
Esse blog é para as pessoas que acreditam e lutam pela melhoria da Educação Especial no Brasil.
domingo, 8 de abril de 2012
PENSAMENTO DE ROMÁRIO

“Os pais que têm um dom de ter um filho com síndrome de Down podem se considerar pais especiais. Pessoas leigas, como eu era, as veem como anormais. Mas nós somos mais anormais que eles, porque no mundo deles só tem amor e carinho”
ROMÁRIO
Marcadores:
Pensamentos e Reflexões,
Síndrome de Down
SEI QUE VOU TE AMAR (THE BLACK BALLOON)
Thomas
Mollison é um jovem de 16 anos que quer apenas ter uma vida normal. Seu
irmão mais velho, Charlie, tem autismo e TDAH e o funcionamento de toda
sua família gira em torno de lhe oferecer um ambiente de vida seguro. Ao
se mudar para uma nova casa e uma nova escola, Thomas conhece Jackie
Masters e começa a se apaixonar por ela. Quando sua mãe fica confinada à
cama devido à gravidez, Thomas então deve assumir a responsabilidade de
cuidar de seu irmão, o que pode custar a sua relação com Jackie,
especialmente quando isso desencadeia um violento confronto na família
em sua festa de aniversário, que leva o garoto a uma viagem emocional
repleta de frustrações e angústias.
UM AMIGO INESPERADO (AFTER THOMAS)
Kyle Gram é
um menino frágil e com diagnóstico de autismo. Seus pais fazem de tudo para
tentar se comunicar com ele, até que um cachorro chamado Thomas consegue
criar uma relação com o menino que o ajudará a escapar do seu silêncio.
LOUCOS DE AMOR (MOZART AND THE WHALE)
Donald
Morton (Josh Hartnett) e Isabelle Sorenson (Radha Mitchell) sofrem da
síndrome de Asperger, uma espécie de autismo que provoca disfunções
emocionais. Donald trabalha como motorista de táxi, adora os pássaros e
tem uma incomum habilidade em lidar com números. Ele gosta e precisa
seguir um padrão em sua vida, para que possa levá-la de forma normal.
Entretanto ao conhecer Isabelle em seu grupo de ajuda tudo muda em sua
vida, por estar apaixonado por ela.
ADAM
Adam (Hugh Dancy) é um jovem meigo e simpático, mas com dificuldade de se relacionar com as pessoas devido à Síndrome de Asperger. Ele vive num mundo solitário até que conhece sua mais nova vizinha, Beth (Rose Byrne), uma linda moça simpática e muito atenciosa. A princípio estranhando o comportamento do vizinho Adam, Beth aos
poucos se deixa envolver por ele, e resolve pesquisar sobre a Síndrome de Asperger, ajudando-o a interagir com os outros e a ser auto-confiante, mesmo com a
oposição do pai dela. Beth luta para mostrar o mundo real para Adam e o relacionamento dos dois ilustra o que muitos dizem: que os opostos se atraem. É uma bonita história de amor entre duas pessoas do bem. Adam tem um amigo mais velho que também tenta aconselhá-lo a entender as coisas da vida. Aos poucos ele amadurece e consegue caminhar com as próprias pernas. Apesar de amá-lo, Beth percebe que não pode servir de um apoio constante, porque também precisa de alguém que a apoie. O filme é tocante e nos leva a acreditar que o amor é possível mesmo se tratando de uma pessoa com Síndrome de Asperger, pois, muitos relacionamentos passam pelos mesmos problemos que o jovem casal do filme. Assim, confiança e respeito e aceitação são fatores essenciais ao relacionamento, assim como qualquer outro. O final não é decepcionante como alguns acharam, na verdade é preciso enterder as entrelinhas e o que aconteceu realmente com Adam. O Final foi sutil, pois é justamente na deficiência vivida pelos portadores da síndrome, que o protagonista o supera.
RAIN MAN
Um jovem
yuppie (Tom Cruise) é informado da morte de seu pai. Eles nunca se
deram bem e não se viam há vários anos, mas resolve ir ao enterro. Quando
vai cuidar do testamento fica sabendo que herdou um Buick 1949 e as
roseiras premiadas do seu pai. No entanto, há um "beneficiário" que herdou
três milhões de dólares. É quando descobre que tinha um irmão (Dustin Hoffman), diagnosticado como autista, e que pode calcular
problemas matemáticos complicados com grande velocidade e precisão. O
yuppie sequestra seu irmão autista da instituição onde ele está
internado, pois planeja levá-lo para Los Angeles e exigir metade do
dinheiro, nem que para isto tenha que ir aos tribunais. É durante uma
viagem cheia de pequenos imprevistos que os dois se compreenderão
mutuamente e entenderão o significado de serem irmãos.
A PEDRA

O distraído nela tropeçou...
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, usando-a, construiu.
O camponês, cansado da lida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Já, Davi, matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!
Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento.
Independente do tamanho das pedras, no decorrer de sua vida. não existirá uma, que você não possa aproveitá-la para seu crescimento espiritual.
Quanto à sua pedra atual, tenho certeza que Deus irá te dar sabedoria, para mais tarde você olhar para ela, e ter orgulho da maravilhosa experiência que causou em sua vida, no seu crescimento espiritual.
NICK SCOTT: FISICULTURISTA PARAPLÉGICO
Qualquer um ficaria “um pouco” chateado de perder os movimentos da
perna, algumas pessoas acham que a vida acabou, mas não.
O que elas não sabem é que apenas uma nova vida está começando. Foi assim com Nick Scott, ele perdeu os movimentos da perna em 1998, após um acidente de carro.
Como ele não queria ser um simples “cadeirante”, decidiu começar uma forte rotina na academia, e depois de muito esforço se tornou fisiculturista, veja que exemplo de superação e dedicação:

Antes e Depois

























O que elas não sabem é que apenas uma nova vida está começando. Foi assim com Nick Scott, ele perdeu os movimentos da perna em 1998, após um acidente de carro.
Como ele não queria ser um simples “cadeirante”, decidiu começar uma forte rotina na academia, e depois de muito esforço se tornou fisiculturista, veja que exemplo de superação e dedicação:

Antes e Depois

























Marcadores:
Acessibilidade,
Biografias,
Cadeirantes,
Inclusão
AUTISMO: DEFINIÇÕES E TRATAMENTO
Definições:
- O autismo é uma deficiência no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Não se conseguiu até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças, que possa causar a doença.
- (Autism Society of American Associação Americana de Autismo-ASA).
- Transtorno global do desenvolvimento caracterizado por: um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos, e apresentando uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo. Além disso, o transtorno se acompanha comumente de numerosas outras manifestações inespecíficas, por exemplo: fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade. (CID-10 – 2000)
Causas:
Não se conhece a causa do autismo, mas, estudos
de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte,
genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em
um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns
podem estar relacionados a uma infecção viral, fenilcetonúria que é uma
deficiência herdada de enzima, ou a síndrome do X frágil. Além disso,
pode-se admitir que tenha relação com fatos ocorrido durante a gestação
ou parto.
Sintomas:
Os sintomas do autista, geralmente persistem ao longo de toda a vida e são verificados através de muita observação, tais como:
|
Diagnóstico
|
![]() |
Tratamento
O tratamento deve ser feito por uma equipe multi e interdisciplinar:
- Tratamento médico - formado por pediatra, neurologista, psiquiatra e dentista.
- Tratamento não-médico - formado por psicólogo, fonoaudiólogo, pedagogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e orientador familiar.
Contudo, a família e a base do tratamento com
envolvimento total ao mesmo, estes devem procurar uma fonte de apoio que
pode ser um terapeuta, um amigo, uma religião e lembrar-se sempre que o
autismo é para sempre, mas não é uma sentença de morte e todos os
familiares devem procurar se informar ao máximo sobre o autismo, para
poder auxiliar no tratamento.
Os medicamentos continuam sendo componentes importante para o tratamento, porém nem todos os pacientes deverão utilizá-lo.
O sucesso do tratamento depende exclusivamente
da dedicação qualificação dos profissionais que se dedicam ao
atendimento, bem como a dedicação e empenho dos familiares.
Bibliografia:
- MELLO, A. M. S. R, Autismo: Guia prático, 3ª Edição, São Paulo: AMA; Brasília: CORDE, 2004, 93p.
- CAVALCANTE, A. E. C., ROCHA, P. S; Autismo, 2ª Edição, São Paulo – Casa do Psicólogo, 2002, 150p.
- http://www.autismo.com.br/ Endereço eletrônico acessado em 04 de outubro de 2005.
* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
Marcadores:
Acessibilidade,
Autismo,
Inclusão,
Psicologia
AUTISMO PODE SER APENAS O SINTOMA DE UMA SÍNDROME MAIS GRAVE

Dificuldades na fala e na interação social têm várias origens diferentes.
Para especialistas, termo “doenças do espectro autista” é mais abrangente.
Dificuldades para aprender a falar, problemas de interação social e
movimentos repetitivos sem nenhum motivo aparente são os sintomas mais
conhecidos do autismo. Mas essa condição não é uma doença por si só,
pode ter várias origens diferentes, e pode ser apenas o indício de uma
síndrome mais complexa.
Além disso, há vários graus diferentes do problema, e por isso os
especialistas preferem o termo “doenças do espectro autista”. “Inclui
desde a forma clássica, a criança isolada que não comunica e não fala,
mas tem as formas mais leves”, explicou Maria Rita dos Passos Bueno, que
pesquisa a genética do autismo no Instituto de Biociências da
Universidade de São Paulo (USP).
A síndrome de Asperger é uma dessas formas mais leves, uma das doenças
menos graves do espectro. As crianças aprendem a falar na idade normal,
mas têm problemas para se integrar à sociedade. Porém, mesmo dentro do
grupo dos que têm essa mesma doença, há diferentes níveis de isolamento.
“Existem alguns que conseguem romper essa dificuldade e se adaptam, e
tem outros em que não têm o que se fazer, não se adaptam nunca”, relatou
a pesquisadora.
Bueno cita também algumas doenças complexas que têm o autismo como mais
uma das consequências causadas. A síndrome de Rett provoca, além do
autismo, dificuldades motoras que podem até levar à necessidade da
cadeira de rodas.
Já a síndrome do X frágil pode provocar autismo, mas tem como
característica mais grave o retardo mental. Além disso, traz alterações
no tamanho dos testículos, das orelhas e mudança no formato do rosto,
que fica mais alongado.
“Essas crianças têm um monte de outras coisas além de autismo, o
autismo é como se fosse um sintoma de um quadro mais complexo”, conclui a
cientista.
Autismo clássico
No entanto, há também muitos casos de autismo que não vêm acompanhados dessas outras doenças. Nesses casos, o autismo é o problema em si a ser tratado. “É como se não tivesse sinal clínico suficiente para você dizer que é uma síndrome. Esses pacientes entram no bolo das doenças do espectro autista”, diz Bueno.
“Nesse caso, o maior problema é o problema de comportamento que a
criança tem, e não tem nada alterado: cara normal, tamanho normal, tudo
normal, é uma criança normal, exceto no comportamento”, acrescenta.
Estudo genéticos já levaram os cientistas a encontrar pelo menos cem
mutações genéticas diferentes que podem provocar o comportamento
autista. Além disso, pode haver casos em que duas ou mais mutações se
somam. Por tudo isso, é difícil identificar e combater o problema.
Tratamento
“É fato que o autismo, quanto antes identificado e tratado, melhor o prognóstico e melhor a inserção social. Agora, é claro que isso não significa que todos os casos terão um ótimo prognóstico mesmo tratados em idade bem prematura”, explica a psicóloga Cíntia Guilhardi, doutora pela USP, que trabalha com crianças autistas no Grupo Gradual.
A idade ideal para o início do tratamento, segundo a especialista, é
antes dos três anos de idade. “Quanto antes a gente trata, menos
comportamentos do espectro estão instalados no repertório da criança e
mais chances de ampliar a variedade de comportamentos dela”, completa.
O tratamento dessas crianças é feito não só com psicólogas nas clínicas, mas também com o uso de medicamentos.
As duas especialistas participam do ESPCA Autism, um congresso
internacional para o estudo do autismo organizado em São Carlos (SP).
FONTE: http://g1.globo.com
* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
Marcadores:
Acessibilidade,
Autismo,
Educação Regular e Especial,
Inclusão
AUTISMO DE CARLY FLEISCHMANN
Autismo é
um transtorno global do desenvolvimento. Trata-se de uma alteração
comportamental que afeta a capacidade de comunicação dos indivíduos.
Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam
inteligência e fala intactas, outras apresentam sérios retardos no
desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes,
outros presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de
comportamento. Certos adultos autistas são capazes de ter sucesso
na carreira profissional. Porém os problemas de comunicação e
sociabilização frequentemente causam dificuldades em muitas áreas das
suas vidas.
Tratamento
O autismo é um transtorno que nunca desaparece completamente, porém
com os cuidados adequados o indivíduo se torna cada vez mais adaptado
socialmente. Intervenções apropriadas iniciadas precocemente podem fazer
com que alguns indivíduos melhorem de tal forma que os traços da doença
ficam imperceptíveis para aqueles que não conheceram o desenvolvimento
desses indivíduos.
O sucesso do tratamento depende não só do empenho e
qualificação dos profissionais responsáveis, mas também dos estímulos
feitos no ambiente familiar.
Quanto mais a família souber sobre o tratamento do autismo, melhor para
o desenvolvimento global dos pacientes – de modo geral, crianças.
O caso impressionante
Carly Fleischmann era uma menina autista,
incapaz de se comunicar com o mundo exterior. Pelo menos isso era o que
se pensava a respeito dela, até que completou 11 anos da idade, quando
algo impressionante aconteceu. Algo realmente extraordinário,
envolvendo uma garota diagnosticada como deficiente mental. Uma coisa
que pode ajudar a esclarecer o mistério desse transtorno tão desafiador para a ciência humana.

Nascida em Toronto, no Canadá, quando ela completou dois anos de
idade, ficou claro que não acompanhava o desenvolvimento da sua irmã
gêmea. O pai de Carly, Arthur Fleischmann, comentou: “Quando
dizem a você que sua filha tem um atraso mental e que, no máximo
atingirá o desenvolvimento de uma criança de seis anos, é como se você
levasse um chute no estômago.” Ele e sua esposa receberam o diagnóstico de autismo para Carly e esperaram pelo pior.
Desesperança
As duas filhas gêmeas caminhavam em direções opostas. Os primeiros
anos de Carly foram terríveis. Parte desses atrasos mentais a impediam
de andar e até de sentar. Carly estava perdida em seu próprio mundo. Os
pais faziam tudo o que podiam para ampará-la. Desde os 3 anos, as
terapias eram intensivas e sem interrupção. Eram 40 a 60 horas de
terapia semanais. De três a quatro terapeutas trabalhavam com a menina
diariamente e, quando os pais não viam resultados em uma certa abordagem
terapêutica, logo procuravam outra. Eles nunca desistiram da filha,
pelo contrário, conversavam com ela, estimulavam-na, olhavam-na no fundo
dos olhos e diziam poder enxergar a inteligência dela.
Mas, se havia realmente inteligência em Carly, como explicar do seu
constante balançar, dos braços agitados e das birras constantes? E ela
não conseguia falar nada! Jamais poderíamos esperar que ela tivesse
comunicação com o mundo exterior. O perfil clínico dela era o de uma
criança com autismo severo e moderado retardo mental. Alguns amigos
diziam a Arthur: “Veja, você está gastando milhares de dólares com todos esses tratamentos, sem nenhum resultado!” Era fácil pensar que interná-la era a melhor alternativa. Mas Arthur insistia: “Como um pai e uma mãe podem desistir da sua própria filha?”
O inesperado
Os progressos de Carly, ao longo de meses e anos, eram lentos e
frustrantes. Até que um dia, quando ela tinha 11 anos, foi até o
computador e fez algo totalmente inesperado. Algo que quebrou para
sempre o silêncio do seu mundo secreto. Ela estava muito agitada e
escreveu a palavra DOR. Em seguida escreveu AJUDA e
saiu correndo para vomitar no banheiro. Os pais de Carly perguntaram a
uma das terapeutas da menina o que ela achava do ocorrido. Ela respondeu
que aquilo demonstrava que havia muito mais coisas acontecendo na mente
da garota do que eles podiam imaginar. Para Arthur e sua esposa foi um
momento extremamente marcante. Eles nunca tinham ensinado palavras a
Carly e muito menos a digitá-las no computador. Eles mal podiam
acreditar no que acontecera, pois ela nunca tinha escrito nada antes.
Expectativa
Todos estavam ansiosos e esperavam que ela voltasse a escrever alguma
coisa no computador. Mas Carly recusava-se a escrever novamente e
exibia os mesmos comportamentos estranhos que levavam a pensar em
retardamento mental. Decidiram então adotar uma estratégia: se Carly
desejasse alguma coisa, teria que digitar no computador, para conseguir.
Se quisesse saber alguma coisa ou ir a algum lugar, teria que digitar,
sem a ajuda de ninguém. Meses depois, ela recomeçou a escrever. Ela
entendeu que, se comunicando, tinha poder sobre o ambiente que a
cercava. E as coisas que ela escrevia eram impressionantes! Por exemplo:
“Sou autista, mas isso não me define. Conheça-me, antes de me julgar. Sou bonita, engraçada e gosto de me divertir. Ela explicava também os seus comportamentos estranhos. Bater a cabeça, por exemplo. “Se eu não bater a cabeça, parece que vou explodir. Tento não fazer isso, mas não é como apertar um botão” –ela escreveu certo dia. “Eu sei o que é certo e errado, mas é como se eu lutasse contra o meu cérebro o tempo todo.” Ela não escondia seus desejos e frustrações: “Eu
queria poder ir à escola como uma criança normal, mas não quero que
fiquem com medo de mim, se eu bater na mesa ou gritar. Eu gostaria de
apagar esse fogo dentro de mim” – ela digitou.
Finalmente, alegria
Arthur ficou radiante por poder, finalmente, se comunicar com a filha. Ele declarou: “Parei de olhar para ela como uma pessoa incapaz e passei a vê-la como uma adolescente sapeca!”.
Junto da sua irmã gêmea, é fácil considerar Carly como mentalmente
comprometida, mas somente até perguntar alguma coisa a ela. Por exemplo,
uma das terapeutas lhe perguntou: “Por que os autistas tapam os ouvidos, balançam as mãos e fazem sons estranhos?” Ela respondeu imediatamente: ”É
a nossa maneira de drenar a entrada sensorial que nos sobrecarrega.Nós
criamos ‘outputs’ (saídas) para bloquear ‘inputs’ (entradas de
informações)” O cérebro de Carly se sobrecarrega com sons, luzes, sabores e aromas. Ela explica: “Nossos
cérebros são conectados de forma diferente.Nós absorvemos muitos sons e
conversas ao mesmo tempo e isso, às vezes incomoda. Eu tiro centenas de
fotos de uma pessoa quando olho para ela. Por isso, é difícil ficar
olhando para alguém durante muito tempo.”
Coisas incríveis
Arthur diz: ”Nesses dois anos em que temos nos comunicado com
ela, ela nos disse coisas impressionantes, coisas que nos deixam
perplexos, tipo ‘Querido papai, adoro quando você lê para mim. Sei que
eu não sou a menina mais fácil de cuidar deste mundo, mas você está
sempre me dando forças. Te amo.’ Eu perderia todas as minhas noites de
sono para ouvir isso, gastaria todo o nosso dinheiro simplesmente para
ouvir isso.” Alguém perguntou a Arthur o que foi que Carly escreveu que mais o deixou emocionado. “Você não faz ideia como é ser assim como eu. Eu queria que, pelo menos por um dia, você pudesse ficar dentro do meu corpo.” – ele respondeu.
Atualmente, Carly está escrevendo um romance, tem um blog, usa o twitter
e responde as perguntas de muitas pessoas. Ela agora sabe que tem uma
voz que pode ajudar outras crianças e olha para si mesma como alguém que
pode marcar o mundo e mudar muitas vidas. Ultimamente, ela postou a
seguinte mensagem: “O que posso dizer a todos é que NÃO DESISTAM. Suas vozes internas encontrarão saída para tudo. A minha encontrou!”
FONTE: http://www.vocesabia.net
* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
Marcadores:
Acessibilidade,
Altas Habilidades,
Autismo,
Biografias,
Inclusão,
Psicologia
TESTE DE CINCO MINUTOS PODE DETECTAR AUTISMO EM CRIANÇAS

Um
teste de cinco minutos pode ajudar a detectar autismo em bebês de 12
meses, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira. Este é o primeiro
estudo a mostrar que uma simples ferramenta de triagem pode ser usada
para detectar o autismo, segundo a pesquisadora Lisa Gilotty,
coordenadora do programa de autismo no Instituto Nacional de Saúde
Mental, responsável pelo estudo.
O benefício do estudo é que as crianças poderão iniciar o
tratamento muito mais cedo - disse Karen Pierce, da Universidade da
Califórnia, San Diego, que teve o estudo publicado no "Journal of
Pediatrics".
O autismo é um distúrbio mental complexo e misterioso caracterizado
por dificuldades emocionais e interpessoais de interação. No Brasil, o
autismo atinge cerca de dois milhões de pessoas e, no mundo, segundo
dados da ONU, já são 70 milhões. Nos EUA o distúrbio atinge uma a cada
110 crianças e afeta quatro vezes mais meninos que meninas.
Geralmente o diagnóstico acontece na primeira infância e, segundo
estudos recentes, quanto mais cedo as crianças são diagnosticadas e
tratadas, melhor.
Para o estudo, Pierce e seus colegas reuniram uma rede de 137
pediatras em San Diego, que sistematicamente começaram a testar todos os
bebês durante um ano de exames. Como parte do programa, os pais
responderam a uma pesquisa sobre os bebês, como "quando seu bebê brinca,
ele/ela quer saber se você está olhando?" ou "seu filho sorri olhando
para você?". Todos os bebês que falharam nos testes foram levados para o
centro de autismo da universidade para mais testes periódicos a cada
seis meses até os três anos de idade, quando eram mais propensos a
mostrar sinais de autismo.
De mais de 10 mil bebês, 184 falharam nos testes iniciais e, desses,
75% tiveram algum problema de fato. Do total, 32 crianças tiveram o
diagnóstico de autismo, 56 apresentaram atrasos na fala, nove tiveram
atraso no comportamento e 36 foram classificados com outros problemas.
Depois do programa de triagem, todas as crianças diagnosticadas com
autismo ou atraso de desenvolvimento e 89% daquelas com atraso de
linguagem foram encaminhados para terapia comportamental por volta dos
17 meses e começaram a receber tratamento aos 19 meses.
A pediatra Chrystal de Freitas, que participou do estudo, disse que
pais do programa passaram a prestar mais atenção no desenvolvimento dos
filhos e isso ajudou a prepará-los para algumas más notícias.
Isso permitiu que os pais participassem do processo e percebessem
que seus filhos poderiam ter algum atraso de desenvolvimento ou autismo,
uma mensagem que nenhum pai quer ouvir - disse ela.
Segundo Pierce, pesquisas com médicos antes do programa mostraram que
a maioria não fazia nenhum tipo de teste sistemático para autismo, mas
depois do estudo 96% disseram que continuaram usando a ferramenta de
triagem
FONTE: O GLOBO
* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
terça-feira, 3 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)







