domingo, 8 de abril de 2012

PENSAMENTO DE NELSON MANDELA


EDUCAÇÃO COMEÇA EM CASA!!!


CAMPANHA EM RESPEITO À VAGA RESERVADA AO DEFICIENTE FÍSICO


PENSAMENTO DE ROMÁRIO




“Os pais que têm um dom de ter um filho com síndrome de Down podem se considerar pais especiais. Pessoas leigas, como eu era, as veem como anormais. Mas nós somos mais anormais que eles, porque no mundo deles só tem amor e carinho”
ROMÁRIO

SEI QUE VOU TE AMAR (THE BLACK BALLOON)




Thomas Mollison é um jovem de 16 anos que quer apenas ter uma vida normal. Seu irmão mais velho, Charlie, tem autismo e TDAH e o funcionamento de toda sua família gira em torno de lhe oferecer um ambiente de vida seguro. Ao se mudar para uma nova casa e uma nova escola, Thomas conhece Jackie Masters e começa a se apaixonar por ela. Quando sua mãe fica confinada à cama devido à gravidez, Thomas então deve assumir a responsabilidade de cuidar de seu irmão, o que pode custar a sua relação com Jackie, especialmente quando isso desencadeia um violento confronto na família em sua festa de aniversário, que leva o garoto a uma viagem emocional repleta de frustrações e angústias.

UM AMIGO INESPERADO (AFTER THOMAS)



Kyle Gram é um menino frágil e com diagnóstico de autismo. Seus pais fazem de tudo para tentar se comunicar com ele, até que um cachorro chamado Thomas consegue criar uma relação com o menino que o ajudará a escapar do seu silêncio.

LOUCOS DE AMOR (MOZART AND THE WHALE)




Donald Morton (Josh Hartnett) e Isabelle Sorenson (Radha Mitchell) sofrem da síndrome de Asperger, uma espécie de autismo que provoca disfunções emocionais. Donald trabalha como motorista de táxi, adora os pássaros e tem uma incomum habilidade em lidar com números. Ele gosta e precisa seguir um padrão em sua vida, para que possa levá-la de forma normal. Entretanto ao conhecer Isabelle em seu grupo de ajuda tudo muda em sua vida, por estar apaixonado por ela.

ADAM



Adam (Hugh Dancy) é um jovem meigo e simpático, mas com dificuldade de se relacionar com as pessoas devido à Síndrome de Asperger. Ele vive num mundo solitário até que conhece sua mais nova vizinha, Beth (Rose Byrne), uma linda moça simpática e muito atenciosa. A princípio estranhando o comportamento do vizinho Adam, Beth aos poucos se deixa envolver por ele, e resolve pesquisar sobre a Síndrome de Asperger, ajudando-o a interagir com os outros e a ser auto-confiante, mesmo com a oposição do pai dela. Beth luta para mostrar o mundo real para Adam e o relacionamento dos dois ilustra o que muitos dizem: que os opostos se atraem. É uma bonita história de amor entre duas pessoas do bem. Adam tem um amigo mais velho que também tenta aconselhá-lo a entender as coisas da vida. Aos poucos ele amadurece e consegue caminhar com as próprias pernas. Apesar de amá-lo, Beth percebe que não pode servir de um apoio constante, porque também precisa de alguém que a apoie. O filme é tocante e nos leva a acreditar que o amor é possível mesmo se tratando de uma pessoa com Síndrome de Asperger, pois, muitos relacionamentos passam pelos mesmos problemos que o jovem casal do filme. Assim, confiança e respeito e aceitação são fatores essenciais ao relacionamento, assim como qualquer outro. O final não é decepcionante como alguns acharam, na verdade é preciso enterder as entrelinhas e o que aconteceu realmente com Adam. O Final foi sutil, pois é justamente na deficiência vivida pelos portadores da síndrome, que o protagonista o supera.

RAIN MAN



Um jovem yuppie (Tom Cruise) é informado da morte de seu pai. Eles nunca se deram bem e não se viam há vários anos, mas resolve ir ao enterro. Quando vai cuidar do testamento fica sabendo que herdou um Buick 1949 e as roseiras premiadas do seu pai. No entanto, há um "beneficiário" que herdou três milhões de dólares. É quando descobre que tinha um irmão (Dustin Hoffman), diagnosticado como autista, e que pode calcular problemas matemáticos complicados com grande velocidade e precisão. O yuppie sequestra seu irmão autista da instituição onde ele está internado, pois planeja levá-lo para Los Angeles e exigir metade do dinheiro, nem que para isto tenha que ir aos tribunais. É durante uma viagem cheia de pequenos imprevistos que os dois se compreenderão mutuamente e entenderão o significado de serem irmãos.

A PEDRA





O distraído nela tropeçou...

O bruto a usou como projétil. 
O empreendedor, usando-a, construiu. 
O camponês, cansado da lida, dela fez assento. 
Para meninos, foi brinquedo. 
Drummond a poetizou. 
Já, Davi, matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura... 
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem! 
Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento. 
Independente do tamanho das pedras, no decorrer de sua vida. não existirá uma, que você não possa aproveitá-la para seu crescimento espiritual. 
Quanto à sua pedra atual, tenho certeza que Deus irá te dar sabedoria, para mais tarde você olhar para ela, e ter orgulho da maravilhosa experiência que causou em sua vida, no seu crescimento espiritual.

NICK SCOTT: FISICULTURISTA PARAPLÉGICO

Qualquer um ficaria “um pouco” chateado de perder os movimentos da perna, algumas pessoas acham que a vida acabou, mas não.

O que elas não sabem é que apenas uma nova vida está começando. Foi assim com Nick Scott, ele perdeu os movimentos da perna em 1998, após um acidente de carro.

Como ele não queria ser um simples “cadeirante”, decidiu começar uma forte rotina na academia, e depois de muito esforço se tornou fisiculturista, veja que exemplo de superação e dedicação:

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Antes e Depois


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AUTISMO: DEFINIÇÕES E TRATAMENTO


Definições:
  • O autismo é uma deficiência no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Não se conseguiu até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças, que possa causar a doença.
  • (Autism Society of American Associação Americana de Autismo-ASA).
  • Transtorno global do desenvolvimento caracterizado por: um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos, e apresentando uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo. Além disso, o transtorno se acompanha comumente de numerosas outras manifestações inespecíficas, por exemplo: fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade. (CID-10 – 2000)

Causas:
Não se conhece a causa do autismo, mas, estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral, fenilcetonúria que é uma deficiência herdada de enzima, ou a síndrome do X frágil. Além disso, pode-se admitir que tenha relação com fatos ocorrido durante a gestação ou parto. 

Sintomas:
Os sintomas do autista, geralmente persistem ao longo de toda a vida e são verificados através de muita observação, tais como:
  • Usa as pessoas como ferramenta, isto é, aponta objetos para que as pessoas peguem para eles sem manifestarem esforço para faze-lo.
  • Resiste a mudanças de rotina.
  • Isola-se e não se mistura a outras crianças.
  • Não mantêm contato visual com outra pessoa.
  • Age como se fosse surdo, não atendendo a chamados.
  • Resiste ao aprendizado.
  • Apresenta apego a determinados objetos.
  • Não apresenta medo de perigos.
  • Gira objetos de maneira estranho e peculiar.
  • Apresenta risos e movimentos com relação a nada.
  • Resiste extremamente ao contato físico.
  • Acentuada hiperatividade física.
  • Às vezes torna-se agressivo, destrói objetos, ataca e fere pessoas aparentemente sem motivo.
  • Apresenta certos gestos imotivados como balançar as mãos ou ficar balançando-se.
  • Apresenta comportamento indiferente e arredio.
  • Cheira ou lambe os brinquedos.
  • Etc...


Diagnóstico
Não existem exames laboratoriais ou de imagem que diagnostiquem o autismo. Os pais são os primeiros a notar algo diferente nas crianças autistas. Quando bebê mostra-se indiferente à estimulação por pessoas ou brinquedos, focando sua atenção por longos períodos em determinados itens. Outras crianças começam com um desenvolvimento normal nos primeiros meses para mais tarde tornar-se isolado a tudo e a todos. Normalmente, o diagnóstico é feito clinicamente através de entrevista e histórico do paciente. No entanto, tem famílias que levam anos para perceber algo anormal na criança, causando atraso para o início de uma educação especial, pois quanto antes se inicia o tratamento, melhor é o resultado.
Tratamento
O tratamento deve ser feito por uma equipe multi e interdisciplinar:
  • Tratamento médico - formado por pediatra, neurologista, psiquiatra e dentista.
  • Tratamento não-médico - formado por psicólogo, fonoaudiólogo, pedagogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e orientador familiar.
Contudo, a família e a base do tratamento com envolvimento total ao mesmo, estes devem procurar uma fonte de apoio que pode ser um terapeuta, um amigo, uma religião e lembrar-se sempre que o autismo é para sempre, mas não é uma sentença de morte e todos os familiares devem procurar se informar ao máximo sobre o autismo, para poder auxiliar no tratamento.
Os medicamentos continuam sendo componentes importante para o tratamento, porém nem todos os pacientes deverão utilizá-lo.
O sucesso do tratamento depende exclusivamente da dedicação qualificação dos profissionais que se dedicam ao atendimento, bem como a dedicação e empenho dos familiares. 

Bibliografia:
  • MELLO, A. M. S. R, Autismo: Guia prático, 3ª Edição, São Paulo: AMA; Brasília: CORDE, 2004, 93p.
  • CAVALCANTE, A. E. C., ROCHA, P. S; Autismo, 2ª Edição, São Paulo – Casa do Psicólogo, 2002, 150p.
  • http://www.autismo.com.br/ Endereço eletrônico acessado em 04 de outubro de 2005. 

* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.


AUTISMO PODE SER APENAS O SINTOMA DE UMA SÍNDROME MAIS GRAVE

 Dificuldades na fala e na interação social têm várias origens diferentes.
Para especialistas, termo “doenças do espectro autista” é mais abrangente.

 

Dificuldades para aprender a falar, problemas de interação social e movimentos repetitivos sem nenhum motivo aparente são os sintomas mais conhecidos do autismo. Mas essa condição não é uma doença por si só, pode ter várias origens diferentes, e pode ser apenas o indício de uma síndrome mais complexa.

Além disso, há vários graus diferentes do problema, e por isso os especialistas preferem o termo “doenças do espectro autista”. “Inclui desde a forma clássica, a criança isolada que não comunica e não fala, mas tem as formas mais leves”, explicou Maria Rita dos Passos Bueno, que pesquisa a genética do autismo no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). 
A síndrome de Asperger é uma dessas formas mais leves, uma das doenças menos graves do espectro. As crianças aprendem a falar na idade normal, mas têm problemas para se integrar à sociedade. Porém, mesmo dentro do grupo dos que têm essa mesma doença, há diferentes níveis de isolamento.

“Existem alguns que conseguem romper essa dificuldade e se adaptam, e tem outros em que não têm o que se fazer, não se adaptam nunca”, relatou a pesquisadora.

Bueno cita também algumas doenças complexas que têm o autismo como mais uma das consequências causadas. A síndrome de Rett provoca, além do autismo, dificuldades motoras que podem até levar à necessidade da cadeira de rodas.

Já a síndrome do X frágil pode provocar autismo, mas tem como característica mais grave o retardo mental. Além disso, traz alterações no tamanho dos testículos, das orelhas e mudança no formato do rosto, que fica mais alongado.

“Essas crianças têm um monte de outras coisas além de autismo, o autismo é como se fosse um sintoma de um quadro mais complexo”, conclui a cientista.


Autismo clássico

No entanto, há também muitos casos de autismo que não vêm acompanhados dessas outras doenças. Nesses casos, o autismo é o problema em si a ser tratado. “É como se não tivesse sinal clínico suficiente para você dizer que é uma síndrome. Esses pacientes entram no bolo das doenças do espectro autista”, diz Bueno.

“Nesse caso, o maior problema é o problema de comportamento que a criança tem, e não tem nada alterado: cara normal, tamanho normal, tudo normal, é uma criança normal, exceto no comportamento”, acrescenta.

Estudo genéticos já levaram os cientistas a encontrar pelo menos cem mutações genéticas diferentes que podem provocar o comportamento autista. Além disso, pode haver casos em que duas ou mais mutações se somam. Por tudo isso, é difícil identificar e combater o problema.


Tratamento

“É fato que o autismo, quanto antes identificado e tratado, melhor o prognóstico e melhor a inserção social. Agora, é claro que isso não significa que todos os casos terão um ótimo prognóstico mesmo tratados em idade bem prematura”, explica a psicóloga Cíntia Guilhardi, doutora pela USP, que trabalha com crianças autistas no Grupo Gradual.

A idade ideal para o início do tratamento, segundo a especialista, é antes dos três anos de idade. “Quanto antes a gente trata, menos comportamentos do espectro estão instalados no repertório da criança e mais chances de ampliar a variedade de comportamentos dela”, completa.

O tratamento dessas crianças é feito não só com psicólogas nas clínicas, mas também com o uso de medicamentos.

As duas especialistas participam do ESPCA Autism, um congresso internacional para o estudo do autismo organizado em São Carlos (SP).



FONTE: http://g1.globo.com



* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

AUTISMO DE CARLY FLEISCHMANN

 

Autismo é um transtorno global do desenvolvimento. Trata-se de uma alteração comportamental que afeta a capacidade de comunicação dos indivíduos. Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam sérios retardos no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento. Certos adultos autistas são capazes de ter sucesso na carreira profissional. Porém os problemas de comunicação e sociabilização frequentemente causam dificuldades em muitas áreas das suas vidas.

Tratamento

O autismo é um transtorno que nunca desaparece completamente, porém com os cuidados adequados o indivíduo se torna cada vez mais adaptado socialmente. Intervenções apropriadas iniciadas precocemente podem fazer com que alguns indivíduos melhorem de tal forma que os traços da doença ficam imperceptíveis para aqueles que não conheceram o desenvolvimento desses indivíduos.

O sucesso do tratamento depende não só do empenho e qualificação dos profissionais responsáveis, mas também dos estímulos feitos no ambiente familiar. Quanto mais a família souber sobre o tratamento do autismo, melhor para o desenvolvimento global dos pacientes – de modo geral, crianças.

O caso impressionante

Carly Fleischmann era uma menina autista, incapaz de se comunicar com o mundo exterior. Pelo menos isso era o que se pensava a respeito dela, até que completou 11 anos da idade, quando algo impressionante aconteceu.  Algo realmente extraordinário, envolvendo uma garota diagnosticada como deficiente mental. Uma coisa que pode ajudar a esclarecer o mistério desse transtorno tão desafiador para a ciência humana.


Nascida em Toronto, no Canadá, quando ela completou dois anos de idade, ficou claro que não acompanhava o desenvolvimento da sua irmã gêmea. O pai de Carly, Arthur Fleischmann, comentou: “Quando dizem a você que sua filha tem um atraso mental e que, no máximo atingirá o desenvolvimento de uma criança de seis anos, é como se você levasse um chute no estômago.” Ele e sua esposa receberam o diagnóstico de autismo para Carly e esperaram pelo pior.

Desesperança

As duas filhas gêmeas caminhavam em direções opostas. Os primeiros anos de Carly foram terríveis. Parte desses atrasos mentais a impediam de andar e até de sentar. Carly estava perdida em seu próprio mundo. Os pais faziam tudo o que podiam para ampará-la. Desde os 3 anos, as terapias eram intensivas e sem interrupção. Eram 40 a 60 horas de terapia semanais. De três a quatro terapeutas trabalhavam com a menina diariamente e, quando os pais não viam resultados em uma certa abordagem terapêutica, logo procuravam outra. Eles nunca desistiram da filha, pelo contrário, conversavam com ela, estimulavam-na, olhavam-na no fundo dos olhos e diziam poder enxergar a inteligência dela.

Mas, se havia realmente inteligência em Carly, como explicar do seu constante balançar, dos braços agitados e das birras constantes? E ela não conseguia falar nada! Jamais poderíamos esperar que ela tivesse comunicação com o mundo exterior. O perfil clínico dela era o de uma criança com autismo severo e moderado retardo mental. Alguns amigos diziam a Arthur: “Veja, você está gastando milhares de dólares com todos esses tratamentos, sem nenhum resultado!” Era fácil pensar que interná-la era a melhor alternativa. Mas Arthur insistia: “Como um pai e uma mãe podem desistir da sua própria filha?”

O inesperado

Os progressos de Carly, ao longo de meses e anos, eram lentos e frustrantes. Até que um dia, quando ela tinha 11 anos, foi até o computador e fez algo totalmente inesperado. Algo que quebrou para sempre o silêncio do seu mundo secreto. Ela estava muito agitada e escreveu a palavra DOR. Em seguida escreveu AJUDA e saiu correndo para vomitar no banheiro. Os pais de Carly perguntaram a uma das terapeutas da menina o que ela achava do ocorrido. Ela respondeu que aquilo demonstrava que havia muito mais coisas acontecendo na mente da garota do que eles podiam imaginar. Para Arthur e sua esposa foi um momento extremamente marcante. Eles nunca tinham ensinado palavras a Carly e muito menos a digitá-las no computador. Eles mal podiam acreditar no que acontecera, pois ela nunca tinha escrito nada antes.

Expectativa

Todos estavam ansiosos e esperavam que ela voltasse a escrever alguma coisa no computador. Mas Carly recusava-se a escrever novamente e exibia os mesmos comportamentos estranhos que levavam a pensar em retardamento mental. Decidiram então adotar uma estratégia: se Carly desejasse alguma coisa, teria que digitar no computador, para conseguir. Se quisesse saber alguma coisa ou ir a algum lugar, teria que digitar, sem a ajuda de ninguém. Meses depois, ela recomeçou a escrever. Ela entendeu que, se comunicando, tinha poder sobre o ambiente que a cercava. E as coisas que ela escrevia eram impressionantes! Por exemplo: “Sou autista, mas isso não me define. Conheça-me, antes de me julgar. Sou bonita, engraçada e gosto de me divertir. Ela explicava também os seus comportamentos estranhos. Bater a cabeça, por exemplo. “Se eu não bater a cabeça, parece que vou explodir. Tento não fazer isso, mas não é como apertar um botão” –ela escreveu certo dia. “Eu sei o que é certo e errado, mas é como se eu lutasse contra o meu cérebro o tempo todo.” Ela não escondia seus desejos e frustrações: “Eu queria poder ir à escola como uma criança normal, mas não quero que fiquem com medo de mim, se eu bater na mesa ou gritar. Eu gostaria de apagar esse fogo dentro de mim” – ela digitou.

Finalmente, alegria

Arthur ficou radiante por poder, finalmente, se comunicar com a filha. Ele declarou: “Parei de olhar para ela como uma pessoa incapaz e passei a vê-la como uma adolescente sapeca!”. Junto da sua irmã gêmea, é fácil considerar Carly como mentalmente comprometida, mas somente até perguntar alguma coisa a ela. Por exemplo, uma das terapeutas lhe perguntou: “Por que os autistas tapam os ouvidos, balançam as mãos e fazem sons estranhos?”  Ela respondeu imediatamente: ”É a nossa maneira de drenar a entrada sensorial que nos sobrecarrega.Nós criamos ‘outputs’ (saídas) para bloquear ‘inputs’ (entradas de informações)”  O cérebro de Carly se sobrecarrega com sons, luzes, sabores e aromas. Ela explica: “Nossos cérebros são conectados de forma diferente.Nós absorvemos muitos sons e conversas ao mesmo tempo e isso, às vezes incomoda. Eu tiro centenas de fotos de uma pessoa quando olho para ela. Por isso, é difícil ficar olhando para alguém durante muito tempo.”

Coisas incríveis

Arthur diz: ”Nesses dois anos em que temos nos comunicado com ela, ela nos disse coisas impressionantes, coisas que nos deixam perplexos, tipo ‘Querido papai, adoro quando você lê para mim. Sei que eu não sou a menina mais fácil de cuidar deste mundo, mas você está sempre me dando forças. Te amo.’ Eu perderia todas as minhas noites de sono para ouvir isso, gastaria todo o nosso dinheiro simplesmente para ouvir isso.”  Alguém perguntou a Arthur o que foi que Carly escreveu que mais o deixou emocionado. “Você não faz ideia como é ser assim como eu. Eu queria que, pelo menos por um dia, você pudesse ficar dentro do meu corpo.” – ele respondeu.

Atualmente, Carly está escrevendo um romance, tem um blog, usa o twitter e responde as perguntas de muitas pessoas. Ela agora sabe que tem uma voz que pode ajudar outras crianças e olha para si mesma como alguém que pode marcar o mundo e mudar muitas vidas. Ultimamente, ela postou a seguinte mensagem: “O que posso dizer a todos é que NÃO DESISTAM. Suas vozes internas encontrarão saída para tudo. A minha encontrou!”



FONTE: http://www.vocesabia.net 


* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

TESTE DE CINCO MINUTOS PODE DETECTAR AUTISMO EM CRIANÇAS



Um teste de cinco minutos pode ajudar a detectar autismo em bebês de 12 meses, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira. Este é o primeiro estudo a mostrar que uma simples ferramenta de triagem pode ser usada para detectar o autismo, segundo a pesquisadora Lisa Gilotty, coordenadora do programa de autismo no Instituto Nacional de Saúde Mental, responsável pelo estudo.

O benefício do estudo é que as crianças poderão iniciar o tratamento muito mais cedo - disse Karen Pierce, da Universidade da Califórnia, San Diego, que teve o estudo publicado no "Journal of Pediatrics".

O autismo é um distúrbio mental complexo e misterioso caracterizado por dificuldades emocionais e interpessoais de interação. No Brasil, o autismo atinge cerca de dois milhões de pessoas e, no mundo, segundo dados da ONU, já são 70 milhões. Nos EUA o distúrbio atinge uma a cada 110 crianças e afeta quatro vezes mais meninos que meninas. 

Geralmente o diagnóstico acontece na primeira infância e, segundo estudos recentes, quanto mais cedo as crianças são diagnosticadas e tratadas, melhor. 

Para o estudo, Pierce e seus colegas reuniram uma rede de 137 pediatras em San Diego, que sistematicamente começaram a testar todos os bebês durante um ano de exames. Como parte do programa, os pais responderam a uma pesquisa sobre os bebês, como "quando seu bebê brinca, ele/ela quer saber se você está olhando?" ou "seu filho sorri olhando para você?". Todos os bebês que falharam nos testes foram levados para o centro de autismo da universidade para mais testes periódicos a cada seis meses até os três anos de idade, quando eram mais propensos a mostrar sinais de autismo. 

De mais de 10 mil bebês, 184 falharam nos testes iniciais e, desses, 75% tiveram algum problema de fato. Do total, 32 crianças tiveram o diagnóstico de autismo, 56 apresentaram atrasos na fala, nove tiveram atraso no comportamento e 36 foram classificados com outros problemas.

Depois do programa de triagem, todas as crianças diagnosticadas com autismo ou atraso de desenvolvimento e 89% daquelas com atraso de linguagem foram encaminhados para terapia comportamental por volta dos 17 meses e começaram a receber tratamento aos 19 meses.

A pediatra Chrystal de Freitas, que participou do estudo, disse que pais do programa passaram a prestar mais atenção no desenvolvimento dos filhos e isso ajudou a prepará-los para algumas más notícias.

Isso permitiu que os pais participassem do processo e percebessem que seus filhos poderiam ter algum atraso de desenvolvimento ou autismo, uma mensagem que nenhum pai quer ouvir - disse ela.

Segundo Pierce, pesquisas com médicos antes do programa mostraram que a maioria não fazia nenhum tipo de teste sistemático para autismo, mas depois do estudo 96% disseram que continuaram usando a ferramenta de triagem



FONTE: O GLOBO


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