz que em seis meses de atividades o bebê já começa a reconhecer os sinais, mesmo que de maneira ainda não estruturada.

Em casa, é fundamental que os pais se comuniquem com o bebê por meio da linguagem de sinais. Sandra reafirma ainda a importância de brincar com a criança e contar histórias. “Aos pais cabe a tarefa de apresentar o mundo à criança, nomear pessoas e coisas, para que ela entenda a complexidade do mundo, e interagir sempre”, diz.


Fonte: Globo.com

REPORTAGEM: A OFICIALIZAÇÃO DA LIBRAS

REPORTAGEM: IMPLANTE COCLEAR - JORNAL VISUAL

REPORTAGEM: TESTE DA ORELHINHA PODE IDENTIFICAR SURDEZ EM CRIANÇA

GOYA

 

Francisco José de Goya y Lucientes (Fuendetodos, Saragoça, 30 de março de 1746 — Bordéus, França, 15 de abril de 1828), foi um pintor e gravador espanhol. Conhecido como "Goya, o Turbulento" e considerado às vezes como "o Shakespeare do pincel", suas produções artísticas incluem uma ampla variedade representativa de retratos, paisagens, cenas mitológicas, tragédia, comédia, sátira, farsa, homens, deuses e demônios, feiticeiros, e um pouco do obsceno.

Goya nasceu em Fuendetodos, Aragão, Espanha, em 1746, filho de José Benito de Goya y Franque e de Gracia y Lucientes Salvador. Passou sua infância em Fuendetodos, onde sua família morava em uma casa com o brasão da família de sua mãe. O pai ganhava a vida como dourador. Em 1749, a família comprou uma casa na cidade de Zaragoza e alguns anos mais tarde mudou-se para lá. Goya frequentou a Escuelas Pias, onde fez uma estreita amizade com Martin Zapater, sendo sua correspondência ao longo dos anos considerada uma valiosa fonte para as biografias de Goya. Aos 14 anos, entrou para a aprendizagem com o pintor Don José Luzan y Martinez. Como era costume na época, começou fazendo cópias de pinturas de vários mestres.

 

Aos dezessete anos, transferiu-se para Madrid, onde estudou com Anton Raphael Mengs, um pintor que era popular na realeza espanhola. Entrou em choque com seu mestre e seus exames foram insatisfatórios. Tentou por duas vezes, uma em 1763 e outra em 1766, entrar para a Academia de Belas Artes, sendo rejeitado em ambas as tentativas. Os biógrafos atribuem a Goya todo o tipo de aventuras nos anos que se seguiram, como a de ter-se tornado toureiro em Roma e ter-se envolvido em inúmeras aventuras amorosas.

No final de 1771, inscreveu-se em concurso da Academia de Belas Artes de Parma, recebendo uma menção honrosa e sua primeira encomenda: o afresco na Igreja Nossa Senhora do Pilar, em Saragoça. A partir daí, seguiram-se encomendas para o Palácio de Sobradiel e o Monastério Aula Dei. Entre os anos de 1773 e 1774 foram executadas, provavelmente, as últimas pinturas desse período em que esteve em Saragoça.

Goya se casou com Josefa Bayeu, irmã dos artistas Francisco e Ramon Bayeu. Enquanto esteve em Madrid, trabalhou para várias fábricas, fazendo desenhos para tapeçarias. São desse período os desenhos que ganharam fama, com reprodução de cenas folclóricas e de paisagens. Contudo, ele não era um artista interessado em paisagens e o fundo de suas obras mostra o pouco interesse que ele tinha por elas.

Depois de estabelecido em Madrid, começou a pintar retratos. O mais antigo que se conhece data de 1774, sendo que no ano de 1778 fez nada menos do que quatorze retratos.

No ano de 1780, entrou para a Academia de San Fernando e apresentou a obra "La Crucificada". Nessa pintura, Goya seguiu as regras acadêmicas, provando que era um mestre do estilo convencional. Em 1785, começou a receber encomendas da aristocracia. A primeira encomenda foi para o "Festival Folclórico" do dia de Santo Isidoro. No mesmo ano, executou o primeiro retrato de um membro da nobreza, a Duquesa de Osuna. Em 25 de abril de 1785, depois da morte de Carlos III e da coroação de Carlos IV, foi nomeado "Primeiro Pintor da Câmara do Rei", tornando-se o pintor oficial do monarca e sua família.
Em 1790, pintou um de seus auto-retratos.

 

Em 1792, numa viagem a Andaluzia, contraiu uma doença séria e desconhecida, transmitida por seu amigo Sebastián Martínez, ficando temporariamente paralítico, parcialmente cego e totalmente surdo. Com a doença, perdeu sua vivacidade, seu dinamismo, sua autoconfiança. A alegria desapareceu lentamente de suas pinturas, as cores se tornaram mais escuras e seu modo de pintar ficou mais livre e expressivo. Parcialmente recuperado, retornou a Madrid no verão de 1793 e continuou a trabalhar como artista da Corte, porém buscou outras inspirações para expressar sua fantasia e invenção sem limite, o que as obras sob encomenda não lhe permitiam.

Devido à doença, Goya passou a não ter mais muito respeito pela aristocracia, expondo nas suas pinturas as verdadeiras identidades e as fraquezas dos modelos. Um exemplo é o retrato do rei Fernando VII da Espanha. Seus retratos deste período mostram, todavia, a sua fascinação pelas mulheres e pelas crianças, não igualada por nenhum outro artista, com a possível exceção de Renoir. Dois retratos de mulheres, executados nessa época, mostram claramente essa qualidade: "Doña Antonia Zarate", orgulhosa, ereta, coquete e algo triste; e a "Condesa de Chinchón", o mais terno de seus retratos de mulheres, no qual o rosto infantil e a postura frágil dos ombros contrastam com o traje elegantemente pintado. Estes retratos foram como um último adeus às alegrias da vida, porque pouco depois Goya se exilou em sua Quinta del Sordo, em Madrid. As guerras napoleônicas vieram e se foram, e os horrores sofridos pelos espanhóis deixaram um Goya amargo, transformando a sua arte em um ataque contra a conduta insana dos seres humanos, passando a retratar a falta de sentido do sofrimento humano, tanto injusto como não merecido.

 

Entre os anos de 1810 e 1814, produziu sua famosa série de pinturas "Los Desastres de la Guerra" e suas duas obras primas "El Segundo de Mayo 1808" e "El Tercero de Mayo 1808" (também conhecido como "Los fusilamientos en la montaña del Príncipe Pío" ou "Los fusilamientos del tres de mayo" ). Estas pinturas demonstram um uso de cores extremamente poderoso e expressivo. Pela primeira vez, a guerra foi descrita como fútil e sem glória, e pela primeira vez não havia heróis, somente assassinos e mortos.

Em 1821, a Inquisição abriu um processo contra Goya por considerar obscenas as suas "Majas", mas o pintor conseguiu livrar-se, sendo-lhe restituída a função de "Primeiro Pintor da Câmara".


Durante a última parte de sua vida, Goya cobriu as paredes de sua Quinta del Sordo com as famosas "pinturas negras", as últimas e mais misteriosas de seu gênio atormentado, como "Saturno devorando a un hijo" (1815) que se encontra atualmente no Museu do Prado. Esta pintura constitui uma referência aos conflitos internos de Espanha, durante o reinado absolutista de Fernando VII, mas será também um reflexo da degradação da sua saúde física e mental.

Em 1824, Goya se exilou em Bordeaux, França, vindo a morrer quatro anos depois naquela cidade.

Obras
•    (1777) - Riña en el Mesón del Gallo
•    (1777) - El paseo por Andalucía
•    (1778) - La cometa
•    (1786) - La nevada
•    (1786-1787) - Cazador junto a una fuente
•    (1786-1787) - La vendimia
•    (1789 - Carlos IV de vermelho
•    (1795) - La Duquesa de Alba y la dueña ou La Duquesa de Alba y la "beata"
•    (1799) - Los caprichos
•    (1810-1820) - Los desastres de la guerra
•    (1814) - Los fusilamientos del tres de mayo
•    (1814) - Tres de mayo de 1808 en Madrid ou La carga de los mamelucos
•    La maja desnuda
•    La maja vestida
•    (1815 ) Los disparates
•    Saturno devorando a un hijo
•    El Aquelarre


Filmes
•    Sombras de Goya, de Milos Forman (2006)
•    Goya, de Carlos Saura (1999)



fonte: wikipédia

HUMBERTO E A TURMA DA MÔNICA


Humberto foi criado no ano de 1981 e inserido nas historinhas da Turma da Mônica. Na maioria das histórias, mostra ele não fala, parece mudo, sempre fala assim: “hum, hum”. O site oficial de Maurício de Sousa informa que Humberto, amiguinho da criançada da Turma da Mônica, não fala. Só murmura “hum-hum”... uns acham que ele é mudo. Outros, que economiza a voz. Mas enquanto isso, vai aprontando alguma confusão. Jamais conseguiu ganhar duas coisas quando perguntado. Só fica com uma. Não fica claro, pela historinha, qual é a situação real do Humberto. A historinha mostra que outros personagens se comunicam com ele pelo oralismo, sem mostrar que ele lê lábios: parece que ele ouve e não fala.

Na historinha de maio de 2006, ele usa Língua de Sinais para comunicação e as outras crianças da turma procuram aprender para se comunicar com ele, principalmente entender seus sinais. O gibi mostra a valorização de Língua de Sinais, como uma forma de comunicação de surdos; assim, as crianças brasileiras, ao lerem o gibi, já começam a aprender o básico de comunicação com os surdos e se familiarizar com sua cultura.

Também é mostrado outro tipo de balão de comunicação entre personagens e o Humberto. É uma criação interessante, ao lado de tantos outros balões das convenções de Histórias em Quadrinhos, como os balões de fala, de pensamento, de sonho, que já existem normalmente.

segue abaixo a historinha na íntegra:














EMMANUELLE LABORIT


 


Nascida surda, Emmanuelle Laborit é neta do cientista Henri Laborit (1914-1995). Só conheceu a língua gestual aos 7 anos, ensinando-a rapidamente à sua irmã, que assim se tornou sua confidente.

Antes de aprender a Língua Gestual Francesa, ela apenas comunicava com sua mãe: tinham uma comunicação "umbilical".

O seu livro autobiográfico O vôo da gaivota, escrito em 1993, retrata as suas lembranças de infância, sua difícil adolescência e o início da sua idade adulta autômona, assim como o seu percurso.

Venceu o prêmio Molière da revelação teatral, em 1993, pelo seu papel em Filhos de um deus menor, adaptado da peça estadunidense com o mesmo nome, escrita por Mark Medoff: ela é a primeira comediante Surda a receber, em França, tal reconhecimento. Tornou-se ainda a embaixatriz da Língua Gestual Francesa.

É membro do comité de patrocínio da Coligação Francesa para a Década da cultura da paz e da não-violência.
Membro do Teatro Visual Internacional já há bastante tempo (http://www.ivt.fr/), Emmanuelle Laborit sucede ao seu diretor-fundador Alfredo Corrado, na cabeça do estabelecimento, em 2003. Depois e longos anos de instabilidade, o centro foi instalado, desde Janeiro de 2007, na Cité Chaptal, no nono distrito de Paris. O estabelecimento abre as suas portas com as representações de « K.Lear » no qual Emmanuelle Laborit encarna Cordelia.

Deu à luz um menino, em 2007.

Filmografia

  • 1994: 3000 scénarios contre un virus
  • 1995: Le Toit du monde
  • 1996: Le Propre de l'homme
  • 1996: Beyond Silence
  • 1997: La Vie silencieuse de Marianna Ucrìa
  • 1997: Un air si pur
  • 2000: Retour à la vie
  • 2000: Marie-Line
  • 2001: L'Ami Fritz
  • 2001: Amour Secret
  • 2002: 11'0901 - September 11

Teatro

  • 1992 : Filhos de um deus menor

Obras

  • O voo da gaivota



Fonte: Wikipédia 



* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

FILIPPO SMALDONE

 

Nasceu no dia 27 de julho de 1848, na cidade de Napoli (Itália). Sua família era muito religiosa e de sua mãe recebeu os primeiros ensinamentos cristãos. Desde muito jovem sonhava em tornar-se Sacerdote, para isso, estudava muito, ajudava os pobres, visitava doentes em hospitais, ajudava às crianças a conhecerem Jesus.

Tornou-se Sacerdote no dia 23 de setembro de 1871.
 
Em toda sua vida ele praticou a caridade e o amor ao próximo. Padre Filippo rezava muito para entender o que Deus queria dele. Então, em uma tarde, na Igreja de Santa Catarina, em Napoli, ele ensinava o catecismo às crianças quando ouviu-se gritar uma criança e a mãe que chorava, padre Filippo aproximou-se para acalmar a criança mas, a mãe gritou: "meu filho é surdo!" e saiu. Padre Filippo entendeu que o Senhor lhe pedia para dedicar-se às crianças surdas, e então, começou a ajudar os surdos de sua cidade e cidades vizinhas.

Por amar muito os surdos, pensou em lhes dar mães e mestras: as irmãs. E em 25 de março de 1885, em Lecce, três jovens irmãs começaram a ajudar padre Filippo na educação dos surdos. Assim foi fundada a Congregação das Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações.

No dia 15 de outubro de 2006, na Praça São Pedro, o Papa Bento XVI proclamou Santo o sacerdote Filippo Smaldone, fundador da Congregação das Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações, pai e mestre dos surdos.

Hoje o carisma de São Filippo Smaldone está vivo na Itália, no Brasil, na África e no Paraguai através da congregação, que com amor, competência, dedicação e técnicas didático-pedagógicas modernas, promovendo o pleno desenvolvimento de centenas de crianças surdas.


Fonte: Instituto Filippo Smaldone



* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

VÍDEO: VOCÊ PRECISA SER SURDO PARA ENTENDER

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

ORIGEM DO DIA DO SURDO



No Brasil, o dia 26 de setembro é sugerido devido ao fato desta data lembrar a inauguração da primeira escola para Surdos no país em 1957, com o nome de Instituto Nacional de Surdos Mudos do Rio de Janeiro, atual INES - Instituto Nacional de Educação de Surdo.

Ernest Huet (1855) Professor Surdo francês fez um programa especial para ensinar os Surdos no Brasil. Este programa consistia em usar o alfabeto manual e a Língua de Sinais da França. Lutou e conseguiu junto ao Imperador Dom Pedro II apoio para fundar a primeira Escola para Surdos no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, o INES - Instituto Nacional de Educação de Surdos, no dia 26 de setembro de 1857.

Na época, o Instituto era um asilo, onde só eram aceitos surdos do sexo masculino. Eles vinham de todos os pontos do país e muitos eram abandonados pelas famílias.

EDUCAÇÃO E SURDEZ: UM PARADIGMA PEDAGÓGICO



                                       Por Vera Lúcia Lopes Dias
 

Em minhas pesquisas e levantamentos efetuados junto à população de alunos surdos profundos e severos nas escolas regulares, tenho constatado um dilema: a surdez vista como um paradigma pedagógico. De fato, quando esse paradigma se explicita, aparece junto o aspecto negativo de ser surdo tal que, nessa sociedade, significa um enfrentamento constante com o desconhecido. Para conseguir um maior nível de consciência e levá-la à prática é importante considerar as condições objetivas e subjetivas, o contexto sócio-econômico-cultural e as formas de pensar dos diversos segmentos da comunidade escolar. A prática escolar tem sido, em geral, desenvolvida a partir da idéia de um aluno hipotético. Se tende a fazer generalizações. Inclusive em relação aos alunos surdos, em detrimento de uma visão mais realista, em que cada pessoa, independente de ser surda, apresenta características de personalidade, produto de seu trajeto histórico-econômico-social. Muitas vezes, não se considera a diversidade característica de qualquer grupo. O grupo dos surdos, como o grupo dos ouvintes, apresenta características internas de raça, de classe, de gênero, de religião, etc., que podem provocar insegurança, inclusive conflitos e divergências, chegando a influenciar na personalidade do indivíduo. Através de tentativas de apreensão das contradições internas do grupo, seria possível entendê-lo melhor. É na variedade de experiências que surgem diferentes perspectivas de valores e de poderes. Noutras situações, no caso do ensino superior, o sistema deve adaptar-se conforme as necessidades desse alunado, partindo de uma postura pedagógica relativamente nova, enfatizando maior aprimoramento de recursos humanos para a área da Educação Especial, onde até mesmo deve-se respeitar a difusão da língua de sinais para surdos não-oralizados dentro das salas de aulas, através da contratação de interprétes ouvintes de língua de sinais, no caso do Brasil, LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais.


Porquanto, por outro lado, não faz sentido nenhum a busca constante pela reafirmação de uma identidade surda, mesmo as definidas pelas teorias atuais vigentes na Educação de Surdos. Teoricamente, há uma vasta gama de variedade de identidades, mas a fogueira corre mais solta nas brigas ideológicas entre surdos e educadores da surdez que defendem, e com razão ‘’justa’’ e ‘’merecida’’, a língua de sinais como primeira língua e aquela outra parcela insignificante de surdos oralizados de destacadas projeções e estilos de vida intelectual em função do sucesso do método oralista. Devido ao meu convívio com surdos oralizados que não participam da Comunidade Surda ou que apenas tomam uma posição neutra, suspeito da "calamidade social" do eu interior que atinge a identidade surda desses meus amigos surdos oralizados. De fato, reconhecendo-me como parte integrante deste último grupo, os surdos oralizados que não oscilem nas transições de sua identidade entre mundo ouvinte e mundo surdo nem se identifiquem com a Cultura Surda, têm imediato reconhecimento consciente que os leva em confronto com a identidade ouvinte. Essa identidade característica dos surdos oralizados, autodenomino identidade surda ouvinte, cuja concepção reconhece e se aproxima mais do padrão do mundo ouvinte, sem hipocrisias. Não devemos nos relegar a padronizar uma identidade surda para melhor identificarmos soluções educativas para cada uma, porque nem mesmo existe uma única identidade padrão para definir quem é mais ou menos brasileiro, eis a ironia. Porque as identidades, antes de tudo, não devem privilegiar uma condição de ser surdo, visto ser um processo de auto-aceitação enquanto pessoa e, sobretudo, também um processo de metacognição. E esses dois processos não dependem necessariamente de uma consciência surda para entendê-la. A identidade é histórica e caminha ao longo de uma vida cheia de marcas pelo que  os surdos se tornam enquanto ser social e participativo na sociedade. Creio que podemos chegar à seguinte conclusão: a fundamentação deve e deveria ser movida pelo ideal pedagógico que analise antes quem é essa pessoa surda, quais suas diferenças individuais, sobre em que bases ideológicas estão sedimentadas suas concepções de mundo. E para que esse ideal pedagógico seja adequadamente suplementado, é preciso respeitar as características individuais de cada grupo de surdos, segundo os quais respondem a determinados padrões de condicionamento, dependendo das diferentes associações teóricas que lhes podem atribuir analogias semelhantes entre si. 


Surdos oralizados e não oralizados geralmente apresentam diferentes raízes de concepção de mundo. Enquanto estes últimos estão mais próximos de uma "massificação" da cultura surda, que tem na língua de sinais a sua manifestação maior de cultura; os oralizados se aproximam mais das manifestações da cultura ouvinte, onde privilegia-se a habilidade da fala e eficácia em leitura labial. Por isso, nota-se que as características pedagógico-educacionais exigidas por ambos os grupos são diferenciadas. Dados colhidos por mim na Universidade Estácio de Sá (UNESA), uma das maiores universidades particulares do Rio de Janeiro, me mostraram que, no primeiro semestre do ano 2001, estiveram regularmente matriculados na referida universidade particular um total de 12 surdos não oralizados, onde suas aulas são direcionadas com a presença obrigatória de intérpretes de língua de sinais. Isso demonstra, por si só, uma questão de adaptação do sistema universitário, através de medidas cabíveis tomadas. Embora um significativo avanço tenha se efetuado, não existe ainda na UNESA uma unidade direcionada exclusivamente aos estudos surdos, com a criação do Núcleo de Estudos Surdos. O caso do acesso dos surdos oralizados nas universidades de grande porte, públicas, gratuitas e de qualidade, é mais delicado, visto que eles se encontram em situação de igualdade de condições em disputas e, por isso mesmo, as concorrências com a maioria ouvinte são muito mais fortes e o nível de dificuldades de comunicação dentro das salas de aulas são, em teoria, muito maior do que aquela apresentada quando há surdos estudando na presença de intérpretes de língua de sinais, daí a principal dificuldade dos surdos ser o acompanhamento das aulas. Em qualquer caso, sempre haverá a barreira da comunicação em ambos os grupos, em maior ou menor grau, além das curiosidades alheias e certo comodismo sob o olhar reprovador de alguns, por puro preconceito velado.


Por conseguinte, não se pode dizer que os oralistas estão certos, tampouco exaltar a eficiência do método cultural dos surdos não oralizados. O objetivo deve ser o de conceber uma plataforma cultural que seja capaz de suprir todas as necessidades do indivíduo surdo que, devido à sua diferença, colocam-no numa situação de inferioridade perante a sociedade majoritária ouvinte.


Para encerrar, não há uma concordância no que se tornará a melhor técnica de formação da mentalidade do surdo como um indivíduo capaz de sobreviver às adversidades da vida sem a preocupação imperiosa que envolve a idéia de sua deficiência. Se, por um lado, não é possível educar efetivamente alguns surdos pelo sistema oralista, sob pena de obstruir ou mesmo retardar seu crescimento cultural inicial, entre outras conseqüências, também não podemos tomar parte da língua de sinais por colocar a capacidade lingüística do surdo em desacordo com a cultura dominante. Sendo que esta cultura dominante urge de ser incorporada sob pena de não dispor de um crescimento profissional maior, o surdo que não domina esta cultura permanece em segundo plano, em serviços secundários e de baixa renda, tornando-se necessário uma nova concepção que atenda à necessidade primordial de tornar a vida do surdo mais produtiva tanto quanto estender seu raio de alcance no seio da sociedade .


Um outro fator se impõe sobre o assunto aqui comentado. Em primeiro lugar, apesar de todas caracterizações apresentadas sobre cada grupo específico de surdos, no caso, os oralizados e não oralizados, há sempre o perigo imposto pela armadilha da generalização. Existem casos raros, que podem ser isolados ou pertinentes a certos grupos, no que se refere à forma de acepção do mundo pelo surdo. Havendo uma enorme variação de situações em que o surdo pode ser bom em leitura labial, mas ruim na escrita, bom em sinais e bom na escrita, é muito difícil ainda, devido à escassez de pesquisas, estabelecer uma base mais resistente a respeito de cada caso específico. Portanto, aqui fica registrado o alerta a respeito das generalizações apresentadas.

UM PENSAMENTO DE HELEN KELLER

POEMA DE UM SURDOCEGO

EMOCIONANTE MESMO... VALE A PENA VER...


UM PENSAMENTO DE VYGOTSKY

FILMES QUE ABORDAM A SURDEZ


  • ·         A Cidade das Crianças
  • ·         A Cidade das Tristezas - City of Sadness
  • ·         A Diferença
  • ·         A Escolha
  • ·         A Família Savage
  • ·         A Órfã
  • ·         À Procura de Mr. Goodbar
  • ·         A Vida de Alexander Graham Bell
  • ·         A Vida Secreta das Palavras
  • ·         Adada
  • ·         Além do Silêncio
  • ·         Aliados contra o crime
  • ·         Alpine Fire
  • ·         Alvo Protegido
  • ·         Amargo Regresso
  • ·         Amor e Inocência
  • ·         Amour Secret
  • ·         Amy
  • ·         Amy - Uma Vida Pelas Crianças
  • ·         Ana
  • ·         Anatomie D´un Miracle
  • ·         And Now Tomorrow
  • ·         Aprendiendo a escucharte
  • ·         Arquivo Morto
  • ·         Askari
  • ·         Assassinato em Manhattan
  • ·         Assassinato Perfeito
  • ·         Beethoven
  • ·         Beethoven - Tage aus einem Leben
  • ·         Belinda
  • ·         Big Little Person
  • ·         Biyaya ng lupa
  • ·         Blinker en het Bagbag-juweel
  • ·         Blue Moon
  • ·         Bodytalk
  • ·         Bonanza
  • ·         Borboletas de Zagorsk
  • ·         Broadway Dos Meus Sonhos
  • ·         Budbringeren – Correio Desinteressante
  • ·         Busca Alucinada
  • ·         Captain Johnno
  • ·         Cegos, Surdos e Loucos
  • ·         Clube da Comédia
  • ·         Código Desconhecido
  • ·         Compensation
  • ·         De Repente é Amor
  • ·         Deliverance
  • ·         Do Luto a Luta
  • ·         E Seu Nome é Jonas
  • ·         Filhos do Silêncio
  • ·         Fim da Linha
  • ·         Gaby - Uma Histótia Real
  • ·         Gestos de Amor
  • ·         Hellen Keller - O Milagre Continua
  • ·         Jericho
  • ·         Jerry Maguire - A Grande Virada
  • ·         Liberdade Para as Borboletas
  • ·         No Silêncio do Amor
  • ·         O Mar Mais Silencioso Daquele Verão
  • ·         O Milagre de Anne Sullivan
  • ·         O País dos Surdos
  • ·         O Prisioneiro do Silêncio
  • ·         O Rodeio da Vida
  • ·         Palavras do Silêncio
  • ·         Perigo em Bangkok
  • ·         Por Amor
  • ·         Presságio
  • ·         Quem Falara Por Jonathan
  • ·         Ritmo do Amor
  • ·         Sangue Negro
  • ·         See What I'm Saying: The Deaf Entertainers Documentary
  • ·         Sem Vestígios
  • ·         Som e Furia
  • ·         Sombras do Piano
  • ·         The Miracle Worker
  • ·         The Unconquered
  • ·         Uma Viagem Inesperada

HELEN KELLER


"O otimismo é a fé que leva à realização. Nada pode ser feito sem esperança ou confiança." 
(Helen Keller)


Helen Adams Keller nasceu em 27 de Junho de 1880 em Tuscumbia, Alabama, nos EUA. Filha do capitão Arthur H. Keller e de Kate Adams Keller, que eram de familias respeitadas e tradicionais na região.
Aos dezoito meses de idade perdeu subitamente a visão e a audição devido a uma doença grave. Passou os primeiros anos de sua infância sem orientação adequada que lhe permitisse desenvolver-se aprendendo sobre o mundo ao seu redor.


Através do contato que teve com Martha Washington, a filha de seis anos da cozinheira, ela desenvolveu uma linguagem de sinais propria, com a qual comunicava com a família.

Os pais de Helen após ouvirem falar do sucesso na educação de Laura Bridgman (cega e surda), levaram-na ao Dr. J. Julian Chisolm, especialista em olhos, nariz, ouvidos e garganta que nada podendo fazer, os encaminhou para Alexander Graham Bell que na época trabalhava com crianças surdas. Bell aconselhou que eles entrassem em contacto com o Instituto Perkins para Cegos, que era a mesma escola onde Bridgman tinha sido educada.
Helen Keller com 8 anos no Instituto Perkins

Michael Anaganos, director do instituto, pediu a uma antiga estudante, Anne Sullivan que contava então 20 anos e era deficiente visual (ainda conseguia ver, embora pouco) para que fosse tutora de Helen Keller. Assim alguns meses antes de Helen completar 7 anos de idade, em Março de 1887, Anne Sullivan, foi morar na sua casa a fim de a ensinar. Era o começo de uma relação que durou 49 anos.


“O dia mais importante de toda minha vida foi o da chegada de minha professora Sullivan. Fico profundamente emocionada, quando penso no contraste imensurável das duas vidas que se juntaram. Ela chegou no dia 3 de março do 1887, três meses antes de eu completar 7 anos”

Até a chegada da professora, Helen Keller ainda não falava e não compreendia o significado das coisas. A primeira palavra sinalizada e soletrada em sua mão foi doll (boneca) para mostrar a boneca que ela havia levado de presente para Helen.

Helen e Anne em 1888

O grande avanço na comunicação de Helen Keller foi em Abril daquele mesmo ano, quando ela notou que aqueles movimentos feitos por sua professora na palma de sua mão enquanto deixava escorrer água fria na outra mão, simbolizavam a ideia de água.

Numa sucessão rápida ela aprendeu os alfabetos braille e manual, facilitando assim, a sua aprendizagem da escrita e leitura.



“Belos dias como estes, fazem o coração bater ao compasso de uma música que nenhum silêncio poderá destruir. É maravilhoso ter ouvidos e olhos na alma. Isto completa a glória de viver”.


Em Maio de 1888, foi estudar no Instituto Perkins. Em 1890 após saber sobre Ragnhild Kaata uma surda-cega que aprendera a falar, Keller também quis aprender. Na primavera desse ano teve aulas com Mrs Fuller que atraves das vibrações da garganta e movimentos da boca e língua, ensinou Helen a falar. No final de décima primeira lição, ela fez uma surpresa para Annie, puxou-a pelo braço, e disse claramente: “EU NÃO SOU MAIS MUDA”. Helen Keller aprendeu assim a falar aos dez anos.


Em 1896 voltam para Massachusetts e Keller em 1899 ingressou na escola de Cambridge Para Jovens Senhoritas e permaneceu lá até ser admitida para a Universidade de Radcliffe em 1900.

Helen em 1902

O seu admirador, Mark Twain apresentou-a a Henry Huttleston Rogers, um magnata do óleo, que juntamente com a sua esposa, pagou a educação de Helen.


Em 1904 graduou-se bacharel em filosofia pelo Radcliffe College, tornando-se aos 24 anos a primeira mulher surda-cega a ter um diploma de bacharel em artes.


Durante o seu período de estudante, a professora Anne Sullivan foi a sua orientadora constante, transmitindo todas as aulas para Helen, através do alfabeto manual, encorajando-a e estimulando-a. Todos os livros de consulta que não existiam em braille eram laboriosamente soletrados pelas mãos de Helen. Além das aulas da Universidade, Anne soletrava aulas de francês, latim e alemão.


A sua professora Anne continuou como sua companheira, tendo-se casado em 1905 com John Macy, eminente critico literário. O casamento não interrompeu o relacionamento de aluna e professora. Helen Keller foi morar com o casal que continuou auxiliando-a em seus estudos e outras actividades.

John Macy, Anne e Hellen

Antes de se formar, Helen Keller fez sua estreia na literatura escrevendo a sua autobiografia: “A História de Minha Vida”, publicada em 1902, e em seguida no Jornalismo com uma serie de artigos no “Ladies Home Journal”. A partir dessa data nunca mais parou de escrever. Nos seus trabalhos literários, Helen usava a máquina de dactilografia braille preparando os manuscritos. Depois copiava-os numa máquina de dactilografia comum.


Polly Thompson foi contratada para cuidar da casa. Era uma jovem mulher Escocesa que não tinha experiência com cegos ou surdos. Ela fez grande progresso, passando mais tarde ao cargo de secretária e consequentemente tornou-se companheira constante de Helen.


Depois do falecimento de Anne em 1936, Helen e Polly Thompson mudaram-se para Connecticut.
Em 1946, quando a Imprensa Braille Americana se transformou na American Foundation for Overseas Blind (hoje Helen Keller International Incorporated), Helen Keller foi eleita conselheira em relações internacionais. Foi então que ela começou as suas viagens pelo mundo, em benefício dos cegos, fato esse que a tornou bem conhecida nos seus últimos anos de vida. Entre 1946 e 1957, visitou 35 países em cinco continentes.


Em 1955, quando tinha 75 anos, Helen Keller realizou mais uma das suas longas e árduas viagens, durante cinco meses, através da Ásia. Por onde viajou, sempre levou uma nova coragem para milhares de pessoas cegas e muitos dos esforços para melhorar as condições entre os cegos no mundo podem ser atribuídos diretamente às suas visitas.

Helen em Bombaim, India em 1955

Polly Thompson teve um enfarte em 1957, e nunca conseguiu recuperar completamente vindo a falecer em 1960. Winnie Corbally, que foi a enfermeira contratada para cuidar de Polly, acabou ficando depois da sua morte e tornou-se companheira de Helen até ao fim da sua vida.

Ao longo da vida foi agraciada com títulos e diplomas honorários de diversas instituições, como a universidade de Harvard e universidades da Escócia, Alemanha, Índia e África do Sul.
Em 1952 foi nomeada Cavaleiro da Legião de Honra da França. Em reconhecimento ao estímulo que seu exemplo e presença deram aos trabalhos para cegos nos países que visitou. Os governos do Brasil, Japão, Filipinas e Líbano conferiram-lhe, respectivamente, as seguintes condecorações: Ordem do Cruzeiro do Sul, do Tesouro Sagrado, do Coração de Ouro e Medalha de Ouro de Mérito. Foi membro honorário de várias sociedades científicas e organizações filantrópicas nos cinco continentes.

Helen com o Embaixador Brasileiro Walter Moreira Salles na embaixada de Washington

Uma grande honra foi também concedida a Helen Keller, em 1954, quando o seu local de nascimento, Ivy Green, na Tuscumbia, foi transformado em museu permanente. A cerimónia realizou-se a 7 de Maio de 1954, com a presença de diretores da "American Foundation for the Blind" e de outras autoridades.

Casa onde nasceu

Mais compensadoras do que as inúmeras honrarias que recebeu foram as relações de amizades que Helen Keller fez com a maioria das personalidades proeminentes de seu tempo. Eram algumas figuras famosas, de Grover Cleveland a Charlie Chaplin, de Nerhu a John F. Kennedy e outros como Katherine Corvell, Van Wyck Brooks, Alexander Graham Bell e Jo Davidson, os quais ela considerava como amigos.

Helen Keller e Winifred Corbally visitando John Kennedy em 1961

Em 1961 Helen Keller teve vários ataques cardíacos. Após essa altura, Helen viveu tranquilamente em “Arcan Ridge”, onde recebia a família, amigos íntimos e membros da American Foundation for the Blind e da American Foundation for Overseas Blind (hoje Helen Keller International Incorporated). Passava a maior parte do seu tempo a ler. Os seus livros favoritos eram a Bíblia e volumes de poesia e filosofia.


Em 14 de Setembro de 1964, o presidente Lyndon B. Johson agraciou-a com a Medalha Presidencial da Liberdade, uma das duas maiores honras para um cidadão dos Estados Unidos. Em 1965, foi uma das vinte eleitas para o Hall da Fama Feminina, na Feira Mundial de Nova Yorque. Helen Keller e Eleanor Roosevelt receberam a maioria dos votos entre as cem mulheres indicadas.

Helen morreu enquanto dormia em 1 de Junho de 1968 na sua casa. As suas cinzas foram colocadas na Capela de São José na Catedral Nacional de Washington D.C. ao lado das suas constantes companheiras Anne Sullivan e Polly Thompson.


No seu último adeus, o Senador Lister Hill, do Alabama, expressou o seu sentimento e de todo o mundo quando disse a respeito de Helen Keller:
- “Ela viverá; ela foi um dos poucos nomes, imortais, que não nasceu para morrer. Seu espírito perdurará enquanto o homem puder ler e histórias puderem ser contadas sobre a mulher que mostrou ao mundo que não existem limitações para a coragem e a fé”.




“As melhores e mais belas coisas do mundo não podem ser vistas nem tocadas, mas o coração as sente”.
Helen Keller

Algumas de suas Obras:
    * Otimismo - um ensaio
    * A Canção do Muro de Pedra
    * O Mundo em que Vivo
    * Lutando Contra as Trevas
    * A Minha Vida de Mulher
    * Paz no Crepúsculo
    * Dedicação de Uma Vida
    * A Porta Aberta
    * A história de minha vida


Fontes: http://helenkeller1880.vilabol.uol.com.br/; http://wikipedia.org/; Grande Enciclopédia Larousse; outros


* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES.

COMO FALAM AS MÃOS

domingo, 26 de dezembro de 2010

MARLEE MATLIN


Marlee Beth Matlin (nascida em 24 de agosto de 1965) é um atriz norte-americana ganhadora do Oscar e é quase completamente surda.

Matlin perdeu a audição quando ainda era bebê (aos 18 meses de vida) devida à doença exantema súbito (Roseola infantum). Ela perdeu primeiro a audição do ouvido direito e 80% do ouvido esquerdo.

Fez seu primeiro trabalho aos 7 anos, como Dorothy numa versão para o teatro da peça O maravilhoso mágico de Oz e continuou a aparecer no mesmo grupo de teatro.

Seu primeiro trabalho no cinema foi em 1986 no filme Children of a Lesser God - Os Filhos do Silêncio - pelo qual ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz dramática e o Oscar de melhor atriz (aos 20 anos, a mais jovem a ganhar o prêmio), ao contracenar com o seu marido na época, o ator William Hurt.

Fez séries de televisão como, Reasonable Doubts (1991 – 1993) e pelo qual foi indicada ao Emmy Award, Picket Fences. Ela trabalhou regularmente na série durante a última temporada.

Trabalhou também em The West Wing e Blue's Clues. Outros trabalhos na televisão incluem: Seinfeld, Desperate Housewives, e Law & Order: Special Victims Unit. E foi indicada para o Primetime Emmy Award no ano de 2004.

Marlee trabalha também com várias organizações não-governamentais, incluindo: Children Affected by AIDS Foundation, Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation, Starlight Children's Foundation e também a cruz vermelha.

Casou com o oficial Kevin Grandalski em 29 de agosto de 1993. Eles têm 4 filhos: Sarah Rose, Brandon, Tyler, e Isabella Jane.

Em 2002, publicou sua primeira novela, Deaf Child Crossing.

Em 2004, estrelou o controverso filme What the Bleep Do We Know como Amanda.

Atualmente, trabalha na série americana The L Word e interpreta uma contraditória artista plástica chamada Jodi. Sua personagem se relaciona com Bette (Jennifer Beals), decana da universidade onde ela trabalha. Matlin entrou na quarta temporada da série.


Fonte: Wikipédia



* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.